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Hand Mit Ringen

Há exatos 123 anos (09/11/1895) W. Röntgen (1845-1923) descobria o raio X, mas apenas em 22 de dezembro ele realizou um teste efetivo com o aparelho, fazendo uma radiografia da mão de sua esposa (foto em destaque), que recebeu o nome de “Hand mit Ringen” (Mão com anel).

Com os avanços tecnológicos surgiram outros exames de imagem como a ultrassonografia e a ressonância magnética. A Medicina se vale dos mais diferentes e complexos aparelhos e exames para detectar qualquer tipo de mal que acometa uma pessoa, mas, por melhor que sejam, nenhum deles consegue identificar as “doenças da alma”, as “doenças espirituais”. Nem mesmo nós conseguimos determinar nossa exata situação espiritual, apenas o Eterno consegue perscrutar os recônditos de nosso ser, os lugares mais sombrios de nossa alma e saber nossa real condição.

Davi afirmou: “O Senhor me examina e conhece todas as coisas a meu respeito. Sabe quando me sento ou quando me levanto. Conhece de longe cada um dos meus pensamentos. Examina cuidadosamente todos os meus passos e observa com atenção o meu sono; sim, conhece muito bem tudo o que eu faço. O Senhor sabe tudo o que vou dizer antes de a palavra ser formada na minha boca” (Salmo 139: 1-4, BV).

Aquele que criou todas as partes internas do nosso corpo e as uniu, para nos formar, quando estávamos no ventre de nossa mãe (Salmo 139:13) nos conhece e quer o nosso melhor. Muita dor e sofrimento poderiam ser evitados se deixássemos que Ele nos examinasse cuidadosamente e seguíssemos seus Conselhos de amor e sabedoria.

Davi teve uma vida de acertos, mas também de muitos erros, mas humildemente pediu: “Examine-me, ó Deus, e conheça o meu coração! Ponha os meus pensamentos e emoções à prova, tome conhecimento de tudo! Veja se há em mim algum caminho mau e oriente-me para que eu ande pelo caminho da vida eterna”(Salmo 139:23 e 24, BV). O que acha de tornar esse pedido parte de sua oração diária?

Gelson De Almeida Jr.Hand Mit Ringen
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O dia em que o ego foi inventado (e o dia em que ele pode ser esquecido)

A Bíblia diz que somos criados à imagem e semelhança de Deus. O que isso significa de fato tem sido objeto de muita especulação ao longo dos séculos. Sei que o relato dá conta de que as coisas que nossos primeiros pais fizeram logo após a criação foram cuidar da natureza (Gênesis 1:28) e um do outro (cap. 2:20 e 22). Talvez esse seja um indicativo do que significa ter sido criado à imagem e semelhança de Deus: o homem vivia para servir, prestar atenção, proteger e se relacionar com os outros, com seres e objetos alheios a si próprio.

O dia em que o ego foi inventado foi exatamente o dia em que Adão e Eva ponderaram a possibilidade de fazer alguma coisa qualquer que não aquilo que Deus havia orientado a fazer. No dia em que pecaram, “foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; pelo que coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais” (cap. 3:7). A palavra “si” apareceu aí. Viu-se a cena até então inédita de Adão de um lado fazendo algo para si próprio e Eva de outro, costurando suas folhinhas também.

A maldição do pecado é tomarmos conta de nós mesmos. Antes, tínhamos um Criador cheio de amor e Todo Poderoso a quem terceirizávamos essa tarefa, mas agora assumimos o fardo e não costumamos largá-lo por nada neste mundo, ou pior: por nada do outro mundo. Do fato de estarmos ensimesmados, retorcidos sobre nossos próprios umbigos, escravizados pelos nossos próprios assuntos, monomaníacos pelas nossas próprias vestes de folhas de figueira advém a dor e a angústia, porque, afinal, fomos criados à imagem e semelhança de um Deus que vive pelos outros.

E penso nisso tudo ao cabo de uma semana especialmente cheia de compromissos e atividades, quando meu amo, o egoísmo, teve ocasião de sobra para estalar seu chicote, quando eu aparentemente não tive uma mínima nesga de tempo para parar e refletir um pouco no que realmente interessa. Aí eu olho para o relógio e sou lembrado do fato venturoso de que daqui a pouco será sábado.

O sábado é o momento em que posso esquecer do meu ego. Deus erigiu essa catedral no tempo para que eu entre nela e deixe do lado de fora tudo o que diz respeito a mim mesmo. Nela, eu só preciso me concentrar no Deus que me criou a Sua imagem e semelhança e nas pessoas que me rodeiam, onde também posso ver os vestígios dessa semelhança.

Jesus disse que o sábado foi criado para o homem. É que o homem precisa do sábado. Deus o criou pensando no homem, pensando em suprir suas necessidades mais profundas. Louvado seja!

Marco Aurélio BrasilO dia em que o ego foi inventado (e o dia em que ele pode ser esquecido)
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O país estava na expectativa sobre quem seria seu novo líder. Samuel havia concordado com a ideia super moderna de Israel ter um rei e todos queriam saber quem seria o escolhido. Ele acabou sendo “Saul, moço, e tão belo que entre os filhos de Israel não havia outro homem mais belo do que ele; desde os ombros para cima sobressaía a todo o povo” (1 Samuel 9:2). Saul teve algumas vitórias sobre os arqui-inimigos de Israel, os filisteus, mas a guerra estava muito longe de terminar. O tempo passou, Saul aferrou-se ao poder e cometeu lamentáveis erros. Era hora de ungir um outro rei. Para isso, Samuel foi conduzido por Deus à casa de Jessé, que tinha sete filhos. “E sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe, e disse: Certamente está perante o Senhor o seu ungido. Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração” (1 Samuel 16:6,7).

Era natural que Samuel esperasse que a próxima escolha de Deus fosse na mesma linha da anterior. Natural, portanto, que o velho profeta se espantasse de Deus rejeitar cada um dos seis filhos mais velhas daquela casa e optasse pelo franzino caçula ainda cheirando a ovelhas. A razão para não repetir o mesmo modus operandi foi declarada por Deus: Ele não olha a aparência, Ele quer alguém segundo o seu coração.

Talvez se Deus houvesse escolhido o primeiro rei conforme esse critério os israelitas tivessem rejeitado o rei, como inclusive ensaiaram fazer com Saul. É como se Deus tivesse tomado o atalho comprido e colocado propositalmente no trono um líder longe do ideal para ensinar ao Seu povo uma dura – mas valiosa – lição: prosperaria o líder que fosse segundo o coração de Deus, e não o bonitão.

Davi se mostrou piedoso, misericordioso, preocupado com a unidade do reino, humilde e generoso. Mas foi preciso Saul para que as pessoas vissem o valor de tais virtudes.

Quem lê, entenda.

Marco Aurélio Brasil
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#EleSim, #EleNão – Final

Quarta feira falei sobre a escolha que, individualmente, devemos fazer acerca de quem queremos que governe nossa vida e de que Cristo é o único candidato que solucionará nossos problemas, seja de qual ordem forem. Hoje quero refletir sobre o procedimento daqueles que se dizem herdeiros da Promessa.

A intolerância causou uma morte na madrugada do último dia 08 de outubro, em Salvador – BA. Horas após o primeiro turno das eleições em nosso país, Paulo Sergio Ferreira de Santana e o capoeirista Romualdo Rosário da Costa, conhecido como “Mestre Moa do Katendê”, se desentenderam e, por defender o candidato opositor ao defendido por Paulo Sérgio, foi morto com 13 facadas.

Na quarta feira comentei acerca das discussões políticas, que se acirraram de tal modo que intolerância e desrespeito viraram práticas comuns, ocorrem ataques de todos os lados, de amigos, de familiares e até daqueles que afirmam estar se preparando para o encontro com o Salvador. Vale a pena correr o risco de perder a salvação por causa de eleições?

Perder a salvação por causa de eleições! Não é exagero? Os que assim pensam se esquecem das palavras do João ao afirmar que aquele que aborrece/odeia seu irmão é assassino/homicida e não herdará a vida eterna (I João 3:15).

Daqui algumas horas, no plano político, tudo estará acabado e a vida continuará, valeu a pena tudo o que você fez? O que você fará com o ódio acumulado durante os meses de campanha eleitoral e como reconquistará os amigos perdidos?

Estamos no mundo não para discutir política, mas para levar a esperança de um mundo melhor, uma Nova Terra. Não estamos aqui para defender A ou B, estamos aqui para defender os valores deixados pelo Mestre. Se, como cristãos, falássemos da salvação e da vinda de Cristo com a mesma energia, vigor e destemor com que falamos de política nesses últimos meses, Cristo já estaria às portas.

Chega de #EleSim, #EleNão, creia, viva e pregue que #EleVem.

Gelson De Almeida Jr.#EleSim, #EleNão – Final
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#EleSim, #EleNão – Parte I

Após 21 anos de Ditadura Militar, em nosso país, ocorreram as primeiras eleições diretas (15/11/1989). Várias eleições ocorreram desde então, mas nunca se viu uma disputa como vemos hoje. Difícil é dizer o que está mais acirrado, se a disputa ou os ânimos entre os defensores de cada um dos lados.

Desde o início da campanha, destacou-se a figura, até folclórica, de Jair Bolsonaro. Enquanto crescia nas pesquisas, criado por seus opositores, surgiu o bordão #EleNão, que se generalizou e se espalhou. Restando apenas dois candidatos para a disputa final no segundo turno, mais que nunca o bordão é repetido à exaustão por seus opositores e seus aliados se contrapõe com o #EleSim.

Dias atrás soube de uma séria discussão ocorrida num grupo familiar de uma rede social, entre “opositores” dos dois candidatos. Muito maior que o fenômeno Bolsonaro foi a “guerra” que estabeleceu, entre aliados e opositores, em todos os segmentos sociais em nosso país, o amor ao próximo foi esquecido e o ódio cresceu a tal ponto que até mortes, e tentativas, se espalharam pelo país.

Os que me conhecem, pessoalmente ou apenas por aqui, sabem que jamais me utilizaria desse espaço para difundir ideias e ideais políticos, quero apenas fazer uma breve reflexão sobre o momento em que vivemos.

Os que conhecem as Escrituras precisam se lembrar que nenhum dos candidatos, por melhor que seja, dará jeito na situação em que nos encontramos. Listo duas razões básicas, fundamentadas na Palavra de Deus. A primeira é que a incerteza, o medo e o sofrimento, tão comuns em nossos dias, foram preditos por Cristo, quando discorreu sobre os acontecimentos que precederiam Seu retorno ao nosso planeta e não são poucos os textos que falam disso; a segunda é que apenas o Senhor é confiável e pode “dar jeito” em qualquer situação, por pior que seja.

O texto bíblico começa com a alegria de um Jardim e termina com a alegria de uma Nova Terra, mas entre esses dois momentos existe toda a sorte de dor e sofrimento e no meio de tudo, exatamente no centro/meio da Bíblia, o salmista declara: “É melhor confiar no Senhor do que confiar nos príncipes” (Salmo 118:9, ACF), apenas Ele é digno de confiança.

No próximo dia 28 as urnas dirão quem será o novo presidente do Brasil, mas hoje, para sua vida, o que você diz? Escolha Deus, #EleSim, só Ele nos traz esperança e pode garantir um futuro cheio de paz, alegria e segurança.

Gelson De Almeida Jr.#EleSim, #EleNão – Parte I
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Fé x Ciência

Um dia você abre o jornal na folha de ciência e fica impressionado com descobertas espetaculares. Ou sai daquela aula de química com a cabeça fervendo. Ou se maravilha com o programa sobre microbiologia do Discovery Channel. Depois você abre a sua Bíblia e lê o relato da Criação, vê como Deus criou tudo do nada em seis dias, a forma como Ele criou Adão e Eva. E você fica tentado a seguir o curso materialista de nosso século e apagar Deus do mapa de suas crenças.

Você quer manter sua fé, mas culpa a Deus por não ter feito a Bíblia tão carregada de informações científicas como as matérias da revista Science e por ter escolhido colocar ali uma historinha mais parecida com lendas. Forma-se na sua cabeça um falso conflito entre Ciência e Fé, como se fossem antagônicas só porque os grandes expoentes daquela negam esta.

Bem, vale lembrar que a Bíblia foi escrita para conduzir você à salvação. E, para ser salvo, para viver eternamente e poder aprofundar-se o quanto quiser na ciência, você não precisa ser um
cientista. Você só precisa crer. Se a Bíblia fosse um compêndio de ciência, para ingresso na eternidade seria feita uma prova de múltipla escolha, mas em lugar disso é feito uma única pergunta, com duas opções de resposta apenas: você aceita Jesus como seu Salvador pessoal? Sim ou não?

A Bíblia foi inspirada por Deus para que ela testifique da existência dEle e de Sua descomunal obra para nos tirar da enrascada em que nos enfiamos. Foi inspirada para que, pela influência dela, respondamos sim à pergunta que eu escrevi acima. E, para crer e dizer sim, precisamos, muito mais do que conhecer os detalhes do átomo, saber que o átomo foi criado do nada por um Ser
transcendente. Que para Sua criação Ele não utilizou nenhum material eterno como Ele. Que Sua criação foi pensada para nos levar a adorá-lO. Que Ele merece essa adoração.

Ele não deu ali informações a que poderíamos chegar pelo nosso próprio esforço intelectual. Deu apenas verdades inspiradas, vindas de uma realidade na qual não podemos penetrar por sermos
infinitamente menores do que ela. Deu verdades para podermos posicionar os pés bem acima das incertezas com ares definitivos da ciência desse século.

Marco Aurélio BrasilFé x Ciência
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O Espelho Divino

Se eu perguntasse para o que serve um espelho teria várias respostas, mas a maioria esmagadora delas seria a de que serve para “nos vermos”.

Ao longo dos anos foram realizadas diversas pesquisas afim de se determinar o tempo médio que passamos em frente a um espelho e elas mostram que as mulheres são as que mais gastam tempo diante do espelho, embora venha aumentando o tempo que os homens passam diante do espelho.

Mas ninguém, em todo o Universo, passa mais tempo olhando “espelhos”, que o Eterno. Antes que me acuse de heresia quero dizer que os “espelhos” para os quais Ele olha são bem diferentes daqueles que utilizamos.

Criado à imagem e semelhança do Eterno (Gênesis 1:26), o homem pecou e, desde os dias de Caim e Abel, sempre existiram duas classes de pessoas, as que tem prazer na lei do Senhor e nela meditam dia e noite e os que andam por caminhos tortuosos (Salmo 1:1 e 2).

Afim de que a humanidade não O perdesse de vista e soubesse como andar em Seus caminhos o Eterno escolheu, e capacitou, um povo para ser um exemplo aos demais, um povo que refletisse Seu Caráter e Bondade. Eles falharam e a missão foi dada a nós, somos os responsáveis por espelhar o Eterno a todos os que nos rodeiam. É nesse contexto que coloco você e eu como os “espelhos” para os quais o Eterno olha diária e incessantemente.

Mas pergunto, quando olha você o que Ele vê, Sua imagem retratada de forma fiel ou distorcida? Ninguém usa um espelho imperfeito, se está sujo o limpa, se está estragado ou quebrado o joga fora, o Eterno é diferente com Seus “espelhos”, Ele nunca desiste de um filho Seu e sempre busca restaurá-lo e melhorá-los

Não importa o tipo de espelho que você tem sido, o Eterno quer fazer de você um espelho fiel e para isso promete estar todos os dias ao seu lado (Mateus 28:20). Seja um espelho divino, Ele conta com isso e o mundo precisa disso.

Gelson De Almeida Jr.O Espelho Divino
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Quem poderá nos socorrer?

Não vivenciei as muitas experiências semelhantes anteriores, mas recordo vividamente a gigantesca esperança que foi depositada sobre Tancredo Neves. Depois a que foi jogada sobre Collor, FHC e Lula. Ficava essa expectativa crepitando no ar, de que agora as coisas iam encontrar o trilho que nos levaria a nossa vocação para constituir uma enorme Noruega dos trópicos, um país próspero, justo, seguro.

Se Moisés Naim está certo, qualquer tipo de esperança desse quilate está fadada a ser frustrada. Segundo ele, “o poder está em degradação. […] No século XXI, o poder é mais fácil de obter, mais difícil de utilizar e mais fácil de perder” (em “O fim do poder”, editora Leya). Por outras palavras, os chefes de Estado (assim como os presidentes de empresa, líderes de Sindicato, anciãos de igreja, etc) têm uma possibilidade real de fazer e acontecer cada vez mais limitada. O poder para impor a sua visão e controlar os acontecimentos é cada vez mais fraco. A informação abundante torna os liderados menos dóceis, mais complexos, com interesses cada vez mais difusos e agendas cada vez mais diversas.

Quando Davi escreveu as famosas palavras do Salmo 121, “elevo os olhos para os montes; de onde me virá o socorro?”, estava afirmando que não esperava salvação de onde as pessoas em geral costumavam esperar. Os altos dos montes eram os locais onde se sacrificava aos ídolos. Não. “O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra. Ele não permitirá que os teus pés vacilem; não dormitará aquele que te guarda”.

Nada disso nos isenta do imperativo de lutar pelos caminhos que nos conduzam à justiça e à prosperidade, mas se a maioria parece ter uma outra visão a respeito de qual é esse caminho, não há razão para arrancar os cabelos. É, sem dúvida, mais difícil para os que não conhecem esse Deus ter esperança no futuro. Para nós, contudo, os que cremos, os que vemos nas profecias de Daniel um Deus sereno no comando dos destinos deste mundo que insiste em O rejeitar e expulsar, os que vemos no belo que ainda lateja ao nosso redor as Suas digitais e os ecos de Seu poder intacto e incrivelmente grande… bem, nós não precisamos olhar para os montes. Ou para as urnas. E podemos sorrir.

Marco Aurélio BrasilQuem poderá nos socorrer?
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Nova série no Programa Começos

Nova série do Programa Começos: Evangelhos. Vai ser uma série de 5 semanas, focado do estudo dos evangelhos com ênfase nos elementos fundamentais da fé cristã. De 6/OUT à 17/NOV (sempre aos sábados), às 17h na Nova Semente.

Mas atenção, nos dias 03 e 10/NOV, não acontecerá o programa Começos, porque acontecerá nesses dias o VivaWeek com o pastor Kleber Gonçalves na Nova Semente. Serão mas sessões, uma às 17h e outra às 19h. Saiba mais sobre VivaWeek

ComunicaçãoNova série no Programa Começos
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Porque me ufano da cruz

Esta manhã um texto bem conhecido me deixou cismado: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo” (Gal. 6:14). Foi remoendo essas palavras que fiz meu caminho matinal até o metrô. Eu tentava entender porque alguém diz que se gloria, que se ufana, num instrumento bárbaro de tortura. Ok, não é uma cruz qualquer, é a cruz onde Jesus foi pregado, mas ainda assim por que razão a tortura específica de um inocente seria a fonte de glória?

O apóstolo poderia dizer que tem na cruz o símbolo de sua salvação, da redenção de Cristo em substituí-lo na morte, mas isso é diferente de dizer que se ele se pavoneia de algo, é da cruz. Por que razão a cruz seria uma fonte de glória?

Cheguei ao metrô, entrei o vagão e a muito custo consegui achar um espacinho para abrir o livro que eu levava. Poucos minutos depois eu lia: “Quando olhamos para a cruz, vemos a justiça, o amor, a sabedoria e o poder de Deus. Não é fácil determinar qual desses aspectos é mais brilhantemente revelado, se a justiça de Deus ao julgar o pecado, se o amor de Deus ao levar o castigo em nosso lugar, se a sabedoria de Deus em combinar com perfeição as duas coisas, ou se o poder de Deus em salvar aqueles que crêem” (John Stott, Cristianismo Autêntico, editora Vida, p. 75).

A ideéia do famoso teólogo inglês pareceu suprir as lacunas de minhas cismas à perfeição. Afinal, eu posso, sim, me ufanar de haver sido justificado perante os olhos de outras pessoas. Eu posso também me gloriar do fato de ser muito amado; na verdade, as fotos de minha família aqui na minha mesa de trabalho são exatamente isso, o que dizer então da maior de todas expressões de amor feitas por Jesus na cruz em meu favor? Eu também posso me gloriar de haver sido beneficiado com justiça e com amor de forma tão sábia.

Mas de todos os aspectos que Stott vê na cruz, acredito que o poder é que fez Paulo escrever aquele texto. A explicação ele mesmo dá: a cruz o crucificou para o mundo e o mundo para ele. Ou seja, a cruz fez com que o mundo – aqui entendido como todos os apelos por condescendência, concupiscência, leniência, orgulho, auto-satisfação a qualquer custo, ou seja, o exato contrário do que pode ser chamado em melhor grau de amor, justiça e sabedoria! – perdesse completamente seu poder sedutor. O poder da cruz é maior do que o do mundo, porque a cruz anula o mundo. A cruz confere a Paulo o poder de não se sujeitar a tudo o que o mundo representa.

Esse poder está longe, muito longe de ser pequeno. Ele é sobrenatural, raro e de impacto inignorável, primeiramente para quem dele se aproveita, e em segundo lugar para quem rodeia essa pessoa. A cruz é fonte de poder. E, superada minha cisma matinal, vivo meus dias porvir me gloriando na cruz de Cristo, cujo poder sinto pulsar dentro de mim.

Marco Aurélio BrasilPorque me ufano da cruz
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