Últimas Publicações

# Não haverá mais lágrimas

cristo019Há poucos dias presenciamos a ceifa precoce da vida de Eduardo Campos. A sua morte prematura privou seus jovens filhos da companhia de um pai amoroso, que muito ainda teriam para conhecer da vida ao seu lado. Ontem, minha família e eu vivenciamos uma de nossas matriarcas perder sua filha, depois de ver partir outros dois de seus filhos em outros anos.

Duas situações incomuns, ao menos pelo que se espera da vida e que têm grande repercussão física e emocional em nós, causando-nos o escape do pranto. O que há em comum a todas as situações de perda, mesmo quando da partida dos mais velhos, são expressões de tristeza externadas pelas lágrimas.

O Mestre também chorou. Foi na ocasião da morte de Lázaro; no entanto, o relato de João afirma que Jesus, ao ver Marta e todos os que estavam com ela em prantos, teve seu espírito abalado intensamente, e ele chorou. Foi por compaixão. Em seguida disse a Marta: “Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?”. Com essas palavras, ele mostra a coerência do conhecimento que veio para ensinar. A certeza da ressurreição.

Pranteamos quando perdemos nossos entes mais velhos, porque somos humanos, criamos laços íntimos e alimentamos sentimentos que nos sustentam em meio à jornada da vida. Outras vezes, quando da perda de nossos jovens, porque somos impotentes diante da morte, sendo que, para ambas as situações, nós não compreendemos verdadeiramente o contexto da vida face às revelações do Eterno, tenha ela o tempo que tiver.

Pranteamos em diversas situações, e em quase todas, por alguma impotência que nos acometa diante de fato que justifique a tristeza. Jesus chorou por compaixão pela segunda vez, contudo nada mais poderia fazer. Ao entrar em Jerusalém, se deparou com uma infinidade de homens que se recusaram ao arrependimento e à mensagem de salvação. Ele chorou pela cidade, narra o evangelista Lucas.

Quando choramos, liberamos uma descarga emocional que acaba por nos aliviar de algo que não compreendemos ou suportamos, mas que está diante de nós. Sêneca, o filósofo grego contemporâneo do Messias, dizia que “as lágrimas aliviam a alma”.

Portanto, devemos reter em nós a total compreensão da promessa da vida, para que possamos viver pelo dia em que o Eterno enxugará dos nossos olhos toda lágrima. Quando não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor.

Sadi – Um Peregrino da Palavra.

Sady Folch# Não haverá mais lágrimas

Artigos Relacionados