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À beira do precipício

A frase acima parece ser a coisa óbvia do mundo, mas, infelizmente, nem sempre é o que fazemos, e os  motivos podem ser vários, quero me deter em apenas dois: a falta de coragem de se admitir um erro e a falta visão que não nos permite ver o perigo no qual nos encontramos.

Judas é um exemplo típico do primeiro caso, pois em sua ânsia de ganho e projeção pessoal, aliado ao desejo de revelar quem realmente era Cristo, traiu o Mestre por trinta moedas de prata, dinheiro que nem chegou a usufruir, pois quando viu que o Mestre se deixara prender e não operara em seu próprio benefício, percebeu o tamanho da enrascada em que se encontrava e tentou devolver o dinheiro. Como não conseguiu, optou pela solução dos covardes, se enforcou.

Saul, primeiro rei do povo de Israel, é um exemplo do segundo grupo de pessoas. Pouco a pouco se afastou dos caminhos do Eterno, e, próximo ao final de sua vida consultou uma feiticeira para saber o futuro. Outro exemplo foi Balaão, profeta que, em sua sede de ganhar dinheiro, não retrocedeu em seu caminho nem quando sua jumenta falou-lhe.

Judas poderia ter retrocedido até o Mestre e pedido perdão, pois não existe pecado que o Eterno não esteja disposto a perdoar, mas preferiu o suicídio. Saul, seguindo seus caminhos,  afastou-se tanto do Eterno que não viu outra solução a não ser consultar os mortos, uma das coisas mais abjetas para o Eterno. Balaão percebeu que algo muito estranho estava acontecendo, mas, ao invés de retroceder, seguiu adiante, direto para a ruína e perdição.

Muitos há que procuram achar culpados para sua ruína, quando o único culpado são eles mesmos, pois insistem em seguir seus próprios caminhos, não retrocedendo nem à beira do precipício. Salomão escreveu, com muito propriedade, que há caminhos que ao homem parecem caminhos de vida, mas o seu fim é a morte. Retroceda enquanto é tempo.

Gelson de Almeida Jr.À beira do precipício

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