maio 2016

Viva a Vida

“Viver é a coisa mais rara do mundo, já que a maioria das pessoas se limita a sobreviver” dizia Oscar Wilde com sua habitual espirituosidade. Eis aí uma grande verdade, embora o conceito que ele tinha de “viver” não tenha nada a ver com a ideia que eu faço do assunto.

Na verdade, não é apenas quanto ao que seja vida que os conceitos das pessoas diferem brutalmente. Poderia dizer o mesmo dum monte de coisas, como liberdade, por exemplo. Ora, a despeito de Jesus ser uma pessoa universalmente admirada, Seus conceitos a respeito dessas coisas não gozam de muita popularidade. Quer ver? Por mais que Ele diga: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8:32), atrelando, pois, a ideia de liberdade ao conhecimento da verdade, o mundo idolatra a liberdade do “é proibido proibir”, do “faça o que tu queres pois é tudo da lei”, do “cada um cada um”. A despeito de a Bíblia afirmar que devemos proceder como quem será julgado pela “lei da liberdade”, qualquer lei nos cheira a cerceamento da dita cuja. E por mais que Jesus Cristo diga, continuando o texto supra citado “Eu sou o caminho, a verdade e a vida…, viver de fato para a esmagadora maioria das pessoas não envolve a pessoa dEle necessariamente, ou envolve mas muito distantemente, muito perifericamente. Viver seria sexo livre em profusão, ou dinheiro a rodo, ou poder, ou fama ou todas as alternativas ao mesmo tempo. Não Cristo, isso não. Isso não se parece com vida!

Picture 055

Na contramão e sorrindo

Imagina só se o cidadão que pasta pra levar o pão nosso de cada dia pra mesa da família, espremido nos ônibus da vida, imagina só se esse cabra está, de fato, vivendo. Nunca! Impossível!

Como fez com o conceito de pecado (Mateus 5), contudo, Cristo mostra que vida e liberdade são coisas que se encontram muito abaixo da epiderme, atrás da testa, algo nada superficial mas interiorizado, não tão aparente. Logo, o cidadão mencionado acima pode muito bem ter vida, e vida em abundância e o observador desatento não o sabe!

Oras, cada um pensa conforme o que vê e ouve, conforme as experiências de vida que teve. Falta a algumas pessoas a evidência em contrário, a evidência de que vida pode ser algo diferente, porque os que conhecem a vida e a liberdade não se orgulham dela.

Jesus deu Sua última ordem aos que O seguem: “ide e pregai o evangelho“. Ele queria, portanto, que cada um de nós fosse, saísse do lugar. Não disse: convidem para que as pessoas venham à igreja ouvir o evangelho! É preciso a evidência pulsando ao lado de cada um para que ninguém tenha a desculpa de não saber o que realmente seja ter vida em abundância, o que realmente significa ser livre!

É preciso que você viva a liberdade e a vida aonde as pessoas que alimentam outras ideias a respeito dessas coisas estão. Quem jamais abriu a Bíblia precisa ler seus princípios fundamentais no seu sorriso, na sua prestatividade, no seu desprendimento, na sua não-cobiça, não-orgulho, não-egoísmo. Nas suas atitudes e nas suas omissões eles precisam ver Cristo, ver a sua vida como uma carta viva dEle, explicando as coisas, colocando os pingos nos is.

Se você se sente remando na contramão por ter um conceito diferente da maioria sobre vida, liberdade e outras coisas mais, pense que isso é uma responsabilidade que Cristo lhe confiou e alegre-se! Nas coisas de Deus, grandes responsabilidades representam concomitantemente grandes, enormes alegrias!

Se você se sente remando junto com a corrente, contudo, abra os olhos e procure uma dessas cartas vivas e permita que Cristo expresse Suas idéias. O resultado disso, amigo, há de ser certamente VIDA e LIBERDADE.

Marco Aurélio BrasilViva a Vida
leia mais

Santificar para suportar

Santificar para suportarDescobertas e inovações sempre encantaram as civilizações por facilitarem muito as suas vidas. O domínio do fogo, a invenção da roda, da escrita, a descoberta do ferro, entre tantos outros exemplos apenas no mundo antigo. Muito tempo depois, a descoberta do petróleo, da eletricidade, a invenção do aço. E na atualidade, então, nem se diz. As descobertas e a explosão de conhecimento aconteceram de uma tal forma que não há o que o homem pense ser impossível alcançar ou produzir.

Todas essas inovações sempre estiveram nas mãos de uns poucos, representando uma forma de poder, de controle. Para isso, lançaram mão de disputas, traições, mortes, escravidões e, sobretudo guerras. Sempre foi assim. É ainda nos dias de hoje. Somente as lendas como a de Atlântida dizem da existência de povos que viviam em perfeita harmonia, com equilíbrio populacional, moral, ético etc. Pura utopia. O mundo sempre se pautou pelo desequilíbrio civilizatório e humano.

Contudo, e de forma contraditória, pois os testemunhos nefastos de outros tempos deveriam servir como paradigma para a evolução de nosso comportamento, o mundo parece regredir a passos largos. As guerras são muitas vezes silenciosas e lentas, e a crueldade parece ter dominado a mente humana. As civilizações parecem estar vivenciando uma estupidez só mesmo vista em tempos muito antigos, a exemplo dos comportamentos que antecederam o dilúvio no mundo, catástrofe que encontra registro por parte das mais antigas civilizações.

As escrituras sagradas já previam isso. Jesus Cristo afirmou isso e os evangelhos confirmam suas palavras. No livro de Mateus encontramos os discípulos encantados com as edificações do templo, suntuosas a ponto de encher os olhos, no entanto, ele os adverte que nada daquilo sobreviveria. E pior, que os tempos apresentariam homens que falariam em nome de Deus, não passando de falsos profetas, e outros que escarneceriam da fé alheia, e também que guerras e fomes aconteceriam, além de ódios e traições de toda sorte, aumentando a iniquidade e diminuindo o amor.

Presenciamos exatamente esse mundo. O mundo onde homens sacrificam outros homens com requintes de crueldade em frente às câmeras apenas por causa de religião; onde milhares de pessoas em países pobres são deixadas à míngua, enquanto alimentos são desperdiçados a todo momento e nenhum dirigente poderoso se levanta para corrigir isso; onde a corrupção mostra ser prática corriqueira a toda uma classe política; onde, infelizmente, uma menina é brutalmente violentada por dezenas de bárbaros, para dizer o mínimo, divertindo-se com a exposição nas redes sociais, certos que estão da impunidade.

Pai! Envia o Teu filho de volta! Só o Senhor sabe esse dia, segundo ele próprio declarou quando esteve entre nós como homem! Antecipa, Senhor, a volta de Jesus, pois a humanidade se desumanizou a um extremo insano. Maranata! Vem, Senhor!

Que nossas vidas se voltem apenas o suficiente para as inovações que nos facilitam a vida, e muito mais para a existência que encontra na santificação a forma que nos permite manter a sanidade, suportando tanta iniquidade.

Sadi – O Peregrino da Palavra

Sady FolchSantificar para suportar
leia mais

A Benção Disfarçada

“O que nos parece provação amarga, pode ser uma benção disfarçada”. Oscar Wilde


É conhecida a história do náufrago que conseguiu chegar a uma ilha, onde construiu uma pequena cabana e colocou os seus poucos pertences, e ali passava seus dias. Temente a Deus, sempre pedia ajuda para sair dali. Certo dia, saiu a procurar comida, mas ouviu o som característico de uma fogueira queimando madeira. Olhou em direção do som e viu que vinha da direção de sua cabana. Voltou correndo, mas ao chegar viu que o fogo destruíra tudo.

Desanimado e chateado, questionou Deus a razão de toda aquela desgraça. Horas depois, ainda triste e desanimado, ouviu o som da buzina de um navio, logo a seguir um barco, com alguns marinheiros, se aproximou da ilha. Disseram que se apressasse, pois haviam vindo salvá-lo. No navio, muito agradecido, perguntou ao comandante como o haviam achado, a resposta o surpreendeu:

– Vimos seu sinal de fumaça.

menina em desesperoDiariamente pedimos, e muito esperamos, que o Eterno nos abençoe. Nem sempre Ele nos responde como desejamos. Sou uma prova viva disso. Sou funcionário público e, meses atrás, ocupava um cargo de confiança. Muito satisfeito com minha posição, com o salário e com a localidade onde trabalhava, a cada dia agradecia a Deus e pedia-Lhe que isso continuasse. Mas, no final de fevereiro, meu superior imediato resolveu que deveria colocar alguém, de sua amizade, em meu lugar. Mudança de local de trabalho, salário muito menor, decepcionado e muito triste falei ao Pai que não entendia a razão de tudo aquilo.

Meses depois, fui convidado a assumir um posto, na mesma Secretaria, muito superior ao que eu ocupava. Local melhor, salário melhor e não dependeria mais da boa vontade de pessoas para permanecer no cargo. A história tem muitos detalhes que a falta de tempo e espaço não me permitem relatar, mas hoje vejo que se tivesse permanecido onde pedia ao Pai, agora não estaria onde estou.

Pedia uma benção, mas o Pai me preparava uma maior. Minha visão curta não me permitiu assim o ver quando ela começou a chegar. Nem sempre nossas bênçãos chegam de modo direto e facilmente perceptível, mas elas sempre vêm. Hoje digo que a minha veio, mas disfarçada de provação amarga.

A grande verdade é que o Eterno sempre nos abençoa, se tivermos fé e confiarmos em Seu amor e Suas promessas, desfrutaremos de modo pleno e eficaz de Suas bênçãos, bênçãos que nem imaginamos existir ou sermos capaz de receber.

Gelson de Almeida Jr.A Benção Disfarçada
leia mais

Vaso ou Caco?

vasos quebradosHavia um depósito de vasos quebrados, vasos com os quais ninguém mais se importava. Nesse depósito, quanto mais quebrado estivesse, maior seria o prestígio ou o respeito que o vaso teria com os outros.

Certo dia, porém, foi parar no depósito, por engano, um vaso inteiro. Ele tentou se aproximar dos outros vasos, mas, por ser diferente, lhe davam as costas. Fez de tudo, mas não permitiam que ficasse junto a eles, afinal, ele era diferente. Não aguentando mais tamanha rejeição, decidiu ficar igual a eles, assim, pensou ele, “serei aceito”. Fez de tudo para que o quebrassem, mas os outros vasos não tinham forças para fazê-lo. Descobriu que, se quisesse se quebrar, teria que o fazer sozinho. Assim fez e logo foi aceito no grupo dos vasos quebrados.

Passado um tempo, descobriu que não o respeitavam como gostaria, resolveu se quebrar um pouco mais, e assim foi fazendo, dia a dia se quebrava um pouco mais, quanto mais se quebrava mais prestígio ganhava junto ao grupo. Até que, de tanto se quebrar, reduziu-se a pedaços pequenos e disformes, nunca mais foi visto como vaso, era apenas um amontoado se cacos.

Na vida espiritual o mesmo pode se dar conosco, no afã de serem aceitos num determinado grupo social, muitos agem como esse vaso. Não se contentam com o que o pecado e seus efeitos causaram na raça humana, que saiu perfeita das mãos do Criador. Se apequenam, se mutilam e se destroem apenas para parecer com aqueles que tanto admiram e querem ser iguais. Se degradam tanto que deixam de ser vasos, reduzidos a cacos, para pouco, ou nada servem.

Não permita que nada, ou ninguém, o faça fugir do plano original do Eterno, não acredite quando disserem que o afastamento de Deus e de Seus Princípios o tornará alguém melhor, o máximo que conseguirá, se não voltar atrás, será tornar-se um “caco”. O Eterno quer usar vasos, não cacos.

Gelson de Almeida Jr.Vaso ou Caco?
leia mais

Justa Compreensão

fardoCompreender as passagens da bíblia também se relaciona ao conhecimento dos contextos que envolveram cada uma daquelas situações descritas. Um exemplo a ser destacado está na passagem do evangelho de Mateus – “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.

Por que ele disse isso? Em um vídeo de René Kivitz, ele nos explica que naquela ocasião as crianças desde muito cedo ficavam sob a responsabilidade de rabinos para aprenderem a Torá. Terminado esse tempo, todos sabiam de cor aqueles versos. Muitos voltavam para suas casas e aprenderiam o ofício de seus pais. Os que se sobressaiam, continuavam os estudos, decorando os outros livros e aprendendo a interpretar a Torá, segundo a vontade de Deus.

Pois bem, todos os rabinos tinham seu próprio jugo, o que significa dizer, um conjunto de regras e interpretações que tinham da lei de Moisés. Em muitas dessas situações o jugo era pesado. Jesus também tinha seu jugo, sua interpretação da lei e queria mostrar aos discípulos e às pessoas qual era a vontade de Deus segundo a Torá. O peso dos outros era tanto que não à toa ele disse: “Ai de vós também, doutores da lei! Porque carregais os homens com fardos difíceis de suportar, e vós mesmos nem ainda com um dos vossos dedos tocais nesses fardos”.

O fardo dele, no entanto, era leve e seu jugo suave. E ele quando nos convida a irmos a ele, o faz sem distinção se temos pouco ou muito conhecimento. Para discípulos seus ele escolhe a todos, sem distinção, e as interpretações da lei que ele nos ensina nos destacam, pois não estão relacionadas ao brilhantismo e à erudição, mas à essência que pode se resumir em poucas palavras, esclarecendo-as como nenhum outro poderia, dando-nos a viver ações que contêm mais solidez que todo erudito conhecimento da letra da lei alcançaria.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady FolchJusta Compreensão
leia mais

Ser discípulo

Uma pequena garota vendia maçãs do amor em uma estação de trem, mas ninguém prestava atenção quando esticava suas pequenas mãozinhas oferecendo as “Deliciosas maçãs do amor da Juju”. Seus olhinhos brilharam ao ver que chegava um trem lotado de pessoas, mas saíram do trem com tanta pressa que a atropelaram e derrubaram sua caixa de maçãs no chão, pior ainda, várias maçãs foram pisoteadas.

A pequena garota tentava desesperadamente salvar algumas maçãs, mas a multidão parecia querer impedir. Quando todos haviam ido embora, com lágrimas nos olhos, vê que sobrara muito pouca coisa. Quase todas as maçãs estavam estragadas e ela expressou sua tristeza dizendo:

– Ah, isso não é bom, essas maçãs eram tudo que eu tinha para conseguir dinheiro para comprar o remédio de minha mãe.

Um homem que passava perto dela ouviu-a dizer isso e ajudou-a a recolher o que sobrara. Enquanto a ajudava disse-lhe:

– Você quer saber um segredo? Sou um grande admirador de maçãs do amor e vou comprar todas as suas maçãs, até as que estão quebradas.

Ela não acreditava no que estava ouvindo. Com emoção olhou para o homem e disse:

– Senhor, ouvi falar de um homem que sempre ajudou todas as pessoas ao seu redor, acho que o senhor é esse homem. O senhor é Jesus?

– Não, eu não sou Jesus, mas sou amigo dele. Respondeu o homem.

discipulo1Diariamente entramos em contato com muitas pessoas, elas nos enxergam, mas como nos veem? O quê suas atitudes dizem a seu respeito? Elas promovem o bem comum, a paz, o amor e a união? Mostram ao que o cercam que, acima de tudo e todos, existe um Pai que ama e cuida de todos indistintamente?

Ser discípulo é muito mais que falar do amor de Cristo, é viver esse amor e reparti-lo com TODOS os que dele necessitam. É ficar quando todos os outros foram embora e fazer a diferença na vida de alguém. “Esse profundo amor que vocês tiverem uns pelos outros provará ao mundo que vocês são meus discípulos” (João 13:35 – BV).

Gelson de Almeida Jr.Ser discípulo
leia mais

Guardadores de irmãos

Há na Bíblia uma série de perguntas intrigantes de Deus. Hoje eu estava lembrando não exatamente de uma dessas intrigantes perguntas de Deus, mas da emblemática resposta de um homem a uma dessas perguntas.

A pergunta era esta: Caim, cadê o teu irmão? Pergunta intrigante, sem dúvida alguma, já que Caim havia acabado de matar a Abel e Deus sabia muito bem disso. Deus, com essa pergunta, levou Caim a ser confrontado com toda a barbaridade de seu ato. Mas o que ele respondeu? Ele retornou outra pergunta: “Acaso sou eu guardador do meu irmão?”
compassionate-kids
Bela pergunta! Responda você: Caim era? Era guardador do irmão dele? Deveria saber onde Abel estava, o que fazia, se estava bem? Ele quis sair de fininho da sinuca em que o Senhor o havia posto, justificando sua “ignorância” a respeito do paradeiro do irmão com a desobrigação de cuidar dele e eu noto que o “por acaso eu sou guardador do meu irmão?” tem ecoado pelos séculos afora, repetido por mim mesmo e pelos meus semelhantes todo santo dia.

Responda você: você é o guardador do seu irmão?

Quando quis pintar-se a Si mesmo em tintas humanas, Jesus usou a imagem de um pai que todo dia passa horas perscrutando uma estrada deserta, a ver se seu filho volta. Ele é este, em contrapartida ao próprio filho, que despreza o convívio familiar e também ao outro filho, que menospreza o momento da recomposição do núcleo familiar. A despeito de haver dito que quem não largasse a família para segui-lO não seria digno de Seu reino (com isso querendo dizer que o Seu reino deveria ser prioridade absoluta), antes de expirar Ele se preocupa com o bem estar da própria mãe. Não perde tempo, em meio à profunda agonia de Sua paixão, fazendo um novo discurso, relembrando algo que houvesse dito ou apontando a profecias que em Si se cumpriam, mas faz questão de advertir a João que não esqueça de Maria.

Deus concedeu a cada um um tesouro fenomenal chamado família, algo a ser guardado, protegido, algo por que desvelar-se, mostrar o maior zelo possível, e no entanto damos de ombros e saímos com essa de “por acaso sou guardador do meu irmão?” Nós nos guardamos sob rótulos de atividades que cada um tem e ficamos sempre aquém disso. Na família nos moldes antigos, o pai é o provedor – e só – a mãe é a trabalhadora braçal – e só – o filho é o que tem que passar de ano e procurar não quebrar nada – e só. Entretanto, a família é o que temos de mais precioso e nos cabe preocupar-se substancialmente com o bem estar dos seus integrantes, algo que vá além do bem estar físico, que atinja o campo sentimental, emocional, social, buscando constantemente formas de ver os seus realizados, satisfeitos.

Digo isso porque essa velha instituição tem sido bombardeada de tudo que é lado. A mídia é a responsável pela artilharia pesada, que abre os maiores estragos, os rombos mais danosos. O corre-corre do dia-a-dia faz as vezes de infantaria, minando o que sobrou.

Houvesse genuíno interesse de parte a parte com o bem estar de todos, acho que não veríamos tanta aberração, tanta separação, tanto desinteresse, tanta solidão.

Marco Aurélio BrasilGuardadores de irmãos
leia mais

Pequenas Coisas, Grandes Repostas

teia de aranhaTalvez você conheça a história do homem que estava na mata sendo perseguido por um grupo de malfeitores. Na escuridão, sem saber para onde ir entrou numa pequena fenda de montanha, achando que era uma caverna, mal entrou e viu que estava num beco sem saída, sem ter para onde ir. Em oração a Deus disse:

– Ó Deus, tem misericórdia de mim. Coloca, Senhor, um anjo na entrada desta fenda. Um não, Senhor, coloque vários. Somente um grande milagre poderá me salvar.

Enquanto olhava para fora viu uma pequena aranha começar a tecer sua teia bem na entrada do local. Decepcionado com Deus disse:

– Senhor, eu pedi um exército de anjos e Tu me mandas uma pequena aranha? É esse o meu valor para Ti?

Ainda “orava” quando percebeu que seus perseguidores haviam parado à entrada da fenda e um deles disse ao grupo:

– Aí ele não entrou, tem até teia de aranha! Vamos embora.

Aliviado o homem viu que Deus não precisara de um exército para lhe atender, bastara uma pequena aranha trabalhando.

Como esse homem muitos esperam grandes manifestações divinas em seu favor. Querem que o Eterno, não só os atenda, mas que o faça de forma estrondosa e marcante. Querem uma atuação divina como nas pragas do Egito, esperam que o “Mar Vermelho” se abra à sua frente e, se tem algum inimigo, querem que desça fogo dos Céus como em Sodoma e Gomorra. Valorizam mais a atuação que a resposta divina.

A verdade, porém, é que o Eterno não é espalhafatoso, agindo em favor de Seus filhos Ele faz o necessário para atendê-los, se preocupa apenas em atender nossas súplicas, não em dar show. Ele é Deus, não existe ninguém semelhante a Ele, não depende de ninguém e não precisa provar nada a ninguém.

Quando fugia de Jezabel o profeta Elias murmurou que sempre fora fiel e agora estava jurado de morte. Foi convidado a sair da caverna e se encontrar com Deus. Passaram diante dele um forte vento, um terremoto, um fogo devorador e Deus não estava neles. De repente, no meio de um vento suave o Eterno se apresentou e falou com ele.

Algo o aflige e você espera por uma resposta do Eterno? Preste atenção a pequenos detalhes ao seu redor, nesse exato instante o Eterno poderá estar atuando em seu favor e você está desatento. Ele sempre nos atende, nem sempre como esperamos, mas muito melhor do que necessitamos. Apenas confie e fique atento às pequenas coisas.

Gelson de Almeida Jr.Pequenas Coisas, Grandes Repostas
leia mais

Sob nova direção

Quando as coisas vão mal, a simples mudança na gerência do empreendimento é um sopro de esperança. Quantos times desacreditados não se tornaram campeões após uma mudança de técnico? 

Quando as coisas vão mal, a simples consciência de que a gestão passará a ser conduzida por alguém com outro discurso e a simples possibilidade de que essa gestão seja orientada por outra gama de valores pode ser uma luz no final do túnel.
IMAGEM_SOB_NOVA_DIRE_O
Lembro de um comercial de TV que, salvo engano, foi exibido numa única oportunidade e, se lembro bem, foi no dia em que foi anunciada a eleição de Collor para Presidente. O comercial, patrocinado por um Banco, exibia cenas aéreas do Brasil até chegar no Palácio da Alvorada, em Brasília, enquanto Herbert Vianna lia com muita emoção um poema chamado “Santa Clara, clareai” (que agora São Google me informa ser “A oração para aviadores”, de Manuel Bandeira). Era a esperança depois de uma noite longa. Era uma chance de acertar.
 
Se minha memória não me trai, isso aconteceu há 26 anos, e no entanto eu ainda lembro do gosto da esperança. Gosto que senti algumas vezes mais e que depois invariavelmente se fez amargo. Ainda assim, é muito bom senti-lo de novo.
 
Isso me remete ao dia em que senti um gosto novo em minha existência particular. Deve ter acontecido por volta de 1993, quando já era sabido que Santa Clara não havia feito um bom trabalho e Collor já ia defenestrado do Planalto. Eu tinha 20 anos e constatei estupefato que eu estava sob nova direção. Minha escala de valores havia sofrido uma revolução, minhas prioridades e afetos tinham virado de cabeça para baixo. O estudo da Bíblia, a constatação da atuação divina em minha vida e a interação com amigos muito especiais produzira aquela metamorfose. 23 anos mais tarde, o noticiário político do Brasil me conduz à frente do meu espelho para perguntar: “Continuo fiel a essa mudança doce, dulcíssima de direção?”
 
Estar sob nova direção é um imperativo. Quem está em Cristo, nova criatura é (II Coríntios 5:17). Nas palavras do saudoso Morris Venden, “conquanto possamos não saber precisar o dia e o lugar em que nos convertemos, todos podemos dizer se o fomos ou não”. Me preocupo quando escuto de cristãos que nunca tiveram uma experiência assim. Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3:3). É necessário. É mandatório.
 
Morris Venden continua: “E conquanto não possamos operar por nós mesmos a nossa conversão, podemos pavimentar o caminho pelo qual isso se fará possível“.
Se você não sabe o que é estar sob nova direção, saiba, meu amigo, que essa é a experiência a ser buscada com maior urgência e com maior afinco. É essa a emergência que todas as luzes piscantes ao seu redor indicam. Se colocar no ambiente em que isso acontece, passar a alimentar deliberadamente os pensamentos que se harmonizam com essa mudança de paradigmas, conhecer e prosseguir em conhecer a Bíblia e o Deus dela, isso é a prioridade de sua vida. Porque uma vida que não desemboca no “reino de Deus” é uma tragédia, é entornar ao chão o preciosíssimo sangue de Cristo, o único capaz de, esse sim, entregar um futuro idílico e à prova de amarguras.
E se você conhece a experiência, junte-se a mim nesse balanço. Aproveite a violenta mudança de direção sobre a qual os jornais não param de falar para avaliar se os princípios que o norteiam hoje estão alinhados aos que você recebeu naquele dia glorioso. Porque uma mudança de direção só é efetiva se você se mantém andando na nova direção.
 
Que possamos todos estar sob nova direção, e na direção certa.
Marco Aurélio BrasilSob nova direção
leia mais

No caminho da Sabedoria

No Caminho da SabedoriaProcuro meditar no fim de todos os dias, um costume meu que me soa mais do que um simples balanço, mas também uma forma de identificar e compreender se houve sabedoria em meu caminho. Ato contínuo me lanço em busca de uma leitura bíblica. Ao por do sol desta sexta, para a minha surpresa, me deparei com a palavra do quarto capítulo do livro de provérbios, que contém exatamente as linhas gerais sobre a supremacia da Sabedoria.

Viver sob a égide da sabedoria é um princípio que encontra o equilíbrio para todas as situações. É, antes de tudo, a atitude que se coloca debaixo das asas do Eterno, bendito seja o Seu nome. Andar por sabedoria é encontrar o caminho correto na relação com todas as coisas e pessoas. É também permanecer calado quando não se consegue nem mesmo enxergar a melhor resposta, afinal, não raro nesses casos é propriamente a melhor resposta a ser dada. É, enfim, compreender o mundo, não para julgá-lo, mas para perceber onde nele podemos ser luz e sal.

Eis a atitude que nos transforma e nos faz avançar em caminhos que não poderíamos sequer saber como pensar ou agir por nós mesmos, pois ainda que haja a presença do melhor da sabedoria humana, por ela não encontraríamos a transformação que nos leva a vivermos, por exemplo, momentos angustiosos sem nos abalarmos com isso, pois sabemos que não é este o nosso mundo. A sabedoria divina nos concede equilíbrio, paz, crescimento espiritual. Fortalece-nos de uma forma extraordinária.

Tolo o homem que se credite ser sábio sem que a sabedoria lhe seja dada do Alto. Quando as primeiras linhas do provérbio em comento se iniciam, registra o escriba: “Ouvi, filhos, a correção do pai…”. Se este pai não contiver a sabedoria do Alto, ele e seu filho andarão apenas pelos justos conceitos humanos, guiados por sabedoria e justiça advindos dessa seara – o que é admirável, diga-se de passagem -, contudo nada representando diante da obra de Deus, pois neles se ausenta o ser sal e luz entre os homens, a fim de lhes dar o testemunho do Cristo. Quando no livro de provérbios o Criador, pelas mãos do escriba, afirma ao filho que ouça seu pai, se refere ao pai que anda na vereda do Eterno. Eis a diferença.

Ali, ao meditar as palavras que dizem – “adquire sabedoria e não a te afaste de tua boca; não a abandone e ela te guardará; ama-a e ela te protegerá” – me perguntei o que mais poderia querer para bem seguir a vida, afinal, os mesmos versos concluem – “retenha em seu coração essas palavras, guarda os meus mandamentos e vive”. Bendito é o Senhor que me conduz pelo caminho da sabedoria e me encaminha por veredas retas!

Sadi – O Peregrino da Palavra

Sady FolchNo caminho da Sabedoria
leia mais