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# Falar com Deus

Quem assistiu a pregação da manhã deste sábado, proferida pelo pastor Felipe Tonasso, deparou-se com uma das maiores lições de cristianismo, oração e conversão. Dizia ele sobre nossas orações e pedidos a Deus, que costumeiramente podem estar revestidos de materialidade, efemeridade, sem falar em orgulho, vaidade e total falta de intimidade com a vontade de Deus. A resposta a tais “intimidades” que cremos ter, pode vir por meio de uma inevitável pergunta, tal como, O que você deseja de fato fazer com esse pedido, é me honrar? Você me conhece? Sabe quem Eu sou? Sabe o que pretendo para você? Por que quer saber mais sobre você mesmo, se nem conhece a mim? Filho, a quanto tempo você não fica comigo?

Estas perguntas mexeram muito comigo, pois elas demonstram o real nível de conhecimento e intimidade com Deus, à maneira que Cristo costumava testemunhar – Eu estou no Pai, e o Pai está em mim. E isso não é tão simples de colocar-se em prática. Requer muito daquilo que Paulo dizia: Não sou eu mais quem vive, mas Cristo vive em mim. No capítulo 14 de João, Jesus ensinava aos discípulos que tudo que pedíssemos ao Pai em nome dele nós seríamos atendidos. Contudo, qual é a essência desses pedidos, levando em conta que o Pai conhece tudo de que necessitamos? No verso anterior a essa afirmação, Jesus dizia que se crêssemos nele, faríamos as obras que ele fez, e maiores ainda. Veja. Aqui está a essência dos pedidos que devemos endereçar a Deus,  testemunho de dependência e de obediência.

Ao longo desta semana eu li algumas vezes o capítulo 17 do evangelho de João, e a passagem é linda, pois retrata a oração que Jesus faz ao Pai na presença de seus discípulos, onde naquele momento Ele roga por si próprio, depois pelos discípulos, para enfim, pedir por aqueles que acreditariam nele por intermédio da Palavra. E nessa conversa com o Pai, nos revela três dos conhecimentos mais importantes para a vida cristã – a vida eterna, a verdade e o testemunho da fé, para que alcancemos a unidade com Cristo e o Pai, que são um.

Cristo na passagem citada, ao conversar com Deus fala do poder que Ele recebeu a fim de dar-nos a vida eterna. E explica – A vida eterna é esta: que conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.  E em seguida, ao rogar pelos discípulos, Ele afirma: Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. E ao rogar por toda a humanidade que haveria de crer nele pela Palavra, justifica: Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti.

Não é exatamente o caminho que ouvimos maravilhados na manhã deste sábado? Afinal, se a busca do cristão é a vida eterna, Cristo nos revela que para entendê-la devemos conhecer ao Pai em sua completude, assim como ao Filho. Se devemos santificar-nos para compreendermos a essa busca, isso só pode ser chancelado pelo Pai por meio da verdade, que é exatamente a Palavra, e que segundo João 1, Cristo é a Palavra no início de tudo, e, segundo João 14, Cristo é a verdade. E por fim, é o nosso melhor pedido ao Pai que Ele nos dê a fé, dom de Deus, para que possamos nos entregar ao novo nascimento, e assim a Palavra possa viver em nós, e sermos perfeitos em unidade com o Pai.

Shalom Aleichem!

adi – Um Peregrino da Palavra.

Sady Folch# Falar com Deus

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