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Resolução de anos novos

Na última semana propus que na hora de fazer um balanço do ano que chega ao fim você estabelecesse como padrão de sucesso ter se aproximado mais ou menos do ideal de “homem segundo o coração de Deus”. Hoje quero sugerir que você repense também suas resolução de ano novo. 

Dizem que não é muito bom fazer resoluções muito ambiciosas, do tipo “vou perder 10 quilos”. O mais efetivo é trocar por resoluções mais factíveis. Se a ideia é emagrecer, por exemplo, o sugerido é tomar decisões como “vou tomar refrigerantes apenas aos finais de semana”. Bem, o que eu pretendo sugerir é o exato oposto desse bom conselho. Quero sugerir que você estabeleça resoluções extremamente ambiciosas.
John Piper escreveu:“Jesus jamais será domesticado. Mas as pessoas ainda tentam domestica-lo. Escolhemos uma de suas características que seja capaz de demonstrar que ele está do nosso lado. Todo mundo sabe que é muito bom ter a companhia de Jesus, mas não a companha do Jesus original, não-adaptado. Apenas o Jesus revisado que se encaixa em nossa religião, paltaforma política ou estilo de vida” (Um homem chamado Jesus, Vida).
Hugh Halter, por sua vez, escreveu: “Todo pai quer que o caráter de Cristo, o coração de Jesus ou a mente de Jesus sejam desenvolvidos em seus filhos, mas não fazem questão de ver a vida de missão de Jesus abraçada por eles. Para ser franco, se seus filhos desenvolvessem o coração de Jesus, eles poderiam escolher viver uma vida de serviço que faria vocês se contorcerem. Se eles tivessem a mente de Jesus ou vivessem a vida dEle, poderiam viver uma vida diferente da que vocês vivem hoje. Eles poderiam desprezar a corrida pelo sucesso profissional e financeiro e quem sabe estar perseguindo a justiça, vivendo pelo pobre ou correndo perigo, tudo porque amam a Jesus. A pergunta definitiva, então, está conosco: queremos mesmo que Jesus inteiro seja formado em nossos filhos?” (Exponential 2014).
Os discípulos são a demonstração inequívoca de que é possível conviver com Jesus sem saber quem Ele é de verdade. Ao ressuscitar eles não O reconheceram e sua decepção com a cruz demonstra que esperavam outras coisas do Messias. 
 
Baseado nesses insights, quero propor que não apenas para o próximo ano – porque isso é tarefa para muito mais tempo – você decida se relacionar com o Cristo inteiro. O Cristo completo. O Cristo “não-revisado”. Que você O conheça como Ele Se revelou, sem mistificações, sem filtros de conveniência, sem distorções conscientes ou inconscientes sobre quem Ele é ou sobre quem seria bom que Ele fosse. Que você ore para que essa cirurgia espiritual aconteça em seus olhos e você, livre do entulho retórico acumulado nos anos idos, enxergue Jesus Cristo em Sua glória completa. Pra que seus anos sejam de fato novos.
 
Esta é a última vez que escrevo “feliz sábado, @migos” este ano, então eu o mudo para “boas festas, @migos!” 
 
Marco Aurelio Brasil, 15/12/17
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