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Jesus Cristo, ato IV: fim

Você já leu uma biografia em que 1/3 de suas páginas é dedicada à morte do biografado? Bem, Philip Yancey observa que é exatamente o que os evangelhos fazem com Jesus.
No primeiro ato desta composição de Jesus Cristo comentei que os evangelhos falam relativamente pouco do nascimento de Jesus, mas o quadro é radicalmente diferente em relação à Sua morte, embora hoje celebremos muito mais o nascimento.
CALVÁRIO
Na morte de Jesus o absurdo do Deus que se torna vulnerável atinge consequências absolutamente incompreensíveis para a razão humana: Ele não só Se torna vulnerável, mas como voluntariamente Se entrega à tortura, ao ridículo e ao próprio assassinato!
Nenhum homem poderia ter inventado essa história. É tão ilógico e absurdo que só pode ser verdade!
Entretanto, Seu sofrimento físico talvez haja sido a menor porção de Seu suplício. Ali, no monte das Oliveiras, os pecados de uma raça inteira foram subitamente descarregados sobre Seus ombros, a ponto de Ele afirmar “minha alma está triste até a morte”(Mateus 26:38)! Pela primeira vez o pecado fazia com quem não conhecia pecado sua mais amarga obra: separava Cristo de Deus.O efeito disso em Quem nunca havia experimentado o que é essa sensação de vazio que nós, pecadores contumazes, carregamos todos os dias, provocou um estresse tal que rompeu os vasos sanguíneos da fronte de Jesus e o fez suar sangue.
E então, absurda e incrivelmente voluntariamente entregue a esse tipo de sensações, Jesus é preso em plena madrugada, submetido a um julgamento carregado de irregularidades jurídicas e condenado à morte injustamente. Caminhando para o lugar onde ele seria morto, e até lá, pendurado na cruz, Jesus mostra onde Sua atenção está. No peso da cruz? Nos pregos que perfuram Sua carne? Aparentemente esses pormenores não tomam tanto Sua atenção. Em meio ao espancamento e à enxurrada de acusações falsas do julgamento, Ele olha para Pedro no momento de sua negação; pendurado na cruz, se preocupa em pedir a João para cuidar de Sua mãe e em confortar o ladrão que morre ao lado dele. Jesus viveu e morreu como uma antítese poderosa do egoísmo e focou no bem estar dos outros até o fim.
Em Isaías 53, vemos uma profecia a respeito deste momento crucial da História humana. São previstos Seus sofrimentos com tintas vivas. No versículo 11, lemos: “Ele verá o resultado do trabalho da sua alma e ficará satisfeito …” Imagino Jesus dobrado sob o peso da cruz, caindo no chão e sentindo cada fibra do seu corpo pedindo-Lhe para não se levantar, ficar ali deitado, quando ele é assaltado por recordações da minha face. Ele me vê e, em seguida, encontra forças para continuar. E, mesmo debaixo de toda a tortura, a cada dor física e espiritual, Ele me vê e ele vê você, não como estamos hoje, mas vitoriosos como podemos ser pelo Seu nome … Ele nos vê e sorri. É um sorriso quase imperceptível para aqueles que estão lá em torno dEle, mas um sorriso de alguém feliz com o trabalho da sua alma.
Há alguns anos, as televisões mostraram a luta de um menino que queria voltar com sua namorada. Ele alugou um helicóptero e virou sobre a casa de sua amada uma enxurrada de pétalas de rosa, enquanto um caminhão de som com a banda estava tocando sua música. Ela saiu e ele estava lá de joelhos, pedindo mais uma chance. Que é claro que ela deu. As grandes declarações de amor nunca nos deixam indiferentes.
Na cruz, Jesus fez a mais bela declaração de amor que o universo já viu. Nós podemos ficar indiferentes a ela ou nós podemos cumprir a visão que teve a nosso respeito lá na cruz. Nós podemos virar as costas para o maior amor que um dia vamos conhecr ou ser a causa do sorriso de Jesus.
O que você vai escolher?
Marco Aurélio BrasilJesus Cristo, ato IV: fim