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Felizes os Mansos

Sobre minha mesa tenho os nomes de sete alunos cuja família deverá ser convocada para que tome ciência de ações praticadas pelos mesmos. Um deles fez um comentário ofensivo no grupo de WhatsApp da turma, outro revidou com um comentário pior, em questão de minutos haviam se envolvido numa discussão ferrenha, chegando ao ponto de ameaças à integridade física de terceiros. Tentando se explicar diziam: O fulano começou. Disse-lhes que, tivessem eles ficado em silêncio e tudo teria se resolvido de forma tranquila.

Atitude muito diferente da de Cristo quando estava diante de seus acusadores. Após uma enxurrada de perguntas e acusações, que espantaram o próprio Pilatos, o que realmente impressionou o tribuno foi a atitude do Mestre, silêncio absoluto, não emitiu uma única palavra (Marcos 15:4 e 5). Aquele que criara a Terra com o poder de Sua palavra, que, com um leve gesto, poderia ter destruído a todos, e que era absolutamente inocente, não falou nada. Mostrou que a mansidão, por ele pregada no sermão do monte, não era para ser falada ou defendida, era para ser praticada.

Quantos há que, no plano espiritual, se acham fortes, quase invencíveis, mas são facilmente derrotados no quesito “temperamento”.  Os alunos perderam a condição de inocentes no instante em que deixaram a mansidão de lado e partiram para o ataque. Perderemos a condição de inocente, a possibilidade da intervenção divina plena e, por que não dizer, a eternidade, se deixarmos de lado a mansidão. Saber ouvir e silenciar são as regras de ouro da mansidão e mansidão é condição sine qua non para herdarmos a eternidade.

Gelson De Almeida Jr.Felizes os Mansos

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