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# Escola de Agricultores

Creio que qualquer um de nós já tenha lido a frase do salmo 122, que diz: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor”. De fato, esta é uma alegria, pois é na casa de Deus o local em que, unidos, louvamos ao Senhor por seu amor e majestade; onde testemunhamos seus feitos, a Ele adoramos, oramos, expressamos a gratidão pela obra de redenção realizada em Cristo; ali em conjunto, estudamos a palavra e ouvimos as pregações. O que há em comum a tudo isto é que o realizamos mediante as relações interpessoais, focados em Deus.

No entanto, por pretextos dos mais diversos, alguns deixam de frequentá-la e, ao fazê-lo, abrem mão de toda essa comunhão entre os irmãos, que por si só tem razões para crescermos espiritualmente. Quanto aos motivos, talvez sejam o ego, o medo, a comodidade entre outros juízos enganosos. A Palavra em provérbios diz que “Busca satisfazer seu próprio desejo aquele que se isola; ele se insurge contra toda sabedoria”, concluindo que este tem prazer apenas no que agrada ao seu coração (Provérbios 18).

Assim, frequentemente muitos seguem solitários na busca pela verdade, entretanto sem comunhão uns com os outros, sem testemunho, isolados da possibilidade de viverem as experiências para o seu crescimento, expõem-se aos laços do mundo que lhes proporciona a apostasia, um perigo muito sério ao processo de salvação, pois não percebem que estão a semear onde o inimigo possa os confundir, as raízes não encontrem adubo que as faça crescer, e os deleites, espinhos que sufocam o crescimento, originem frutos imperfeitos.

Ainda que essa busca solitária pela verdade persista, parecendo ocupar bom solo, realizada, por exemplo, por meio da leitura e meditação constantes da palavra, logo ela se mostrará incompleta, pois sempre haveremos de nos deparar com o agricultor, a nos pedir que deixemos as razões que não nos permitem conhecer o perfeito processo de semeadura e colheita, ensinado entre os agricultores que cultivam as sementes da Palavra.

Na manhã desta sexta-feira, vivi grande satisfação ao deparar-me com a passagem do profeta Oseias, que diz: “Semeai para vós em justiça, ceifai segundo a misericórdia; lavrai o campo de lavoura; porque é tempo de buscar ao Senhor, até que venha e chova a justiça sobre vós.” (Oséias 10).

O profeta se dirigia ao povo de Israel que havia se isolado da presença de Deus. A semeadura e colheita referem-se ao arrependimento pela decisão que tomaram. O campo de lavoura era a terra que havia sido preterida, tornando-se infértil. E, tal quais tantos outros homens de Deus, Oseias arou e semeou por amor à Palavra, esta que se revela a potencial semente onde podemos conhecer, antecipadamente, os frutos em face de como e o que cultivamos.

O profeta Amós semeou a revelação do Senhor, ao dizer: “Buscai-me e vivereis”. Jeremias, ao seu tempo, revelava aos homens a verdade de Deus ao dizer que buscassem ao Senhor com todo coração, pois só assim o achariam. Mas, advertia, afirmando: “Preparai para vós o campo de lavoura, e não semeeis entre espinhos” (Jeremias 29 e 4).

Portanto, lugar melhor não há do que a escola de semeadura e colheita, comunidade onde estão reunidos os irmãos, vivendo em união, onde o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre. Por isso tudo afirmamos: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor”.

Shalom

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Escola de Agricultores

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