Publicações com Amor de Deus

# Consciência

o-filho-prodigo2Na manhã deste sábado publiquei um texto que falava das responsabilidades de se educar um filho, sobretudo da importância que rege a atenção para com os detalhes nesse contexto, no sentido de que se permitimos aos filhos pequenas concessões quanto a desrespeitos contínuos, isso pode tomar proporções que fogem ao controle, entregando-os para a vida totalmente desequilibrados.

Filhos sem respeito são a vergonha de seus pais. Ensina a palavra do Eterno que aquele que ouve a instrução de seu pai e não deixa o ensinamento de sua mãe é como quem tem uma joia sobre sua cabeça e em seu peito.

A educação começa em casa e isso é um fato. Ainda que tenha o homem capacidade de entender melhor o mundo quando se torne um adulto, a base da boa educação que recebeu e criou raízes em seu entendimento servirá de parâmetro para as sábias decisões que soarão de sua existência ao longo da vida.

O homem que despreza a boa educação, ou não se atenta ao discernimento das coisas que diz ou defende, é como a boca do tolo: tem em si a sua própria destruição. A base da boa educação que recebe em casa dá ao homem o respaldo para desenvolver seu pensamento com equilíbrio e agir com sabedoria. Ensina o provérbio que muito se regozijará o pai do justo, e o que gerar um sábio, se alegrará nele.

Não raro se presencia nos dias atuais filhos agindo com desrespeito a seus pais, demonstrando o caráter que os movimenta em meio à sociedade, tornando-se pessoas intransigentes, movidos por emoções deturpadas e sem sabedoria, longe de proporcionarem equilíbrio e justiça, mas tão somente alimentando seus próprios interesses, pois o tolo não tem prazer na sabedoria, mas apenas naquilo que agrade ao seu coração.

Aos meninos que se tornarão homens e aos homens que ainda não têm bom discernimento, sejam suas vidas norteadas pela máxima do Pai das luzes que afirma: “Filho meu, guarda o mandamento de teu pai, e não deixes a lei da tua mãe. Quem tem conhecimento é comedido no falar, e quem tem entendimento é de espírito sereno”.

Seja a tua semana de paz e serenidade, falando e agindo apenas se for para acrescentar justiça ao teu próximo, para honrar a teus pais e ao Eterno que a tudo julgará com justiça divina, jamais humana. Portanto, adquira a verdade e não abra mão dela, nem tampouco da sabedoria, da disciplina e do discernimento, é o que te deseja o peregrino da palavra, pelo que nos instrui a Palavra do Eterno.

Shalom!

Sady Folch# Consciência
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# Abraços e sorrisos

jesus-abracoNesta sexta se comemorou o dia do abraço. Nas redes sociais se propagaram milhares de mensagens nesse sentido. Isso é bastante positivo, pois acalma a mente e o coração de quem vive em um mundo de desequilíbrios emocionais. Muitos abraços devem ter sido dados nesse dia.

Um amigo chegou a descrever em uma meditação alguns efeitos terapêuticos do abraço. Ao final, por seu coração desejoso em compartilhar compaixão e felicidade, ele afirma – “Abraço é uma doação do indivíduo, dividindo com o próximo o que carrega de melhor no seu coração”.

Abraços são como remédios para a alma. Aqui alguns dos tipos de abraços e os efeitos terapêuticos mencionados por ele em sua meditação. O compassivo, afirma ele, ameniza os corações carregados por desamor. O fraterno move a gratidão que recebe o amparo. O abraço compreensivo é benção na forma de tolerância. O abraço do perdão é magnânimo, pois reconcilia.

Abraços fazem bem tanto para quem os entrega de braços abertos, no melhor e mais altruísta sentido do termo, quanto para quem os recebe. Abraços transmitem conforto, segurança, carinho e respeito entre tantos outros bons sentimentos. Um abraço pode desencadear um alívio enorme a alguém que esteja vivenciando angústias.

Abraços não precisam de palavras; eles dizem tudo pela maneira como são expressos. Abraços quando ausentes ou frios podem dizer muito mais do que qualquer ofensa. Podem ser cruéis. Há quem não consiga transmitir esse gesto até mesmo em família ou entre amigos, contudo não por serem pessoas ruins, mas possivelmente por viverem crenças limitantes em sua mente. A qualquer destas duas situações, toda a misericórdia.

O abraço de Deus, por fim, é algo sobrenatural e real ao mesmo tempo. Só quem se permite uma experiência real com Ele pode sentir o acolhimento desse abraço único.

E, ainda em menção à meditação desse amigo mato-grossense, em uma feliz lembrança ele ressaltou haver um tipo de abraço que já nos sustenta de longe, antes mesmo que cruzemos os braços em um abraço apertado: o sorriso. Sim, o sorriso. O sorriso, diz ele, abre todos os braços.

Ame seu semelhante. Demonstre isso. Sorria para ele. Diga a ele que o ama. Abrace a vida e seja feliz! Receba aqui um abraço do peregrino da palavra! E como diz o pastor ao final dos cultos: Não saia da igreja antes de dar uns vinte abraços!

Feliz sábado!

 

Sady Folch# Abraços e sorrisos
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Mais sublime

Suspeito que se eu tivesse acabado de escrever “Ouse Crer” hoje, e não há dois anos e meio como foi, o livro teria umas cem páginas a mais. É que para todo lado que olho e especialmente a cada nova página da Bíblia que releio, vejo evidências do acerto da conclusão a que cheguei e que me impeliu a escrever.

A conclusão, resumidamente, foi: o objetivo supremo de nossa trajetória neste mundo é desenvolver uma relação de confiança com Deus. É isso que determina nosso destino eterno. Logo, tudo que nos acontece é uma oportunidade para chegarmos nesse fim.
Eu estava no trânsito parado, então peguei minha Bíblia Viva para dar uma lida e o que li me trouxe outra confirmação dessa conclusão.
Em Efésios 3, Paulo está dizendo aos cristãos de Éfeso tudo o que eles têm depois de haverem aceitado o evangelho de Jesus. Agora eles estão em pé de igualdade com os judeus, podem se sentir honrados e animados (verso 13), podem experimentar “as riquezas gloriosas e ilimitadas”  e o “fortalecimento interior por meio do Espírito Santo” (verso 16). São todas coisas fantásticas, mas o melhor vem na sequência: “E oro para que Cristo habite em seus corações, à medida que confiarem nele, e que vocês aprofundem suas raízes no solo do amor maravilhoso de Deus; e que vocês, junto com todos os filhos de Deus, possam compreender a largura, o comprimento, a altura e a profundidade do amor de Cristo; e por si mesmos possam experimentar esse amor, embora seja ele tão grande que vocês nunca verão o seu fim, nem o poderão conhecer ou compreender completamente. E dessa maneira, vocês ficarão cheios de toda a plenitude do próprio Deus” (versos 17-19).
Note você que experimentar toda a extensão do amor de Deus, ficar cheio da plenitude dEle, são um subproduto de ter Cristo habitando nosso coração. E, para a coisa não ficar abstrata demais, o método para ter Cristo habitando em nosso coração não é envolve outra coisa senão confiar nEle. Ele habita no seu coração “à medida que confiarem nele”.
O Espírito Santo saiu cedo da cama hoje e espalhou pelo seu caminho um bilhete que diz: a sua existência pode ser muito, muito mais sublime do que essa luta vã e inglória para não perder as coisas que você acumulou, ou do que essa sua luta por sobreviver, ou do que esse esforço estafante por uma esmola de carinho e atenção. Você pode ter nada menos que a plenitude do próprio Deus. Você pode ter um amor tão imensurável que não dá para entender, mas dá, ah, sim dá, para experimentar. Você só precisa desarmar suas defesas, jogar a toalha, abdicar do controle. Você só precisa olhar para cima e sorrir. E confiar.
Marco Aurélio BrasilMais sublime
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# Silêncios e respostas

jhEm uma madrugada a voz daquele escritor rompeu o silêncio em direção ao Eterno sem qualquer compromisso, como se soubesse que o silêncio permaneceria: “o que queres que eu escreva Senhor?”. Então, de alguma forma que não conseguiu explicar, de imediato compreendeu a seguinte resposta: “discorra sobre o Meu amor, filho”.

Entre os limites de sua crença, circunscrita aos versos comuns ao conhecimento religioso, e a sugestão racional que a resposta pudesse ter vindo de sua mente, por um instante percebeu que aquela “consciência” o havia tocado fundo, indo à sua condição humana como nunca antes experimentara. Assim, arriscou perguntar – “Senhor, como eu posso testemunhar sobre o Seu amor se sou um pobre e miserável a vagar por este mundo de dores? Quando foi que vivi o Seu amor?”.

“Todas as vezes que retirar os olhos dos acontecimentos que alardeiam a pobreza e a miséria humana e silenciar a sua atenção nos detalhes que constantemente ocorrem dentro de ti e ao teu redor, compreenderá o que é e quando viveu o Meu amor”, respondeu-lhe dentro de um instante que parecia de completo silêncio… até que percebeu que o silêncio de fato se fez.

Aquela situação o deixou confuso… faria algum sentido a situação ou mesmo a resposta, perguntava-se. Vagueou em seus pensamentos, pois sentia que aquela orientação não poderia ter vindo de sua experiência como ser humano, e nem tampouco por seus limitados conhecimentos restritos à união de livros divididos em capítulos e versos.

Se perguntado, não saberia responder sobre o amor de Deus. Algo havia ocorrido. Pensou: “terá sido este momento o próprio detalhe a que a resposta se referiu? Afinal, havia silêncio em meu coração…”.

Recordou a semana que antecedeu àquele silêncio e encontrou algumas situações que naqueles dias pareciam pequenas demais para ser o que daria equilíbrio a tantas situações difíceis. A certeza dos fatos o fez esboçar um sorriso. E então o homem-escritor reescreveu com calma o seu coração, entregando os seus olhos a detalhes que surgiam no dia a dia, sem que praticamente alguém os percebesse.

E desde aquele silêncio a palavra se fez vida em resposta à sua história.

Feliz sábado!

Sadi –Um peregrino da palavra

Sady Folch# Silêncios e respostas
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# Sementes de Vida

Above the cloudsEscrever estas sementes tem me proporcionado muitas alegrias, sobretudo quando leio os comentários dos leitores. Percebo um crescimento de ambas as partes: dos que leem porque meditam e respondem positivamente, independente do estágio de sua caminhada; e o meu próprio. Também cresço eu, por me fazerem pensar, mediante suas observações.

Escrevê-las me dá a chance de externar minhas próprias angústias e dúvidas, revelando-me o demasiado humano que ainda se esconde em mim, tanto quanto expressar a paz e a certeza que sinto em relação à minha experiência com Deus. Por vezes funciona como um desabafo aos meus próprios ouvidos ou aos do Eterno; por vezes, surge como um louvor que entoo para testemunhar as bênçãos que tenho vivido.

Uma dessas bênçãos são os leitores a quem tive a oportunidade de conhecer, que me procuram através de minhas páginas do facebook, seja a pessoal, seja a intitulada Um Peregrino da Palavra, devido às sementes que leram. São pessoas de diversos municípios brasileiros, dos menores aos mais desenvolvidos, todos apaixonados pelo assunto que de fato importa: o amor à palavra do Eterno, esta que transforma vidas.

Ontem, já tarde da noite, enquanto escrevia a semente de sábado, ouvi o sinal de mensagem in box do facebook. Era um desses amigos que ganhei escrevendo e meditando os caminhos do Eterno. Luiz Mário. Um jovem adventista; adorador do Deus vivo. Qual foi a minha surpresa e alegria ao me deparar com a frase: “Sady, eu passei no concurso!”

Que alegria a minha! De pronto me saltou à mente todas as conversas anteriores que tive com ele, quando me deu a conhecer toda a sorte de dificuldades por que passou para realizar seus estudos e viver dignamente, confiando, sobretudo em Deus. Filho de pessoas muito simples, que compreensivelmente não dimensionaram a importância da formação acadêmica para seus sete filhos, ainda assim, durante nossas conversas, sempre demonstrara sua esperança em dias melhores.

Luiz Mário, um adventista em Maceió; um habitante que aguarda pela Jerusalém celeste e que me contou ter morado em um povoado do litoral de Alagoas, em São Miguel dos Milagres. Ele é um dos muitos milagres de Deus, tanto quanto o é fruto de seu posicionamento que luta por uma vida melhor, e que, sobretudo confia nas providências do Eterno.

Sua transformação como discípulo de Cristo é resultado da obediência aos mandamentos. Sua vitória face ao certame que lhe proporcionará estabilidade, até que termine a faculdade com que sonha, também. Luiz Mário é o testemunho de uma vida que resplandece a luz que recebe do alto. E ele alça voos como a águia, tal qual a da canção Above The Clouds, de Derrol Sawyer, a que ele próprio me sugeriu conhecer.

Tudo isso porque ele decidiu viver os planos do Senhor para a sua vida, segundo afirma a vontade do Eterno revelada pela voz do profeta Jeremias (29:11-14), uma semente de vida escrita para proporcionar alegria, para nos levar a vitórias e transformações como a de Luiz Mário.

Louvado seja o nome do Eterno, pois Sua misericórdia dura para sempre!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Sementes de Vida
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# Contradições

frase-se-a-igualdade-entre-os-homens-que-busco-e-desejo-for-o-desrespeito-ao-ser-humano-fugirei-dela-graciliano-ramos-126054A maneira como o comportamento humano tem se revelado nos dias atuais chega às barras da discrepância. As redes sociais, por exemplo, têm apresentado debates calorosos, defesas veementes dos mais diversos pontos de vista, como se isso representasse, de fato, comportamentos que regem a vida de seus advogados, engajados politicamente na vida das cidades e dos direitos cidadãos.

Eleitores defendem os partidos políticos que mais lhes agradam, e convenhamos, isso é legítimo, contudo à medida que seguem escrevendo o que lhes vai ao coração, aos sentimentos, muitas vezes cheios de rancor e ódio, se fazem acompanhar pela incoerência, se não diante do quadro político nacional que defendam, por certo que diante da essência do brocardo: “faça aos outros o que quer que façam a você”.

Sim, este, na maioria dos casos das pessoas que passaram a expressar suas opiniões, incentivados pela larga visualização e possibilidade de debate na internet, é aquele ditado que, penso, seja comum a todos. No entanto, não é o que se vê. Ataques levianos e desrespeito para com o ser humano passaram a ser moeda corrente aos que se dizem politizados e detentores de opiniões abalizadas sobre direitos fundamentais.

Pergunte a alguém que defenda a política neoliberal ou a socialista, ou a quem as ataque a uma ou outra, se ela sabe discernir em mínimas palavras, a essência dessas correntes. Vai se surpreender com a quantidade de ignorância a esse respeito, tanto quanto vai se deparar com conceitos enganosos quando comparados à verdade que fundamenta essas teorias. O que dizer então dessas mesmas pessoas que fazem muito barulho mas nunca foram capazes de escrever um e-mail sequer para cobrar posturas de seus representantes.

A vida parece que se tornou um ringue. As pessoas parecem estar armadas para atacar ao primeiro que emita uma opinião sobre qualquer assunto e que seja contrária ao que elas pensem. Isso sem falar na prática da generalização, tomando a parte pelo todo, sem qualquer justiça à particularidade do indivíduo. Onde está o respeito? Pessoas que se dizem defensoras das liberdades de expressão e opinião têm sido as primeiras a responder com indignidade, se confrontadas as suas opiniões com os direitos que reivindicam.

A humanidade está precisando de um pouco mais de tolerância. As pessoas se digladiam na internet e nas ruas, sendo elas mesmas que no frigir dos ovos, esperam para si e para seus filhos, a possibilidade de vivenciarem o respeito e o direito de ser contrário. Como podem esperar algo que não sejam capazes de dar? O que esperam colher com isso senão o ódio? Não se paga o mal com o mal. A resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira. A língua dos sábios torna atraente o conhecimento, mas a boca dos tolos derrama insensatez.

O Cristo quando esteve neste mundo de dores e sorrisos forçados, de dentes que rangem ao menor sinal de discordância, demonstrando a intolerância e o desrespeito, e mesmo o egoísmo que não chega a ser reconhecido, falou daquilo que lhe é inerente: Divindade, no sentido mais amplo que possa traduzir o amor. Ele mesmo disse: Dê a cada um aquilo que lhe pertença. Quanto à vida de erros vivenciada pelos homens, advertiu-os: arrependam-se.

Para se arrepender de algo, é preciso antes reconhecer o erro. E todas estas coisas ele as pronunciou com amor, como quem conhece o homem até mesmo naquilo que lhe vai mais oculto ao coração, incapaz de reconhecer. Como pode alguém dizer que ama a Deus, que não vê, se não é capaz de amar ao seu semelhante, que pode ver? Isso tudo é, no mínimo, uma vida de contradições.

Shabbat Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Contradições
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# Amor e Vitória

imagesJesus disse certa vez: “Amei uns aos outros como eu vos amei”. Neste domingo ouvi no programa NT Repórter, da TV Novo Tempo, o depoimento de uma pessoa chamada Raquel, que certo dia assistiu uma matéria sobre a vida da menina Vitória, portadora da doença rara conhecida por Epidermólise Bolhosa, que causa bolhas na pele, nas membranas mucosas e no esôfago, que acaba por não permitir que a pessoa se alimente, causando-lhe muitas dores pelas feridas que se alastram por todo o corpo.

Raquel se perguntou: vou ficar indiferente como em muitas situações que nos levam a acreditar sermos impotentes, ou vou me levantar e fazer alguma coisa para tentar mudar o destino dessa criança. “De que adianta, meus irmãos, alguém dizer que tem fé, se não tem obras?”, já dizia o apóstolo Thiago. Ela se levantou e fez a diferença na vida de Vitória. Conseguiu patrocinadores para reconstruir a casa da família que é muito pobre, além de profissionais médicos que abraçaram a causa com ela.

Percebeu que precisaria fazer mais do que tentar buscar ajuda. Era preciso ter tempo disponível para dar toda a atenção que o caso requeria. Raquel deixou seu trabalho, que já realizava há dez anos, para se dedicar totalmente à causa. “Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus?”. Ela pesquisou e viu que a doença ainda não tem cura. Não se deu por satisfeita até que encontrou um médico nos Estados Unidos, que havia pensado em um tratamento através do transplante de medula.

Raquel então montou uma campanha para a doação de medula a que denominou: Amor à vida, amor a Vitória. Disse o Senhor pelo profeta Isaías: “Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes livres os oprimidos, e despedaces todo o jugo? Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres abandonados; e, quando vires o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne?

Diz a Palavra do Senhor, que o Filho do homem, quando vier em sua glória com todos os anjos, ele se assentará em seu trono na glória celestial, e todas as nações serão reunidas diante dele, e ele separará umas das outras, colocando-as umas à direita e outras à esquerda. Então dirá aos que estiverem à sua direita: “Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que foi preparado para vocês desde a criação do mundo, pois eu estive enfermo e necessitado e vocês cuidaram de mim”.

Nessa hora os justos que foram escolhidos para estarem a sua direita, perguntarão: “Senhor, quando te vimos enfermo ou necessitado e fomos te visitar?” O Rei responderá: “Digo a verdade: O que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram”.

Que a nossa semana seja repleta do amor de Cristo pela humanidade.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Amor e Vitória
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# Transformações

Lemos no livro de Provérbios: “O coração alegre é como o bom remédio, mas o espírito abatido seca até os ossos”. Já parou para pensar nessa frase? Faça isso e responda-se o que ela lhe traduz além da obviedade de seu sentido literal. Talvez haja muitas possibilidades, pois algumas frases na palavra de Deus tem esse condão: revelar-nos sabedoria para diferentes situações, sem perder sua essência; mas, fiquemos com seu sentido literal.

Quando se conhece a mensagem revelada pelo Messias, há uma transformação em nossos sentimentos que se diz tratar-se do primeiro amor. E deve ser mesmo isso. Como poderia esquecer do que senti naqueles dias? Nem preciso perguntar se você ainda se lembra dos seus, não é mesmo? Certamente que sim. Se não, é porque ainda não foi apresentado a ele. Permita-se.

O fato é que se não somos criados desde o berço conhecendo os frutos do evangelho, normalmente ele nos chega quando, mesmo sem sabermos, mais precisamos conhecer algo que seja verdadeiro e consistente o suficiente para nos tirar do estado vazio em que nos encontramos. Os testemunhos, que em poucos instantes conseguem fazer as vezes de centenas de versos, são excelentes modos de se apresentar o evangelho.

Alegre. É assim que se sente o coração que acaba de conhecer a boa nova, assim como aquele que durante a caminhada se permite crescer no conhecimento espiritual. No entanto, se esta alegria estagnar-se, não recebendo nutrientes para produzir e entregar frutos, como o faz a terra fértil, pronta a receber sementes que germinarão novos ramos, fortalecendo-os desde a raiz, não poderá crescer como bom testemunho a quem precise, e nem as nós mesmos.

E, o resultado mais nefasto desta decisão pode se traduzir no abatimento, sendo-o de forma mais terrível quando este chega a nos secar os ossos, tudo por cultivarmos um coração que se encha de vaidade e de orgulho, de rancores e de enganos, criando falsas verdades, sem a mínima presença da essência maior do evangelho, que é o amor. Com este, a mansidão, a tolerância e o perdão são entre outras, as transformações que nos permitem viver a lucidez de um coração alegre.

O amor pelo próximo, por Deus e por todos os frutos do Espírito são os únicos meios pelos quais podemos, de fato, viver a transformação verdadeira proposta pelo evangelho. Sem isso, ainda que achemos andar por suas palavras, caminhamos por veredas que nos levam à solidão, resultado de um coração endurecido pelo orgulho ou de julgamentos precipitados, frutos da vaidade.

O evangelho é o amor de Deus pelo homem e, ainda que sua inteira compreensão o seja quase inacessível ao nosso entendimento, posto que somos mortais e imperfeitos, se o praticarmos em nossa vida conduzidos pelas mãos do Eterno, tendo o testemunho de Cristo em nossa mente, tanto quanto a própria mente dele em nós, aí poderemos dizer que vivemos com o coração alegre, como que restaurados de uma doença após tomarmos o bom remédio.

Shabat Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Transformações
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# Os caminhos da vida

O repertório da sabedoria oriental oferece-nos um cabedal de contos maravilhosos. Frutos que saltam da observação dos gestos mais simples, se tornaram tábua de reflexão em todo o mundo. Um deles conta uma história em que dois homens seguiam cabisbaixos por um caminho, cada qual em direção contrária ao outro.

Ao encontrarem-se, perceberam que traziam consigo uma quantidade de diversa de sementes. Resolveram fazer uma troca e assim seguiram sua rota. Mais a frente, um deles, o mais velho, mais observador que o outro, percebeu que o jovem homem que acabara de encontrar carregava algo além. Ao recordar-lhe o semblante, esclareceu-se uma tristeza por detrás daqueles grandes olhos. Virou-se para trás, mas as colinas já o escondiam.

Pensou – “Talvez perdido em seus pensamentos; mas, que siga em paz”. Passou o tempo e os homens cruzaram-se mais uma vez no mesmo caminho, agora a carregarem um fardo de pães. A troca mais uma vez fora feita, contudo, o homem que atinara dos sentimentos do mais jovem iniciou uma conversa. De fato, aquele era um homem triste. A solidão, em uma região de homens que tinham esposa e filhos, fora a sorte tecida pelo destino em sua vida.

Estava diante de um homem bastante tímido, porém íntegro, e também um bom pastor de cabras, conhecedor dos cuidados que a elas se deve para crescerem fortes, pelo que se revelou no pouco que disse ao responder sobre o que fazia. Por este motivo, também, foi que então o convidou para cear com ele em sua casa, pois sua mulher estava na casa de parentes, e assim, no dia seguinte poderia conhecer o seu rebanho e dar sua opinião. Aceito o convite, seguiram juntos, conversando sobre a criação, até que o anfitrião achou de lhe contar sobre a agrura que se abateu sobre sua família.

Desta feita, o destino, caprichoso, não havia trazido alguém como se espera aconteça, mas, retirado. Quatro de seus filhos tinham sido mortos por ladrões em uma emboscada. Restara-lhe a esposa, já avançada em idade como ele.

Este fato os aproximou mais ainda. O homem tímido sentiu a dor daquele que acabara de conhecer. Após a ceia, ficaram do lado de fora da casa observando a noite que estrelava as imensas possibilidades do universo. Após algumas horas de conversa, perceberam na experiência de cada um, o equilíbrio vital que os impelia continuar a viver.

O homem solitário encontrou escondido em si mesmo, as razões que o fortaleciam sem que as vislumbrasse, sendo a vida, ainda que solitária, a oportunidade de estender a mão a quem precisasse, tornando-a repleta de familiares como as estrelas daquele céu. O mais velho, por sua vez, revelou também a si próprio, não apenas a beleza que ainda encontrava nos olhos de sua mulher, sem se dar conta, mas, inclusive, de quanta vida há para ser conhecida, ainda que a noite caia em meio ao caminho.

Ocorreu-lhes nesse momento a lembrança de uma passagem do evangelho, em que Jesus, que não teve esposa e nem filhos, pois sua vida voltou-se ao plano divino, a ele reservado para carregar um fardo que só ele o poderia fazê-lo, em determinada ocasião, ao estar com pessoas que o ouviam falar do reino de Deus, precisou repreender ao interlocutor que o interrompia insistente, avisando-lhe que sua mãe e irmãos se encontravam do lado de fora da casa, dizendo: “Quem é minha família senão os que fazem a vontade de meu Pai que está nos céus?”. Razão que exemplificava a necessidade imediata a ser suprida aos que têm fome espiritual.

Ao final, ao recolherem-se para descansar a espera do dia, compreenderam que, de fato, os laços familiares são em si, as oportunidades mais próximas que temos para revelar o sentido da vida. Contudo, se não os temos, igualmente os homens em nossos caminhos, solitários ou ávidos por um conforto, são aqueles a quem devemos voltar nossos pensamentos, tornando-nos conscientes do peso do ego e da força do amor, este, o alimento legítimo a ser trocado por onde quer que se vá, da maneira como se esteja vivendo, pois sempre haverá alguém que precise de algo mais do que nós.

Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Os caminhos da vida
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# Semeando a Palavra

Atualmente o que mais se vê nas exposições midiáticas sobre o evangelho são pregações em nome da verdade, por pessoas que se dizem discípulos ou sacerdotes de Cristo, entretanto ofendendo-se uns aos outros, acusando-se mutuamente por aquilo que entendam serem distorções de interpretação (muitas delas evidentes), ou ainda tratando-se com tal indiferença ou hipocrisia que chega a ser triste, para não se dizer, trágico.

Isto sem citar as ocasiões em que, por supostas defesas do evangelho em face de valores do mundo secular que a ele se apresentem dissonantes, o fazem de maneira agressiva, comportamento este mais desarmônico ainda. O certo é que as escrituras têm sido expostas sem qualquer expressão de sua essência, qual seja amor a Deus e ao próximo, vivenciados mediante a mansidão do coração.

Quanto à diversidade de doutrinas, é sabido, perfeitamente, muitas foram criadas a partir de textos bíblicos retirados de seu contexto e, por atenderem a conveniências humanas, ainda que sejam frutos de enganos a que foram submetidos por não as colocarem à prova diante da Palavra, o certo é que voltar atrás se tornou complicado. Daí em diante a natureza humana, nada espiritual, se convence que o melhor a fazer é continuar, ainda que exponha o evangelho ao ridículo, em meio a brigas e discussões doutrinárias, resultando no afastamento de pessoas que poderiam conhecê-lo em uma experiência real com Deus.

Em determinada ocasião, Paulo ao se dirigir aos cristãos na cidade de Corinto, advertiu-lhes estarem ainda se comportando como crianças, devido a tanta divisão doutrinária a que deixaram submeter-se, sendo impossível dar-lhes alimento espiritual sólido, pois estavam totalmente limitados na compreensão da essência do evangelho. Diziam os coríntios: “Eu sigo a Paulo”; e o outro: “Eu sigo a Apolo”; como se isso fosse credencial para alguma certeza de melhor doutrina. Razão pela qual o apóstolo perguntou a eles quem era Paulo (ele mesmo) ou Apolo, senão cooperadores de Deus. E sentenciou: “Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é quem dá o crescimento”.

Oras, se um ser humano que por ventura busque ter comunhão com Cristo e ainda ignore determinadas verdades, quem pode as revelar em caso de incompreensão total senão o espírito de Deus? Ainda que o homem possa fazê-lo mediante estudos comprometidos com a verdade, deve se dirigir com amor, paciência, alegria, paz e bondade, pois estes são frutos do espírito, jamais mediante a agressividade das imposições.

Outro aspecto desta “guerra santa” é a contraposição dos valores humanos aos do evangelho da forma como tem se dado em meio à mídia, nas casas legislativas, tornando-se um ringue aos pés dos opositores, em nada acrescentando ao conhecimento da palavra de Deus, ao contrário, tornando pessoas que não a conhecem, detentoras de um ódio injusto para com o evangelho.

É certo que Cristo afirmou que o mundo odiaria aos que amam e vivem pelo evangelho, contudo, isto se daria em face de um comportamento cristão condizente à sua essência, e não mediante um comportamento humano que procura falar em nome do evangelho. Quando contraposto, Jesus revelava a verdade com sabedoria e retirava-se. A ninguém impunha nada. Buscava alcançar os corações mediante o amor. Apenas aos sacerdotes fariseus, cheios de si que eram, os chamou de hipócritas, contrapondo-os à verdade, mas, neste caso porque aqueles se diziam servos de Deus, justificada assim, a dureza da fala de Cristo.

A semente do evangelho é plantada nos corações pela pregação, e quem a faz crescer no entendimento é Deus, e não o homem discípulo ou sacerdote, por meio de suas imposições doutrinárias e ofensas pessoais; a estes, no máximo, se couber-lhes acrescentar algo, o será pelo bom testemunho, tão somente.

Shabbat Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

 

Sady Folch# Semeando a Palavra
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