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Mas veja lá como fala

Há alguns dias, escrevendo aqui na semente do dia, procurei encorajar os @migos a falarem de sua fé como única forma de a conhecerem de fato, conhecerem seus fundamentos e estarem firmes quando as tempestades baterem. No mesmo dia recebi uma mensagem de Mario Jorge Lima chamando minha atenção para a forma como se fala. Ele reclamava que o que tem visto é uma pregação que amedronta, que humilha ou que espanta o interlocutor.

Ele tem razão. Para que esta mensagem seja equilibrada é preciso lembrar das sábias palavras de Albert Camus: não há vergonha alguma em alguém ser feliz, mas seria vergonhoso ser feliz sozinho. 

O feliz é um pouco comunista. Ele quer que a felicidade dele “envenene” todo mundo, não pode suportar que pessoas com a mesma vocação ou com as mesmas oportunidades que ele, sejam
infelizes. Ora, se a razão da nossa felicidade é a nossa fé em Cristo Jesus, a forma como a transmitimos só pode ser numa embalagem de um sublime e incomparável amor, com o desejo sincero de que o
nosso interlocutor escolha ser feliz também.

Embora passar adiante essa mensagem maravilhosa seja útil para nós mesmos e ninguém possa crescer espiritualmente guardando para si tal tesouro, não podemos jamais esquecer que o objetivo de nossa pregação é a salvação dos que ouvem. Só um legítimo interesse no bem estar das pessoas, andando de mãos dadas com um profundo respeito pelas suas escolhas, pela sua opção pessoal, servem como motivações legítimas à pregação. “Vossas palavras sejam temperadas com sal”, diz Pedro.

Não é, portanto, a extensão do próprio conhecimento que importa. Não é, também, o massacre das crenças íntimas da pessoa que se busca. Não é o pecado dela ou a ignorância de doutrinas bíblicas que está no centro da conversa, mas a vida abundante e a salvação magistral colocadas à disposição de todo aquele que crer.

Portanto, falar é essencial para você. Mas peça a Deus que te instile o amor genuíno pelas pessoas, caso contrário sua pregação será um instrumento de morte, quando você foi chamado a ser um
multiplicador de vida.

Marco Aurélio BrasilMas veja lá como fala

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