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Sou salgado,  mas não coxinha! 

“Esta é a minha oração: Que o amor de vocês aumente cada vez mais em conhecimento e em toda a percepção, para discernirem o que é melhor, a fim de serem puros e irrepreensíveis até o dia de Cristo,” Filipenses‬ ‭1‬:‭9-10‬ NVI

Vivemos num mundo imperfeito, composto de pessoas imperfeitas. Acho que vocês já perceberam isso, né.  Um dos resultados disso são as ofensas que chegam a nós todos os dias. A ofensa é inevitável, e satanás a usa como “isca”, com o objetivo de trazer morte espiritual aos crentes. Mas como se dá este processo de “morte espiritual”?
Judas, em sua epístola, “Ai deles! Pois seguiram o caminho de Caim; buscando o lucro, caíram no erro de Balaão e foram destruídos na rebelião de Corá.” Judas‬ ‭1‬:‭11‬ NVI, combate falsos profetas e faz menção aos três estágios em que a ofensa opera a morte: o caminho de Caim, o amor ao lucro de Balaão e a rebelião de Coré. Seguir o caminho de Caim é abraçar a ofensa, deixar ela criar raízes no coração. Ele, por ofertar a Deus de modo displicente, teve sua oferta rejeitada, abrindo as portas para a ofensa. Como não podia descarregar isso em Deus, acabou extravasando toda sua ira no seu irmão, matando-o. A ofensa quebra nossa comunhão com Deus e com as pessoas. 

Em seguida, encontramos a força motivadora da ofensa, o amor ao lucro. Balaão foi atrás da proposta que lhe daria mais ganhos, diante da escolha de obedecer o rei Balaque ou a Deus. A aplicação para nós acontece no processo de não recebemos o que pensamos merecer, como “ter razão, ter a verdade, ser achado como merecedor de algo”. Assim, nos sentimos contrariados e o coração vai dar lugar à rebelião, que é o último estágio. A partir daqui, a pessoa tem seu coração endurecido para as verdades de Deus, rejeitando a comunhão com os irmãos da fé e, por fim, abandonando a igreja.

Como então podemos evitar de “morder a isca”? Em primeiro lugar, não deixe que a ofensa se torne em amargura. A raiz de amargura, uma vez instalada no coração, vai afastar a pessoa de Deus e dos seus irmãos na fé. Ela é altamente destrutiva para a vida cristã. Em segundo lugar, invista na sua vida de oração e leitura da Bíblia. Isso vai trazer discernimento e força para exercer o perdão e mandar a ofensa embora. Por último, seja salgado pelas provas da fé, e não amargo. Ser salgado é aprender com as experiências, tornando-se mais parecido com Jesus. Ser amargo é guardar ofensa, rancor…e viver cada vez mais longe de Jesus. 


Adriano VargasSou salgado,  mas não coxinha! 

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