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# O Governante Supremo

o-governante-supremoEleições americanas terminam e entre os principais candidatos venceu aquele que era menos considerado pela mídia mundial. O mundo ficou em estado de choque, afinal, ao que parece, por tudo o que se ouviu ao longo da campanha, o mais desequilibrado homem agora determinaria as diretrizes de um país poderoso, sobretudo pelo poder bélico.

De fato, não causa espanto perceber a reação das pessoas nos dias que se seguiram ao resultado, tanto no ambiente interno quanto no mundial, afinal, o sujeito, de fato, expressara as mais arrogantes opiniões, parecendo um lunático, haja vista os próprios integrantes de seu partido deixarem de o apoiar. Análises políticas à parte, surpreendeu-me, contudo, a opinião de cristãos que se levantaram assustados para dizer que o fim do mundo poderia estar próximo.

Pouco ou quase nada se lê no sentido de que o resultado das urnas o tenha feito repensar seu discurso e atitudes. Explico. Para quem não assistiu, há um vídeo na internet que mostra o candidato, ainda no início de sua campanha, recebendo a visita de cristãos para expressar apoio a ele, finalizando com orações que foram feitas em nome de Jesus, para que, se ele vencesse, tivesse temor a Deus em todas as suas atitudes como presidente.

Por que, afinal, não considerar que o homem tenha sentido temor a Deus diante do resultado das urnas? Digo isso, sobretudo pela repentina mudança em seu comportamento desde o momento em que soube do resultado.

Certezas à parte, todo esse contexto me fez lembrar das atitudes do rei Nabucodonosor e da postura de Daniel e dos sábios judeus que viviam na Babilônia. Especificamente quando Daniel, depois de interpretar o segundo sonho do rei, o adverte a admitir que o Altíssimo domina sobre os reinos dos homens e os dá a quem quer, devendo, portanto, renunciar aos seus pecados e à sua maldade, praticar a justiça e ter compaixão dos necessitados. Sabemos que ele não ouviu o conselho de Daniel, por isso, enlouquecera, restando em estado deplorável.

Por certo que aquela profecia era específica ao caso concreto, contudo, a atitude que teve o rei segue através dos tempos para servir de realinhamento à atitude dos homens, sobretudo dos arrogantes. Apenas quando Nabucodonosor, em determinado momento, percebeu retornar-lhe algum entendimento, e nesse instante não pensara duas vezes em honrar e glorificar o Altíssimo, confessando que o Seu domínio é eterno, e que os povos da terra são como nada diante dele, é que recuperou a honra, a majestade e a glória do seu reino, sendo sua grandeza ainda maior.

E assim ele terminou seus dias, confessando: “Agora eu, Nabucodonosor, louvo e exalto e glorifico o Rei dos céus, porque tudo o que ele faz é certo, e todos os seus caminhos são justos. E ele tem poder para humilhar aqueles que vivem com arrogância”.

Portanto, que nossas atitudes se respaldem nas escrituras, afinal, no dia em que estivermos diante do fim do mundo, tanto melhor, pois Jesus terá voltado, e resistindo até o fim como Daniel e os judeus que não se curvaram, vivenciaremos o governo do Eterno, a quem demos o nosso voto para que governasse o nosso destino essencial.

Sadi – O Peregrino da Palavra

Sady Folch# O Governante Supremo

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