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# Andar pela fé

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Como muitos já sabem, há duas semanas tomamos de empréstimo a narrativa do livro O Peregrino, de John Bunnyan, para analisar a jornada do protagonista, Cristão, que não raro representa a jornada de todos nós em busca da porta que é Cristo, com tudo e todos que cruzam nosso caminho para nos ajudar a avançar ou para nos incentivar a retroceder.

No último episódio Cristão se deparou com a desistência de seu amigo que o acompanhava, pois este ao se surpreender com o primeiro problema que surgiu, um pântano chamado Desânimo, concluiu que não deseja mais seguir, e conseguindo se livrar, saiu sem nem mesmo ajudar a Cristão, voltando à vila que representava o seu conforto. Seu nome era Volúvel.

Cristão, agora sozinho, tentava se livrar do pântano, mas, devido ao fardo que trazia às costas não conseguiu sair e começou a gritar por socorro. Logo surgiu ao seu encontro um homem chamado Auxílio, perguntando-lhe o que ele fazia naquele lugar. Cristão lhe explicou que tentou se aproximar com pressa da porta estreita (Cristo) e quando percebeu, estava atolado naquele pântano.

Ao perceber o conhecimento do homem, Cristão lhe perguntou por que aquele local era tão perigoso, afinal, estava no caminho que leva à porta. Ele ouviu como resposta ser o pântano o resultado do acúmulo dos temores e das dúvidas humanas, que surgem no momento em que estes se conscientizam que sua realidade é feita de toda sorte de imundícia.

Afirmou ainda que o Rei não deseja que o local se torne intransponível, por isso providenciou que colocassem pedras sólidas para que os peregrinos transpusessem o pântano por meio delas, no entanto, quando a tormenta é forte, alguns não as enxergam e caem no pântano.

Enfim, leitor, pergunte-se: nessa sua jornada em direção à porta estreita que é Cristo, quantos peregrinos você conheceu como Volúvel, que acharam que o caminho seria vantajoso, trazendo-lhes facilidades instantâneas, e melhor, que os livraria de todo tipo de problemas, mas ao se depararem com as provas da vida acabaram por desistir do caminho, deixando até mesmo seus companheiros de fé para trás?

Não apenas os fatos que nos provam a fé devem ser esperados, mas ao nos lançarmos no caminho em direção à porta estreita, mesmo em circunstâncias que pareçam tranquilas, devemos andar pela fé para que possamos observar os detalhes à sua volta, a fim de reconhecermos os auxílios enviados por Deus, como as pedras do perdão, da aceitação e da dependência do Eterno que nos ajudam a atravessar os pântanos repletos de transtornos.

Que o amor do Pai seja o alimento de nossa fé, pois Ele amou o mundo de tal maneira que deu seu próprio filho para morrer em nosso lugar.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Andar pela fé

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