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Pagando a multa

Há alguns dias descobri, graças a compartilhamentos no Facebook, uma reportagem veiculada originalmente em dezembro de 2012 pela DFW, uma emissora de TV local do Texas, a respeito de um inesperado e curioso ato de caridade.

Hayden Carlo, um jovem comerciário, pai de dois filhos, enfrentava dificuldades financeiras profundas, a ponto de não conseguir pagar o licenciamento de seu carro. Numa batida de rotina, foi parado por um oficial de polícia da cidade de Plano que detectou o problema. Hayden disse que não estava fora da lei porque queria, mas porque simplesmente não via solução, não tinha o dinheiro. O oficial então emitiu uma multa no valor de U$ 100,00 e a entregou para o rapaz. Ao abrir o canhoto da multa, encontrou algo mais lá dentro: uma nota de U$ 100,00!

O episódio me pareceu familiar. Em “95 teses sobre justificação pela fé”, obra clássica de Morris Venden, ele inventa essa história estapafúrdia sobre um pastor pego por um radar de estrada acima da velocidade. Interpelado pelo oficial, o pastor explica que está vindo de um casamento e atrasado para um funeral e só por isso esteve acima da velocidade, com isso querendo angariar a simpatia do policial e comovê-lo a “deixar a coisa para lá”. No entanto, uma infração foi cometida. Fingir que ela não aconteceu não é uma opção para o policial. Ele emite a multa mas, sensibilizado pela história do pastor, vai até a cidade e ele mesmo a paga.

Curioso como a vida imitou a arte no episódio de Plano. A história tem girado o mundo desde 2012 porque a atitude do policial é algo incompreensível e nos deixa maravilhados. Se a ideia era ajudar o rapaz, por que ele simplesmente não deixou de aplicar a multa? Por que deu a multa mas tirou do próprio bolso o dinheiro para paga-la? Ao ser entrevistado, o oficial em questão respondeu, simplesmente: “me pareceu a coisa certa a fazer”.

A atitude de Jesus Cristo naquela cruz é incompreensível e nos deixa maravilhados. Ele não “faz de conta” que nossos pecados não aconteceram. Ele dá a multa mas vem pagá-la. A justificação, que é o primeiro estágio da salvação, é de graça, não custa nada para mim como não custou nada para Hayden Carlo, mas ela custa para o nosso Salvador. Aliás, para Ele ela custou TUDO.

Muito raramente neste mundo vemos reproduzida a graça em cantos de onde menos esperamos. São bilhetes deixados pelo Salvador para nos fazer olhar para cima. Para nos fazer olhar para cima e refletir: que resposta merece alguém que faz o que Ele fez por mim?

Marco Aurélio BrasilPagando a multa