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# Atitudes Heroicas

  No primeiro dia desta semana que hoje se completa, escrevi sobre a diferença entre heróis e anti-heróis, e é sabido que estes últimos não são o mesmo que vilões, pois ainda que tenham em suas atitudes, características reprovadas por Deus, elas sempre o conduzem ao objetivo do bem. Ainda que heróis e anti-heróis tenham como objetivo o bem comum, é nos heróis que muitas pessoas procuram se espelhar, em que pese a moral e os costumes terem mudado drasticamente nas últimas décadas, em especial neste milênio, tornando a humanidade quase dividida entre anti-heróis e vilões.

Naquele texto confessei Jesus como o único herói a ser espelhado, seguido e imitado. Caso ainda não o alcançasse, que no mínimo imitasse a atitude de Paulo, apóstolo que exortou aos novos cristãos a imitá-lo, como ele imitava a Cristo. Hoje entrego ao leitor um exemplo de herói de carne e osso, homem igual o foi o Filho de Deus, diferindo deste por ser um pecador. Rejaniel de Jesus Silva Santos é o personagem real que pode se dizer, esteja revestido com as qualidades do herói. Este homem tem sido alvo de reportagens por todo o país nos últimos dias. Seu feito? Além da honestidade que não encontrou fronteiras, a declaração de obediência aos princípios morais recebidos quando ainda era um menino.

Este homem simples, natural do Maranhão, precisamente da cidade de Arari, depois de perder o pouco que tinha agora mora e trabalha nas ruas de São Paulo, sempre acompanhado de sua fiel esposa. Ambos conseguem sobreviver com pouco mais de duzentos reais por mês, fruto de coletas que fazem para empresas de reciclagem. Pois bem, próximo ao viaduto onde moram, eles encontraram uma sacola contendo o equivalente a mais de oito anos de trabalho. A sacola continha também notas fiscais que pareciam identificar os donos do dinheiro.

Ao entregarem os vinte mil reais ao dono, souberam que o achado era o fruto de um roubo ocorrido na empresa. Os donos do estabelecimento ficaram tão impressionados com a atitude do casal que resolveram recompensá-los, ajudando-os a profissionalizarem-se, e desta forma obterem a real possibilidade de sair das ruas. Impressão maior ficou para os que ouviram quando Rejaniel disse que agiu movido pela educação que havia recebido quando menino.

Rejaniel foi um herói? Sim, ele o foi, e ele é. Fruto de uma sociedade injusta que não atrela seus ganhos à responsabilidade social, de um governo rico que não tem vontade política para reverter o quadro da pobreza no país, e veladamente desprezado até mesmo por muitas das denominações cristãs, Rejaniel poderia ter encontrado aí a razão para ficar com o dinheiro, utilizando-se dele para recomeçar a vida com um pouco de dignidade. Ou até mesmo poderia ter confortado a vida de gente mais miserável que ele, tais como crianças desnutridas, vivendo assim o papel do anti-herói. E quem diria que este dinheiro não teria sido bem aplicado?

Contudo havia na sacola um possível identificador do proprietário. Não pensou em si, não pensou na injustiça que lhe impõe a sociedade, mas sua consciência sólida pelos princípios morais que aceitou um dia, o fez pensar somente em devolver o dinheiro, pois aquelas notas fiscais falavam a ele como o mandamento bíblico adverte àquele que conheceu os preceitos e aceitou a viver em Jesus.

Diante deste mundo perdido nas ruas, repleto pela moral de anti-heróis, quando não o são vilões cheios de justificativa, desejo que teus olhos e mente possam reconhecer identificadores de propriedade por onde quer que você ande, a fim de que tome a atitude correta tal qual um herói, contudo tão somente revestido pelo poder do Espírito Santo.

Shabbat Shalom!

Sadi – Um Peregrino na Palavra.

Sady Folch# Atitudes Heroicas

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