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Sabe o que é ser livre?

A páscoa cristã será comemorada em alguns dias. Originada da festa de Pessach – a páscoa judaica –, encontra sua razão no Cristo como o cordeiro imolado e sem defeito que derramou seu sangue a fim de que fossemos marcados para a liberdade. A exemplo do cordeiro imolado no Egito, o qual com seu sangue foram marcadas as casas, o sangue derramado por Cristo marca a todo a que a ele se chegar e o confessar o filho de Deus, tanto quanto se entregue ao seu senhorio, cumprindo seus mandamentos.

Ao o aceitarmos como nosso senhor e salvador, o filho de Deus morto por nós, criaturas perdidas em um mundo de engano e pecado, recebemos dele a luz que nos guia no caminho da liberdade, rumo à terra prometida. Assim como Moisés guiou o povo pelo deserto, salvaguardando-os das intempéries pelo poder de Deus, quanto mais Cristo que foi o único que desceu do céu e para lá voltou no momento em que a morte fora vencida em sua ressurreição.

Contudo, pergunto: sabe o homem vivenciar tal liberdade? Por resposta, veja o que fizeram os hebreus quando já estavam a caminho da terra prometida. Sentiram saudades do Egito e de seus prazeres. Lamentaram e murmuraram. Levantaram um ídolo para a adoração. Causaram a indignação em Moisés e ao coração de Deus, não ingressando aquela geração na terra prometida.

Estamos nós libertos ou continuamos no deserto, pensando no Egito, encontrando sempre uma boa resposta para justificar nossos murmúrios e pecados, a exemplo da língua pronta para amaldiçoar? Jesus dizia aos que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. O que é a verdade senão a própria palavra de Deus – “Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade”.

Essa é a reflexão que temos que buscar ao longo de nossa jornada como peregrinos. Todo aquele que comete pecado é servo do pecado. Se o Filho nos libertar, verdadeiramente seremos livres. Viver pela palavra é receber a nova aliança do Cordeiro, mantendo-nos distantes das práticas nefastas deste mundo de ódio, mentira e pecado. Se mantivermos a mentalidade das dificuldades do deserto ou a escravidão do Egito de cada dia, jamais aprenderemos o verdadeiro sentimento de liberdade a que fomos convidados vivenciar pela Palavra, conduzindo-nos em um caminho de transformação onde o amor, a verdade e a pureza são características a nos revestir enquanto vivermos.

Sadi – Um peregrino da palavra

Sady FolchSabe o que é ser livre?

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