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O joio e o trigo

É impossível saber quem realmente está em comunhão com Deus, certo? Afinal, fé é uma coisa tão subjetiva…

Bem, lendo aqui Jeremias 22, vejo que ele foi comandado a ir até o rei e dizer: “Assim diz o Senhor, exercei o juízo e a justiça, e livrai o espoliado da mão do opressor. Não façais nenhum mal ou violência ao estrangeiro, nem ao órfão, nem à viúva; não derrameis sangue inocente neste lugar” (v. 3). Se o recado fosse recebido, haveria prosperidade e nunca faltaria um descendente de Davi no trono de Judá. Se, contudo, não fosse, as coisas seguiriam seu curso natural. Judá seria destruída e desolada. “E muitas nações passarão por esta cidade, e dirá cada um ao seu companheiro: Por que procedeu o Senhor assim com esta grande cidade? Então responderão: Porque deixaram o pacto do Senhor, seu Deus, e adoraram a outros deuses, e os serviram” (vs. 8 e 9).

Notou o paralelo entre “adorar outros deuses” e ser injusto e indiferente contra os párias? Jeremias não deveria clamar para que o rei e sua corte abandonassem outros deuses diretamente, mas para que eles exercessem os frutos de assim proceder. Adorar ao Deus de Israel significava exercer a justiça, lutar para que a justiça social fosse feita, demonstrar compaixão.

É possível a alguém lutar por justiça social e exercitar compaixão pelo órfão, a viúva, o miserável, o refugiado, o que sofre bullying, o odiado, e mesmo assim ser um hipócrita. É claro que sim. É possível alguém ser um adorador devoto do Deus Altíssimo e não ligar para aquelas coisas?

Não, meu amigo, não é possível.

Assim, se não é possível garantir que alguém esteja em comunhão real com o Deus da Bíblia, dá pra dizer quem claramente não está. E é triste ver que nossas igrejas estão cheias deles.

“Pelos frutos os conhecereis”. Conheçamos nosso Deus enquanto é tempo. Ele nos transformará no tipo de pessoas para os quais nos comprou com o sangue de Jesus Cristo.

Marco Aurélio BrasilO joio e o trigo

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