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Inclusive você e eu

O discurso de inclusão radical demorou 2.000 anos para pegar no breu. Jesus disse que não rejeitaria ninguém que fosse a Ele e comandou Sua igreja a fazer o mesmo pelos mais pequeninos. Ele afirmou que até mesmo os perdedores (pobres de espírito, pacificadores, de coração partido e cheios de misericórdia) tinham lugar à mesa de Seu Reino. Não há dúvidas de que o discurso inclusivo tem seu nascedouro em Jesus Cristo.

Nos últimos anos, muitas vezes apesar dos cristãos, e não por causa deles, esse discurso começou a repercurtir. Raça, religião, gênero e até opção sexual passaram a não mais se prestar a rotular pessoas como inferiores.
A cruzada da inclusão não parou aí. O avanço das ciências humanas e biológicas (sobretudo psicologia, sociologia, antropologia e terapia ocupacional) começou a apontar outros párias que precisamos incluir em nossa marcha civilizatória: deficientes físicos e mentais, índios, pessoas com transtornos ou déficits de integração sensorial (que em outro tempo seriam rotuladas simplesmente de esquisitas ou frescurentas), portadores de síndromes e transtornos dos mais diversos.
Engraçado que quanto mais se avança nesse sentido, maior e mais violenta passa a ser a reação contrária. Quanto tempo não ficamos sem ver uma manifestação ostensiva dos supremacistas brancos? Por que os atentatos do fundamentalismo Islâmico deslocaram-se do mundo muçulmano para o ocidente que prega tolerância e inclusão? Por que maníacos que se dizem conservadores pregando um discurso totalmente anti-inclusão, segregador e eugenista começam a crescer em popularidade?
O ser humano precisa de referências sólidas. Uma hierarquia de gêneros ou raças, ou a superioridade do bonito sobre o feio e do popular sobre o esquisito é um referencial dos mais simples – tentar dinamitá-lo pode suscitar um ódio que a zona de conforto anterior sequer suspeitaria.
E qual é o papel do cristão nisso tudo?
O cristão precisa desesperadamente nascer de novo. Ele precisa deixar o velho homem morrer e nascer uma nova criatura. Uma criatura despida de outros referenciais que não aqueles marcos radicais de amor universal – sim, até aos inimigos! – que Ele lançou.
Para que o discurso de Jesus não seja apropriado indevidamente por quem O odeia e despreza e para que o mundo saiba que o evangelho tem poder.
Marco Aurélio BrasilInclusive você e eu

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