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Quem me tem

“O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, o dono da sua manjedoura; mas Israel não tem conhecimento, o Meu povo não entende” (Isa. 1:3). Isaías 1 segue ressoando para mim, cerca de 2.750 anos depois de haver sido escrito. E ele começa dizendo que eu posso ser pior do que um boi ou um jumento.

A primeira visão de Isaías descreve uma nação oprimida por nações estrangeiras. “A vossa terra está assolada, as vossas cidades, consumidas pelo fogo; a vossa lavoura os estranhos devoram em vossa presença; e a terra se acha devastada como numa subversão de estranhos” (7). Em seguida, Deus pergunta: “De que me serve a Mim a multidão de vossos sacrifícios?… Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados e não Me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes.” (11). Em outras palavras, ao sentirem o gosto da bota dos seus inimigos, ao terem suas filhas estupradas, suas colheitas saqueadas e ao terem de viver sob o signo do medo, Israel aumentou seus rituais religiosos. Ofereceu mais sacrifícios. Tentou comprar a proteção divina com mais cultos.

O caminho, contudo, não era esse. “Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos Meus olhos; cessai de fazer o mal. Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas” (16 e 17). Venham conversar comigo, apela o Senhor. Se me ouvirem, “comereis o melhor desta terra” (19).

Quando as coisas ruem, preciso resistir à tentação de parecer religioso e piedoso, porque o meu culto será ofensivo a Deus. Preciso ir conversar com Deus. Preciso deixar que Ele me ensine a olhar a viúva e o órfão mesmo antes de as coisas melhorarem, mesmo porque, a verdade é que quando as coisas estavam melhores, eu não os notava.

No fim das contas, Isaías está me dizendo hoje: lembre-se de a Quem você pertence e as implicações práticas disso. Nunca se esqueça Quem é seu dono.

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Fugindo da depressão

Os dois exemplos de personagens bíblicos que sofreram de depressão citados na semana passada têm como causas da enfermidade um fato assemelhado. Elias viveu um pico emocional e espiritual no monte Carmelo, foi usado por Deus de forma espetacular perante todo o povo reunido. Decerto ele esperava que aquele evento fosse o despertar de um grande reavivamento nacional, um grande movimento de retorno ao culto a Deus, mas em lugar disso o povo voltou para suas casas e a rainha mandou dizer que ia matá-lo. Elias pulou do pico do monte para uma depressão profunda (a propósito, as depressões logo após grandes ápices espirituais são mais comuns do que se diz por aí).

Jonas, por sua vez, tinha idéias muito rigorosas de justiça e quando viu Nínive ser salva, embora houvesse de certo modo trabalhado para isso, pregado na cidade por três dias chamando-a ao arrependimento, caiu também ele na depressão profunda. Talvez estivesse preocupado com sua reputação, porque havia pregado que a cidade seria destruída. De qualquer forma, assim como foi com Elias, a depressão de Jonas nasceu da contrariedade. Eles esperavam que as coisas andassem num sentido, mas viram ela dar um pinote em direção diferente.

Nem preciso dizer que estamos todos sujeitos a contrariedades. Mesmo em coisas que são vitais para nós, não temos qualquer garantia de que elas vão acontecer e do jeito que sonhamos. O quê, então, precisamos fazer para quando esse dia chegar não cairmos numa caverna qualquer e pedir a morte a Deus, espalhando tristeza e desesperança também ao nosso redor?

É preciso confiar. “Entrega teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais Ele fará” (Salmo 37:5). Precisamos desenvolver agora, antes dos momentos de contrariedade, um espírito de confiança. Isso é o tipo de coisa que não aparece do nada e nem com relação a estranhos. Você só confia em quem conhece, por isso é preciso soltar nas mãos dEle hoje as coisas pequenas, depois as médias, para estarmos aptos a soltar as grandes quando elas não saírem do jeito que sonhávamos. É preciso ser capaz de falar com a boca cheia que temos um pastor e que nada nos faltará, nem que atravessemos vales sombrios. É preciso alimentar a mente de coisas positivas e luminosas.

Mas hoje em dia um gatilho muito comum da depressão é o stress. É de vital importância respeitarmos os limites do corpo. Dar-lhe descanso. E para vencer a tentação de se encher de atividades e
obrigações, de trabalhar excessivamente ou de relaxar assistindo um pouco de TV altas horas da noite ao invés de descansar é preciso colocar seu corpo como prioridade. Outra coisa interessante que as pesquisas apontam: apenas uma minoria das pessoas que sofrem de depressão tinham hábitos de exercícios físicos. Atividades físicas liberam endorfinas e mantém as defesas do organismo contra a depressão bem altas. Se essas atividades forem realizadas ao ar livre, muito melhor, o efeito será duplo.

O bem estar de amanhã depende de escolhas que precisam ser feitas hoje. Pense nisso.

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Depressão

Num momento Elias está sobre o monte Carmelo ridicularizando os 400 profetas de Baal e conduzindo seu morticínio. No instante seguinte nós o vemos fugindo desesperadamente, entrando dentro de um deserto e atirando-se embaixo de um zimbro, pedindo a morte a Deus. Foi preciso que um anjo o chacoalhasse duas vezes e o fizesse comer e continuar andando (I Reis 19).

Num momento Jonas está compondo um lindo salmo de louvor a Deus pela salvação operada através do peixe que o engoliu. “Eu te oferecei sacrifícios com a voz de ação de graças. O que votei, pagarei”, diz ele (Jon. 2:9), mas no instante seguinte ele está assentado do lado de fora de Nínive, pedindo a morte a Deus. “Desejou com toda sua alma morrer” (3:8)… Então Deus aparece e tenta fazê-lo ver como era irrazoável que ele estivesse naquele estado de espírito.

Quando promovíamos lá na igreja oficinas sobre estudos bíblicos, aparecia meia dúzia de gatos pingados. Quando, entretanto, promovemos uma palestra sobre depressão, tivemos que, às pressas, mudar para um auditório maior porque apareceu uma pequena multidão. Ali aprendi que a depressão tem uma causa física, a baixa de serotonina, mas geralmente tem um gatilho emocional. No caso dos exemplos bíblicos, Elias e Jonas desanimaram da vida e suplicaram a morte porque as coisas não saíram da forma como eles gostariam, como eles achariam mais correta. Elias esperava que após o incidente do Carmelo o povo o carregasse nos ombros e promovesse uma reforma profunda em Israel, defenestrando a ímpia rainha Jezabel. Quando ele viu que todos voltaram para suas casas como se nada houvesse acontecido e que a tal rainha queria o pescoço dele, desabou. Jonas queria que Nínive, a cruel capital da Assíria, fosse consumida pelo fogo. A misericórdia divina lhe parecia injusta. Ao testemunhá-la, desabou.

Hoje em dia uma das causas mais freqüentes da depressão é a estafa, o excesso de trabalho e atividades, mas também é comum ver pessoas em depressão após que os filhos deixam a casa, quando se perde alguém querido, quando sonhos são desfeitos e por aí afora. A experiência de Jonas e de Elias, contudo, me mostram que Deus não gosta nada disso. Ele manda anjos nos chacoalharem e arrazoa conosco nos chamando à razão.

Sendo a Vida, Ele quer que nós amemos viver. Na verdade, Ele morreu para garantir isso. Na próxima semana vou tentar falar sobre atitudes que podem nos ajudar a fugir da depressão.

Marco Aurélio BrasilDepressão
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Os temperos da vida

Em “A solidão segundo Solano López”, excelente romance que narra a Guerra do Paraguai, Carlos de Oliveira Gomes descreve o ataque a um vilarejo paraguaio sob a ótica de um soldado adolescente. Ele está ansioso para poder fazer duas coisas que nunca fez: comer açúcar e fazer sexo. Imagine a explosão de sensações no cérebro de alguém que passou toda a vida sem sentir o sabor do açúcar refinado. Bem, o autor relata pessoas comendo quilos e quilos de açúcar saqueados aos seus inimigos.

Deus polvilhou esse mundo agora maculado de pecado de temperos que tornam a vida cheia de cor e sabor e escreveu a advertência da moderação não na embalagem de cada um desses elementos, mas no interior de nosso coração. Mas quem liga para advertências, não? Para milhões de pessoas, a vida é norteada por demorar-se nos temperos como se eles fossem fins em si mesmos: comer quilos de açúcar de uma só vez, o maior número de vezes possível, por exemplo. E um dos problemas dessa atitude exagerada é que ela desperta a reação dos moderados atacando os temperos como se eles não tivessem vindo das mãos do Criador.

O livro de Cantares, por exemplo, tem uma série de referências ao prazer sexual que boa parte dos eruditos teológicos se esforçam para simplesmente não ver, tentando espiritualizar o texto para que ele se refira exclusivamente ao relacionamento de Cristo com a igreja. Quando a mulher do poema afirma “qual a macieira entre as árvores do bosque, tal é o meu amado entre os filhos; com grande gozo sentei-me à sua sombra e o seu fruto era doce ao meu paladar” (2:3), o comentário adventista afirma: “estas palavras têm sido utilizadas para ilustrar o descanso da alma à sombra do amor de Cristo, desfrutando um abençoado companheirismo com o Senhor”. Mas por que o texto não pode estar celebrando aquilo que obviamente está? Onde está o mal de compor um poema celebrando o amor consumado?

O problema real não está aí. Está na forma como milhões de pessoas buscam o tempero (no caso, o sexo), descartando a comida (no caso, o relacionamento de amor, responsável e comprometido) e no seu total oposto: a negação da legitimidade do prazer que o Criador espalhou pela existência e que funciona como setas para o Céu.

Não devemos morar nas setas. Devemos rumar para onde elas apontam. Mas podemos – e devemos! – celebrar Aquele que as colocou ali cada vez que as encontramos pelo caminho.

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Encruzilhadas

Lembro o dia em que estava a trabalho em uma cidade extremamente quente, com ainda duas ou três horas para meu voo de volta. O calor desaconselhava andar pela cidade, meu passatempo preferido quando estou em um lugar desconhecido, então o jeito foi zapear pela TV do hotel, que tinha poucos canais. Achei um filme de aventura, desses em que se gasta milhões de dólares e que eu não assistiria nem por decreto em condições normais, e fiquei ali assistindo. Depois de terminado, arrumando minhas coisas para sair, além de ter a sensação de perda total de tempo, fiquei me perguntando o quê no filme parecia tão deslocado. Claro, o roteiro era absurdo, cheio de furos, de personagens inúteis, mal dirigido, com um final bobo, mas havia alguma outra coisa. Ah, sim. Localizei a fonte de meu estranhamento: a heroína, nas piores situações, estava sempre com uma expressão de que sabia exatamente o que fazer. E sempre fazia a coisa certa, na hora certa, do jeito certo e sem desarrumar o cabelo. Impressionante.

Mais que todo o besteirol, é uma personagem assim que soa profundamente inverossímil. Não pelo cabelo, mas por ser senhora absoluta de todas as situações, mesmo as mais inusitadas. Porque
nós, seres humanos, não somos assim. Volta e meia nos vemos em impasses desconcertantes de dois tipos, basicamente. Podem ser encruzilhadas quanto a que caminho seguir na vida, grandes decisões que precisam ser tomadas e que, por desconhecermos o futuro ou o que envolve exatamente cada tomada de rumo, nos deixam angustiados. Podem, também, ser decisões que tenham repercussão
espiritual. Situações em que não conseguimos ter certeza de estar agindo certo.

Existem, de fato, ocasiões para as quais não fomos treinados. Por medo delas é que se perde tanto tempo discutindo em igrejas trivialidades. As pessoas querem um claro “isso pode” e “isso não
pode” na esperança de jamais se encontrarem no tal impasse moral. Participei um curto tempo de um grupo de discussão na internet que congregava pessoas de diversas confissões religiosas e me enfadei com uma discussão interminável sobre se as mulheres podiam cortar o cabelo e, se não, se podiam cortar ao menos as pontas. A coisa parecia ter reflexos morais sérios para os envolvidos na discussão.

Você pode não ter problema algum quanto a isso, mas chega um momento em que você realmente não sabe como proceder. Mostrar solidariedade a um amigo solitário indo a sua festa de aniversário apesar de ser no dia santo? Obedecer quando alguém lhe pede para dizer ao telefone que ele não está? Emprestar dinheiro? Sei lá, existem milhares de situações como esta.

E é por causa delas que Deus registra mais uma fantástica promessa em Sua palavra: “Os teus ouvidos ouvirão a voz do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele” (Isa.30:21). Faça a prova. Na próxima encruzilhada da sua vida, feche os olhos e dedique-se a ouvir a voz de Deus.

Marco Aurélio BrasilEncruzilhadas
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A Copa e a entrega

Esta semana apareceram ambulantes vendendo bandeiras do Brasil, vuvuzelas e camisetas falsificadas da seleção aqui na minha rua. Foi só na segunda semana de Copa do Mundo. A mística do mundial pode demorar, mas sempre chega. O que mais explicaria o fato de pessoas que não suportam futebol abrirem essa exceção de 20 dias a cada quatro anos?

Existe o componente patriótico envolvido, mas o fato é que os jogos de Copa do Mundo em geral costumam ser bem mais emocionantes que os jogos regulares de clubes, exceção feita às partidas eliminatórias de alguns campeonatos. Talvez pelo fato de estarem jogando pelas cores de seu país, mas mais provavelmente pelo fato de saberem que o mundo inteiro está olhando e que ali está a chance dos jogadores de conseguirem contratos melhores, fato é que existe uma presença de entrega nos jogos da Copa que comove. Você se pega sofrendo com pessoas nas quais nunca pensa: islandeses, senegaleses, tunisianos, iranianos e panamenhos.

A entrega continua comovendo, mesmo em tempos hipermodernos. Gilles Lipovetski, um dos melhores leitores de nosso tempo, observou que a globalização neoliberal tornou as sociedades permeadas de valores essencialmente individualistas e tornou absolutamente impopular a entrega, o auto-sacrifício, o endeusamento do dever. Aí você vê aqueles caras se atirando de peito aberto nas divididas, pretensamente pela glória de sua nação, e uma nostalgia de algo que você nem sabia que havia perdido lhe toma o peito. A mística do Mundial tem muito que ver com os valores de um tempo que se foi, trocado por outro com algumas coisas melhores, mas privado de algo essencial.

Aí precisamente reside a relevância do cristianismo. Contra o fluxo das coisas, Jesus Cristo continua requerendo a negação de si mesmo, a tomada da cruz, e o segui-lo. Contra a correnteza da sociedade, Jesus aponta para a maior de entregas já feita, a Sua na cruz, aponta para a vida eterna, e, entre uma coisa e outra, pede que o busquemos de todo o coração, que o amemos com todas as forças, toda a alma e todo o entendimento, que coloquemos Seu reino em primeiro lugar.

Eles tentam, mas não conseguem arrancar do cristianismo aquele algo essencial. Aquele algo que garante que a vida não é vã nem vazia.

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Declaração de Amor

No dia 12/06, “Dia dos Namorados” aqui no Brasil, muitas declarações e juras de amor foram feitas, mas uma, trazida pelo portal de notícias G1, chamou muito a atenção. Na cidade de Santos – SP foi colocada uma faixa branca que trazia, em grandes letras vermelhas: “Saulo Volta… Te Amo”. A reportagem descobriu o destinatário da mensagem e o entrevistou, basicamente ele disse que não voltaria para sua ex. Essa notícia me fez traçar um paralelo entre o pedido da mulher e o amor do Pai para cada um de nós.

“Antes que você e eu fossemos um projeto na cabeça de nossos pais, já éramos amados por Ele. Não somos fruto do acaso, de uma contingência qualquer, somos frutos do amor entre duas pessoas, mas somos também a concretização de um desejo do Eterno.”

Antes de existirmos já havia um lugar reservado, para cada um de nós, ao lado do Pai, a promessa feita por Cristo, aos que forem fieis é clara: “(…) Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo” (Mt 25:34, NIV). Fomos criados com um propósito, o de, após um pequeno período nesta terra de alegrias, mas também de sofrimento e dor, passarmos a eternidade ao lado dAquele que verdadeiramente nos ama e deu Seu Filho para nos resgatar e salvar.

As palavras ditas ao povo de Israel ainda hoje se aplicam a nós: “(…) Amei-te, ó meu povo, com um amor eterno; foi com terna benignidade que te atraí a mim” (Jeremias 31:3 – O Livro). Não há como resistir a um amor desse.

O Saulo da faixa disse que não voltaria para sua ex., imagine, porém, que está diante de uma faixa com o seu nome e os seguintes dizeres: “Volta… Te amo. Assinado: Seu Pai”. Qual será sua resposta?

Gelson de Almeida Jr.Declaração de Amor
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Uma Oração Infantil

Aos 5 anos de idade Emy ia à igreja com seus pais. Certa feita, ouviu um estudo sobre a fé e, como era a única de sua família que não possuía olhos azuis, pensando na promessa de Cristo de que tudo o que pedirmos crendo, receberemos, orou a Deus pedindo olhos azuis. Pela manhã, assim que acordou, correu para o espelho, decepcionada viu que seus olhos continuavam castanhos.

Sua decepção com Deus durou um bom tempo, mas superou isso e tornou-se missionária, sendo enviada a trabalhar em um local onde crianças eram vendidas em templos, por famílias que passavam fome, para serem oferecidas em sacrifício aos deuses. Sua missão era comprar crianças e depois libertá-las. Para entrar nos tempos, onde estrangeiros não eram bem-vindos, se disfarçava para parecer uma moradora local.

Certo dia, uma amiga sua, também missionária, olhou-a quando saía do templo com duas crianças que acabara de comprar e disse-lhe:

– Puxa, Emy! Como você ficou bem caracterizada. Quase não a reconheci. Você já pensou como faria para se disfarçar se tivesse olhos azuis como os de sua família? Que Deus maravilhoso! Ele lhe deu olhos castanhos, pois sabia que isso seria essencial para a missão que um dia Ele iria lhe confiar.

Emy olhou para as duas crianças que acabara de “comprar” e agradeceu a Deus por não ter atendido a sua “oração de criança”.

Muitos têm se decepcionado com o Eterno por achar que Ele não atendeu sua “linda”, “maravilhosa” e “sincera” oração de fé. Infantis como Emy, oraram pedindo algo que queriam, sem, contudo, Lhe perguntar se realmente precisavam daquilo.

Ao orar precisamos ter duas coisas bem claras em nossa mente, a primeira: Deus SEMPRE atende uma oração feita com fé, a segunda é que um “não” também é reposta. Portanto, quando orar, faça como Cristo, Ele pedia o que queria, mas deixava que o Pai fizesse Sua vontade.

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Meu Pai é Maior

Quem de nós, quando pequeno, não disputou com colegas para ver quem tinha o pai mais importante, mais poderoso ou que fazia coisas mais estupendas? Independente de qualquer coisa, cada um achava o seu pai o melhor de todos. Existe um pai, porém, que, sem sobra de dúvidas, é o melhor de todos, é o meu, o seu, o nosso Pai Celeste.

Sobre Ele Davi declarou: “Como Deus é grande! ” (Salmo 70:4 – NVI) e reconhecia Seu Poder: “Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua que preparaste…” (Salmo 8:3 – ACF); “Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra de suas mãos… a sua voz ressoa por toda a terra e as suas palavras até os confins do mundo.” (Salmo 19: 1 e 4 – NVI).

Sobre Ele Ayrton Senna disse: “Deus é forte, Ele é grande, e quando Ele quer não tem quem não queira”, mesmo Einstein, que tinha uma visão muito particular da religião, afirmou: “Quando abro a porta de uma nova descoberta já encontro Deus lá dentro”, perguntado sobre o que era luz ele respondeu: “A luz é a sombra de Deus”. Deus é grande, maravilhoso e incomparável.

O melhor de tudo é saber que, do alto de Seu Poder e Sabedoria, Ele olha para cada um de nós, e nos trata, como se fossemos o único ser criado em todo o Universo, do alto de Sua Misericórdia e Bondade, nos trata como se nunca houvéssemos pecado e do alto do Seu Amor nos trata como se fossemos a melhor criatura de todo o Universo.
Muitos acham difícil entender que haja Alguém assim, mas, difícil mesmo, é entender como há pessoas que passam por essa vida sem aceitá-Lo como seu Salvador e colocá-Lo como o Senhor de sua vida.

Se tivesse que resumir Deus em uma frase, qual seria a sua? Se tivesse que dizer uma frase para Ele, qual seria? Dê a Ele o primeiro lugar em sua vida e, muito breve, poderá dizer-Lhe, face a face.

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De quem é a culpa?

É muito comum, ao vermos alguém, com comportamento social altamente reprovável, tentarmos identificar a raiz do problema. Muito se discute acerca do verdadeiro papel do meio na formação do caráter/personalidade dos indivíduos. Existem os que afirmam que somos muito influenciados, até moldados, pelo meio onde estamos inseridos, ou fomos criados e os que não concordam com isso. Não sendo especialista no assunto, muito menos desejando discorrer sobre isso, farei apenas uma breve reflexão no campo espiritual.

Dias atrás recebi um post, via rede social que, comparando Adão X Cristo, dizia: “ Adão fracassou no Paraíso e Jesus venceu no deserto”. Por mais simplista, e até injusta, que possa parecer a comparação entre nós e Jesus, sabemos que uma das razões para Ele viver entre nós foi a de ser nosso exemplo de conduta. Isto deve fazer com que pensemos quais aspectos de nosso cotidiano podemos melhorar e chegar perto do ideal divino para Seus filhos.

O texto bíblico relata que Enoque, até sessenta e cinco anos de idade, viveu uma vida como qualquer ser humano, mas um dia resolveu andar nos caminhos do Eterno e assim o fez por trezentos anos e ele não foi mais achado entre os seus, pois Deus o arrebatou para si (Gênesis 5:24 – NIV). Enoque foi viver, fisicamente falando, ao lado de quem vivera trezentos anos, espiritualmente falando. Com certeza ele passou por muitas provas e tentações, mas não caiu, tinha um alvo, viver ao lado do Eterno. Muito antes do que imaginava ele conseguiu.

Muito mais que produtos do meio, somos produtos de nossas escolhas, tanto para Adão, como para Cristo, o meio não serviu como desculpa para suas escolhas. Enoque não se deixou influenciar pelo meio onde vivia, pois tinha um alvo e o perseguiu incessantemente. Seu alvo para essa vida envolve também a vida futura? Se sim, peça então ao Pai que o auxilie na caminhada, ande com Ele e, muito mais cedo que imagina, você O encontrará e viverá ao Seu lado, por toda a eternidade.

Gelson de Almeida Jr.De quem é a culpa?
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