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# A Jornada

O que há entre a grande parte dos filmes e romances ficcionais que possa identificar-lhes em comum? A jornada de seus protagonistas. Os roteiros retratam, em sua maioria, o herói vivenciando momentos de superação por alguma situação que os tenha tirado de seu mundo comum. Eles são chamados a se levantarem e lutarem para transpor dificuldades internas ou externas que, possivelmente, não estivessem nem mesmo preparados para superá-las ou combatê-las.

Assim também se dá em meio a nossa história de religação com Deus. Independentemente da ocorrência em que se nos foi apresentado o evangelho, aceitando-o ou não, o fato é que ele nos convida a sairmos do lugar comum, da comodidade a que estamos acostumados, e a aceitarmos esse chamado do mundo especial, onde todas as coisas são completamente diversas das que aprendemos até então. Contudo, para isso será necessário enfrentarmos obstáculos, inimigos e situações das mais diversas que buscarão nos desestimular e fazer-nos desistir de nos mantermos no caminho, antes e durante a jornada.

Em todas as ocasiões, nos diz a Palavra, nosso inimigo não é a carne ou o sangue, ou seja, o homem em si, mas o mal que o influencia. Para combater a fonte, precisamos de ajudantes e armas espirituais. Os primeiros estão no exército do Senhor e, as armas, essencialmente se faz representada pela armadura descrita no livro de efésios (6:11), qual seja a espada representada pela Palavra de Deus, o capacete da salvação, o escudo da fé, o colete da justiça e o cinturão da verdade, sempre calçando os pés com o evangelho da paz.

Sem isso não podemos vencer, afinal, o inimigo transpõe a barreira do visível. Está no mundo espiritual, quando não está dentro de nós mesmos, em nosso interior, representado pelas dificuldades de hábitos que precisamos superar. A ajuda vem do Senhor que por nós intercede se temos um coração puro no sentido do reconhecimento de nossos erros e da necessidade de nosso arrependimento verdadeiro. Deus conhece o nosso coração e, antes que pedimos, Ele próprio sai em nosso favor, dando-nos livramentos que nem sonhamos tê-los precisados.

Somente nos alimentando da Palavra poderemos seguir nesse caminho de lutas e superações a que somos convidados a percorrer, adquirindo poder de Deus, saindo do lugar comum a que estamos acostumados para atingirmos ao momento do grande prêmio a que nos destina todo esse pequeno percurso da vida. Isso ocorrerá com a volta do Messias.

Assim diz o verso do poeta Gonçalves Dias, no poema – Canção do Tamoio – “A vida é combate, que os fracos abate, que os fortes e bravos, só pode exaltar”. Contudo, a essa luta a que nos destinamos, nós que cremos no Messias e em seu Pai, sabemos que neles nos fortalecemos, e por isso mesmo é que podemos dizer, inclusive, que quando somos fracos aí é que somos fortes, pois entra em cena o poder de Deus. Há grande estratégia de sabedoria nesse reconhecimento.

Shabbat Shalom!

Ṣadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# A Jornada

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