Publicações com Alegria

Os temperos da vida

Em “A solidão segundo Solano López”, excelente romance que narra a Guerra do Paraguai, Carlos de Oliveira Gomes descreve o ataque a um vilarejo paraguaio sob a ótica de um soldado adolescente. Ele está ansioso para poder fazer duas coisas que nunca fez: comer açúcar e fazer sexo. Imagine a explosão de sensações no cérebro de alguém que passou toda a vida sem sentir o sabor do açúcar refinado. Bem, o autor relata pessoas comendo quilos e quilos de açúcar saqueados aos seus inimigos.

Deus polvilhou esse mundo agora maculado de pecado de temperos que tornam a vida cheia de cor e sabor e escreveu a advertência da moderação não na embalagem de cada um desses elementos, mas no interior de nosso coração. Mas quem liga para advertências, não? Para milhões de pessoas, a vida é norteada por demorar-se nos temperos como se eles fossem fins em si mesmos: comer quilos de açúcar de uma só vez, o maior número de vezes possível, por exemplo. E um dos problemas dessa atitude exagerada é que ela desperta a reação dos moderados atacando os temperos como se eles não tivessem vindo das mãos do Criador.

O livro de Cantares, por exemplo, tem uma série de referências ao prazer sexual que boa parte dos eruditos teológicos se esforçam para simplesmente não ver, tentando espiritualizar o texto para que ele se refira exclusivamente ao relacionamento de Cristo com a igreja. Quando a mulher do poema afirma “qual a macieira entre as árvores do bosque, tal é o meu amado entre os filhos; com grande gozo sentei-me à sua sombra e o seu fruto era doce ao meu paladar” (2:3), o comentário adventista afirma: “estas palavras têm sido utilizadas para ilustrar o descanso da alma à sombra do amor de Cristo, desfrutando um abençoado companheirismo com o Senhor”. Mas por que o texto não pode estar celebrando aquilo que obviamente está? Onde está o mal de compor um poema celebrando o amor consumado?

O problema real não está aí. Está na forma como milhões de pessoas buscam o tempero (no caso, o sexo), descartando a comida (no caso, o relacionamento de amor, responsável e comprometido) e no seu total oposto: a negação da legitimidade do prazer que o Criador espalhou pela existência e que funciona como setas para o Céu.

Não devemos morar nas setas. Devemos rumar para onde elas apontam. Mas podemos – e devemos! – celebrar Aquele que as colocou ali cada vez que as encontramos pelo caminho.

Marco Aurélio BrasilOs temperos da vida
leia mais

O sorriso do meu filho

Se naquelas brincadeiras infantis alguém me perguntasse “quem da Bíblia você gostaria de ser?”, uma penca de nomes disputariam para estar na resposta. São tantas figuras fantásticas, que me inspiram uma admiração tão funda, tantos gigantes na fé! Mas os nomes de quem eu NÃO gostaria de ser, esses vêm ainda mais fácil. Digamos que desses eu retirasse os malvados, aqueles que entraram na história como “do lado negro da força”, aí acho que minha resposta seria: Jeremias.

Afinal de contas, não seria legal ser lembrado pela posteridade como “o profeta chorão”. Não não, eu não gostaria. Jeremias escreveu um livro chamado “Lamentações”. Em nenhuma de minhas idílicas fantasias literárias eu ansiaria escrever um livro com esse nome. Jeremias repete ali diversas vezes coisas como: “de tanto chorar as
lágrimas me secaram” e por aí afora, mas eu não consigo deixar de lembrar da máxima viniciana (de Vinicius de Moraes) “é melhor ser alegre que ser triste”.

Ok, é melhor ser alegre, mas quando temos motivos de sobra pra tristeza, talvez aí esteja justificada a atitude “jeremíaca”. Aí me vêm dias em que sou confrontado com a face escura da humanidade (a longa, comprida, interminável face escura), vejo atrocidades e barbaridades e penso em como posso não ser um Jeremias em tempo
integral?

No meu trabalho eu sou confrontado com a malícia e a má fé humanas todo santo dia. Calha de alguns dias fora do ambiente de trabalho eu dar com mais vilezas. Pra piorar, parece que exatamente nesses dias aziago eu ter tempo e estômago para assistir ao Jornal Nacional. Pronto. Coquetel explosivo. O desânimo me sobe pelas pernas, pega o estômago, vai entorpecendo tudo.

Eis aí um paradoxo: Deus não quer que ignoremos o tipo de mundo em que vivemos, nem o câncer moral que não pára de crescer e metastaseou há muito tempo. Mas ao mesmo tempo, não quer que andemos como Jeremias para cima e para baixo. Como diz mesmo o salmista? “O choro pode durar a noite inteira, mas o riso vem ao amanhecer”. Ou seja, tem momentos em que ser um Jeremias não é mau, não dá pra escapar mesmo. Mas esse estado de espírito só pode ser temporário.

Quando chego em casa nesses dias, encontro perfeitos antídotos para a tristeza. O entusiasmo, e o sorriso de meus filhos me arranca do estado-Jeremias de uma forma muito singela e instantânea. Neles Deus me faz lembrar que toda noite escura tem um final.

Decerto Ele tem Seus lembretes para você também, embora em minha corujice eu duvide um pouco se eles são tão belos. Gostaria que os encontrasse. Procure aí, por entre a dor e a intolerância que o cercam. Você vai achar.

Marco Aurélio BrasilO sorriso do meu filho
leia mais

# Os caminhos da vida

O repertório da sabedoria oriental oferece-nos um cabedal de contos maravilhosos. Frutos que saltam da observação dos gestos mais simples, se tornaram tábua de reflexão em todo o mundo. Um deles conta uma história em que dois homens seguiam cabisbaixos por um caminho, cada qual em direção contrária ao outro.

Ao encontrarem-se, perceberam que traziam consigo uma quantidade de diversa de sementes. Resolveram fazer uma troca e assim seguiram sua rota. Mais a frente, um deles, o mais velho, mais observador que o outro, percebeu que o jovem homem que acabara de encontrar carregava algo além. Ao recordar-lhe o semblante, esclareceu-se uma tristeza por detrás daqueles grandes olhos. Virou-se para trás, mas as colinas já o escondiam.

Pensou – “Talvez perdido em seus pensamentos; mas, que siga em paz”. Passou o tempo e os homens cruzaram-se mais uma vez no mesmo caminho, agora a carregarem um fardo de pães. A troca mais uma vez fora feita, contudo, o homem que atinara dos sentimentos do mais jovem iniciou uma conversa. De fato, aquele era um homem triste. A solidão, em uma região de homens que tinham esposa e filhos, fora a sorte tecida pelo destino em sua vida.

Estava diante de um homem bastante tímido, porém íntegro, e também um bom pastor de cabras, conhecedor dos cuidados que a elas se deve para crescerem fortes, pelo que se revelou no pouco que disse ao responder sobre o que fazia. Por este motivo, também, foi que então o convidou para cear com ele em sua casa, pois sua mulher estava na casa de parentes, e assim, no dia seguinte poderia conhecer o seu rebanho e dar sua opinião. Aceito o convite, seguiram juntos, conversando sobre a criação, até que o anfitrião achou de lhe contar sobre a agrura que se abateu sobre sua família.

Desta feita, o destino, caprichoso, não havia trazido alguém como se espera aconteça, mas, retirado. Quatro de seus filhos tinham sido mortos por ladrões em uma emboscada. Restara-lhe a esposa, já avançada em idade como ele.

Este fato os aproximou mais ainda. O homem tímido sentiu a dor daquele que acabara de conhecer. Após a ceia, ficaram do lado de fora da casa observando a noite que estrelava as imensas possibilidades do universo. Após algumas horas de conversa, perceberam na experiência de cada um, o equilíbrio vital que os impelia continuar a viver.

O homem solitário encontrou escondido em si mesmo, as razões que o fortaleciam sem que as vislumbrasse, sendo a vida, ainda que solitária, a oportunidade de estender a mão a quem precisasse, tornando-a repleta de familiares como as estrelas daquele céu. O mais velho, por sua vez, revelou também a si próprio, não apenas a beleza que ainda encontrava nos olhos de sua mulher, sem se dar conta, mas, inclusive, de quanta vida há para ser conhecida, ainda que a noite caia em meio ao caminho.

Ocorreu-lhes nesse momento a lembrança de uma passagem do evangelho, em que Jesus, que não teve esposa e nem filhos, pois sua vida voltou-se ao plano divino, a ele reservado para carregar um fardo que só ele o poderia fazê-lo, em determinada ocasião, ao estar com pessoas que o ouviam falar do reino de Deus, precisou repreender ao interlocutor que o interrompia insistente, avisando-lhe que sua mãe e irmãos se encontravam do lado de fora da casa, dizendo: “Quem é minha família senão os que fazem a vontade de meu Pai que está nos céus?”. Razão que exemplificava a necessidade imediata a ser suprida aos que têm fome espiritual.

Ao final, ao recolherem-se para descansar a espera do dia, compreenderam que, de fato, os laços familiares são em si, as oportunidades mais próximas que temos para revelar o sentido da vida. Contudo, se não os temos, igualmente os homens em nossos caminhos, solitários ou ávidos por um conforto, são aqueles a quem devemos voltar nossos pensamentos, tornando-nos conscientes do peso do ego e da força do amor, este, o alimento legítimo a ser trocado por onde quer que se vá, da maneira como se esteja vivendo, pois sempre haverá alguém que precise de algo mais do que nós.

Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Os caminhos da vida
leia mais

Réveillon: Que roupa usar?

O fim de ano se aproxima e muitos começam a se preocupar com a roupa para o Réveillon. As cores mais comuns são o branco (paz), o vermelho (paixão) e o amarelo (riqueza). Mesmo se autointitulando não supersticiosos muito dão um jeito de colocar uma ou mais peças com estas cores. .

Isto me faz lembrar da história da mulher que chegou esbaforida à porta de um hospital e encontrou três homens conversando na calçada, um médico, um enfermeiro e o motorista da ambulância. Não conseguiu identificar o médico, pois o mesmo não se preocupava muito com seus trajes. Perguntou onde podia encontrar o médico. O médico prontamente perguntou em que poderia ser útil. Com a voz extremamente alterada ela perguntou-lhe: “Será que você é surdo? Não ouviu que estou procurando um médico?” Calmo ele disse que era o médico. Ela perguntou-lhe: “Com essa roupa?” Ele perguntou se ela procurava uma vestimenta ou um médico. Ela se desculpou e disse-lhe que, pela roupa que vestia, não imaginaria que ele fosse o médico. O médico disse: “Como são as coisas… Quando a vi chegar tão elegante e bem vestida pensei que a senhora fosse sorrir educadamente para nós e nos dar um simpático ‘Boa tarde’, como se vê, as roupas nem sempre dizem muita coisa”.

A melhor vestimenta para as festas de final de ano não são roupas caras, elegantes ou algo parecido, pois de nada adiantará se vestir de modo soberbo e ter uma atitude reprovável. Portanto, a primeira peça de roupa a ser escolhida é o estado de espírito. Salomão já dizia que “O coração alegre aformoseia o rosto…” (Provérbios 15:13). Se interiormente você estiver em paz com Deus e com os homens estará alegre, se estiver alegre qualquer roupa que usar ficará linda, maravilhosa.

Gelson De Almeida Jr.Réveillon: Que roupa usar?
leia mais

Amanhã não, hoje.

Num ensolarado sábado, no início junho, fui à igreja, como de costume. O dia prometia. Durante o “Discipulado” (momento onde nos dividimos em pequenos grupos de estudo em nossa comunidade) percebi que uma jovem senhora visitava nosso grupo. Muito sorridente e simpática disse que era a sua primeira vez entre nós. Ao final, no momento em que os pedidos de oração eram externados ela pediu que orássemos por ela, pois se recuperava de uma cirurgia. Disse ainda que desejava voltar nos próximos sábados. Orei durante a semana e me perguntava se ela voltaria. No sábado, quando vi que ela não tinha vindo fiquei um pouco triste, mais ainda ao descobrir que o motivo era o seu estado de saúde. Aquele foi o primeiro dia em que começamos a nos falar via SMS, o que aconteceu com outros membros de nosso grupo. A doença fez com que voltasse para o hospital. Sábado passado (02/11), fez-se silêncio no grupo quando recebemos a triste notícia de que nossa amiga não resistira à insidiosa doença que a acometera.

Uma grande lição que tiramos deste episódio é a de que: Nunca, jamais devemos deixar para amanhã, o que podemos fazer hoje. Lembro-me que a cada sábado, ao encerrarmos as atividades do Discipulado, Isabel e Bernadeth se despediam de mim dizendo: Agora vamos fazer uma visita para a…, quando ela mostrou interesse em estudar a Palavra de Deus, Fábio e Tina estiveram com ela e se dispuseram a tal. Thais Helena não falhou uma semana sequer em falar-lhe ou trocar SMS, mas ficamos com aquele sentimento de que poderíamos ter feito algo mais, ter demonstrado mais o quanto a amávamos.

Uma das melhores sensações que o ser humano pode experimentar é a do “dever cumprido”. Como é gostoso sentir que fizemos o nosso melhor em alguma tarefa. O sábio Salomão aconselha que nos dediquemos a fazer o melhor em tudo (Eclesiastes 9:10). Você tem algo a fazer? Faça-o agora, e com muita paixão e alegria, amanhã pode ser muito tarde.

Gelson De Almeida Jr.Amanhã não, hoje.
leia mais

# Consegue entender? Mesmo?

Que bom que você se dispôs a ler nossas sementes do dia; por certo o fez para abastecer sua vida com um pouco da sabedoria e da verdade bíblica com que baseamos nossos textos. Somos um time de escritores ao longo de toda semana. Acesse este blog em outros dias.

Mas, quer saber? Escolhi hoje um tema bastante forte para você. Pode se dizer que seja a base de toda a bíblia. Algo que você terá que pensar profundamente para entender. Acredite. É muito sério. Veja se consegue pensar em todas as consequências desta máxima. Está preparado? Lá vai….

JESUS TE AMA.

Shabbat Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Consegue entender? Mesmo?
leia mais

# Seja Feliz !!!

O apóstolo Tiago inicia sua carta dando conta da verdade sobre as provas e tentações desta vida. Cumpre-nos dizer que o diferencial para todo cristão é a fé em Deus, e em Sua obra de redenção realizada por Jesus. E é por intermédio desse diferencial que Tiago nos revela a sabedoria para vivermos o tempo que temos sobre a terra.

O Mestre ensinou que neste mundo teríamos aflições, mas que mantivéssemos o ânimo, a fé, pois Ele que vencera o mundo estaria conosco todo o tempo. Tiago a esse assunto reporta ao início de sua carta. Diz ele: “Tende por motivo de alegria passardes por provações, sabendo que a prova da fé desenvolve a perseverança”. E completa, ao dizer que a perseverança deve terminar a obra, para que sejamos maduros e completos, não tendo falta de coisa alguma.

Muitas vezes nos apresentamos ao mundo cheios de dúvidas, lamentações, não sabendo como agir diante das provações, ou mesmo de simples decisões a serem tomadas ao longo da vida. Os conceitos do mundo são tão convincentes que nos impelem a pensarmos segundo os padrões humanos, e não como filhos de Deus que somos, gerados pela palavra da verdade para sermos as primícias das Suas criaturas, conforme relata o apóstolo. Escreveu ele ainda, que a verdadeira religião é também mantermo-nos incontaminados pelo mundo.

O que diz o mundo o que seja ser feliz? Fama? Dinheiro? Todos nós passamos como a erva que é lançada para ser queimada. Ser feliz é possível quando reconhecemos a necessidade de nos despirmos dos conceitos mundanos, estes que por vezes nos obscurecem a sabedoria. Suas decisões estão em conformidade com as lições do Pai? Então siga sua vida em paz, realizando aquilo que de fato te faça feliz, sem importar-se com padrões e conceitos mundanos para o que seja ser feliz.

Se nos deixarmos ser lançados de um lado a outro como a onda do mar, vacilantes, em busca do que pareça ser o reflexo da felicidade, o tempo passará e não a conheceremos. A felicidade que o espera, pode estar no fato de se despir de velhos conceitos. Não confunda conceitos morais, ensinados pelo mundo, com os conceitos que se tornam sem sentido quando se conhece a verdade. O que importa é que seus conceitos sejam confrontados com a Palavra de Deus.

Em tudo devemos submeter nossa vida a Deus, pois nem uma folha cai sem que o Pai o permita, por isso importa que tenhamos uma vida dependente e obediente aos preceitos divinos, pois só assim atingimos o verdadeiro equilíbrio que nos traduz felicidade. Dizemos sempre, parafraseando versos do referido apóstolo, hoje iremos a tal cidade, negociaremos e ganharemos. Ora, não sabemos o que acontecerá amanhã. O que é a vida? Pergunta Tiago. Ele mesmo responde: Um vapor que aparece e logo desvanece.

Que a verdadeira felicidade, traduzida pelo conhecimento da verdade, que nos ensina que há um só Deus, e que há uma promessa de felicidade eterna, não dependendo de nada que o mundo conceitue, possa, enfim, ser encontrada por todos.

Shabbat Shalom.

Sadi – Um Peregrino da Palavra.

Sady Folch# Seja Feliz !!!
leia mais

# O Amor de Cristo

Vindo para São Paulo nesta semana, percebi um diálogo entre alguns passageiros que se identificaram pela fé em Cristo. Diziam eles sobre seus pastores e os ministérios das respectivas igrejas, dando conta do orgulho que tinham por pertencerem às suas denominações, manifestando até mesmo algum preconceito para com outras, ainda que dito de maneira sutil. Nada grave; apenas humano.

Somos criaturas de Deus e filhos quando O aceitamos como Pai, no entanto isso não quer dizer que sejamos melhores uns que outros. Apenas felizes por termos acesso à verdade e às chances reais de vivermos ao lado do Criador da vida, mediante experiências que o mundo seja incapaz de criar ou até mesmo compreender.

O importante nessa caminhada é estabelecermos de coração aberto essa dependência que nos leva às situações inusitadas e alegrias que nos transmitem uma segurança bastante sofisticada. Viver com Cristo, comemorar a vida com Ele, participar da Santa Ceia a fim de relembrarmos juntos, o quão grande é o seu amor por nós, e mais, fortalecendo nosso compromisso espiritual, é viver além do que possa representar os costumes desta ou daquela igreja.

Quando descobrimos o que seja amar a Deus, a Cristo, e seus mandamentos, descobrimos a razão de viver, e tudo o mais além se torna ritualístico, formalidade, que, sim, devem existir, mas tão somente para alcançarmos esse alvo maior. A mente é feliz por que reconhece que ouviu o chamado de Cristo, o atendeu, compreendeu, aceitou, e com Ele decidiu seguir. Todas as outras coisas que estejam ao redor disso são na maioria delas, a confraternização desse amor.

Shabbat Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra 

Sady Folch# O Amor de Cristo
leia mais

# Mulher virtuosa

Ainda que mereçam homenagens em todos os dias do ano, nesta sexta foi comemorado no mundo inteiro o dia internacional da mulher. Mulheres casadas ou simplesmente as que entregam sua vida às causas humanitárias, religiosas e mesmo científicas, fazendo da humanidade a sua família, sejam elas quais forem, uma coisa é certa, elas merecem todo o respeito como ser humano que são, exclusivamente pelo notório e intrigante conjunto de delicadeza e força que apresentam em seu comportamento.

Os especialistas em convívio familiar comentam que os casais devem conhecer sobre as diferenças de comportamento entre homens e mulheres, objetivando o aperfeiçoamento e o equilíbrio da convivência. Considero-me um marido feliz, bem casado, e amo muito minha mulher, mas isso não termina aí, pois reconheço que ela precisa sentir o mesmo que eu, ainda que os padrões de comportamento e percepção sejam diferentes entre os gêneros.

As mulheres sempre foram importantes colunas de sustentação da vida em sociedade. Contudo, sabe-se que muitos levam em conta que os homens foram os personagens principais na história. Parece-me prematuro afirmar isso com tanta intensidade, pois gostaria de presenciar que tipo de autonomia nós, maridos teríamos sem que elas estivessem no controle da família.

É por isso que se diz que ambos se completam. E por isso o próprio Deus quando a criou, dizem as escrituras, a colocou diante do homem, e não atrás dele. (Gen.2:18). O certo é que as mulheres ao longo de milênios ao terem um contato mais íntimo com a família, com os filhos e com a própria administração da casa, obtiveram uma visão mais ampla do que representa esse contexto quanto ao verdadeiro significado da vida.

Elas têm maneiras de sentir o mundo que estão um pouco além do que o homem seja capaz de identificar ou entender. Há exceções, é óbvio. Contudo, as ocupações masculinas em geral, por estarem basicamente no plano da razão, tornam sua visão sensorial em relação à vida um pouco mais limitada. Com a simplicidade de um gesto de carinho, por exemplo, os homens muitas vezes não entendem que podem transformar e fazer toda a diferença em seu matrimônio.

As mulheres ao seu turno têm uma linguagem que nasce de uma percepção distinta, talvez por isso o salmista diga – quanto ao dia de amanhã, elas não têm preocupações – pois, ao tratar de sua família no dia de hoje, ela vislumbra mais do que a garantia do aspecto financeiro conseguido pelo marido, mas, a certeza de que a segurança de seus atos são firmes o bastante não só para que a família siga em harmonia, mas, sobretudo para agirem e se manterem em equilíbrio caso a adversidade venha a surgir.

Não à toa elas hoje se sobressaem em trabalhos que antes eram realizados apenas pelos homens, afinal, foram milênios de formação nos bastidores, muitas vezes caladas, mas, sobretudo analisando as situações da vida e chegando à conclusões equilibradas. Não à toa a bíblia registra mulheres maravilhosas, virtuosas, que fizeram a diferença.

Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas jóias. A força e a dignidade são os seus vestidos, e, quanto ao dia de amanhã, não tem preocupações. Fala com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua. Atende ao bom andamento da sua casa e não come o pão da preguiça. (Provérbios 31:10-31)

Shabbat Shalom!

Sadi – Peregrino da Palavra

Sady Folch# Mulher virtuosa
leia mais

# Uma Vida com Sentido

Aproveito a deixa do pastor sobre a necessidade dos pais, membros da igreja adventista, em proporcionarem aos seus filhos a oportunidade de participarem do Clube dos Desbravadores, para mencionar algumas ideias sobre saúde e alimentação. O Clube dos desbravadores é uma perfeita extensão da boa formação que já acontece na igreja, pois reitera não apenas os princípios cristãos ensinados nos cultos e em casa, mas também ao desenvolver suas atividades, ensina-os o convívio em grupo e o respeito a ele inerente, sem dizer que esclarece desde cedo as benesses dos princípios de saúde às nossas crianças, adultos que serão daqui a quinze, vinte anos.

É como diz a passagem bíblica. “Ensina a criança o bom caminho que deve andar, e mesmo quando for velho não se desviará dele” (Prov.22:6). Há um documentário na internet chamado “muito além do peso”. Nele se retrata os hábitos alimentares das crianças brasileiras. É bastante esclarecedor; para não dizer aterrorizante. E de fato esta é a palavra mais certa que resume o quadro vivido pela geração que irá renovar a sociedade com novas famílias e novos profissionais daqui a dezoito, vinte anos.

Entre as crianças entrevistadas em meio ao panorama do recreio, todas sem exceção comiam uma sacola de biscoitos ou bolos processados, acompanhados de achocolatados ou sucos de caixinha. E segundo elas mesmas, seria uma vergonha comer uma fruta na hora do recreio, pois seriam diferentes de todos à sua volta, e criança nenhuma quer passar por isso. Nem preciso dizer que as mais obesas sentem-se cansadas na hora da educação física.

O resultado parcial disso, enganoso em todo o contexto, é uma população adulta convencida pelos alimentos industrializados. O resultado são crianças cansadas ao mínimo esforço que façam. Moral da história acaba na preferência de dez em dez crianças do mundo, por ficarem 5 horas em frente da televisão. Apertar um botão em jogos eletrônicos em um quarto fechado, acompanhado de um saco de batatas fritas e refrigerante parece ser o paraíso de muitas delas.

Enfim, é a sociedade em que vivemos, e estamos no mundo, mas lembremos sempre, não somos do mundo, e podemos e devemos nos transformar, e aos nossos filhos, pela renovação de nossa mente, para conhecermos qual a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.

Princípios de saúde adventistas tais como – ar puro; luz solar; descanso; exercício físico; ingestão de água e alimentação apropriada são práticas que todos devem buscar para estarem bem física e espiritualmente. E são estas algumas das práticas ensinadas às crianças no Clube dos Desbravadores.

Por isso, pais, vocês que têm filhos pequenos, não deixem de seguir o bom exemplo dos pastores da Nova Semente, e neste domingo, assim como no próximo, às 9 da manhã, se dirijam à sede da Central Paulistana na Rua Taguá, no bairro da Liberdade, e conheçam mais sobre o que seus filhos poderão aprender no Clube dos Desbravadores para se tornarem adultos saudáveis, e assim não terem que um dia darem a resposta que deu uma das crianças entrevistadas no documentário acima mencionado.

Ao ser questionada se lhe faltava alguma coisa em sua vida, a criança de dez, onze anos, pertencente à classe média, com um saco de biscoitos na mão, respondeu: Falta sentido!

Shalom Aleichem!

 adi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Uma Vida com Sentido
leia mais