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O motivo da festa

Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus! Apocalipse 22:20

Por que se faz festa na virada do ano? Por que tanta pirotecnia, espumantes e toda aquela alegria – que, de tão universal e pujante, soa artificial? É para comemorar que temos mais um ano pela frente? Mais um ano de escândalos nas manchetes de jornal, de assaltos de múltiplas formas, de decepções e frustrações? Estamos comemorando isso? Se for, não contem comigo. Não consigo comemorar mais um ano aqui. Isso me parece motivo para lastimar e não para festejar. Claro, porque eu espero outra realidade, uma realidade definitiva. Uma realidade que meu Deus não poupou tintas para pintar: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas (Apocalipse 21:3 e 4).

E, no entanto, essa realidade ainda está no futuro. Alguém poderia dizer que o melhor seria descrer e se entregar à euforia, ainda que artificial e fomentada pelo álcool, mas isso não é alternativa. Não, não é para qualquer um que tenha um dia saboreado o que é a paz que excede todo entendimento e tenha sentido o calor do abraço desse Deus, que prometeu habitar conosco, entre nós.

Assim, não quero comemorar um ano mais nesta realidade. Ela é do jeitinho que nós um dia escolhemos: a Terra treme – geme como quem está pra dar a luz – o câncer grassa irrefreável, as pessoas se enganam, o direito é pervertido e a justiça é retórica; pessoas queridas dizem adeus, situações maravilhosas terminam. Há fomes, guerras e rumores de guerras, refugiados e miseráveis. Foi isso que escolhemos e é a escolha que ratificamos todos os dias quando pedimos que Deus dê um tempo; quando resolvemos que nossa vontade e impulso são mais razoáveis do que Sua Palavra. Mas basta! Quero a realidade que Ele sonhou. Chega de festejar mais um ano por aqui.

Entretanto, se a festa serve para olhar para trás e ver que até aqui nos ajudou o Senhor e que estamos um ano mais próximos daquele dia, me deem um rojão. Minha alegria não será artificial. Que até aquela realidade prometida possamos ratificar a escolha por ela e que Deus nos guarde dos efeitos desta realidade aqui.

Marco Aurélio BrasilO motivo da festa

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