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Chegando “lá”

Depois de os adventistas do sétimo dia estudarem o revolucionário livro de Gálatas por quase três meses, fizeram uma pesquisa perguntando “se Jesus voltasse hoje, você estaria salvo?” A maioria respondeu que não, com isso querendo dizer que não sentem que “chegaram lá” ainda. O que eles realmente estão dizendo, contudo, é que não entenderam porcaria nenhuma da mensagem de Gálatas.

Falando sobre a primeira das bem-aventuranças do sermão do monte ena última semana no Unasp campus São Paulo, Tiago Arrais defendeu a definição de “pobres de espírito” como sendo algo como “aqueles que sabem que não são bons o bastante”. Eles sabem que não conseguem guardar a lei em todas as suas nuances. Eles são pobres de espírito. Mas são bem aventurados. Deus os considera os mais felizes.
Eu cresci achando que Jesus tinha vindo tornar a guarda da lei mais fácil, mais soft. Comparando o estilo de Jesus de guardar o sábado, por exemplo, com as mais de 600 regras sobre o assunto criadas pelos religiosos judeus ao longo dos séculos pós-exílio, parecia que Jesus era mesmo muito mais “liberal”. Só que logo depois de dizer as bem-aventuranças Ele disse que não matar era muito mais do que tirar a vida de alguém, era abster-se de odiar em pensamento. E que não adulterar era muito mais do que ter relações sexuais com quem não é seu cônjuge, na verdade, desenvolver pensamentos e fantasias envolvendo outra pessoa já é adultério.
Jesus dá um pontapé no sarrafo já muito alto erguido pelos fariseus e o lança para uma altura simplesmente inalcançável, pelo menos quando se é nascido em pecado e governado por tendências pecaminosas como eu sou.
Gálatas diz que nenhuma guarda da lei, repito, nenhuma, pode alterar nossa natureza e nos recomendar a Deus. A obra de salvação é 100% dEle e está 100% completa na cruz. A promessa é de, a todo mundo que atende ao chamado “vinde a mim vós cansados e oprimidos”, Ele revestir nossa natureza insuficiente com a super suficiente natureza dEle. E isso significa estar salvo, plenamente salvo. “Chegar lá”, portanto, é exclusivamente “chegar nEle”. Em outras palavras: eu só consigo quando reconheço que não consigo.
É uma mensagem dura. Depois de estudar 13 semanas muitos ainda não aceitam porque, como cantam Douglas e Marcelle, “é tão difícil não poder pagar” por aquilo que ganhamos. Ficaríamos muito mais satisfeitos em saber que nossos esforços obrigam a Deus a fazer o que na verdade Ele já fez há muito tempo, quando ainda éramos pecadores inveterados.
Marco Aurélio BrasilChegando “lá”

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