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# Atestando a capacidade

jesus_pregandoA semente deste sábado é lançada para meditarmos sobre a quem damos ouvido quando nos fala da palavra do Eterno. Antes, preciso dizer que o texto que escrevi é uma readaptação de uma obra ficcional traduzida e adaptada por Amin Rodor, encontrada na “Meditação diária – 2014 – Ligado na videira”, publicada em 18/09/14.

Em certa ocasião, alguns candidatos bateram à porta de uma igreja para se submeterem a entrevistas para a vaga de pastor. Pois bem, ao final das entrevistas o perfil dos candidatos assustou ao apresentador, e sentindo-se preocupado que outras igrejas pudessem ser vítimas de alguma manobra por parte daqueles homens, desclassificados, em sua opinião, resolveu lhes enviar um relatório dos candidatos, que dizia:

Estes são os candidatos que chegaram a mim para entrevista-los pela vaga de pastor aberta em nossa igreja. Advirto-os quanto aos seus perfis, e caso cheguem por aí, decidam por si mesmos:

Primeiro veio um senhor de nome Noé, que por suas próprias palavras, não fossem pelos poucos membros de sua família, nunca converteu alguém em mais de cem anos de ministério. Mostra-se, portanto, inapto para a função. O seguinte, que atende por Moisés, é tão gago que o dificulta com os sermões. Penso que seria motivo de risos, quando não de membros impacientes. Além disso, é um tanto irritadiço. Imagino que seja pela gagueira.

Depois deles surgiu um de nome Salomão, que chegou acompanhado de uma comitiva que foi logo atestando suas qualidades, entre elas, a sabedoria, no entanto, percebi que parece ser do tipo faça o que eu digo, não faça o que eu faço. Em seguida a ele, eis que surgiu, depois de muita insistência, pois queria desistir, um tal senhor Jonas. Quem desistiu dele fui eu. Em seguida, um tal Elias, que me pareceu estar bastante deprimido. Entendi que nenhum dos dois serviria como um bom testemunho para as campanhas da igreja.

Teve também um chamado Oseias. Um chefe de família com sérios problemas em casa. Ou seja, não precisamos de gente desse tipo por aqui. Entre esses, surgiu o Jeremias, alguém que não parou de se lamentar. Tinha lá suas razões, mas me recusei a ouvi-lo. Enfim, destes mais velhos não suportei a nenhum deles, afinal preciso de gente jovem e positiva.

Entre os mais novos, tivemos um que mais parece um hippie, o que não seria bom para imagem da igreja. Atende pelo nome de João Batista. Contemporâneo dele, veio o Pedro, um homem que imagino vocês conheçam; é conhecido por abandonar o barco em meio a situações de perigo. Veio acompanhado de um amigo chamado Paulo, alguém que percebi, gosta de escrever muito, se dizendo um impecável intérprete do Messias.

Não recomendo nenhum deles. Por fim, todos acompanhavam um tal Jesus. Esse é talvez o pior de todos, pois gosta de colocar os outros em uma tremenda saia justa, pois está sempre a questionar as boas intenções dos membros da igreja, falando em meias palavras, como se testasse a inteligência alheia. A este, definitivamente, não nos serve nem para ser o porteiro.

De todos eles, há um apenas que recomendo, pois ainda não pude ficar com ele, pois disse-me que fará uma pesquisa para saber que denominação possa lhe pagar mais por seus serviços. Atende pelo nome de Judas. Tem ótimo trato com as finanças e pensa nos pobres. Ao menos foi o que me disse.

É isso, enfim. Vocês foram avisados, afinal, precisamos conhecer bem aos que fazem parte de nosso círculo, inclusive para que possamos ouvi-los quando falem do Eterno. Não se deve ouvir qualquer um.

Feliz sábado

Ṣadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Atestando a capacidade

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