Publicações com Amor de Deus

Visão Divina x Visão humana – IV

olhos-jesusEm algumas horas a maior parte do mundo ocidental comemorará o Natal, festividade em que se celebra o nascimento do menino Jesus entre nós. Talvez você fique a perguntar o que o nascimento de Jesus tem a ver com o título que escolhi para essa série, pois tem tudo a ver. Não existe exemplo mais clássico para se entender como o Eterno nos vê que a vinda de Seu Filho ao nosso planeta.

Paulo afirma que “(…) vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho…” (Gálatas 4:4) para morrer por nós enquanto ainda éramos pecadores (Romanos 5:8). Tendo em mente que pecado é iniquidade e iniquidade é rebelião contra o Eterno, fica muito difícil entender a atitude divina para com cada um de nós. Desculpar/perdoar o erro de alguém é coisa por demais difícil para nós seres humanos, mas perdoar, restaurar e tratar um ofensor como se nada tivesse acontecido é algo além da nossa compreensão.

Quando Pedro perguntou ao Mestre quantas vezes deveria perdoar alguém, Cristo disse-lhe que deveria perdoar 490 vezes, o mesmo erro. Do alto da perfeição absoluta o Eterno não nos olha com olhos acusadores, mas com olhos de amor. Gosto da frase que diz que: “A Natureza nunca perdoa, os homens às vezes perdoam, mas Deus sempre perdoa”.

Os olhos humanos são para as falhas, os olhos divinos são para os que cometeram as falhas. Enquanto o homem se detém no erro cometido, o Eterno olha os motivos que levaram ao erro e a disposição de quem errou em acertar na próxima vez. Diariamente o Eterno faz com você o mesmo que fez com Adão e Eva assim que pecaram, ao invés de condenar busca sua restauração, a Adão e Eva prometeu um Libertador, a você ele mostra a cruz e lhe dá a certeza da vida eterna. Deus é isso e sendo Ele quem é e o que é, podemos nos sentir seguros e nos aproximar sem medo da condenação.

Gelson De Almeida Jr.Visão Divina x Visão humana – IV
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# Amor incomparável

nsCarlos Drummond de Andrade certa vez escreveu um poema que iniciava se perguntando: “o que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar?” E já ao final ele afirmava: “Este o nosso destino: amor sem conta…”.

O que especialmente como homens nos faz atraídos pelo evangelho à primeira vista, senão o amor vivido, testemunhado e ensinado por Cristo? Esse amor desconhecido pelos homens, acompanhado de sabedoria e que tem em si a grandeza da simplicidade e a nobreza da doçura; e que é ao mesmo tempo forte,  rompendo as barreiras dos corações mais duros, cauterizados pela dor causada pelo mundo, não raro pelo vazio existencial que nunca soube responder a contento.

Amor. Eis o tema em que o Mestre se baseou para dizer qualquer coisa que tivesse ouvido do Pai; amor que o fazia obediente, amor que sabia de onde vinha e para onde ia. Diferente dos homens, que são levados de um lado a outro, sempre à procura de direção que satisfizessem as perguntas mais simples, contudo, sem jamais encontrar as respostas.

Eis a razão pela qual todo convertido ao amor de Cristo deve tomar ao amor por norte. Conforme disse Pedro ao Mestre: “para onde iríamos, se apenas tu tens palavra de vida eterna”. O que é esta palavra senão o amor com o qual o Pai nos amou, a tal ponto de entregar seu filho único e divino para viver em corpo de homem para sofrer, suportando o peso humano por inteiro e desta forma nos levar de volta ao Pai?

Nisto se manifestou o amor de Deus, disse João em sua primeira carta – O envio de Seu filho para que vivêssemos por ele.

O que é este amor, senão o amor que nos constrange e ao mesmo tempo nos preenche sobremaneira, fazendo-nos transbordar, e assim fazer brotar o sorriso no rosto, expressão da alma agradecida pelo que vem do Alto! Amor que nos faz desconhecer o temor. Amor que faz alguém perdoar até mesmo quem o ofende ou persegue! Isso o mundo jamais entenderá, e fica tão confuso que sua reação é zombar. Na verdade, sua zombaria é apenas o medo se manifestando em corações vazios.

Ah, o amor! Como viver sem ele? Impossível, pois quem ama é nascido de Deus e só amando se pode conhecer a Deus. Como poderá o irascível, o rigoroso, o inflexível, ainda que conhecedor de todas as letras da escritura, dizer que conhece a Deus se seu coração não estiver tomado por amor?

O amor transforma, sobretudo porque ele é fruto de ninguém menos que o Espírito. Ah! O que dizer senão o mesmo do que disse o Cristo – amar uns aos outros, sobretudo como Ele nos amou! – Há um conto cristão tradicional que diz o apóstolo João ao final de sua vida repetia apenas uma frase ao longo dos anos: Amai-vos uns aos outros…amai-vos uns aos outros…amai-vos…amai-vos…amai!

Que nossa semana, sobretudo nossa vida seja assim, construída a partir desse paradigma divino: Amar e viver o amor incomparável, pois ele é o próprio Deus.

Sadi Peregrino

Sady Folch# Amor incomparável
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Quanto você vale?

Gosto da ilustração do palestrante que tirou do bolso uma valiosa nota e mostrou-a ao auditório. Em seguida perguntou quem gostaria de receber o dinheiro, todos levantaram as mãos. Amassou a nota por completo e novamente perguntou quem a queria e o auditório em peso levantou as mãos. Atirou a nota no chão e pisou-a de todas as formas imagináveis. Mostra-a novamente ao público  e pergunta quem a quer, a reação é a mesma. Fez um pequeno rasgo na nota e novamente perguntou quem a queria, a reação não mudou. Olhando firmemente para o auditório perguntou porque ainda quereriam a nota se estava suja, amassada e rasgada? Ele mesmo respondeu dizendo que mesmo com tudo que ocorrera o seu valor continuara o mesmo.

Assim como a nota podemos ser amassados, pisoteados, sujos e rasgados pelas situações do dia a dia, nos sentir como se tivéssemos sido jogados ao chão sem ninguém a nos dar valor, mas a grande verdade é que não importa o que tenha acontecido em nossa vida, o que esteja acontecendo ou o que venha a acontecer nunca perderemos o nosso real valor.

Se os que lhe cercam não lhe dão o devido valor não desanime nem se desespere, existe Alguém que nunca deixará de lhe valorizar e amar, que sempre o tratará como filho. Alguém que, por Seu grande amor, deu Seu Filho para que morresse por você (João 3:16) e o resgatasse de sua maneira de viver (I Pedro 1:18 e 19), para que um dia possa viver ao Seu lado. Os outros não lhe dão o devido valor? Não ligue, para quem interessa, o Pai, você vale muito. Para Ele você tem valor de sangue, o sangue do Seu Filho e, por isto, nunca o abandonará ou o deixará de lado.

Gelson De Almeida Jr.Quanto você vale?
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Nunca abandonarei você

“(…) Eu nunca, nunca abandonarei você, nem o desampararei”. Hebreus 13:5 (BV)


Na história dos Cherokees existe uma lenda sobre o rito que marcava a passagem da infância de um garoto para a fase adulta. No dia combinado, ao final da tarde, o garoto era levado pelo pai até o alto de uma montanha no meio da floresta e lá deixado, de olhos vendados, para passar a noite. Não importa o que acontecesse ele, de modo algum, poderia tirar a venda dos olhos. Também não poderia chorar nem gritar por socorro se quisesse ser aprovado. Se passasse no teste ao amanhecer seria considerado homem. O medo faz com que os sons da floresta tornem-se cada vez mais altos e temíveis. Não sabe o que acontece ao redor, mas imagina toda a sorte de animais e perigos a lhe espreitar e rodear. Frio, sede, fome e medo são seus únicos companheiros. O vento entre as árvores lhe causa profundos arrepios. Tudo conspira contra ele, mas a venda permanece em seus olhos. Após uma noite que parecia não ter mais fim finalmente sente o calor do sol, este é o sinal para remover a venda. Assim que a remove vê o pai sentado próximo a ele.

O jovem Cherokee tivera medo a noite toda, pois imaginava estar sozinho, mas ao retirar a venda dos olhos percebeu que seu medo fora infundado, embora não tivesse visto, o pai não o deixara sozinho. Quando a noite se mostrara mais densa e lúgubre ali estivera para lhe proteger, pois o amava de forma incondicional.

Vez por outra, as dificuldades da vida, os problemas do dia a dia, fazem com que nos sintamos como o jovem Cherokee em seu rito de passagem. Há momentos em que parece que o sol fugiu de nós e o que restou foram apenas as trevas. Os “sons” e “ruídos” do dia a dia são mais perturbadores que o som da floresta para o pequeno Cherokee. Amigos e circunstâncias são mais aterrorizantes  e perturbadores que o vento para o garoto na floresta. Olhamos ao redor e só vemos escuridão, parece que o Pai nos abandonou à própria sorte. Se, em algum momento de sua vida, você se sentir desse modo saiba que o Pai que nunca abandona um filho jamais o abandonará. Por piores que sejam as provas, por mais intensas que sejam as batalhas acredite, Ele está ao seu lado. Como o jovem Cherokee você pode não ver o Pai, mas isto não quer dizer que Ele não esteja ao Seu lado, protegendo e guardando-o em todos os seus caminhos.

Gelson De Almeida Jr.Nunca abandonarei você
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Adotados antes de nascer

É comum lermos sobre pessoas que adotam crianças antes que estas nasçam. Por algum motivo os pais decidem não ficar com a criança e fazem arranjos para que a mesma seja entregue a alguém logo após o seu nascimento. Mas você já ouviu falar de alguém que foi adotado antes do nascimento dos próprios pais, dos avós, etc.? Pois foi exatamente isto que aconteceu com você e comigo. Acerca disto Paulo escreveu: “Muito antes de criar o mundo, Deus nos escolheu para Lhe pertencermos, por meio do que Cristo faria por nós… Seu plano imutável sempre foi adotar-nos em sua própria família… Ele fez isto porque quis!” Efésios 1: 4,5 (Bíblia Viva)

Adotados antes do mundo existir? Isso mesmo, você e eu fomos adotados pelo Pai antes que Ele iniciasse a Criação. Uau! É incrível e inacreditável que sendo todo Onisciente, sabendo de tudo que eu faria, inclusive as coisas erradas, e Todo Poderoso, podendo fazer ou impedir qualquer coisa, me adotasse e permitisse que eu nascesse como membro de Sua família muito antes do mundo ser criado! Mas porque fazer isto? Por uma razão muito simples, Ele é Amor e sendo Amor nunca desistiu nem desistirá de ninguém.

Unindo Amor à Sua Onisciência e Onipotência Ele criou todo um plano para me salvar antes que eu fosse sequer um projeto de pecador. Quando eu nasci estava tudo pronto para a minha salvação. O plano, idealizado milhares de anos antes, fora levado a efeito na vida e morte do Filho e eu nasci com a salvação assegurada (Gálatas 4:4 e 5). A grande verdade é que nascemos salvos, a única coisa que podemos conseguir ao longo da vida, com nossos feitos humanos, é a perdição, caso tenhamos uma atitude de rebeldia contra o Eterno. Mas como ser rebeldes e ingratos, como desprezar Alguém que tanto nos ama e fez tudo isso por nós? Fomos criados para fazer parte da família do Pai, mas o fazer parte é uma questão de escolha pessoal. Qual é a sua?

Gelson De Almeida Jr.Adotados antes de nascer
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# Aba, Pai

encarando-a-tempestade1Com essa expressão – Aba – os povos de língua semítica referem-se ao pai, ao genitor. E é dito de forma que expresse carinho, sobretudo confiança. Pai. Significado que ultrapassa o sentido de genitor. Encontra-se inserido a um contexto, para o pai, de responsabilidade que se lhe atribuiu diante dos filhos que tenha.

Os filhos são uma grande responsabilidade que recaem sobre a vida dos pais, pois um dia também serão pais, e como tal, necessitarão de solidez de caráter e personalidade para que sejam homens igualmente corretos e transfiram bons ensinamentos a seus próprios filhos, e estes igualmente de geração em geração.

Quando um pai se preocupa com a educação que queira dar a seus filhos, deve inicialmente olhar para si próprio, afinal ações falam muito mais do que muitas palavras. Filhos observam seus pais e querem imitá-los, pois enxergam neles a única referência de proteção, cuidado e providência.

Jesus sempre se referia à sabedoria e aos ensinamentos que transmitia ao povo, como provindos de seu Pai, daquilo que ele escutara de seu Pai, não falando por ele próprio. O filho quer imitar Seu Pai, se espelha nele e quer viver segundo o padrão pelo qual viveu desde o início. É assim com os filhos dos homens. Foi assim com o filho de Deus.

Um Pai amoroso, provedor, justo, bom, fiel, perdoador, galardoador, entre tantas outras qualidades que só Ele possui, assim é o Pai Eterno. Um pai para toda a humanidade, não apenas porque nos criou à Sua imagem e semelhança, mas, sobretudo porque provou Seu amor pelo homem, resgatando a todos ao entregar o que lhe era mais precioso: Seu único filho. O filho perfeito, para nos referirmos a ele com a mínima justeza, foi entregue ao sofrimento em nosso lugar, e isso por decisão de seu Pai.

Paulo afirma na carta aos efésios que Ele nos elegeu para Si próprio antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor, nos predestinando a sermos Seus filhos de adoção, por meio de Cristo. E assim somos reconhecidos quando guiados pelo Seu Espírito. Por isso clamamos – Aba, Pai! –, pois em nós, dessa forma, não há temor, segundo a carta de Paulo aos romanos.

Temos tudo para crescermos filhos saudáveis em todos os aspectos, fortalecidos em santidade, pois há um Pai Criador, Santo, bendito seja o Seu nome, exemplo único a que devemos seguir e em quem podemos confiar inclusive nossos próprios filhos.

Que os pais possam sentir que todos os dias sejam o seu dia, tamanha a honra com que seus filhos vivem a vida e cumprem o mandamento que diz: honra teu pai. Que o Pai Eterno possa sentir orgulho de seus filhos.

Sady Folch# Aba, Pai
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# Mundos diferentes

agapeAo tempo de criança e meninos conhecemos a vida através dos olhos da descoberta, e nossas relações eram como que naturais, quase inexistindo preconceitos ou julgamentos, a não ser diante daqueles que se pretendiam egoístas.

À medida que crescíamos, tornando-nos adolescentes, as antigas convicções passaram a ser confrontadas, haja vista desajustadas ao novo contexto. Não mais haveria espaço para a naturalidade do comportamento de outrora. Agora é o tempo de opção por tribos específicas. É a fase dos julgamentos tanto frágeis como impiedosos. A fase da autoafirmação imposta.

O adolescente segue lapidando suas convicções ou reforçando-as. A fase seguinte pede rapidez de adaptação. É chegada a fase adulta. Se você não acompanhou o processo de transposição, sente-se mais perdido do poderia estar na fase anterior. Estamos definitivamente neste que é o mais longo contexto de nossas vidas.

Seguimos confirmando novas convicções que se acrescentam, sem muito tempo para pensar; tão somente alguns valores predeterminados são apresentados para servirem de parâmetros para as novas escolhas. O tempo urge. Os novos rumos são a realidade. Ou os vivemos conforme as poucas fórmulas dispostas, ou nos tornamos párias.

Responsabilidades que se bem percebidas, mais se parecem com opressão; de um mundo totalmente conturbado – mais ainda que ao tempo da adolescência – pois há um sistema de valores ao qual se você não está inserido, é desprezado, restando-lhe as migalhas que por ventura caíam das mesas.

É chegada a fase sinônimo de inutilidade. Já não servimos nem mesmo como conselheiros. Percebemos que o tempo passou e com ele uma vida de incertezas. Contudo, há algo que se apresenta como certo. Um sentimento pelo qual nunca antes o tivemos por experimentado tão de frente, ainda que o conhecido subliminarmente.

Vemos a vida com os olhos da verdadeira descoberta do que seja o mundo. Um oceano profundo e escuro desde o primeiro metro na superfície, repleto por vaidades e descaminhos, imposições e desequilíbrios, conceitos que só servem para formar indivíduos mecanizados, frios e totalmente vazios, ainda que cheios de si.

Todas as coisas são trabalhosas e o homem não as pode exprimir, afirma o sábio rei do Eclesiastes. Não há nada debaixo do sol, continua ele, arrematando que, pregador, ele foi rei sobre Israel em Jerusalém, e ao aplicar o coração ao esquadrinhar da sabedoria, encontrou apenas aflição de espírito.

Este, um texto de lamentações? Não! Antes uma constatação da vida vivenciada pelos padrões do mundo. E o que então serve-nos como descoberta fora do mundo? A nós que somos resgatados pelo chamado do Eterno?

Duas vertentes se revelam por frutífero descobrimento: A fé constante em Hebreus 11 e o amor referido por 1 Coríntios 13. A fé, sim; no entanto, sobretudo o amor. Esse amor, o verdadeiro fundamento de nosso relacionamento com o Eterno – ágape pelo que se deve apresentar.

Digo isso, por conseguinte, termos sido criados à imagem e semelhança daquele que nos amou primeiro, o que nos convoca a compreendermos o que seja encontrarmos propósito no que afirma antes sermos pelo outro do que pelo simples obtermos para nós tão somente. Há riqueza nestes recursos; sirva-se deles sem medida e conheça o que seja viver de forma equilibrada. Feliz sábado do peregrino da palavra!

Sady Folch# Mundos diferentes
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Deus existe

16 de julho de 2015, jamais esquecerei essa data, dia de muita dor e sofrimento pela partida de minha mãe. Ainda não consigo me acostumar à ideia de que ela não retornará mais para casa, que não mais verei ou beijarei o seu rosto, comerei de sua comida ou conversarei com ela. Nosso culto para receber o sábado nunca mais será o mesmo, sua voz entoando hinos e mais hinos não será mais ouvida, a morte levou um dos meus mais preciosos bens. Quase duas semanas de muita tristeza, dor e uma saudade que insiste em ficar e aumentar, o que fazer, como lidar com tudo isso? É difícil dizer o que é maior, se as lembranças ou a saudade.

Horas após perder seu filho, o pai do cantor Cristiano Araújo, perguntou a um repórter: “Me diz (sic), Deus existe?”. Era a pergunta de um coração partido, de um ser angustiado. Hoje, menos de duas semanas após perder minha mãe, respondo essa pergunta com toda a convicção: DEUS EXISTE. Se Ele não existisse não sei o que seria de mim com toda a dor e sofrimento que senti e ainda sinto. Só Ele para diminuir a dor e restaurar minha vontade de viver. Muito me confortaram as palavras abaixo do hino “Deus cuidará de ti” (composto em 1904 pelo casal Walter e Civilla Martin)

Aflito e triste coração, Deus cuidará de ti;                                                                                                                                     Por ti opera a Sua mão; Deus cuidará de ti.

           Deus cuidará de ti, Em cada dia proverá                                                                                                                                          Sim cuidará de ti; Deus cuidará de Ti.

Na dor cruel, na provação, Deus cuidará de ti;                                                                                                                     Socorro dá e proteção; Deus cuidará de ti.

Em pensamento ainda ouço minha mãe cantando esse hino, mas o Deus de quem ele fala é quem tem me confortado e amparado diariamente, é nEle que confio e nEle que espero.

Se, como eu, você está passando pelo vale da sombra da morte, se sente que a dor e a angústia atingiram o clímax em sua vida, se olha para os lados e não encontra solução ou alívio, não se desespere, olhe para cima, o nosso refúgio e fortaleza, o socorro bem presente na angústia (Salmo 46:1) está lá, de braços abertos nos esperando. Não importa a escuridão da noite, o sol voltará a brilhar. Não existe dor, não existe sofrimento, não existe tristeza que Ele não possa curar.

Gelson De Almeida Jr.Deus existe
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# Pastor, obrigado!

dfNesta semana soube da partida em breve do pastor Kleber e sua família para as terras da América do Norte, obedecendo a mais um chamado nessa sua jornada como peregrino a levar a palavra de Deus aos homens, anunciando-lhes especialmente a boa nova do Cristo, pois há vida em suas linhas e entrelinhas.

Fico feliz por ele, mas, também como muitos, meu coração se aperta por perceber-me privado (espero que por pouco tempo) de suas orientações e meditações e, sobretudo de sua postura que por si só muito me apresentou a Cristo nestes nove anos que o ouço e o presencio ser um vaso de honra nas mãos do Oleiro. Mas, tem que ser assim, afinal, é Cristo que vai com ele, o mesmo Cristo que continua conosco.

Por suas mãos eu desci às águas do batismo e ao delas emergir, meu coração já tocado por sua oração e, sobretudo pela ocasião, registrou para sempre o som de sua voz ao me olhar nos olhos, segurando meu rosto a me dizer: Querido, mantenha os seus olhos em Cristo. As lágrimas de alegria transbordam até hoje quando me recordo, assim como o som de sua voz forte e suave e o brilho de seus olhos. Quantos como eu viveram essa alegria? Muitos.

Por sua ordenação, ele recebeu a mim e a minha esposa naquela que era a manhã de nosso casamento. Era também o dia em que acontecia o primeiro culto nesta sede do bairro paraíso. Ali ele nos abençoou, apresentando-nos a Deus como um novo casal entre os homens e diante do Eterno, rogando ao Pai para que fossemos abençoados pela união a ser solidificada a cada dia, servindo aos propósitos de Seu reino, sobretudo.

Ele, este servo que trouxe novas maneiras de dizer que é preciso continuar a respirar o mesmo oxigênio, o evangelho do reino; ele que nos ensinou a todos especialmente por sua responsabilidade alinhada ao mesmo evangelho; ele que mesmo enfrentando toda a sorte de obstáculos, viu a maioria cair pelo poder de Deus, e mesmo diante dos que não pode transpor, entendeu-os por lições da parte de Deus e, portanto, de toda sorte, tornou-se um testemunho de como a gratidão e a bênção, a obediência e a dependência, sobretudo a ação de graças devem ser o comportamento do discípulo.

A ele, a gratidão de minha parte e de minha família, assim como penso estar autorizado a dizer em nome de todos que o conhecem e com ele convivem, ou somente o ouviram um dia – Pastor Kleber, que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo sejam com você e toda a sua família nesta nova fase e por toda a vida. Pastor Kleber, muito, muito obrigado por entregar a sua vida pelo reino, anunciando-o com o amor e a firmeza que lhe são característicos, resgatando cada um de nós quando perdidos, com a responsabilidade que se espera de um pastor.

Recebe aqui um abraço do Sadi – Um Peregrino da Palavra, e de toda a igreja que você ajudou a formar nestas terras bandeirantes. Nós te amamos e a toda sua família.

Sady Folch# Pastor, obrigado!
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# Paz diante da Injustiça

135517769822Quem nunca se sentiu indignado quando vivencia uma injustiça provocada pelas precárias instituições administrativas neste país. Pagamos impostos altos, comparados aos países de melhor qualidade vida no mundo, no entanto não temos nem mesmo uma mínima contrapartida em investimentos.

Estive com minha esposa em um hospital nessa madrugada, sendo um dos melhores públicos de São Paulo, no entanto o atendimento foi tão demorado e deficiente que nem preciso explicar a ninguém o quadro encontrado. Todos sabem bem sobre esse tipo de coisa no Brasil.

Pois bem, minha revolta foi tamanha, que quando me dei conta estava dizendo, pensando e sentindo coisas totalmente despropositadas para quem conhece e vive pelo equilíbrio do posicionamento de Cristo nessas situações, tanto quanto pelo reconhecimento que temos de quão passageira é a vida e a promessa que está sobre nossas cabeças.

Pela graça de Deus, logo em seguida fiquei mais calmo, pois no auge de minha indignação percebi que havia um limite para minha postura e comecei a diminuir o nível de minhas emoções. Por fim, acabei por sentir uma paz profunda que cheguei a estranhar, afinal você se depara com as maiores desumanidades e injustiças nesse lugar, e ainda tem que ouvir que a instituição serviria de modelo para países de primeiro mundo como os Estados Unidos.

Só mesmo tendo uma santa paciência para suportar esse tipo de humilhação. Contudo, avaliando o quadro à minha volta, percebendo que minha esposa estava se sentindo melhor, percebi que são os detalhes que realmente importam aqueles a que devemos nos atentar para viver a vida da melhor forma possível.

Todos sabem que os governos deste país são péssimos gerentes da coisa pública, conduzindo-a sobre uma plataforma de alto nível de corrupção, tornando nossas vidas praticamente um martírio enquanto tudo de nós é exigido e quase nada devolvido com dignidade. No entanto, garanto que não há nada que se compare ao amor de Cristo e a forma como somos tratados pelo Espírito de Deus quando nos encontramos nessas situações e nos atentamos ao conhecimento espiritual que recebemos para nos sustentar.

Uma coisa é certa nesta vida quando se tem uma experiência real com Deus, é muito fácil compreender que “nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo”.

Pois bem, a indignação é justa, contudo é preciso pensar o seguinte aspecto. Ainda que tenhamos um posicionamento de cobrar pela justiça, fazendo-o amparado pelos direitos e deveres fundamentais alcançados pelas sociedades democráticas, é necessário manter-se em paz.

Sim, pela misericórdia de Deus minha mulher melhorou antes mesmo de ser atendida e quando voltamos para casa com o dia amanhecendo, deitamos nossas cabeças no travesseiro com a certeza de que estávamos muito melhor do que as pessoas que “dirigem” as instituições político-administrativas deste país e que jamais souberam o que seja abençoar ao invés de amaldiçoar a vida das pessoas que não podem nem mesmo se defender em uma situação frágil como essa.

Feliz Sábado do Peregrino da Palavra!

Sady Folch# Paz diante da Injustiça
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