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A aflição e a paz

À Kleber Gonçalves, Fabiano Mendes e Hiran Jacobini, homens que aceitaram verdadeiramente o chamado para pastorear o rebanho de Cristo, dando-nos condições para reconhecermos também na aflição a oportunidade para o real caminho da paz.

A aflição tem sido um sentimento que acompanha a humanidade desde o início dos tempos. Adão e Eva experimentaram-na ao perceberem que haviam desobedecido ao Criador, e a consequência de seus atos os levou a viverem fora da presença de Deus. Neste caso a aflição encontrou respaldo em fatos que afetariam a vida, e por conta deles sentimentos de agonia e sofrimento se fizeram presentes na mente e no corpo físico de toda a humanidade.

Ela é também uma sensação vivida por coisas que a mente pense que possam vir a ocorrer, contudo aí se pode estar experimentando uma vivência sem base para tanto, sendo apenas um produto de uma mente insegura. E por fim, fatos que podem afetar a vida podem ocorrer sem que tenhamos dado qualquer motivo para tanto, e a limitação que permeia a humanidade produz as aflições decorrentes deste caminho de vida e morte, efêmero que é.

Desde que por conta da má escolha do homem ocorrera limitação à vida, esta que era plena por ocasião da criação, tanto uma quanto outra situação aflitiva acima disposta provocou no ser humano um estado de preocupação e desassossego, levando-o na maioria das vezes a vivenciar resultados traumáticos que influenciaram sua vida inteira, por meio de um desencadeamento da descrença na vida, em si mesmo e nos semelhantes. O resultado final foi uma vida sem sentido, desperdiçada ao bel prazer do erro e do engano, em que pese o SENHOR não ter abandonado a criação, dando-lhe a possibilidade de retornarem ao Seu convívio por meio de Seu conhecimento revelado ao povo que escolheu para receber o redentor.

O evangelho de João, a partir do verso 31 do capítulo 13, até o verso 33 do capítulo 16, registrou momentos em que nosso Salvador, sabendo que Sua hora estava à porta, passou tão somente a instruir aos discípulos. Consequentemente tais instruções se estenderiam a toda humanidade após eles. A tônica destas informações encontrava substância no fato daqueles homens terem O reconhecido e recebido como enviado por Deus, mas por serem humanos como qualquer outro, limitados em entendimento e abertos à possibilidade da aflição, Cristo procurou os fortalecer mediante a revelação de Seu breve retorno, assim como de que não os deixaria a sós, uma vez que o Espírito Santo ser-lhes-ia dado para conforto e confirmação das palavras que Ele havia pronunciado quando esteve nesta terra.

As aflições desta vida pelo que haveremos de comer, vestir e morar; pela frágil necessidade que esperamos da aceitação alheia; pelos caminhos que desejamos equilibrados em meio à família e à sociedade, assim como o desejo de nos ser mantida a capacidade de andar, falar, pensar e construir como quando somos jovens são todas expressões da mente humana, limitada pelo entendimento afligido pelo conhecimento de seu fim, quando não subconscientes de um tempo vivido na perfeição e que já não se encontra mais entre nós.

Nada disto deve ser levado em consideração quando se conhece a realidade da vida que está preparada para os que encontram em Deus o caminho da plenitude, tomando a verdade revelada por Cristo como o único respaldo que pode nos trazer equilíbrio, mesmo em meio às confusões, às trevas que surgem no caminho, e mesmo às limitações que nos são impostas em decorrência não de escolhas presentes, mas oriundas de uma herança advinda de um momento no passado em que ocorreu a influência do mal, pai do desequilíbrio, contudo já reparada desde a fundação do mundo quando se estipulou que um Filho seria nos dado para suprir todas as nossas deficiências, impossibilidades e limitações.

De que adianta ao homem tentar a todo custo salvar sua vida e perder a vivência na perfeição da eternidade? Releve, medite e se alimente na verdade. A palavra revelada é a verdade. Muitos se levantarão contra isto, fatos ocorrerão sem que tenhamos respostas plausíveis para justificar suas ocorrências em nossa vida, mas o que importa todas estas coisas senão o fato de terem se tornado oportunidades para o nosso crescimento espiritual?

A paz do Senhor Jesus esteja com todos nestes dias que se seguem. Não a paz do mundo, mas a que está presente no Espírito Santo que a todos que O aceitem os fortalece.

Sady FolchA aflição e a paz

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