Publicações com A Palavra

Heróis da Fé

heroes2Um amigo escritor foi muito feliz em algo que escreveu nestes dias. Tecendo considerações quanto à relação que temos com a palavra de Deus. Seu texto ressaltava a influência que os poderosos testemunhos bíblicos exercem sobre a vida daqueles que creem em Deus e que procuram estudar e pautar suas vidas pelas escrituras.

David, Paulo, Moisés, Tiago, Pedro e tantos outros sempre nos levam a um nível de incentivo poderoso, fazendo crer que podemos viver as mesmas vitórias que viveram, tornando-nos heróis da fé. Mas será que esse sentimento tão comum entre os que entregaram suas vidas aos caminhos de Deus revela de fato a verdade que vivenciam?

Esse exímio escritor a que mencionei, autor de muitas crônicas e alguns livros, chamou a atenção para a necessidade de diferenciarmos o uso que fazemos das frases bíblicas poderosas no dia a dia, e a efetiva postura que temos diante das situações que a vida nos apresenta, nem sempre fáceis de se lidar.

Dificuldades nas relações pessoais, muitas vezes na própria família, não bastassem as que temos que administrar no contato com o mundo, nos desequilibram. Dificuldades financeiras que não raro nos colocam em situações em que faltam recursos para custear o básico para uma vida digna. Problemas graves de saúde que surgem quando menos esperamos, ou mesmo a perda inesperada de entes queridos, são entre tantas outras, situações que nos colocam à prova todos os dias.

Se no mínimo somos conhecedores dos evangelhos, sabemos que Cristo já havia advertido quanto às aflições que haveríamos de passar. Mas o que faz de fato a diferença nessa hora? Testados, sobreviveríamos pelas frases poderosas que repetimos dos heróis bíblicos? Ou é o exercício diário da fé que nos prepara para momentos como esses?

Muitos repetem e se apoiam nesses belíssimos testemunhos de força e poder, mas poucos são os que percebem que se tratam de uma experiência pessoal alcançada por meio de muita entrega, muita oração, comunhão diária com a palavra e com o espírito de Deus.

É maravilhoso nos espelharmos nesses heróis da fé, contudo devemos trilhar o nosso próprio caminho, pelas nossas próprias experiências com Deus, fortalecendo-nos como eles se fortaleceram. Viver uma experiência real com Deus é o que ouvimos sempre, contudo, pergunto: a colocamos em prática? Acreditamos plenamente na fé que dizemos ter, ou vivemos pela fé porque ela nos faz experimentar uma vivência real com Deus?

Que o Senhor nos fortaleça dia e noite em Sua palavra e na fé que nos concede para vivermos, e que Seu espírito possa nos falar sempre, e sejamos atentos e obedientes à sua direção. Só assim poderemos enfrentar toda e qualquer situação, rumo à coroa da vitória, sagrando-nos como mais que vencedores em Cristo Jesus.

Pensem nisso e se tornem verdadeiros heróis da fé. Feliz sábado é o que deseja a todos o Peregrino da Palavra!

Sady FolchHeróis da Fé
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# Liberdade Absoluta

liberdadeO que é a ser livre, afinal? O que se pode dizer a respeito da liberdade absoluta? Vamos direto à realidade que conhecemos, chancelada pela Palavra. Diz o salmista que anda em liberdade aquele que busca os preceitos de Deus. O mundo, a seu turno, despreza-os e se sente verdadeiramente livre por fazer o que bem lhe apraz.

A primeira ideia que passa no pensamento de quem reflete a liberdade é o fato de não ser ou não estar prisioneiro de coisa alguma, especialmente sendo livre para ir e vir, tanto quanto pensar conforme seus próprios paradigmas.

Ok, então, pergunto: acaso não é livre o homem que, mesmo preso por algum crime, encontrou na cadeia a liberdade do viver em Cristo? Sim, pois, este homem é verdadeiramente livre. As paredes e as grades não lhe prendem realmente. E, ainda que tenha que morrer pelo crime que cometeu, como nos países que admitem essa hipótese, sustenta-se na fé e vive a sentença que afirma que o viver é Cristo, e o morrer, lucro, pois logo iria em direção ao seu salvador.

E, ainda: acaso goza de plena liberdade, e aqui falo de abundância de vida, o homem que despreza ou no mínimo desconhece o viver pelo Espírito? O dia em que o mundo experimentar o que seja de fato “o Senhor é o Espírito, e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade”, e saber que por isso somos transformados de glória em glória na mesma imagem, entenderá o que seja experimentar, de fato, a liberdade.

A verdadeira liberdade nos permite o apartar de qualquer coisa que se contraponha à Palavra, e assim nos separa para sermos livres sem ter a malícia como cobertura, como afirmou Pedro em sua carta. Ser livre é saber que temos alguém que deu sua vida por nós e esse contexto reserva toda a verdade da vida, passada, presente e futura, pois aquele que começou a obra é fiel para terminá-la.  Dessa forma, cento e vinte anos é tudo o que temos na carne, contudo para que se continue na eternidade.

Como poderia o mundo entender que ser livre significa viver orientado por mandamentos que nos pedem para morrer para os conceitos do mundo, e assim conhecermos o que seja viver em liberdade absoluta, obtendo abundância de vida?

Só poderão entender no momento em que dos mandamentos tomarem experiência para as suas vidas. Como peregrinos que somos, este peregrino da palavra o convida a meditar sobre a liberdade do viver em Cristo e do viver segundo o mundo. Pense nisso e depois compartilhe suas experiências com seus amigos, família e vizinhos, falando-lhes sobre o que seja atentar à lei perfeita da liberdade.

Sadi – Um Peregrino da Palavra.

Sady Folch# Liberdade Absoluta
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# Vida e Existência

Mateus 16Um rabino certa vez fora questionado por que Israel conseguira sobreviver desde o seu nascimento como nação, mantendo a identidade de seu povo, enquanto tantas outras, reconhecidamente mais fortes e mais ricas, já haviam perecido. A resposta foi surpreendente.

Disse ele que quando se tem vida e se está disposto a morrer por ela, há, portanto, um propósito. Uma vida sem existência, explicou, logo se extingue. As nações que desapareceram, disse ele, queriam apenas existir, e acumulando bens e riquezas se preocuparam apenas em conquistar para assim se manterem vivas. Acreditavam, inclusive, que assim seriam eternas.

Em seguida, ressaltou que o profeta Moisés havia aconselhado o povo que soubessem e se lembrassem para sempre de uma realidade. Que eles não se enganassem, pois não teriam uma boa existência, que seriam espalhados pelo mundo, sendo peregrinos em terras alheias. Também que seriam uma minoria entre as tantas nações e que nenhuma delas os teriam em simpatia, sendo por muitos, senão por todos, hostilizados. Mas que não se preocupassem com isso, bastando que ocupassem sua vida com o seu real propósito e assim a sua existência iria cuidar de si mesma.

Pois bem, mas, qual é esse propósito, perguntou o interlocutor ao rabino. Eis que então este lhe respondera: obedecer aos mandamentos, sobretudo ao caso em questão, ao quarto mandamento. O segredo estaria, destarte, em guardar o sábado, o dia de descanso determinado pelo Eterno.

Intrigado, o homem ainda questionara o rabino, querendo saber por que, afinal, seria uma boa ideia não fazer nada de produtivo nesse determinado dia, não bastasse a obediência ao mandamento.

O rabino lhe explicou que todos os trabalhos que o homem realiza, o faz para que sua existência seja boa. Assim o é em seis dias, quando constrói algo, quando produz seu alimento, quando repara sua roupa, quando arruma sua casa, tornando dessa forma sua vida mais confortável. No entanto, em um dia da semana haveria de deixar as preocupações para o mantimento de sua existência em paz, não se preocupando com ela.

Nesse dia, no sábado – que é shabbat em hebraico – deveria o homem se preocupar apenas em saber sobre o porquê de sua existência e não em como mantê-la. Concentraria em meditar em por que existe e para que, jamais em como existir. Segundo o rabino, esse propósito deu existência à vida do povo judeu, mantendo-o vivo, enquanto poderosas nações inteiras desapareceram.

Moral da história para meditarmos neste sábado: quando se vive a vida pelos propósitos de Deus, damos uma existência saudável a ela e sua permanência acontece naturalmente. Quando se pretende existir a qualquer custo, seguindo os padrões do mundo e deles tornando-se um escravo, certamente o desgaste seguido da extinção será o fim.

Quem mais poderia ter dito isso com tanta majestade, senão o Cristo quando afirmou que aquele que quiser salvar sua vida, esse a perderá, mas, aquele que a perder por amor a ele, que carrega em si o real propósito da vida com existência, esse a salvará. Pense nisso. Um feliz sábado é o que deseja a todos o peregrino da palavra.

Sadi Peregrino

Sady Folch# Vida e Existência
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# Corações julgados

juridico_29061508_gdA que ponto chegamos. Um senador da república elabora um plano para dar fuga a um preso por alta corrupção, e ainda revela que seria fácil conseguir decisões judiciais com ministros da mais alta corte do País para que o plano de fuga se efetivasse. Bem, todos sabem dessa história e também como foi o seu desfecho causando grande escândalo no Brasil e no mundo.

Nestas horas penso em nosso Deus. Como estará Ele se sentindo diante de tanto desequilíbrio, maior ainda pelo fato que há séculos neste País os poderosos e corruptos se livram de seus malfeitos em detrimento dos injustiçados, tanto quanto continuam as crianças órfãs e os pobres vivendo com as migalhas que caem das mesas, não raro disputando-as com os cães.

Mas, e nós? Como nos alinhamos a isso, independentemente de ideologias políticas? Está o crente alinhado à moralidade e transparência dos atos e valores cristãos, à retidão do caráter do Messias, à postura que clama pela decência no trato da coisa pública? Ou as paixões que estão a mover este País têm nos desviado das escrituras, pervertendo-nos a consciência? Sinceramente, clamo a Deus que jamais permita isso entre os Seus.

Somos povo separado e, se somos ensinados a amar aos que nos perseguem, ou mesmo aos poderosos malfeitores que nos atingem indiretamente, mais ainda devemos amar aos da fé. Glórias ao Altíssimo Deus por isso, e bendito seja o Seu nome para sempre. O mundo não entende esse nosso comportamento de união. Muitos de nós também não ao início de nossa conversão, mas é assim.

A Palavra nos ensina e exorta. O Espírito nos converte, mas, se não nos entregamos completamente a ele, somos apenas convencidos pela pregação calcada pelas linhas do Evangelho, sem ter nunca sido talhado por sua essência, por suas entrelinhas. Assim, jamais experimentaremos o poder transformador da Palavra e por ele, o estado real de conversão.

No fim, todos seremos julgados, peregrinos que fomos em terra estranha. Ricos e pobres. Poderosos e comuns. Bons e maus. E é nosso coração que irá nos denunciar. Nossos feitos dirão de nós, mas, sobretudo as intenções do nosso coração é o que revelará atos e omissões. E Deus? Como se sentirá ao presenciar nossa exposição individual diante do universo, revelando aquilo que fomos?

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Corações julgados
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# Tempos difíceis

imagesEis aí um termo muito repetido no meio evangélico. Tempos difíceis. Mas, por que difíceis? A maioria deve responder, com certeza, que por guerras, fome, terrorismo, corrupção, perseguições religiosas.

Mas, o que fazer para não vivermos tempos difíceis? Estar em paz? Mas, como ficarmos em paz diante de tantos horrores? Cristo é a resposta, e a transformação que ele proporciona não tem nada a ver com viver angustiado. Ou se é discípulo que aprendera de fato a lição, ou se está vacilando nos ensinamentos.

“Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos, trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos; e assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal”.

Parece-me, corrijam-me se eu estiver errado, mas este texto de Paulo mostra que em Cristo há uma transformação que nos mantêm íntegros, em paz, não importando se morremos ou não, afinal, também o apóstolo afirmara: “Segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte. Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho”.

Se nós somos entregues à morte por amor de Jesus, como poderíamos viver outro comportamento senão amando. E quem ama não pode se misturar com medo, com ódio, com o mundo, enfim.

A semente do Peregrino da Palavra, então, te entrega este texto final de Paulo para que pense sobre a decisão de viver em tempos difíceis ou o amor…“Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido…

Sady Folch# Tempos difíceis
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# O querer e o efetuar

aguiaPor certo que diante dos horrores que presenciamos com as guerras sentimos profunda tristeza, mas, nesse instante me permito um questionamento: quanto desse sentimento se move em direção à minha transformação? Quanto dela me faz movimentar rumo à lapidação de meu próprio comportamento, porquanto não raro permaneço inerte diante do sofrimento alheio ao meu redor?

Quanto de mim, entre o acordar e o dormir, está de fato, desperto e descansando? Quanto de mim está disposto a não reclamar, mas, a compreender; a não levantar a voz, mas responder com um sorriso que transmita a paz que desejo; a não se exasperar diante das injustiças, mas perdoar verdadeiramente ao que me persegue ou me ofende? Quanto de mim consegue refletir o comportamento de Madre Tereza, de Gandhi, de Mandela, de Cristo, enfim?

Nestes dias da semana que passou, eu conversava com minha esposa e propus a ela que pensássemos o quanto nos impressionam homens capazes de bondades e humildades extremas, tornando-se diante de nossos olhos um ideal que buscamos ao modelo de Cristo, mas não tomamos com a devida profundidade a própria bondade e a humildade inigualável do Messias.

Parece-me, às vezes, que a verdade é que nos acostumamos com o que é ruim, imperfeito e limitado, sem conseguirmos dar um passo verdadeiro em direção ao bom, ao perfeito e ao ilimitado. Jesus nos afirmou, e confiamos nele, que sua vinda foi para que tivéssemos vida e vida em abundância.

Por que, então, não buscamos essa transformação definitivamente? Por que ainda sou parte de uma civilização, que mesmo conhecedora e seguidora da palavra de Deus, ainda assim não consegue vivê-la por completo? Será que no fundo não confiamos na verdade? Será que estou tão contaminado pelo pecado e pela dúvida e pela carne que não consigo me desvencilhar desses aspectos, tornando-me de fato criatura santa, ou seja, separada para a obra?

A palavra que me chega à mente como resposta, e que me permite continuar rumo ao alvo é uma só, a de Paulo que afirma: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim”.

E, continua o apóstolo após compreender a essência da lei em Cristo: “se faço o que não desejo, admito que a lei é boa. Pois, no íntimo do meu ser tenho prazer na lei de Deus; Miserável homem eu que sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor! De modo que, com a mente, eu próprio sou escravo da lei de Deus; mas, com a carne, da lei do pecado”.

E que Deus nos ajude, como o tem feito até aqui, a nos desvencilharmos da vida pela carne, e nos transformarmos verdadeiramente em um espírito que se liberta a cada dia, pois é Deus quem efetua em nós tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele que sabemos, também é perfeita e agradável.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# O querer e o efetuar
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# Conhecer a verdade

Conhecereis a verdadeAssisti uma peça de teatro pela internet muito interessante. O Jardim do Inimigo.  Seguindo a mensagem do evangelho, procura apresentar várias situações das relações humanas existentes no mundo, tais como violência doméstica, uso de drogas, prostituição, miséria, ressaltando o universo de muitos crentes sem compromisso com Deus e Sua palavra.

Destaco uma parte do texto que penso seja importantíssima para a reflexão dos membros das igrejas. Trata-se de um momento em que satanás confronta um crente arrogante e vaidoso por se valer de ter nascido na igreja e também por pagar o dízimo. O inimigo o repudia e ao afirmar saber, por exemplo, de quem se trata Paulo, questiona o crente quem ele é verdadeiramente nesse contexto que se diz ser discípulo do Cristo.

O inimigo zomba do crente, dizendo a ele que pode expulsar demônios, orar em nome de Jesus, mas isso não lhe faz nem mesmo cócegas, pois aquele crente não se parece nem um pouco com Jesus, não tendo nem de perto o cheiro do Messias. E, mais, aponta-o sem essas qualidades por não se interessar nem mesmo pelo básico, qual seja, ter a espada (Palavra) em suas mãos.

Satanás começa a dizer que a palavra de Deus não interessa ao crente, e que ele não deve lê-la de fato. Contudo, nesse instante, ele se volta a si mesmo e diz não saber por que está se preocupando em convencer ao crente em não ler a palavra, pois, afinal,ele não a lê mesmo.

Não querendo dizer que todos se pautem pelo o que ele está afirmando, resolve fazer um teste. Pergunta como é a rotina de todos ali presentes. Se quando estão, por exemplo, no trabalho, se eles sentem uma tremenda vontade de chegar em casa para estudar a palavra, passando horas debruçados sobre ela, meditando e orando por sua compreensão. Ele sugere que, na verdade, quando chegam em casa, comem alguma coisa e vão para o quarto dormir ou passar horas na internet… e palavra que é bom, nada.

Ele diz que tais crentes o divertem, pois crescem rápido, mas sem base e conhecimento. Afirma conhecer as escrituras por inteiro e nesse instante volta para o crente e pergunta o que ele conhece para poder citar de memória naquele momento. Desafia-o a dizer o sermão da montanha por inteiro, ou mesmo alguns poucos capítulos inteiros de Mateus. O crente titubeia. Ele não sabe nada de memória, a não ser algumas frases esparsas.

Por fim, compara o que se diz crente em Cristo com aqueles que educam seus filhos no judaísmo ou no islamismo, onde tais crianças com pouca idade já conhecem quase toda a sua escritura. O inimigo questiona como poderia um filho de um cristão conhecer a palavra de Deus, se seus pais não a conhecem e tampouco agem por ela. E, então, pergunta: “como, vocês cristãos, conseguem viver sem conhecer a Deus?”.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Conhecer a verdade
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# Não me envergonho do evangelho!

jcTemos presenciado uma enorme avalanche de desaforos dirigidos à palavra de Deus, como se ela, a obra nela e por ela revelada, os personagens que ali testemunham o poder de Deus, além do próprio Deus pudessem ser responsáveis pelos desequilíbrios que os próprios homens e seus vazios produzem.

Ainda que haja testemunhos cristãos que estejam compreendendo os rudimentos da palavra. Ainda que haja apaixonados pela palavra de Deus que sejam tomados por fanáticos. Ainda que o humilde discípulo seja o mais incômodo personagem diante do mundo, tomado por um tolo que se desvia dos prazeres da vida, uma coisa é preciso entender: somos família de Deus. Somos a igreja. Somos o corpo que encontra sua cabeça na pessoa de Cristo.

 A exemplo de Paulo, devemos entoar a uma só voz: “Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego. Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: “O justo viverá pela fé“.

Disse-nos o Eterno por muitos profetas, e mesmo que muitas das palavras fossem para aquele tempo, contudo serviram como testemunho futuro sobre o Seu amor e poder.  Entre as tantas que traduzem essa verdade, uma frase do Cristo a nos abençoar esta manhã de novembro:

Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido. Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça, a fim de que o Pai lhes conceda o que pedirem em meu nome. Este é o meu mandamento: amem-se uns aos outros. Se o mundo os odeia, tenham em mente que antes odiou a mim. Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia. Lembrem-se das palavras que eu lhes disse: nenhum escravo é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também perseguirão vocês. Se obedeceram à minha palavra, também obedecerão à de vocês”.

Portanto, amados, não havemos de temer o mundo, antes permanecemos firmes na fé e oramos por ele, para que Deus toque os corações endurecidos, e estes se arrependam, aprendendo amar e a não se envergonharem do evangelho!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Não me envergonho do evangelho!
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# Pais e filhos

Pais e filhosA criação dos filhos é uma responsabilidade enorme, e da orientação de uma boa educação normalmente resulta a formação de adultos com a mente equilibrada, conhecedores de limites e valores, adquirindo maturidade.

Há alguns dias eu pude ouvir duas opiniões distintas de amigos meus a respeito da experiência na criação de seus filhos, demonstrando como a postura dos pais exerce uma importante influência na vida de futuros adultos. Em ambos os casos o diálogo com os filhos é a tônica no relacionamento. Também ambas as famílias têm a palavra de Deus como diferencial na vida de seus integrantes, proporcionando valores importantes para a convivência de todos.

Pois bem, no primeiro caso, o filho pergunta ao seu pai se naquela noite, ao sair da faculdade poderia se encontrar com os amigos. Pai e filho combinaram um horário razoável para o retorno à casa, afinal era dia de semana e mais do que justo fosse estabelecido um limite. Naquela noite o filho voltou mais tarde que o combinado, quebrando a confiança depositada. Resultado: está proibido de ir às reuniões até o final do ano.

O próprio contexto em que o filho universitário pede autorização já demonstra respeito. A criação dada a esse rapaz justifica a pessoa equilibrada que conhecemos. Não à toa, disse-me seu pai, ele reconheceu seu erro e aceitou a decisão. Por certo há aí uma grande chance de se tornar um adulto responsável, justo e maduro.

No segundo caso o pai confessava não impor certos limites – que à vista de todos têm se mostrado necessários – por acreditar que se o fizer, o seu filho poderá “espanar”. E ainda que insista em um diálogo, tentando fazê-lo compreender as razões dos limites, no momento crucial acata o desejo do filho, que já se acostumou a impor a sua vontade, caso contrário, se rebelará.

Como afirmei anteriormente, são famílias crentes na palavra de Deus, contudo, a primeira dá o testemunho de confiar em Deus o destino advindo da correção de seu filho, e no segundo exemplo, não. Infelizmente, neste outro caso o pai diz a si mesmo que não confia na providência de Deus para amparar a mente de seu filho com consciência a respeito da educação que esteja recebendo.

Eu sei, não é nada fácil criar um filho, e os casos se diferenciam por uma série de circunstâncias, contudo, há um caminho apenas para que um filho se torne maduro: obediência e compreensão quanto aos limites que lhes são impostos. Caso contrário, pais ficam reféns de seus filhos e a sociedade de adultos que crescem arrogantes.

O resultado de limites nessa fase pode até ser um esperneio aqui, outro acolá, mas ao confiarmos que o fruto não cai longe de sua árvore, sabemos que uma hora hão de compreender a necessidade de respeito às regras, sobretudo quando são filhos que já entendem a essência da palavra de Deus. E desta forma criamos, de fato, adultos.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Pais e filhos
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# Vida, a tecnologia

um-moinho-de-agua-alimentado-nA vida melhorou muito com o advento da tecnologia. E não me refiro tão somente aos computadores, mas a invenções, por exemplo, a roldana, ou de ferramentas como o arado e mesmo mecanismos como um moinho de água.

Mediante a tecnologia, o homem pôde tornar o seu trabalho eficiente, otimizar o seu tempo e alcançar resultados eficazes. Contudo, em especial nestes tempos em que a tecnologia informática nos cerca por todos os lados, os usuários parecem ter esquecido que aparelhos e aplicativos se justificaram por facilitadores da vida, permitindo descansos e lazeres.

No entanto, nessa conta entra a forma exagerada no uso da tecnologias, tornando-se dependente da ideia de sempre consumir conhecimento e quando percebe perdeu a capacidade de fazer uma simples conta matemática ou de identificar a própria dor de cabeça como consequência do stress em que vive.

Contraposto ao que escreveu Platão a respeito da frase – Conhece-te a ti mesmo – que inspirou Sócrates a construir sua filosofia, o homem se desconhece a cada dia. De que vale ganhar o mundo e perder sua alma, perguntam as escrituras. A mesma fonte sabiamente adverte que o muito conhecimento traz enfado.

Que a informática trouxe possibilidades maravilhosas aos nossos dias, sobretudo na área profissional, isso é inquestionável e queira o homem o aperfeiçoar cada vez mais. É importante, porém, que perceba que isso o permite um tempo consigo mesmo para descansar a mente, orar mais tempo, estar com alguém para conversar, entre dezenas de boas hipóteses.

Se o homem não pensar e agir nesse rumo, ficará por aí, procriando novas gerações que afirmam estar sempre na maior correria, sem tempo, e mesmo quando sentados à mesa, continuarão olhando para o celular ao invés de olhar nos olhos de alguém que esteja à sua frente.

Pense nisso. Encontre a dosagem equilibrada para todas as coisas. Permita-se conhecer os benefícios da tranquilidade. Interaja com mais humanidade a sua própria vida. Saiba o que é ser feliz.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Vida, a tecnologia
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