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Pau que nasce torto nunca se endireita…?

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Não! Não! Isso não será um remake dum certo grupo musical baiano da década de 1990. Na realidade cada dia mais refletimos e analisamos mais o fator determinante dos atributos humanos. O Salmo 51:5 “Sei que sou pecador desde que nasci, sim, desde que me concebeu minha mãe.” se mal interpretado [ele é mal interpretado], gera uma geração de crentes freudianos com Síndrome da Gabriela [Eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim…].
No passado, acreditava-se que grande parte dos problemas do homem tinha origem no mundo espiritual. Os doentes mentais eram sempre vistos como possuídos por um espirito mau. Com advento do método científico e com o nascer das ciências, a realidade humana passou a ser interpretada principalmente a partir do ambiente e da genética. Calma, já vai entender onde quero chegar…estou dizendo que nosso comportamento ou procede da influência do ambiente onde vivemos ou está determinado pelos nossos amiguinhos genes.
Já vivemos várias fases, houve uma tendência de valorizar o ambiente como principal fator determinante do comportamento do homem. Se nasci em terras tupiniquins “jogo bem futebol, gosto de samba e sou corrupto“. Assim, muitos antropólogos, psicólogos e sociólogos [eu não sou nada disso, sou apenas um estagiário, rs] enfatizam muito que o contexto à nossa volta molda o nosso jeito de ser. Aparentemente, o enfoque tem sido mudado nos últimos anos. Os avanços tecnológicos, estudos sobre DNA e outras pesquisa genéticas mais recentes tem valorizado a base genética do comportamento do homem. “Filho de peixe,peixinho é!” é a tona da vez. A partir daí, muitos tem dito que “engordar muito” pode ser mais genético do que por falta de bons hábitos. As doenças graves tem hora marcada para aparecer, já definidas no próprio DNA. E por aí tem celebridade “cortando os peitos” para não sofre esses males. Para surpreender muitos tem surgido sugestões de que “trair o cônjuge”, “ser estuprador”, “ser assassino”, “possuir tendência heterossexual, homossexual, bissexual ou pansexual” [não sei mais onde vamos parar] é fator determinado pelo código genético. É essa história de genes ainda vai dar muito pano pra manga nos próximos anos…
Enquanto isso, os religiosos, entre eles, muitos “adv” [adv: Adventista do Sétimo Dia], ficam assustados diante da possibilidade de muitos dos comportamentos rejeitados pelo cristianismo histórico dos homens de barbas longas e roupas pretas venham ser “finalmente explicados e justificados pela ciência”. A verdade é que muitos estão realmente confusos, e como estão confusos…
Voltando nossa atenção para o texto do Salmo 51, certamente encontramos muita luz sobre o assunto [prá variar!]. Quando lemos o Salmo, notamos que a poesia do Davi é uma confissão de pecado. O salmista confessa duplamente sua situação de pecado perante Deus. No versículo 4, ele afirma que pecou contra Deus, isto é, cometeu um ato que fere o padrão moral divino. A frase do verso 5, não traz a ideia que ele nasceu de um ato pecaminoso em si, mas que o seu problema não foi apenas determinado pelo ambiente, o problema mais sério é que “nascemos” pecadores.
O pensamento bíblico não precisa temer nenhuma ciência. De fato, creio eu [digo de novo um “simples estagiário”], que nosso comportamento tem origem espiritual, ambiental e genética. Os três fatores interagem de modo complexo nessa experiência louca de ser “ser humano”. Um fator não exclui o outro. Por isso, digo que ainda que se possa comprovar [e provavelmente farão] que muitos comportamentos perversos possam estar relacionados diretamente com um fator genético, isso jamais exclui o “erro objetivo”, jamais “exclui a culpa” e nunca “pode ser justificado”.
Será que a presença de muita testosterona num homem deveria “justificar” um estupro? Talvez ajude a explicar em parte o ocorrido. Hormônios que favoreçam nossa agressividade poderiam “justificar” um homicídio? Podemos afirmar que uma tendência humana perversa ou a pratica de um comportamento nocivo deve ser “redimido” por ser considerado “natural” ou “biologicamente explicável”? É claro que não, para nenhuma das questões! Assim adultério, práticas homossexuais, dependências de drogas, alcoolismo, etc. permanecem como práticas indesejáveis.
É por essa razão que nossa única esperança é Jesus [como diz a música]. Ainda que tenhamos feito mal e nossas tendências pecaminosas existam desde nascimento, podemos orar como Davi e crer que seremos perdoados e ganharemos forças para lidar com nossa fragilidade. Isso é extraordinário, pois, finalmente podemos contar com a realidade de que apesar do que somos, da criação que recebemos, das limitações culturais e de toda a carga genética legal que tenhamos herdado [eu por exemplo, queria ser mais alto], por causa de Cristo e de seu evangelho “pau que nasce torto não precisa morrer torto.

adaptado texto Luiz Sayão

Adriano VargasPau que nasce torto nunca se endireita…?

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