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# O reequilíbrio definitivo

jesusNesta semana, conversando com uma amiga advogada que há muito não encontrava, falávamos sobre processos judiciais, até que ela passou a desabafar sobre suas lutas, mencionando o desgaste e o cansaço que a esgotavam devido a uma série de fatores.

Em um dado instante da conversa, ela justificou ainda suportar tanto peso por ser praticante de artes marciais leves e do budismo, que em muito reequilibram o seu vigor físico e mental no dia a dia. Logo ela se voltou para mim e disse que todos deveriam conhecer essas diretrizes. Com o carinho de sempre com que lhe trato, respondi apenas que meu equilíbrio busco no convívio com o Eterno, desde o tempo em que conheci sua palavra.

Ela prontamente respondeu que não deixa de ser também uma fonte de energia e de sabedoria, mas que ela não estava falando de religião. Este normalmente é o xis da questão para as pessoas que desconhecem a busca – pensam logo em religião – especialmente, no sentido mais distorcido que os tempos e os homens providenciaram para conceitua-la.

Respondi a ela que eu não estava a falar de religião, no sentido de denominação religiosa, e sim de todo um contexto espiritual que ocorre desde a criação até os nossos dias, e que somente mediante o estudo, a meditação e a busca de intimidade com as escrituras judaico-cristãs, se pode chegar à verdadeira compreensão de seu propósito, que é simples, por sinal. Conduzir o homem de volta ao convívio efetivo com o Criador dos mundos.

Disse-lhe que entendo que a sabedoria desses exercícios orientais proporcione benefícios à saúde, até mesmo um reflexo de paz interior, no entanto, que também penso estar limitada a isso, e ao tempo de nossa existência e de nossos esforços, residindo aí, sobretudo, a diferença da proposta essencial do Criador para este tempo físico-existencial, afinal o seu benefício não poderia ser proporcionado ao homem pelo esforço do próprio homem, qual seja o viver a paz verdadeira.

Esclareci que essa paz de que eu falava, o mundo não pode nos dar, e que há uma sabedoria suprema que foi ocultada aos sábios e instruídos, sendo, inclusive, loucura para o mundo, motivo de escárnio, e que fora revelada ao único ser que, de fato, pode revigorar-nos, dando-nos descanso à alma, pois a conheceu antes de estar entre nós. Um ser totalmente real, acreditasse ou não.

Podemos viver bem, reequilibrando-nos do estresse com uma série de práticas saudáveis, mas só a sabedoria do alto pode nos proporcionar uma vida em que o equilíbrio seja uma constante sobrenatural, contudo, para que isso aconteça, é preciso ter uma experiência real com Deus, pois só assim passaremos do estágio de tentativas limitadas de reposição do vigor, para um amadurecimento espiritual que transforma, dando-nos a capacidade de vivenciarmos qualquer situação.

Feliz sábado a todos!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# O reequilíbrio definitivo

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