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# O olho do furacão

12Nesta sexta do final de outubro de 2015 o mundo ficou impressionado com a notícia inesperada de um fenômeno meteorológico que se abateu sobre o México. Trata-se do furacão Patrícia, que em poucas horas passou de tempestade tropical a um gigantesco furacão de categoria 5, nível máximo na escala Saffir-Simpson.

Segundo os especialistas, é o maior fenômeno dessa natureza ocorrido no planeta. Não há registro anterior semelhante ao Patrícia, que chegou a ventos constantes de 325 km/h, alcançando em alguns momentos a velocidade de 400km/h. De fato, algo bastante destruidor.

As escrituras afirmam sobre os sinais do tempo do fim, quando ocorreriam abalos naturais significativos. Não fala em furacões, mas em Mateus 24 podemos ler que “…os poderes dos céus serão abalados”. Parece-nos perfeitamente possível que tantos fenômenos com ocorrências reiteradas e grandes proporções em suas escalas sejam mesmo o prenúncio do tempo do fim.

É possível estarmos no olho do furacão. E é sobre isto que quero enfocar. Antes, ressalto que a expressão “o olho do furacão”, muito utilizada para retratar situações de extremo perigo, tem outro significado ao que erroneamente se aplica ao termo. Explico.

A parte conhecida por “olho do furacão” é a região central da megatempestade, contudo, ao contrário do que se pensa pelo uso errôneo do termo, nela o tempo é bastante calmo e pode-se até mesmo avistar o céu limpo ao se olhar para cima. Portanto, ao utilizá-la como figura de linguagem, quero dizer exatamente o que digo. Estamos vivendo, possivelmente, um momento de calma e tranquilidade em meio à tormenta.

Paulo escreve aos tessalonicenses advertindo que quando disserem: “Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição”. Referia-se ao momento em que o dia do Senhor haveria de vir como o ladrão da noite, contudo os que estão em Cristo não se surpreenderiam, pois estariam vigilantes, sobretudo exortando e edificando uns aos outros.

Como figura de linguagem para um contexto espaço-temporal, tomo de empréstimo a passagem da primeira borda do furacão Patrícia para retratar os tempos turbulentos vividos pela humanidade nos dois séculos mais recentes, onde guerras ocorreram incomparavelmente a outros idos e a população mundial se tornou altamente volumosa.

As duas últimas décadas, em que pesem as significativas desigualdades, há discursos de paz, sobretudo mediante ofertas de consumo que proporcionam confortos como nunca antes, sugerindo vivermos uma época de prosperidade, felicidade e integração. Contudo, sabe-se bem, são aspectos ilusórios que apenas mascaram a realidade, fazendo com que inclusive o amor esfrie diante de tanta competição e distrações tecnológicas.

Talvez estejamos vivendo exatamente uma época em meio ao olho do furacão, porquanto o tempo pareça limpo e agradável, em especial por todo o conforto que o consumo e a tecnologia proporcionam. Não se deixe enganar. No momento em que o solo que estamos deixar de vivenciar o olho do furacão e passar a receber os primeiros ventos tempestuosos das bordas seguintes que o completam, é o momento em que repentina destruição certamente surgirá.

Quem tem ouvidos, ouça, sobretudo o que diz mais a profecia aos tessalonicenses: “Orai sem cessar. Não extingais o espírito. Não desprezeis as profecias. Examinai tudo e retende o bem. E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# O olho do furacão

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