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E se a gente tentasse a obediência?

Há alguns meses tive a felicidade de participar de um fantástico congresso em uma igreja para 6.000 pessoas nos EUA. O pastor da comunidade brasileira daquela igreja me disse que são mais de 17 mil membros que se reúnem todas as semanas ali. No congresso havia gente de todo o mundo, mas principalmente dos próprios EUA, pessoas que lideram igrejas de 3, 4, até 20 mil pessoas.

Assisti a muitos painéis e em todos eles notei uma tônica comum: todo mundo espera, de uma forma ou de outra, ter uma experiência espiritual mais intensa. Todo mundo acha que a igreja está fracassando de alguma forma. Não importa se vivendo num ambiente em que a igreja parece estar prosperando, todo mundo está insatisfeito.

Comentando o fato com um amigo, observei que talvez estejamos fadados a isso, fadados a achar que falta alguma coisa enquanto estamos deste lado da eternidade. Plenitude, só no Céu. “Um pouco conformista”, foi o comentário dele.
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Por alguma razão associei essa cadeia de ideias às palavras um tanto misteriosas para mim de Oswald Chambers, que li no clássico My utmost for His Highest. Ele diz que se estamos tendo dificuldades para entender a Bíblia, deveríamos simplesmente obedecer. A obediência nos daria uma compreensão mil vezes mais ampla e rápida do que a mera reflexão na Palavra de Deus.
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Talvez a razão da insatisfação reinante com a vida espiritual resida na resistência a simplesmente obedecer a Deus. Obedecer o “vá e faça o mesmo” com o qual Jesus termina a parábola do bom samaritano. Obedecer o “quando fizeste isto [vestir o nu, alimentar o faminto, visitar o preso] a um destes mais pequeninos, a Mim o fizestes”. Talvez se simplesmente obedecêssemos mandamentos como este teríamos uma visão mais compreensiva da Palavra de Deus e tenhamos plenitude.
Dias frios são uma boa ocasião para exercitar isso.
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Vamos nós lá, fazer o mesmo!
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Marco Aurélio BrasilE se a gente tentasse a obediência?