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# Amor incondicional

castra-1024Se por uma hipótese muito remota surgisse algum dirigente político no País em que você reside, e tivesse as mesmas atitudes que Hitler as teve durante a 2ª Guerra, maltratando e executando covardemente toda a sua família (Que o Eterno não permita isso) responda a si mesmo se você oraria por ele e se o perdoaria. Esta reflexão difícil encontra seu propósito para que juntos meditemos a partir dos principais pilares do cristianismo: oração, amor incondicional e perdão.

Tal hipótese de intercessão passou a ser mencionada em uma discussão na internet quando alguém perguntou se oramos pelo ex-presidente Luís Inácio, depois que surgiu a notícia, verdadeira ou não, que ele passou a se tratar novamente da grave doença que o acometeu há um tempo. As opiniões, movidas apaixonadamente, penderam pela resposta negativa. Detalhe: tratava-se de uma pergunta feita por um cristão evangélico a iguais crentes.

A discussão passou a ficar acalorada em segundos. As opiniões se dividiam de modo confuso, pois era nítida a motivação política, ou seja, uma tolice sem tamanho enquanto falamos da vida de alguém que precise de oração. Outra pessoa, também crente na mensagem do Cristo, trouxe a discussão para a sua página, composta por crentes ou não. Entre as respostas, de um lado umas diziam: “O Cristo pediu que orássemos por todos, amando e perdoando sem distinção”. Outras ressaltavam o choque de valores como princípios e religião, concluindo não ser tão fácil a resposta. Na outra ponta, respostas inclusive de cristãos, que envergonhariam o mais apóstata dos homens.

Mas, o que tem Hitler a ver com essa questão? O fato de orar, amar e perdoar ou não, tomou outro rumo quando um cristão, talvez também motivado politicamente, perguntou se nós praticaríamos estes mandamentos se a situação fosse diante do perturbado dirigente da Alemanha na 2ª Guerra. O condutor do debate acreditou ser cruel colocar estes dois dirigentes em um mesmo “saco”, mas reiterou sua preocupação com seguirmos ou não aos mandamentos daquele a quem decidimos seguir, independente de vieses políticos.

Mas, espere um pouco; se não há diferença entre um pequeno pecado e outro a que se atribua enorme gravidade, não deveríamos amar, orar e perdoar mesmo a alguém que fizesse mal a nossa família (Que o Eterno não permita) como o desequilibrado dirigente alemão o fez a tanta gente inocente? Haveria algum limite para não amarmos ou não perdoarmos aos homens insanos do grupo Ísis na Síria?

Independente de qual seja a sua resposta (devendo ser honesta), inclusive se temos a noção do que seja amar alguém em uma situação extrema como essa, um dos participantes do debate escreveu algo importante e real. Disse ele que a verdade é que amamos muito pouco, às vezes nem mesmo aos de dentro de nossa própria casa e se isso fosse diferente, afirmou ele, não teríamos a necessidade nem mesmo de participar de debates como estes.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Amor incondicional

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