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Christus

Mas então você poderia falar: pelo menos com os dois últimos solas a gente não tem problemas! Será?

O quarto e penúltimo lema da reforma protestante é solus Christus, fundamentado em passagens como Atos 4:12 (“não há outro nome dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos”), I Timóteo 2:5, que estabelece Jesus como nosso único mediador entre criatura e Criador e Colossenses 1:15-20, que demonstra que a salvação do homem é obra de um Homem só. Indica a desnecessidade de se dirigir a santos e até a sacerdotes em busca de perdão e salvação, mas muito mais que isso.

Nas últimas semanas tentei defender a ideia de que, conquanto a teologia adventista abrace os lemas da reforma protestante integralmente, frequentemente a prática de muitos adventistas os desmente. Foi fácil achar posturas contrárias ao sola scriptura, ao sola gratia e ao sola fide, mas será que a gente tem tretas com o solus Christus também?

Infelizmente sim.

Sempre que a gente agrega as nossas próprias obras (nossa guarda do sábado, nossa reforma de saúde, nossa conduta moral, etc.) às de Cristo como condições à salvação, estamos solapando o solus Christus. Todo legalismo, tenha ele a casca que tiver ou o verniz teológico que lhe emprestem, diminui o nosso Salvador e se identifica com o paganismo idólatra.

Nosso Deus é Pai, não um ser irascível e volúvel que precisa ser apaziguado e lisonjeado com bom-mocismo ou sacrifícios de qualquer ordem. O amor dEle é incondicional, está provado e gravado em sangue sobre a cruz.

Quem vive o solus Christus em sua inteireza é apaixonado por Jesus Cristo por tudo que Ele – e só Ele – é. E pessoas apaixonadas ajustam seu comportamento sem nem sentir ou sofrer para harmonizar-se com o objeto amado. E, no caso que estamos estudando aqui, pessoas que vivem o solus Christus jamais distorcem Seu evangelho para fazer dele um instrumento de dominação ou uma imitação de paganismo.

A reforma continua!

Marco Aurélio BrasilChristus

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