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# Escárnio

Nesta sexta-feira à tarde, eu saia de casa para ir até à praça da sé, localização da livraria da OAB SP, onde estive para procurar um livro. Pois bem, ao passar pela Câmara Municipal, me deparei com uma festa enorme no meio da rua. Tratava-se da tradicional, Peruada, festa organizada pelo centro acadêmico da faculdade de direito do Largo de São Francisco.

O slogan de cada ano é pensado para criticar alguma situação ocorrida no país. Este se voltou ao deputado Marco Feliciano (PSC-SP), com o tema “Contra o ódio do pastor, meu peru é mais amor”. A festa tem sua origem nos anos 40, quando estudantes da faculdade de direito furtaram perus de estimação de um professor e, com eles, realizaram um banquete. Ou seja, a coisa já começou errada. Não à toa, a cena que presenciei hoje era de cortar o coração.

Apesar de serem jovens, marcados pela beleza da juventude, o que mais me chamou atenção foi o estado em que se encontravam. Mais da metade deles e, não eram poucos, totalmente embriagados, com os olhares perdidos; muitos ao ponto de ficarem caídos pelo caminho, desmaiados pelo entorpecimento, vomitados em si mesmos. Alguns, inclusive, socorridos por bombeiros e policiais militares que os acompanhavam.

Pensei comigo: Eles são jovens deste e neste mundo e, por isso mesmo a maioria é movida pela imitação dos hábitos passados, afinal, já dizia o rei Salomão, que não há nada de novo debaixo do sol. Eles são a renovação do mundo que insiste tratar aos princípios cristãos com desdém, ainda que muitos dos testemunhos, ditos evangélicos, deem motivo para o escárnio da Palavra de Deus.

E terminei a triste meditação concluindo o óbvio: Estes jovens colocam-se a criticar algo que, de fato, a meu ver mereça repúdio, pois, no mínimo, o assunto deveria ter sido tratado com amor, afinal trata-se da mensagem de Deus que está sendo entregue, ensinada, mas, na verdade, eles aqui estão dispersos pela embriagues deste mundo, como que drogados pelas sensações, falsas em todos os sentidos.

E o que se viu, foi de uma tristeza que muitos dos pais daqueles jovens teriam se entristecido à morte.  Como seria maravilhoso se dessem uma chance a eles mesmos, a analisarem a vida de Jesus Cristo, sem olhar para o testemunho dos homens e, dessa forma, poderem emitir um melhor juízo de valor sobre a mensagem do evangelho, tanto quanto ao que faziam com suas vidas naqueles instantes.

Shabbat Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra.

Sady Folch# Escárnio

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