Publicações com A Palavra

Flores e Espinhos

Flores e EspinhosO que é natural em nossa vida senão reagirmos às afrontas que nos chegam. Resultado de um processo humano que por milênios nos separou de Deus, tornando-nos escravos de inclinações carnais que não encontram, por exemplo, no domínio próprio, a reação equilibrada que nos faz andar na contramão do mundo.

Assim também as nossas ações que se voltam apenas para o curtir, comer, dormir, elas que são naturais ao homem. Instintos que precisam ser controlados para que não sejam a regra de vida. O domínio próprio faz morrer em nós essas atitudes que se desalinham à natureza de Deus.

Como todos sabem, a vida nem sempre são flores, mas alguns espinhos servem para nos proporcionar a direção ao justo e ao perfeito, aproximando-nos cada vez mais da cumplicidade necessária ao relacionamento com Deus. Por isso a necessidade de plantar sementes que venham do Espírito de Deus, segundo a palavra de Paulo em Gálatas. Se guiados pelo Espírito de Deus, somos tidos por filhos de Deus, segundo também a palavra de Paulo na carta aos Romanos.

Só assim poderemos colher frutos do amor verdadeiro e do crescimento. Vivenciar as dificuldades de um relacionamento pessoal, assim como a dois ou em sociedade, é preciso se alinhar à responsabilidade e à firmeza nos levam a superar nossos limites humanos, fazendo-nos a conhecer a essência do amor que está em nós, à espera da descoberta e crescimento, afinal, fomos feitos à imagem e semelhança de nosso Criador, bendito seja.

Só regando esse jardim se consegue superar problemas comuns aos relacionamentos, a começar de nós conosco mesmos, fazendo com que a vida valha a pena ser vivida de forma transformada. No mais, sim, tudo são flores. E que Deus nos abençoe a todos.

Sadi – Um peregrino da palavra

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Níveis de Gratidão

Níveis de GratidãoUma amiga cristã adventista elegeu o mês de abril como o mês da gratidão e seu desafio é incentivar a publicação na rede social, ao longo dos trinta dias desse mês, motivos pelos quais somos gratos. Um testemunho positivo para quem lê, sobretudo para quem escreve, porquanto se faz necessário o exame minucioso dos pensamentos. A propósito, fica aqui o desafio.

Mas o que significa gratidão? Segundo o dicionarista Houaiss, gratidão é a qualidade de quem é grato, é o reconhecimento de uma pessoa por alguém que lhe prestou um benefício, um auxílio, um favor.

Pois bem, lendo nesses dias um texto de autoria do professor membro da Real Academia Espanhola de Letras de Barcelona, Luiz Jean Lauand, fruto de uma conferência proferida na Universitat Autònoma de Barcelona, deparei-me com uma lição bastante interessante. Ali ele ressalta o aspecto das informações contidas nas formas de linguagem do relacionamento cotidiano adotadas pelos idiomas, por exemplo, o agradecimento, e como elas incidem na realidade humana.

Segundo o professor Lauand, com o uso cotidiano as palavras perdem a sua transparência na medida em que deixamos de conectá-las à sua etimologia, à sua origem, ao seu étimo. Ele faz essa introdução para adentrar ao estudo da gratidão. Ao destacar o Tratado de Gratidão, de Tomás de Aquino, ele traz à lume a informação que ensina existirem três níveis para expressar a gratidão, esta que é uma complexa realidade humana. O nível superficial que apenas reconhece, o intermediário que dá graças pelo favor recebido, e profundo que se presta a retribui-lo.

Ato contínuo, voltando à conexão das palavras com sua origem, o professor Lauand explica que cada um desses níveis justifica o sentido etimológico das palavras europeias que expressam gratidão, esclarecendo, portanto, as diferentes realidades dessa qualidade.

O superficial é o que se expressa pelo simples reconhecimento do favor recebido. Ou seja, um exercício intelectual, porquanto o ato de pensar o efetiva. Por isso a expressão em inglês (thank you) demonstra a gratidão apenas como reconhecimento, porquanto a palavra To Thank (agradecer) e To Think (pensar) se originam de um mesmo étimo. Só agradece quem pensa.

A gratidão compreendida pelo nível intermediário se expressa como um gesto ligado a dar uma mercê, dar uma graça, por isso em francês se agradece dizendo “merci”, em italiano – “grazie” – e em espanhol – “gracias”. Quando se agradece se faz dando graças pelo que foi recebido.

Para o nível mais profundo da gratidão, seu significado está em se tornar vinculado por aquilo que se recebe, ou seja, se expressa a gratidão pela compreensão do dever de retribuir aquilo que foi recebido, na medida do possível, é claro. Obviamente compreende os dois níveis anteriores. É, portanto, completo. E somente em português se expressa dessa maneira, quando se diz: obrigado.

Conforme nos ensinou Paulo na carta aos colossenses: “Que a palavra do Cristo habite em vocês, com toda a sua riqueza, à medida que ensinam e aconselham uns aos outros com toda a sabedoria e com gratidão ao Eterno”.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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Páscoa – Obediência e Fé

Páscoa - Obediência e FéPáscoa em hebraico é “pessach” e significa “passagem”, “pular além da marca”, “passar por cima” no sentido de “poupar”. A páscoa foi instituída no Egito mediante a ordenança divina de se sacrificar um cordeiro e comer sua carne acompanhada de ervas amargas e pão sem fermento. Com seu sangue os hebreus marcariam suas casas e assim o anjo pouparia seus filhos no momento em que passasse para sacrificar os primogênitos dos egípcios, devido à resistência de faraó em manter o povo escravizado.

As obras que compõem o antigo testamento também orientaram o povo para a vinda do Messias, e muitos dos fatos ali registrados apontavam o quê e como haveria de ocorrer com ele. A páscoa judaica no Egito foi um desses fatos.

Paulo afirma que Cristo é o cordeiro pascal. A prova disso está na clara relação entre as ordenanças ritualísticas da páscoa judaica com a morte do Messias. O sacrifício do cordeiro aponta para o aspecto de que só a marca do seu sangue (Cristo) pode salvar. O pão sem fermento demonstra a necessidade de se apartar dos conceitos do mundo, não permitindo se contaminar. As ervas amargas remetem à lembrança do amargor vivido no mundo (Egito) para que a ele não voltemos. Mas não só isso.

Tomando ainda a ritualística pascal observada no Egito, o cordeiro que verteu o seu sangue para salvar deveria ser perfeito e não poderia ter os seus ossos quebrados. Cristo é o cordeiro pascal porque nele não se encontrou erro, nele não se encontrou pecado. E como narram as escrituras, nenhum de seus ossos foi quebrado.

Há também outros aspectos nesses contextos pascais. A obediência de Cristo sem questionamentos ao que lhe fora ordenado resultou em Sua ressurreição e, consequentemente, na nossa salvação por meio dele. De outro lado, o aspecto humano. Os hebreus obedeceram porque movidos pela fé. Paulo escreve na carta aos hebreus que pela fé celebrou-se a páscoa e a aspersão do sangue no Egito. A páscoa, portanto, se trata também do testemunho da observância da obediência e da obediência pela fé.

A estes aspectos, as características dos que se separam para o Eterno, quais sejam, a obediência aos mandamentos de Deus e a fé no Messias. Mesmo que saibamos que Cristo verteu seu sangue em favor da humanidade, só o acompanharão quando de sua volta aqueles que de fato se deixaram marcar por seu sangue, que observaram seus ensinamentos e o aceitaram pela fé.

Ao tomarmos Cristo como nossa páscoa é preciso entender que nossa justificação se dá pelo sangue e nossa santificação pela obediência à Palavra. Há sabedoria nestas palavras, não se limitando aos olhos que enxergam apenas a história.

Feliz sábado e feliz páscoa a todos!

Sadi – O peregrino da palavra

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Sonhos e realizações

Sonhos e RealizaçõesÀs vezes nos deparamos com sentimentos que andam há muito tempo conosco e eles mexem com a gente de alguma forma. Determinadas situações revelam alguma saudade do que ficou, do que não ocorreu ou mesmo do que não sabemos explicar, pois se encontra oculto ou perdido em algum lugar de nossas mentes. Essas situações podem nos impedir de avançar rumo ao Eterno, de sermos felizes.

As decisões que tomamos podem mudar todo o curso de nossas vidas. Algumas pessoas têm sonhos verdadeiros desde menino, no entanto, quando chegam a algum lugar de sua jornada adulta, se permitem a influência do mundo e por ele se deixam levar, esquecendo-se de si mesmos. Outros acreditam tanto em seus sonhos que quando crescem se transformam em pessoas felizes como poucas que conhecemos. É a leveza de se saber o que é.

Quais é o sonho de Deus para a nossa vida? Para cada um em particular, acredito que seja desenvolvermos o que há de melhor em nós, conforme o dom que nos foi dado viver, norteados pela luz da Palavra. E, por esses dons, colocarmos todo o empenho para que o resultado de nossa produção seja, enfim, a expressão do Seu amor. Em geral, creio que o sonho de Deus a nós seja de vitórias e alegrias altruístas, vivenciadas enquanto caminhamos em Sua direção, a fim de sermos um com Ele e com Seu filho Jesus.

Esta conclusão me leva a pensar no salmista que escreveu afirmando – “Quão grandes são os pensamentos de Deus a nosso respeito”. Assim como, também, o profeta Jeremias, que registrou a vontade do Eterno ao escrever que o Pai é quem sabe os pensamentos que tem a nosso respeito, muito maiores do que pensamos ou imaginamos.

Como, enfim, sabermos se nossos sonhos são os sonhos de Deus? Jesus disse que se estivermos nele, tudo o que pedirmos, receberemos. Cumpre dizer que se o recebemos, foi porque também estivemos alinhados à verdade que diz que é Deus quem opera em nós o querer e o efetuar. É importante lembrar também da sabedoria ensinada por Tiago: “Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo”.

Portanto, que nossa comunhão seja completa no Pai e no filho, pois assim conheceremos a Sua vontade, podendo até mesmo refletir a realidade de nossos sonhos de juventude. E se isso tudo for verdadeiro, honesto, justo, puro, amável, de boa fama, havendo alguma virtude e algum louvor, nisso devemos pensar.

Se seus sonhos foram deixados lá trás e você os ache impossíveis de se realizarem, e tendo eles as características de virtude anteriormente enumeradas, sobretudo estando alinhados ao pensamento de Deus, não tema. Coloque-os diante do Pai e Ele os realizará de alguma forma. Seja feliz. Um abraço do peregrino da palavra.

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Aparências

lobo_cordeiro_6vi_Nem sempre aquilo que parece, é realmente. Não se deve acreditar em tudo o que se vê, pois a aparência pode não traduzir a realidade. Uma pessoa calma pode esconder alguém agressivo. Uma pessoa vestida com roupas caras pode passar a imagem de alguém abastado. O contrário também é verdade. Alguém que se diz discípulo do Mestre, pode ser alguém sem transformação alguma, jamais abrindo mão do que o mundo tenha a oferecer.

A aparência sempre anuncia um conceito, contudo, diz a sabedoria, não devemos nos deixar movermos por ela. Importa conhecermos melhor as pessoas, as intenções, as situações. Se julgarmos apenas pela aparência, podemos nos deparar com sepulcros caiados – que conforme afirmou Jesus, parecem formosos exteriormente, mas seu interior está repleto de ossos mortos.

Certa ocasião, o Messias teve fome e avistando uma figueira repleta de folhas, o que denunciava a possibilidade de conter frutos, aproximou-se dela e percebeu que não havia um sequer, tornando-se uma anomalia diante de seus olhos. Situação que faz lembrar ao contexto bíblico anteriormente citado, em que Jesus ainda compara tais pessoas a seres que aparentam uma justiça exterior, mas interiormente estão cheios de hipocrisia.

Normalmente se escondem por detrás de seus próprios medos. Da mesma forma os que apontam os pecados alheios e são rápidos para relativizarem os seus próprios. Se não houver conteúdo verdadeiro e benéfico, sobretudo instruindo a si próprio segundo as escrituras, a aparência não passará de superficialidade que induz ao erro. Pior ainda quando engana-se a si mesmo.

Algo para se pensar a partir de nós mesmos em nossa relação com o Caminho, a Verdade e a Vida. Que o Espírito Santo possa alcançar os corações e mentes, convencendo o mundo do pecado, da justiça e do juízo.

Sadi – O Peregrino da Palavra.

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Viver e dar frutos

quero-olhar-para-jesusViver tem se tornado uma arte. Aliás, sempre foi uma arte, especialmente porque nas relações humanas viveu melhor quem soube se relacionar bem, não ingressando em discussões infrutíferas e conservando para si os valores que equilibram a vida, sobretudo quando esses valores são bíblicos.

A frase que diz não podermos mudar o mundo é verdadeira e sábio é aquele que percebe a sua extensão. Sim, pois, mediante os mesmos valores podemos alcançar a quem queira ser alcançado, tornando a convivência equilibrada e harmoniosa um desdobramento que cabe a nós proporcionarmos, produzindo frutos.

Saber viver, sim, é uma arte, mas é na dependência e na obediência aos mandamentos que os verdadeiros frutos de que necessitamos são produzidos. A palavra de Deus é o farol nessa produção. Luz para os meus pés e Lâmpada para o meu caminho é Tua Palavra, diz o salmista. Eis uma verdade inconteste, pois é através dela que encontramos o único meio para nos guiar em tudo o que fizermos.

Não é a oração, a frequência em cultos e o conhecimento da palavra o que por si só nos leva a produzirmos frutos e a vivermos bem. São fundamentais para a intimidade e o conhecimento de Deus, mas é a Palavra que esteve no início de tudo e por ela tudo fora criado, sim, a Luz que precisamos. O Eterno é o centro de tudo. É para voltarmos a Ele que estamos sendo chamados, sendo Jesus o Caminho, a Verdade e a Vida que nos leva ao Pai. É nele que aprendemos todas as ações que precisamos para bem viver e produzirmos frutos, e é nele e por ele que as coisas acontecem em nossas vidas, essencialmente por olhamos firmemente para ele que é o autor e consumador da nossa fé.

Disse o SENHOR pela voz do profeta Isaías – “Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os confins da terra; porque eu sou Deus, e não há outro”. Portanto, para o bem viver, que nossos olhos se voltem para Jesus. Não há outro caminho para darmos fruto no tempo certo.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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Tempos idos, tempos outros

1850É possível viver uma experiência real com Deus em um mundo tão diferente dos primeiros adventistas e demais denominações tradicionais? Certamente que sim, contudo com muito maior dificuldade, afinal, os valores estão cada dia mais relativizados, o amor tem esfriado a um nível inacreditável e mesmo as escrituras têm sofrido interpretações distorcidas a satisfazer os novos gostos.

Sempre houve no mundo toda a sorte de distorções, mas estamos vivendo tempos sem precedentes na história humana. A maneira como as experiências têm sido vividas em face do padrão bíblico é um exemplo desse retrato. A Segunda Carta de Pedro pronuncia palavras na direção da observação da purificação, da vocação e da eleição. Também adverte quanto aos desvios.

Homens sempre foram imperfeitos, contudo, tomando ainda de empréstimo o exemplo dos pioneiros adventistas e demais denominações tradicionais, os discípulos de Cristo reconheciam com muito mais naturalidade a necessidade de vivenciar a santificação, falando uns com os outros de seus problemas e a maneira como o Espírito Santo os conduzia na dependência e a obediência à palavra de Deus. Uma característica que de certa forma ainda perdura em algumas delas, entre as quais, a adventista do sétimo dia.

Na publicação da Review and Herald, de 23 de maio de 1865, Uriah Smith descreve uma reunião que acontecia aos sábados, chamada social, da seguinte forma: “Uma reunião caracterizada por testemunhos vivos que animavam a alma, por olhos radiantes, vozes de louvor, exortações sérias e comovedoras e frequentemente lágrimas; cenas nas quais a fé e o amor se acendiam novamente”.

O temor a Deus era uma realidade muito mais disseminada dentro das igrejas, norteando o proceder dos homens. Contudo, atualmente, o que vivemos é quase a extinção desses valores, tanto na sociedade, quanto em muitas denominações. O que nos ensina Paulo em sua Segunda Carta à Timóteo senão que nos últimos dias sobreviriam tempos penosos; onde os homens seriam amantes de si mesmos.

Seriam os tempos modernos com seus “confortos” e “seguranças”, toda a sua tecnologia e distrações, assim como as necessidades que a mídia nos diz termos para sermos alguém, o que nos fez perder o verdadeiro sentimento para o que de fato importa?

Sim, está muito mais difícil viver uma experiência real com Deus nos tempos atuais. Mesmo dentro das igrejas tradicionais alguma superficialidade impera, sobretudo porque importa apenas o dia de culto, este não se estendendo para o interior dos lares e dos discípulos. Hoje, igrejas repletas de shows, de altos salários a pastores, altos cachês a músicos famosos, templos suntuosos e custos altíssimos para a promoção dos cultos, leva-nos a vivermos uma situação em que não enxergamos mais a santidade. É como sair à noite em uma grande cidade. Já nem olhamos para o céu, pois não há mais estrelas para se ver. Saímos apenas para nos distrairmos.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

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Ordem e Progresso

Assistindo um documentário sobre o Japão, entre vários temas, a ordem naquele País foi um dos que mais me impressionou. Mesmo em tempos de caos, por exemplo, quando nas ocasiões de terremotos, tsunamis ou erupções das dezenas de vulcões ativos naquela ilha, em questão de horas estragos estão limpos, ruas e asfaltos estão reparados, pessoas se organizam em filas para receberem comida etc.

Não é à toa que as crianças obedecem a padrões de comportamento sem manifestar rebeldia e revolta contra o sistema. As pessoas aprendem desde cedo que a solidariedade e o respeito são fundamentais para o avanço do País.  Quando vão à escola, na hora do almoço, se dividem para servir a refeição aos colegas na sala. Depois todos se organizam para deixarem o espaço limpo e organizado.

O exemplo de como se comportaram na copa do mundo no Brasil foi extraordinário, uma vez que levaram sacolas plásticas aos estádios apenas para carregarem de volta todo o lixo que produziram. A noção de cidadania é muito forte. O ideal de conjunto prevalece, e por isso se apresentam como uma nação evoluída.

Por que deste texto em relação à palavra de Deus? Bom, pergunte-se como estão nossas crianças e adolescentes, mesmo as que frequentam as igrejas e têm boas noções de respeito aos pais, professores e à vida espiritual. Não falemos dos adultos, pois aí são outros quinhentos, pois prevalece neste País um conceito de liberdade bastante distorcido.

Educa a criança no bom caminho e não se afastará dele quando crescer. Sim, é um bom norte para a educação, contudo, e se já adultos, o que fazer caso se afastem do bom caminho? A resposta só encontra equilíbrio se todo o sistema funcionar com igual respeito às leis e ao próximo. Somente com o conjunto da população podemos vivenciar a máxima que diz que juntos somos mais fortes.

É a tal coisa…sábias palavras encontramos na bíblia e aqui ressalto uma que se adequa a esse contexto – “Melhor é a criança pobre e sábia do que o rei velho e insensato, que não se deixa mais admoestar”. Pense nisso, e não hesite em agir por um mundo melhor, convidando a todos à sua volta para se unirem em torno de um bem comum, aprendendo coisas simples que podem mudar o mundo.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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Alcances

mbTenho o hábito de publicar em minha página da rede social, ou em um blog que mantenho, apenas textos que levem os leitores a terem contato com mensagens positivas. Entendo que essa iniciativa possa alcançar pessoas que tenham falta de incentivo ou compreensão em alguma área de sua vida. Tendo acesso à informação ela poderá pensar melhor os rumos que toma ou deixa de tomar.

Tais mensagens buscam analisar a postura que devemos ter para alcançarmos a realização de nossos sonhos, de nossos projetos. No mesmo diapasão, e em especial, estendo-as a partir dos contextos encontrados na palavra de Deus. Sim, pois, nas escrituras podemos encontrar aconselhamento para qualquer situação da vida, seja pessoal, profissional, espiritual ou familiar.

A palavra de Deus, cumpre dizer, nos permite buscarmos mais do que aconselhamentos, mas observarmos os detalhes de Seus cuidados para conosco, sobretudo para que alcancemos a vitória maior que é o retorno definitivo ao Seu convívio. É de nossa natureza sermos imperfeitos, e por isso aos sábios, a dependência e a obediência a Deus.

Convém ressaltar, no entanto, que os aconselhamentos positivos que nos permitem estratégias, por exemplo, para alcançarmos vitórias na vida profissional, não são conceitos fechados que nos traduzam a garantia de sermos vencedores. Por certo que não, ainda que estando em Deus, nos diz o Messias, tudo o que pedirmos ao Pai, em nome de Jesus, nos seja concedido.

É preciso compreender a existência com o olhar da máxima cristã que diz; “onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”. Independente de alcançarmos uma vida profissional brilhante ou vivermos em uma família equilibrada, pois há muitas variantes na vida que só Deus pode explicar, um aspecto pode e deve ser foco de nossa atenção: a vida espiritual.

Posicionarmo-nos vitoriosamente no campo espiritual independe de qualquer circunstância que estejamos passando. Vencer significa conseguirmos vivenciar, sobretudo, a santificação. Dirigidos pela palavra de Pedro em sua carta, enquanto recorda as passagens de Levítico 11, 19 e 20, observaremos que o viver deve ser santo, pois o Senhor é Santo.

Sou perfeito, vitorioso ou santo porque escrevo meditações positivas ou evangélicas? Não, por certo que não, contudo, por elas testemunho as minhas imperfeições, o meu procedimento, buscando viver em santidade, voltado para a salvação que é o objetivo, para Cristo que é o modelo e para Deus que é o mantenedor. Só aí posso afirmar, independente do contexto ao meu redor: Sim, por me santificar, sim, eu sou mais que vencedor.

Nada pode nos tirar essa certeza, por isso ao ler o que escrevo, compare às escrituras, depois encontre seu próprio prumo, ouvindo-me apenas no diapasão do que disse Paulo: “Sede meus imitadores, como eu sou de Cristo”.

Sadi – O Peregrino da Palavra

 

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Pão

Ele curava qualquer enfermidade com um simples toque, uma palavra Sua, ou mesmo um olhar, e falava coisas eternas com autoridade, diferentemente dos líderes espirituais da época. Sua fama corria rápido e o resultado era uma multidão ao Seu redor.

Em S. João 6 vemos um momento desses. Aquela enorme multidão, de mais de cinco mil homens, afora mulheres e crianças, em torno dEle o dia todo, sem arredar o pé. Acontecia então o que hoje mesmo acontece: quem vai a Jesus não quer saber de deixá-lO; quem se achega dEle sofre com a ideia de sair de Sua presença.

2Naquele momento aconteceu a multiplicação dos pães. Todos foram alimentados de forma miraculosa a partir de apenas cinco pães e dos peixinhos que um garoto havia levado e que Jesus, orando, começou a partir e partir e partir, sem a comida nunca acabar. Foi tanta comida que Jesus pediu que recolhessem o que sobrou e só a sobra encheu doze cestos.

O que temos então? Uma multidão que havia saído a ver um homem capaz de curar enfermidades, que falava com autoridade e agora percebiam que Ele era poderoso para resolver o problema da fome também! Os discípulos andando por entre a massa excitada foram contaminados pelo sentimento do povo: era mais do que hora de fazer Jesus rei.

Engraçado querer fazer o Rei se tornar rei. É que eles tinham essa visão tacanha de reinado, não entendiam que o reino de Jesus estava entre eles, e dizia respeito à eternidade e não a uma coroa de ouro mal fundido.

Jesus teve de obrigar Seus discípulos, os cabeças do “levante” às avessas, a entrar no barquinho e irem embora. Ele ficou atrás, dispersando a multidão, e, depois do último haver ido embora, pôs-Se a orar.

Imaginamos que os discípulos, frustrados com a atitude de Jesus, devem ter remado naquele fim de tarde se perguntando se Ele era mesmo o Messias. Se era, por que razão relutava em assumir a posição de chefe da rebelião contra Roma? Por que insistia naquele lenga-lenga de curar os pobres, alimentar os pobres, ensinar os pobres? Por que não partia logo pras cabeças?

Sua descrença chegou ao ponto de, já noite alta, ao verem Jesus andando sobre as águas pensaram que era um fantasma. Um fantasma! Uma crendice tola pegou aqueles que haviam pouco presenciaram um milagre fantástico.

Que paciência tinha Jesus! No dia seguinte, alguns que tinham comido do pão multiplicado o encontraram do outro lado do mar da Galileia e lhe perguntaram como Ele havia chegado ali. Jesus gostava de ir direto ao ponto e disse algo como: vocês estão me procurando não por causa do sinal, mas por causa do pão que comeram.

Eles não gostaram da resposta e mais à frente chegaram ao cúmulo de pedir um sinal dEle, mostrando que era mesmo o Messias.

Jesus faz então um longo discurso mostrando que Ele era o pão da vida, o pão que realmente sacia, que deveria ser degustado dia após dia para que tivessem paz, segurança e esperança para a vida eterna. Ele tentou mostrar que era isso o que realmente interessava, mas o público, sequioso de pão de verdade e de ver o sangue romano regando o solo da Palestina, odiou ouvir esse papo espiritualizado demais e deixou Jesus.

Em suma, o milagre que o povo havia interpretado como sendo a solução para o problema do plantar-cuidar-colher-debulhar-preparar-comer era, em verdade, uma lição de dependência espiritual dEle, Jesus, que lhes daria o que realmente importava. O que realmente importava.

Ellen White comentou: “Há uma lição para nós nestas palavras que Cristo proferiu após ter alimentado os cinco mil. Disse Ele: `Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca’. João 6:12. Essas palavras significavam mais do que o ato de os discípulos juntarem restos de pão dentro das cestas. Jesus queria dizer que eles deveriam atentar para Suas palavras, estudar as Escrituras e entesourar todo raio de luz. Em vez de buscar o conhecimento de algo que Deus não havia revelado, deviam cuidadosamente recolher o que Ele lhes dera.”

Aí eu penso: o que eu faço com o Pão da vida que recebo? Eu o distorço e amoldo a minhas ideias de reino? Eu descreio se na minha vida não acontece o que eu achava que seria melhor? Passo a acreditar em fantasmas? Ou pego um pouco do Pão, mastigo um pouco, e desperdiço todo o resto?

Você sabe o que eu quero dizer.

Marco Aurélio BrasilPão
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