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Eu sou seu pai, Luke

“Eu quero ficar boa logo para poder voltar a trabalhar. O mundo está muito doente” – nos dizia a psicóloga Edna Fernandes depois de contar sua história de superação do segundo câncer no programa Consultório de Família da TV Novo Tempo, na última terça-feira.

O mundo está muito doente. Para Erwin W. Lutzer, uma das razões para isso está na quantidade crescente de crianças criadas sem a presença paterna nas últimas décadas. “De acordo com um estudo de longo prazo feito na Universidade de Harvard”, escreve ele, “as crianças que puderam desfrutar de um relacionamento equilibrado com o pai durante a infância tornaram-se mais amáveis, desenvolveram relacionamentos melhores e foram mais felizes no casamento”. E olhe que seu livro Por que pessoas boas fazem coisas más? foi escrito em 2001, portanto com estatísticas 15 anos defasadas, mas já então o número de crianças que moravam sem os pais nos EUA chegava a 40%.
Para acomodar as coisas a gente tem ouvido a repetição incessante de que está tudo bem, mas… amigo, o mundo está doente.
O número de pessoas com sérias questões não resolvidas com a figura do pai é obviamente muito maior do que 40%. Possivelmente um dos elementos que guindou a série Star Wars à posição inigualável de objeto cultural icônico que ela goza seja a relação pai e filho de Luke Skywalker e Darth Vader. Antes de descobrir que o vilão Vader é seu pai, Luke tem uma espécie de visão em que luta com ele e ganha, mas descobre com horror que o rosto por dentro da máscara era o seu próprio. Existe uma carga simbólica profunda ali, com que milhões de pessoas têm se identificado talvez sem nem perceber.
No livro O Abraço de Deus, M. Lloyd Erickson afirma que a relação que temos com o nosso pai biológico afeta diretamente a ideia que fazemos de Deus. Talvez por isso a figura paterna é evocada por Deus na Bíblia nada menos que 1.180 vezes, contra apenas 324 à figura materna.
Tudo isso apenas reforça dois pontos: 1. precisamos mais do que nunca ser fieis ao 5o mandamento. Se não aprendermos a perdoar e honrar nosso pai, estamos abreviando nossa vida na terra, estamos nos negando desenvolver uma relação mais sólida e saudável com Deus, estamos nos furtando a agir em serviço a esse mundo tão doente, já que doentes permanecemos nós também. E 2. Se você é pai, a responsabilidade é grande. “De fato”, escreve Lutzer, “Deus julgará os pais, punindo-os ou recompensando-os com base na maneira como criaram seus filhos”. Nem sempre a decisão de permanecer ao lado dos filhos, na mesma casa que eles, é totalmente nossa, mas a noção da alta responsabilidade que está sobre nossos ombros deveria dosar nosso egoísmo latente e nos ajudar a ser uma imitação de Deus para eles.
O Pai nos ajudará nisso, se tão somente tivermos coragem.
Feliz sábado, @migos!
Marco Aurelio Brasil, 14/07/2017
Marco Aurélio BrasilEu sou seu pai, Luke

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