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Escolhendo alguém

Salomão é tido e apresentado pelo Bíblia como o homem mais sábio que já viveu por aqui. É também o rei opulento de quem se diz que chegou a ter, entre esposas oficiais e concubinas, algo em torno de mil mulheres. É com essa autoridade que pergunta, no finalzinho de seus Provérbios: “mulher virtuosa, quem a pode achar? Pois o seu valor excede ao de jóias preciosas” (Provérbios 31:10).

Muitas pessoas poderiam encontrar num texto como esse a justificativa para não escolherem seus parceiros, porque parece que o sábio está reclamando da escassez do objeto em questão, mas acho que o recado é justamente o contrário: por ser algo de extremo valor, o sábio enaltece a busca.

Numa sociedade que valoriza a intuição, as atitudes inopinadas, ou seja, aquelas tomadas de sopetão, e que repete seu jargão preferido “siga seu coração” o tempo todo, a busca criteriosa pelo parceiro ou parceira é desestimulada. Vale a paixão, o sentimento de atração e o resto que se encaixe. Extinta a atração, vencidas as razões do coração, passa-se a outro relacionamento em que essas coisas existam.

É muito frequente nessas questões sentimentais ver pessoas voluntariamente cegas para características de seus parceiros sob essa justificativa de estarem felizes e o resto que se veja depois. Muitas vezes essas características conferem claramente uma longevidade delimitada à relação ou podem ser mesmo perigosas para o apaixonado, como, por exemplo, incompatibilidades religiosas sérias. A ideia de que o amor, por maior que seja, é capaz de mudar o outro é uma das mentiras em que mais gostamos de acreditar. Ninguém muda ninguém, a não ser Cristo e Ele depende da anuência da pessoa que precisa dessa transformação.

Para muitos cristãos na fase de escolha do namorado ou namorada Deus vai algum dia enviar alguém especial para eles. Então eles oram pedindo para que “o milagre”seja feito. Quando aparece alguém que lhes atrai fortemente, tendem a entender a coisa como uma resposta divina a suas orações e deixam de averiguar se a pessoa reúne as características principais que um candidato a companheiro a longo prazo deveria reunir.

Mas eu reviro minha Bíblia de capa a capa e embora haja a exceção contida na história de Isaque e Rebeca, a verdade é que em momento algum eu vejo orientação para esse entendimento, de esperar que Deus jogue a pessoa exata no seu colo. A orientação é orar não para que Deus mande a pessoa certa, mas para Ele mandar a sabedoria para escolher corretamente. A sabedoria de eleger os pontos
imprescindíveis. E, claro, a coragem e determinação de se guiar por essa sabedoria. O mais, sim, Ele fará.

Marco Aurélio BrasilEscolhendo alguém
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Sua Machadinha Está Enterrada?

Na época da colonização dos EUA havia um costume interessante entre algumas nações “indígenas”. Quando acabavam de guerrear com outra tribo e era selada a paz entre eles os guerreiros de ambas tribos enterravam sua machadinha, num gesto claro de que não queriam mais nenhum tipo de conflito.

Atitude muito diferente do perdão praticado por muitos hoje em dia que parece que, caso vivessem numa dessas tribos, enterrariam a machadinha, mas deixariam o cabo para fora, afim de pegá-la rapidamente, caso “precisassem” atacar novamente.

“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que estão fazendo”, foi a oração feita por Cristo ao Pai, em relação aos que o haviam tratado mal e crucificado. É um perdão incompreensível para nós, mas o Eterno promete que perdoará, por completo, todo pecado confessado (I João 1:9), que não se lembrará mais do erro cometido (Hebreus 10:17) e promete lançar nossos pecados nas profundezas do mar (Miquéias 7:19), uma linguagem figurada para mostrar que aquilo irá para o esquecimento.

Na “Oração Modelo” Cristo nos ensinou a orar pedindo ao Pai que nos perdoe do mesmo modo que perdoamos aqueles que nos ferem. Você tem condições e coragem de pedir isso ao Pai diariamente? O seu perdão é o da “machadinha enterrada” ou o da “machadinha com o cabo para fora”? “Enterre sua machadinha“, perdoe de modo incondicional. O Pai não espera nada menos que isso de você.

Gelson de Almeida Jr.Sua Machadinha Está Enterrada?
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A ideia perigosa

Nunca duvide do poder de uma ideia. Ela pode incendiar o mundo. E a mais revolucionária de todas estava lá no princípio: Deus criou o homem à sua imagem e semelhança. Enquanto todas as nações da antiguidade nutriam a ideia de que o ser humano é um joguete nas mãos dos volúveis deuses, um povo preservava esse pequeno embrião de uma cosmovisão antropológica radicalmente diferente. Os hebreus detinham a ideia de que todos os homens, e não apenas eles, são portadores da imagem de Deus.

Isso fez daquele um povo muito peculiar, mas temos que ser honestos ao notar que a ideia da dignidade universal do homem não é jamais muito palatável, muito facilmente admissível, sobretudo em um contexto de guerras constantes entre povos. É preciso desumanizar o outro para garantir a fúria necessária para derrotá-los nas batalhas. E a despeito de nutrirem a ideia da dignidade universal, e a despeito de haverem sentido na pele a supressão dessa noção, passando 400 anos como escravos no Egito, na primeira oportunidade que se afigurou, os hebreus repetiram os mesmos padrões dos seus algozes: fizeram escravos. E alimentaram a ideia de que os descendentes de Isaque são mais puros que todos os outros.

Jesus apareceu gritando a dignidade da pessoa humana. Ele disse que, sendo Deus, reduziu-se à forma humana para salvar até mesmo os que O cuspiam e pregavam cravos nas mãos e pés. Ele recomendou o amor incondicional até pelos inimigos e mostrou o quão radical era seu entendimento da dignidade da pessoa humana parando no meio da rua para falar com mulheres de conduta sexual reprovável e incluindo entre seu círculo de amigos mais chegados até mesmo colaboradores do implacável império romano.

Mas sacumé, né? A ideia é revolucionária demais. É difícil engolir essa ideia de que o outro, o diferente, é igualmente portador da imagem do meu Deus. E, para minha total desolação, a verdade é que a religião, mesmo a cristã, fracassou rotundamente em reproduzir em suas práticas essa elevada teoria. Ao ver que a religião era impotente para fazer prático o seu discurso, veio o iluminismo, e especialmente Kant, e reintroduziu essa ideia sem sua roupagem religiosa. Acharam bonito, mas os séculos seguintes a negaram sistematicamente e foi apenas quando a barbárie alcançou níveis de desumanidade absolutamente apavorantes no holocausto que os homens se juntaram e redigiram uma Declaração Universal dos Direitos do Homem: gravaram na pedra a ideia louca e radical de que seres humanos precisam ser respeitados pelo só fato de serem seres humanos.

E, no entanto, na década seguinte, na nação mais protestante do mundo, negros ainda precisavam dar o assento nos ônibus para brancos, eram parados pela polícia sem a menor razão, apanhavam calados. E, no entanto, 70 anos depois, meus irmãos, que se assentam comigo nos bancos da minha igreja, celebram a derrocada de um prédio sobre pessoas sem moradia que o haviam invadido, se alegram quando a polícia mata bandidos, e, em suma, alimentam a negação daquela ideia radical reproduzindo o discurso de que as prerrogativas humanísticas da lei só valem para pessoas boas. Em suma, parafraseando sêo Orwell, todos os humanos são dignos, mas uns são mais dignos que os outros (direitos humanos para humanos direitos).

Nossa incapacidade de entender e praticar o discurso radical do Cristo me deixa bastante pessimista quanto ao gênero ao qual pertenço. A ponto de chegar a ter a tentação de duvidar que fomos de fato criados à imagem de um Deus que vive para amar e para servir e para dar.

Parafraseando meus irmãos de igreja: “intervenção divinal já!” (quem lê entenda)

Marco Aurélio BrasilA ideia perigosa
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A Cara que Falta

Certo homem viajava pelo interior do continente africano e chegou a um pequeno povoado. Conversando com um dos nativos ficou estupefato ao descobrir que nenhum deles sabia ler ou escrever. Vendo que seu interlocutor possuía diversas cabeças de gado, perguntou-lhe intrigado: Se você não sabe contar, como sabe se todos os animais estão guardados ao final do dia? O homem simplesmente respondeu: Eu sei, não porque o número seja menor, mas por causa da cara que falta.

Longe de mim esteja o comparar qualquer pessoa a um daqueles animais, mas, quando li essa história pela primeira vez, pensei na chegada dos salvos na Nova Terra. Será algo fenomenal, completamente fora do comum, até para os anjos, finalmente chegou o momento do evento mais aguardado por todos os seres celestes, desde que o pecado se instalou em nosso planeta e Cristo terminou Sua obra salvífica por nós. A multidão, que ninguém pode enumerar (Apocalipse 7:9), adentra os portais celestes. Mesmo sendo uma multidão, cada remido será recebido de modo individual, pois é assim que o Pai no vê, assim que Ele nos conhece e assim que Ele nos trata.

Por mais feliz que seja aquele dia a alegria não será completa se você não estiver presente, para o Pai, você será a “cara que falta”. Tenho certeza de que está em seus planos estar presente naquele dia, mas faça mais que planejar, tome atitudes positivas em seu dia a dia mostrando que deseja estar presente. Prepare-se, a festa está pronta, o dia está chegando, que nada, nem ninguém, o impeçam de estar presente.

Gelson de Almeida Jr.A Cara que Falta
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Vida!

Excelentes obras de ficção como The handmaid´s tale e Filhos da esperança têm imaginado um futuro distópico em que a humanidade perdeu quase completamente a capacidade de gerar filhos e o resultado desse exercício imaginativo pode ser mais sombrio que visões de cenários pós apocalípticos povoados por monstros ou robôs assassinos.

Em contraste, a utopia pretérita do Éden nos apresenta a Deus formatando Sua obra prima, o ser mais sublime de toda a criação, um ser humano capaz de gestar a vida. Há algo de divino na maternidade que nem mesmo milênios de pecado conseguiram arrefecer; uma mulher grávida ou amamentando carrega uma aura de eternidade e ofender a mãe de alguém continua assumindo ares de blasfêmia e anátema.

O problema começa quando tanto homens como mulheres (mas especialmente homens), sensibilizados com esse dom divino, respondem ao sentimento reduzindo a mulher a apenas o papel de mãe. Por acorrenta-la nessa posição, roubam dela a oportunidade de ser aquilo para que foi criada, uma igual ao homem, com a missão de, lado a lado com ele, subjugar a natureza. Tá aí a origem do clamor pós-moderno para respeitar a opção da mulher em abdicar da maternidade ou de buscar algo além da maternidade e bem faríamos, como cristãos, em ouvir esse clamor e tratar as mulheres como digna de reverência pela sua maternidade, mas também de respeito absoluto como seres humanos dotados da imagem e semelhança do Pai e da faculdade da livre autodeterminação.

De qualquer forma, penso que nenhuma conquista da mulher poderá sobrepujar a glória da maternidade e, por isso mesmo, as crescentes dificuldades das mulheres modernas em engravidar mostram uma face particularmente cruel dos efeitos do pecado.

Curiosamente, a Bíblia apresenta uma extensa lista de mulheres que não podiam engravidar: Sara, Raquel, Ana, a mãe de Sansão, entre outras. Em todos esses casos Deus interviu, desfez os efeitos daninhos do pecado como uma exceção à regra, para possibilitar que a maternidade fosse ainda mais incrível pelo fato de acontecer em um ambiente improvável, mas nem o milagre operado em Sara pode se comparar ao que Ele fez em Maria, tornando grávida uma virgem. O anjo disse que ela seria celebrada até o fim dos tempos pela sua maternidade e assim tem sido.

Cada vez que uma mulher concebe, Deus está gritando à humanidade como é grande, misteriosa e espetacular a vida. Ele está reafirmando que a vida vale muito e que portanto faríamos bem em não brincar com ela. O número de homens salvos da autodestruição ao aninhar seus filhos aos braços pela primeira vez está aí como testemunha do fato.

Que a vida não cesse de nos espantar. Que a vida aponte ao seu Autor. Que a vida nos salve da autodestruição. Amém.

Marco Aurélio BrasilVida!
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Monumentos Modernos

Ao longo da História o homem construiu os mais diferentes monumentos. Os motivos quase sempre são os mesmos, trazer à memória uma data ou alguém a quem se quer homenagear. No passado era comum os invasores destruírem os monumentos afim de mostrar poder. Atualmente, excetuando-se o “Estado Islâmico”, não se destrói monumentos, mas é comum vandalizar um monumento, para protestar ou simplesmente aparecer.

O texto bíblico relata a história de um rei megalomaníaco, Nabucodonosor, que mandou erigir uma estátua, em sua própria homenagem, com aproximadamente 27m de altura. Aquele que deveria ser o momento de maior glória para ele tornou-se o dia em que três jovens hebreus ousaram desobedece-lo e tornaram-se monumentos de fidelidade ao Rei dos Céus.

A genealogia de Cristo apresenta nomes de indivíduos que, se vivessem em nossos dias, seriam condenados à execração pública. Vejamos alguns: Abraão, mentiu com medo de perder a vida; Jacó, enganou o idoso pai afim de receber uma benção; Judá, foi para a cama com uma prostituta, que, em realidade, era sua nora disfarçada; Raabe, conhecida prostituta de Jericó; Davi, adulterou com uma mulher casada e depois mandou matar o esposo dela.

Segundo a ótica humana, seria muito mais cômodo para Deus fazer com que apenas “pessoas boas” estivessem na genealogia do Seu Filho, mas todos estes, e outros mais, cada um com seu pecado, não apenas estão na genealogia de Cristo, mas no texto bíblico. Lá estão para que você e eu os vejamos tal qual foram e em que se tornaram quando permitiram que o Eterno fosse o Senhor de sua vida. 

Todos são monumentos da misericórdia e do poder transformado que o Pai coloca à disposição de Seus filhos.

Coloque-se nas mãos do Eterno, torne-O o primeiro, o melhor e o último em sua vida você,seja um monumento moderno do Seu amor, de Sua graça e do Seu poder. A imagem ao lado, propositalmente, não possui foto, pois quero que imagine estar nela a imagem do mais moderno monumento divino em nosso tempo, VOCÊ.

Gelson de Almeida Jr.Monumentos Modernos
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Correntinhas

Pai e filho ficaram maravilhados ao encontrarem o elefante enquanto passeavam pelo circo. O filho, pelo tamanho e majestade do animal, e o pai pelo fato de ele estar preso a uma estaca no chão por uma corrente muito frágil. O funcionário do circo que escovava o animal, vendo o homem tão intrigado, explicou:

– Ele é preso a essa corrente desde filhotinho. Quando tentava sair, ela não deixava. Tentou uma porção de vezes, mas enfim conformou-se com o poder da correntinha e nunca mais a forçou para ver se ela continuaria a prendê-lo.

O elefante é incapaz de notar que embora a corrente continue a mesma, ele não é o mesmo ser que foi. Ele é incapaz de notar que o fenômeno do crescimento lhe confere poderes e possibilidades que seriam antes impensáveis.

Nós também temos nossas correntes. Coisas que um dia nos limitaram e condicionaram continuam limitando e condicionando porque temos medo de encetar novas lutas contra elas e reabrir as feridas já cicatrizadas daquelas primeiras lutas, sem nos darmos conta que não somos mais as mesmas pessoas que aquelas coisas derrotaram. Pior ainda: somos condicionados e limitados pelas correntes que aprisionam os outros, também. Vemos à nossa volta pessoas conformadas com certas barreiras e acabamos imitando sua atitude, por comodidade, conveniência ou covardia.

Todo esse papo pode até parecer balela de auto-ajuda, mas o que estou dizendo é algo bem diferente. A corrente aqui é o pecado, que pode ser a condescendência com atos moralmente execráveis ou a transgressão à lei divina ou ainda a simples negligência e inércia espirituais. Ficamos presos por essas coisas sem notar que “quem está em Cristo, nova criatura é” (II Corintios 5:17). Como o fenômeno do crescimento para o elefante lhe confere uma força que ele não tinha, o fenômeno da conversão confere ao cristão um novo status de justiça, novas vontades, gostos, preferências e um novo poder para agir em conformidade com tudo isso.

“As coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo”. Nós somos livres!

Marco Aurélio BrasilCorrentinhas
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O Pecado Mais Antigo – Parte II

Semana passada apresentei como traços característicos do orgulhoso a “transferência de culpa”, a “dificuldade em aprender” e a “não aceitação a uma autoridade superior”. Concluo me detendo em mais algumas características da pessoa orgulhosa:

Autoimagem “distorcida”: O orgulhoso se vê de modo excessivamente bom, acha-se o melhor de todos, não perde uma única oportunidade de se vangloriar das oportunidades e conquistas obtidas, acredita que endireitará o “mundo”. A esses Paulo escreve: “Que é que faz vocês superiores a qualquer outra pessoa? Que é que vocês têm que Deus não lhes tenha dado? E, se tudo quanto vocês têm vem de Deus, por que proceder como se fossem tão grandes e como se tivessem realizado algo? ” (I Coríntios 4:7 – BV).

Espírito de Crítica:  Por se achar melhor que os outros, por acreditar estar num plano mais elevado que os demais, o orgulhoso acredita ter o direito de criticar/falar mal dos outros. Conheço pessoas que, na maioria das vezes em que falam de situações do seu cotidiano, é para se referir, de modo depreciativo, aos outros. A esse tipo de pessoa Tiago diz: “Não falem mal uns dos outros…” (4:7). Há muito ouvi de uma sábia pessoa: Se você não tem nada de bom para dizer de alguém, não diga nada.

Egocentrismo: Para a pessoa orgulhosa o centro de sua vida é ela mesma, ama-se tanto que não tem tempo/espaço para amar a mais ninguém, nem ao Eterno. Sendo o centro de seu universo a pessoa orgulhosa não foca em mais ninguém. Esquece que Cristo nos aconselha amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos (Mateus 22:37, 39).

O Eterno não consegue atingir um orgulhoso e salvá-lo, pois, não sentindo necessidade de nada, nem de ninguém, ele jamais O buscará e se renderá a Ele. Portanto, antes de elencar qualquer uma dessas características a outrem, busque-as em si mesmo e, encontrando alguma delas, peça ao Eterno uma transformação imediata.

Gelson de Almeida Jr.O Pecado Mais Antigo – Parte II
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Oferta imperdível

Salomão, nos tempos em que era sábio e agia como um, acertava na mosca. Como neste caso: “Confie no Senhor de todo o coração e não se apoie na sua própria inteligência. Lembre de Deus em tudo o que fizer, e ele lhe mostrará o caminho certo. Não fique pensando que você é sábio; tema ao Senhor e não faça nada que é errado. Pois isso será como um bom remédio para curar as suas feridas e aliviar os seus sofrimentos” (Próvérbios 3:5–8).

De todo o coração. Em tudo o que fizer. Se há algo de que o crente não pode reclamar quanto a Deus ser claro é no preço requerido aos que foram salvos: esse relacionamento só funcionará se for fundado em fidelidade e entrega absolutos. Deus, que se deu por inteiro, quer nossa integralidade também, sabendo que menos que isso não seria satisfatório e eficaz para nós. E a verdade é que a gente deixa alguns campos de nossa vida longe do “departamento de Deus”, propositalmente. Como alguém que se batiza e deixa uma mão, um olho ou um ouvido para fora da água. A imersão precisa ser completa ou não produzirá qualquer efeito.

E qual é o efeito? Bem, quem experimentar a entrega integral verá Deus lhe mostrar o caminho certo. Num tempo em que quem não está confuso está mal informado, conhecer inequivocamente o caminho certo vale mais que ouro. Quem experimentar a entrega completa, enxergando em Deus alguém a ser temido (obedecido), terá um bom remédio e alívio para os seus sofrimentos.

O negócio é mais do que justo. O negócio é mais do que lucrativo.

Que Ele nos faça adimplentes.

Marco Aurélio BrasilOferta imperdível
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Acabando Com a Injustiça Social

Há 50 anos, (02 de maio de 1968), uma medida tomada pela reitoria da Universidade de Paris, em Nanterre foi o estopim do maior movimento estudantil na França. Com a adesão dos estudantes da Sorbonne e, dias mais tarde, de grande parte da população francesa, o movimento culminou com a maior greve geral europeia, com 9 milhões de participantes. Numa grande manobra política o general Charles De Gaulle acalmou os ânimos com uma série de promessas e a convocação de eleições gerais. Até hoje os anseios da época ainda não foram plenamente atendidos.

Há pouco mais de dois mil anos um povo dominado e oprimido por intrusos viu surgir um homem com ensinamentos estranhos e ousados. Com frases como: “Ama o teu próximo como a ti mesmo”, “Felizes os mansos, os misericordiosos, os pacificadores…”, “Bem-aventurados os que são perseguidos…”, e defendendo princípios como “dar a outra face” ao agressor, orar pelos inimigos e a ser honesto nas mais simples coisas, foi odiado pela liderança religiosa e mal interpretado pela liderança política.

Mesmo assim foi fiel à Sua Missão de tornar o caráter do Pai conhecido e trazer esperança e salvação, a um mundo que estava completamente desesperançado. Acerca disso afirma o profeta: “O povo que caminhava em trevas viu uma grande luz; sobre os que viviam na terra da sombra da morte raiou a luz” (Isaías 9:2 – NIV).

A História mostra que os grandes movimentos sociais que surgiram foram passageiros, com pouco efeito prático e, pior ainda, o tempo mostrou que muitos líderes tinham um discurso muito diferente da prática, enquanto no discurso defendiam as minorias, na prática se tornavam iguais ou piores aos que afirmavam combater. Não por acaso o “meio literal” da Palavra de Deus traz a profunda verdade de que é melhor confiar no Senhor do que nos homens ou nos governantes (Salmo 118:8 e 9).

Muito mais antigo que o movimento estudantil francês, o movimento social iniciado por Cristo, é o único confiável e que verdadeiramente combate a injustiça social, pois dá aos seus participantes uma vida melhor agora e a certeza de uma vida eterna perfeita ao lado do único e verdadeiro líder social que já viveu nesse mundo.

Gelson de Almeida Jr.Acabando Com a Injustiça Social
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