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Algumas coisas que Malaquias me diz

Gosto de Malaquias porque ele é ao mesmo tempo um ótimo exemplo de livro dos profetas, com seus apelos ao arrependimento e lembranças do juízo, e um maravilhoso tratado teológico em miniatura, com diversos conceitos profundíssimos expostos em linguagem clara e direta.

Ele começa com uma declaração de amor. Deus usa o profeta para lembrar a Israel que entre todas as nações, ele foi o escolhido, sem qualquer mérito de sua parte. Depois desse lembrete importante, ele começa a fazer uma das grandes perguntas do livro e de todos os livros dos profetas em geral, uma pergunta que eu também ouço cada dia que recordo a enormidade do amor de que sou objeto: como você responde a uma grande declaração de amor? Ou: um amor assim tão ilimitado, tão rasgado, tão escancarado, tão puro e tão sacrificado te deixa indiferente?

Você tem um animal perfeito e sem mácula, mas na hora de sacrificar sacrifica o outro? Você despreza a mulher com quem se casou, tendo casos com outras? Você esquece de devolver o dízimo e jamais se lembra de trazer ofertas a Deus? Você tem uma posição de influência sobre alguém e exerce essa influência para afastá-lo de Deus? Será que esqueceu que um dia tudo isso há de vir a julgamento?

Malaquias nos faz saber os subterfúgios que Israel encontrava para fazer tudo isso sem corar, sem ficar envergonhado. É que eles costumavam dizer coisas como: não existem provas cabais do amor de Deus por nós; Deus foi embora, Ele não liga se o ímpio prospera e o justo sofre; servir a Deus é inútil, etc.. Enfim, o tipo de coisa que Satanás adora repetir e pela repetição convence um mundo.

O profeta diz qual é a solução para esta deplorável situação. No capítulo 3:3, diz que um dia Israel vai “trazer ofertas em justiça”, no dia em que ele for refinado como ouro pelo grande Refinador. No dia em que se submeter Àquele que tanto o ama. Ele fará a obra, Ele efetivará a mudança. “E eles serão meus, diz o Senhor dos exércitos; minha possessão particular naquele dia que preparei; poupá-los-ei, como um homem poupa a seu filho, que o serve. Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que o não serve” (versos 17 e 18).

Entre tantas outras coisas, Malaquias diz que o Senhor que jamais muda (3:6) há de eliminar o cinza deste mundo. Haverá apenas o branco e o preto, todo o Universo saberá quem O serve e quem, embora talvez da boca para fora o confesse, não O serve. Haverá um tempo, e eu acredito que não está longe, em que todo aquele que não ignorou a declaração de amor escrita sobre a cruz, a preço de sangue inocente, submetendo-se assim ao Refinador, e Ele o fará justo, e o mundo saberá.

Estar em um ou outro lado depende de nossa capacidade de responder ao Seu amor hoje. Ou vamos continuar repetindo os subterfúgios de Satanás e vivendo como se Deus não estive agora mesmo aqui, do nosso lado, olhando nos nossos olhos, louco de vontade de nos abraçar?

Marco Aurélio BrasilAlgumas coisas que Malaquias me diz