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# O joio e o trigo

joio-trigoNeste sábado, a partir de uma história bastante criativa que encontrei em uma meditação matinal, adaptei um texto para mostrar como os defeitos humanos motivam o desprezo a homens que poderiam se tornar bons comunicadores da palavra do Eterno.

Com o propósito de apontar esse tipo de julgamento, homens bíblicos como Noé, Moisés, Salomão, Pedro, Paulo e Jesus se tornaram personagens fictícios, entrevistados por um dirigente de igreja que tinha uma vaga de pastor a ser preenchida. No final não aprovou a nenhum deles, dando preferência a apenas um, chamado Judas, que lhe pareceu o mais apto aos requisitos do cargo.

O fato é que a vida como a conhecemos é feita de homens inseguros, cheios de defeitos, com dificuldade para lidarem com suas próprias limitações. Em se tratando do exemplo de Jesus, está mais do que claro que se voltasse a este mundo como um desconhecido, e dissesse às igrejas as mesmas verdades que se sustentam há dois mil anos, seria prontamente repudiado.

Mesmo com todos os defeitos que tenha o homem, isso não faz com que seja desprezado pelo Eterno, porquanto a Sua obra se volte para a criatura, e o chamado vise à transformação dos conceitos que povoam a mente humana em relação ao mundo e ao próprio indivíduo. Assim proporcionará ao homem retornar ao convívio da intimidade divina, pois partindo dessa experiência real é que nos tornamos novas criaturas.

Tomando de empréstimo as palavras registradas em Mateus, o joio está sempre ao lado do trigo na seara, no entanto, não é difícil perceber que o joio tenha grande semelhança morfológica com o trigo, e voltando-nos à imensidão da seara, podemos notar que há ceifeiros que se revestem falsamente das verdades do Eterno, tornando-se quase inconfundíveis, não fossem os frutos que os assemelhem ao joio, diferenciando-os do trigo.

O problema significativo dentro da igreja, à semelhança do joio, é quando as distorções bíblicas são engendradas em proveito da denominação, dos pastores que a compõem, influenciando erroneamente às pessoas que se convencem de todo um contexto de sofismas. Se ainda há quem os siga, das duas, uma: ou são pessoas simples, enganadas em seu entendimento, ou estão a nutrir os mesmos interesses de seus líderes.

Nas comunidades dos primeiros séculos, ninguém explorava financeiramente aos desvalidos com promessas de bênçãos. Ninguém se prestava a “profetizar” se não estivesse cabalmente afinado aos mandamentos e repleto pelo Espírito do Eterno. Nenhum deles nunca nem mesmo ousou dizer o que o Eterno deveria fazer em troca de uma oferta.

A consciência de que vivemos e nos fortalecemos apenas quando em comunhão com o Espírito que é santo, é o que sempre moveu a todos que serviram à obra com retidão e caráter. A transformação é isso: deixar os rudimentos, a sabedoria, os conceitos e valores do mundo, para viver ao que para ele é a própria loucura. Esse é o testemunho dos que andam no caminho do Eterno.

Que o homem possa reconhecer a voz do Pastor.

Ṣadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# O joio e o trigo

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