Publicações com Confiança em Deus

Saia da Caverna

Profeta, temente e fiel a Deus, Elias tinha em seu currículo feitos como colocar-se diante da maior autoridade política e dizer que não choveria durante anos; disputar e vencer o confronto com 850 profetas no Monte Carmelo; multiplicar, de modo quase indefinido, o azeite na casa da viúva de Sarepta.

Mesmo assim entrou em pânico quando a rainha decretou sua morte. A confiança no Eterno desapareceu, fugiu e se entregou à depressão. A situação era tão grave que ele orou ao Pai dizendo: “Tire minha vida. Tenho que morrer algum dia, e bem que podia ser agora” (Reis 19:3). A seguir deitou-se e dormiu. Acordado por um anjo que lhe trouxera comida, levantou-se e comeu, mas deitou- novamente e dormiu. Passado um tempo o anjo voltou, o acordou e mandou que comesse bem, pois faria uma longa viagem.

Atravessou o deserto, subiu no Monte Horebe (Monte de Deus) e se alojou dentro de uma caverna. Sua situação era crítica, duas coisas eram muito perceptíveis nele: a imobilidade, não conseguia tomar decisões por si mesmo e a autocomiseração, sentia muito dó de si mesmo. Sentiu-se seguro dentro da caverna, mas o anjo do Senhor, perguntando o que fazia ali, mandou que saísse, pois o Eterno passaria por ali. Levantou e, hesitante, se postou à entrada da caverna. Nem a promessa de que o Eterno passaria por ali fora suficiente para que saísse por completo da caverna!

Como ele, muitos estão afundados e imobilizados em sentimentos de autocomiseração, perderam a capacidade de reagir e seguir adiante. Esqueceram-se que, acima de tudo e todos, existe um Deus amoroso que tudo sabe e tudo vê e que está sempre pronto a ajudar um filho Seu.

Um dos maiores erros que podemos cometer é o de achar que Deus nos abandonou e estamos sozinhos. Os que assim pensam, logo se entregam ao desânimo e perdem a fé. Não caia nessa tentação! Assim como disse a Elias, o anjo do Senhor está dizendo a você agora: “Saia da caverna, o Senhor vai passar”. O Senhor está passando diante da sua caverna agora. Saia, encontre-se com Ele, pois Seus planos para você são grandiosos.

Gelson de Almeida Jr.Saia da Caverna
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Raízes e Frutos

Cristo ao entregar sua vida pela humanidade, limpou-nos definitivamente do pecado e ato contínuo nos proporcionou o caminho que leva à salvação, consequentemente, à vida eterna. Nesse ínterim, que compreende reconhecermos o sacrifício, aceitá-lo e alcançarmos a salvação, somos chamados a produzir frutos. Caso contrário, seremos arrancados e lançados fora.

Se pensarmos nossas vidas como árvores, a seiva que nos alimenta e faz crescer é a Palavra. Por ela crescem frondosos os nossos galhos e raízes. Pela Palavra aprendemos os mandamentos e, através deles, convertidos e conduzidos pelo Espírito Santo, produzimos frutos.

Em tempos de desequilíbrio e violência, é fácil nos contaminarmos com julgamentos e ira. O Brasil e o mundo têm apresentado situações intoleráveis de corrupção e injustiça que facilmente contaminam o coração. E aqui importa ressaltar – contamina tão somente àquele que não tenha seus pés fincados à Rocha – vale dizer, em Cristo e nos valores e mandamentos ensinados por ele.

Por ocasião de sua carta aos efésios, o apóstolo Paulo apresentou o seguinte ensinamento contido no Salmo 4 – “Quando vocês ficarem irados, não pequem. Apaziguem a sua ira antes que o sol se ponha e não deem lugar ao diabo”.

Somente somos contaminados se nos encontramos imaturos, faltando-nos suficiente apoio recebido pela Palavra, pela oração e pela entrega incondicional ao Espírito de Deus que nos transforma. É como a árvore que possui galhos longos, mas uma raiz curta. Aqueles em dado momento lhe serão pesados e ela por certo tombará.

Diante das corrupções de toda sorte deste mundo de orgulhos, a quem compete o julgamento efetivo, podendo fazê-lo com verdadeira justiça? Ao Eterno, tão somente. A nós, nos é devido cumprir os mandamentos e guardar a fé em Jesus, para que tenhamos direito à árvore da vida. Ainda em face dos desequilíbrios humanos, se nos cabe lançar mão da lei dos homens – e muitas vezes é justo que o façamos –, que ela seja buscada e aplicada com amor, afinal, o que diz o mandamento, senão – amai-vos uns aos outros, amai os vossos inimigos e por eles orai.

Para alcançarmos tal desiderato, guardando-nos da contaminação do mundo, necessitamos do conhecimento das escrituras, mediante o qual compreendemos efetivamente a necessidade de levarmos o nosso pensamento cativo a Cristo, rogando ao Pai, em nome do Justo, que nos purifique o coração e a mente, livrando-nos do mal.

Eterno, damos graça por sua infinita bondade. Que possamos crescer com o mandamento. Que nossos galhos possam crescer frondosos e bonitos, com raízes fortes e profundas. E que possamos dar bons frutos, pois, do contrário seremos arrancados. Para tanto, que cada um de nós compreenda quão imprescindível seja o esvaziar-se, para que o Espírito Santo habite em seu interior.

Sadi – O Peregrino da Palavra

Sady FolchRaízes e Frutos
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O Pão de cada dia

Humano que sou, não raro me pego pensando na necessidade de buscar riquezas que possam guarnecer minha casa de maneira que conforto algum falte à minha família. Instrução de qualidade, assim como alimentos, automóveis, roupas, lazer, tecnologia e objetos de trabalho de igual teor custam caro. Isto faz com que eu trabalhe sobremaneira, buscando alcançar a aquisição dos bens que o mundo me diz, fariam a diferença em minha vida.

Este pensamento é tão forte nos homens, mesmo entre os crentes em Deus e em Seu filho Jesus, que sua maioria, mesmo sabendo bem viver com o básico, nutre tal desejo. Dito isso, contudo, justificado pela intenção do coração que ouve o chamado para viver pela Palavra, busco compreender a profundidade e a intenção do seu contexto; também a que sustenta o mundo.

Acaso sei quanto tempo irá durar a vida que recebi para viver como alma vivente? Acaso posso dizer com segurança – amanhã farei isso ou aquilo – se isso não for da vontade de Deus? Pergunto: o que me diz a Palavra quanto ao que devo buscar? O reino de Deus e sua justiça. Isto é o que devo buscar enquanto viver, e tudo o mais me será acrescentado. Esta palavra de Cristo me ensinou que não devo desperdiçar meu tempo, afinal, ele deve ser empregado com o que de fato importa.

Qual foi a sua lição, senão que ajuntemos tesouros nos céus, de onde nada se perde. Afirmando ainda que onde estivesse nosso tesouro, eis aí revelados os desejos do nosso coração. Sendo discípulo, acaso a minha vontade não deve estar diretamente relacionada à do Pai, revelada pelo filho? Qual seja, viver pelo tempo eterno que me é oferecido, em detrimento do temporal que pouco passa de um século. Não se engane. Ninguém pode servir a dois senhores.

Tomo também o exemplo de Paulo e me corrijo. Ao escrever aos filipenses, afirmou ter aprendido a se adaptar a toda e qualquer circunstância, sabendo o que era passar necessidade e também ter fartura. Aprendeu o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, estivesse bem alimentado ou com fome, tendo muito ou passando necessidade. Sentenciou ele, como quem conhece a razão de sua existência, depois de ouvir o chamado de Deus por meio de Cristo – “Tudo posso naquele que me fortalece”.

O que melhor me sustenta, percebo, se resume em uma conclusão: se tenho intimidade com Deus, tenho coisas muito mais importantes para me preocupar. Não posso acrescentar nem mesmo uma hora à vida que vivo, em contrapartida sou convidado a viver atitudes que me levem a ter direito à eternidade junto ao meu Criador, vivendo riquezas incomensuráveis e que não se comparam às riquezas do mundo.

Se tenho necessidade de mantimentos de toda sorte, antes de minha consciência em relação a isso, meu Pai sabe que delas necessito, e Ele as supre à medida em que busco Seu reino e Sua justiça. Não há nada mais importante para me preocupar enquanto viver.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady FolchO Pão de cada dia
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Trinta e Oito Anos

“Estou entregando a você o território… Comece a conquistá-lo e tome posse da terra”. (Deuteronômio 2:31 – BV)


Quando o Eterno pronunciou essas palavras a Moisés trinta e oito anos haviam se passado desde o triste episódio com os dez espias temerosos. Quanta dor, sofrimento e angústia por não haverem confiado no Eterno e em Suas promessas (Números 14:34)! Agora, novamente, perto da Terra Prometida, chegam à região de Hesbom. Siom, rei local, insiste em não deixá-los passar, ao invés de paz ele quer guerra, mas não seria uma guerra qualquer, seria uma guerra contra o povo que tinha Deus como Rei.

Você pode imaginar o final da história. Deus luta pelo Seu povo e entrega a terra e seus habitantes em suas mãos. A geração que não confiara nas promessas no Eterno havia acabado, uma nova geração nascera e crescera confiando no Eterno e em Suas promessas, a peregrinação de quarenta anos chegava ao fim e com ela a jornada em busca do refrigério e descanso na Terra Prometida. O final do texto chave mostra que aquela terra foi de posse perene para o povo de Israel.

Não sei há quanto você espera pela “Terra Prometida”, pelo cumprimento de uma promessa divina ou por um auxílio que parece não vir. Trinta e oito anos aquele povo esperava o cumprimento da promessa, teriam ainda aproximadamente mais dois anos até que ocorresse o cumprimento total, mas o Eterno não os desamparara um só instante. Cada dia, cada hora, cada minuto, cada segundo o Eterno os protegera e os guiara e, quando necessário, lutara por eles.

Talvez, neste exato instante, quando você está a ponto de perder a fé no Eterno e em Suas promessas, Ele está a lhe dizer: “Estou entregando a você o território, não desanime, a vitória está perto, o dia de sua redenção, o dia de parar de chorar e voltar a sorrir chegou”. Não há tempestade que Ele não acalme, não há dor que Ele não cure, não há sofrimento que Ele não acabe. Confie. Ele nunca falha.

Gelson de Almeida Jr.Trinta e Oito Anos
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Tenho visto

O termo acima é muito utilizado na Bíblia, principalmente quando se trata do Eterno falando ao Seu povo, é como se Ele nos dissesse: “Prestem atenção, nada acontece em seu planeta sem que Eu saiba”. Uma grande verdade, que traz segurança e conforto para os Seus filhos. Como é bom saber que o Pai está de olho em tudo o que nos acontece, nada Lhe passa despercebido.

Quero, porém, me deter em uma passagem muito conhecida do Velho Testamento, quando Moisés estava a apascentar o rebanho do seu sogro Jetro e viu a sarça que pegava fogo, mas não se consumia. Após se identificar o Eterno lhe diz: “Tenho visto atentamente a aflição do meu povo…e tenho ouvido o seu clamor” (Êxodo 3:7).

O Eterno não é uma divindade distante, que criou o ser humano e o abandonou à sua própria sorte, pelo contrário, Ele está completamente envolvido conosco e, como tal, atento a tudo o que nos acontece. Alegria ou tristeza, regozijo ou sofrimento, prosperidade ou necessidade, nada fica oculto aos Seus olhos. A continuação do texto mostra que Ele vai além de ver e ouvir o que se passa com Seus filhos, Ele “se levanta” em sua defesa e luta por eles. Após 430 anos de cativeiro, Israel sairia do Egito para a Terra Prometida.

Talvez você esteja cansado de lutar, de chorar e clamar por socorro, parece que ninguém vê o que está acontecendo, ou vê, mas não se preocupa com você. Talvez esteja a ponto de perder a fé no Eterno por pensar que Ele esqueceu de você, seja o que for, não desanime, no devido tempo Ele se levantará e agirá em seu favor. O Deus que saiu em defesa de Seus filhos no Egito é o mesmo que sairá em sua defesa, moverá montanhas, abrirá o “mar”, fará o que for preciso. Confie, espere, sua redenção está muito próxima.

Gelson de Almeida Jr.Tenho visto
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Uma bomba e uma garrafa

Um viajante, perdido em uma região desértica, quase a morrer de sede, encontra uma cabana desabitada. No quintal havia uma bomba d´água velha e enferrujada. Começou a bombear, mas não saiu uma só gota de água. Cansado, sentou-se ao lado da bomba, só então viu uma garrafa com água e um bilhete preso que dizia para despejar toda a água no reservatório da bomba para que ela estivesse pronta para funcionar. O bilhete dizia ainda para não esquecer de encher novamente a garrafa antes de partir.

Relutou entre matar a sede com aquela velha água e gastá-la toda na velha bomba, arriscando perder tudo, mas resolveu arriscar. Despejou toda a água, agarrou a manivela e começou a bombear. A velha bomba começou a ranger, o filete de água que começou a sair se transformou num pequeno fluxo e logo jorrou água em abundância. Tivesse o viajante tomado a água da garrafa sua sede seria parcialmente satisfeita, mas seguiu fielmente as instruções. Resultado, tomou água muito mais límpida e refrescante que poderia imaginar.

Como o sedento viajante, que ansiava por água fresca, esperamos bênçãos do Altíssimo, que diminuirão, quem sabe até acabarão com alguma situação desconfortável. Muitas vezes essas bênçãos vêm disfarçadas como a velha bomba e a água daquela garrafa. Se, ao invés de seguirmos Suas instruções, decidirmos fazer nossa vontade ou seguir nossos instintos, poderemos ter nossa situação melhorada, mas nunca completamente satisfeita. Só do Doador de toda boa dádiva e todo o dom perfeito (Tiago 1:17 NVI) pode nos conceder muito mais do que necessitamos ou pedimos.

Na próxima vez que pedir algo para o Eterno, e achar que não recebeu o que pediu, olhe ao seu redor, quem sabe existe uma velha bomba e uma garrafa com água e instruções. Fé e trabalho são essenciais para receber qualquer benção Sua. Vale a pena seguir as instruções do Pai.

Gelson de Almeida Jr.Uma bomba e uma garrafa
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# Por quê? Porque Immanu El.

Por que algumas vezes temos medo de enfrentar situações comparadas ao gigante Golias? Será que não as enfrentamos porque acreditamos a sua estatura e força serem sinais incontestáveis da nossa derrota? Por que, afinal, tememos encarar os avanços com garra, agindo com fé, bondade e justiça, se Deus está conosco?

Uma razão deve ser definitivamente internalizada, sobretudo experimentada: Emanuel (heb.: Immanu El) – Deus está conosco. Se professamos a fé em Deus, sobretudo esclarecidos em o nome de Jesus, não há o que temer. Em outra ocasião, meditávamos nestas linhas sobre o poder da fé, que segundo o Cristo, nos capacita a fazermos coisas maiores que as que ele mesmo fez. Palavras dele.

E qual a conclusão daquela meditação anterior? Uma só: Deus estava em Jesus e Jesus nele. Quem realizava tais coisas era o Eterno. Também palavras do próprio Cristo. Isso traduz perfeitamente o agir que moveu o pequeno Davi. O que foi que ele disse ao gigante? – “Vens a mim com lança, escudo e espada e eu vou a ti e o enfrento em nome do Senhor dos Exércitos, pois Ele próprio te entregará na minha mão”.

Por acaso nos esquecemos também das circunstâncias em que Deus agiu no Egito? Após ouvir os clamores do povo, o Eterno veio a Moisés e lhe disse que o enviaria ao faraó, para que ele tirasse o povo daquela terra. E qual foi a voz do profeta? “Quem sou eu para que vá ao faraó e tire o povo do Egito”? Respondeu-lhe Deus: “Certamente estarei contigo”. E esteve. Por dez vez fez a Sua parte quando o mundo se recusou a dar avanço à Sua vontade na vida do povo.

Se Ele disser – vá e faça – ou ainda, se por meio de seus mandamentos requerer algo para que sejamos transformados e avancemos, crescendo pessoal, profissional ou espiritualmente, alcançando o viver segundo a real essência dos mandamentos, qual seja, amá-lo e também ao próximo, é Ele quem nos capacita para tanto. Pela fé em Deus, avançamos e conquistamos o fruto da Sua vontade. Seja ela qual for, é boa, perfeita e agradável.

Para isso, importa estarmos plenamente nele e Ele em nós, pois é Ele quem faz, atribuindo-nos a força e a fé que não temos. Ele só pede que tenhamos a coragem humana movida pela fé divina. Não há o que temer. Dezenas foram as vezes em que Ele repetiu a expressão – “Não temas! Eu estou contigo”.

Ele está conosco e também onde estiver o gigante que devemos enfrentar. Portanto, se por acaso este mundo de frágeis gigantes apresentar obstáculos, que pareçam nos impedir o avanço rumo à realização da vontade de Deus em nossa vida, saibamos de uma vez por todas: A vitória será maior ainda, pois Deus está conosco!

Sadi – O Peregrino da Palavra

Sady Folch# Por quê? Porque Immanu El.
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A queda

Todos esses nossos esforços para parecer santos, no sentido de fariseus, talvez sejam fruto da ignorância do simples fato de que Satanás não faz questão que nós cometamos pecados.

A gente o chama de Tentador e atrela tentação a cometer pecado. George Knight (em Eu costumava ser perfeito) analisa o primeiro pecado, o de Eva, para chegar a uma conclusão diferente. A serpente pergunta a Eva se Deus havia dito que eles não podiam comer de nenhuma árvore. Com isso, ele tenta fazer Eva duvidar daquilo que Deus disse. Se ele tivesse êxito aqui seria fantástico, mas nem sempre ele ganha nesse primeiro estágio como de fato não ganhou lá no Eden. Ela reproduziu as exatas palavras de Deus. Mas não deu as costas e foi embora, ela ficou, inciando um diálogo com a tentação. Quando, contudo, a serpente afirma que, diferentemente do que Deus havia dito, o ser humano não ia morrer se comesse daquela árvore específica, ou Deus mentiu ou quando Deus disse morte queria dizer outra coisa. Qualquer das duas hipóteses conduz ao exato lugar em que o Tentador nos quer.

arte de Drazenka Kimpel, Croacia

E Eva talvez já estivesse chegando lá quando ele lança a cartada final. Ao afirmar que, comendo, Eva e Adão teriam os olhos abertos e seriam como Deus, ele introduziu na mente dela a seguinte hipótese: estaria Deus me privando de algo bom pra mim? Será que as intenções dEle comigo são mesmo as melhores?

E é ridículo, porque a Bíblia afirma alguns versos antes que Deus decidiu fazer uma criatura a Sua imagem e semelhança, o que quer dizer que Adão e Eva já eram como Deus. A tentação os fez desacreditar desse fato, assim como nos faz desacreditar do fato de que já somos santos, independente de qualquer mudança comportamental.
(ok, na semana passada eu estava mandando todo mundo pro inferno e agora faço uma afirmação polêmica dessas. Desculpem aí. Voltarei ao tema na próxima semana pra ver se me explico. Segura aí)
Trocando em miúdos, o Tentador não precisa nos fazer pecar. Foi assim com Jó, ele não levou Jó a trair a esposa, a mentir ou a roubar. Tudo o que Satanás realmente quer é romper uma relação de confiança com Deus. Quando você pondera que Deus pode ter querido dizer algo diferente do que disse, quando você começa a pensar que talvez Deus não tenha as melhores intenções para com você, quando você passa a desacreditar daquilo que Ele disse que você é ou considera seriamente a possibilidade de Ele simplesmente haver mentido, pronto. Ganhou. Você já caiu na tentação, mesmo antes de estender a mão, pegar o fruto e morder. Esse ato exterior é simplesmente o jeito como você comunica ao Universo inteiro que não mais confia no Criador, ou que falhou em se manter confiando nEle e nos planos que tem par você.
Então é bobagem afetar uma impecabilidade que não existe. Bobagem suar sangue para parecer ser alguma coisa. O verdadeiro front de batalha está em como você se relaciona com a palavra de Deus e com Seu Filho Jesus: confiança a despeito de qualquer deserto pelo qual esteja passando, ou des-confiança e recusa em acreditar na integralidade da palavra de Deus?
Vença as batalhas certas, @amigo!
Marco Aurélio BrasilA queda
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# Milagres

Na tarde deste sábado teve o início de uma nova série do Programa “Começos” na Nova Semente. Criado e apresentado por Hiran Jacobini, é voltado àqueles que buscam conhecer a Bíblia de maneira profunda. Messias é o primeiro título, e os temas relacionados a ele serão expostos e discutidos ao longo de oito semanas.

Entre os temas debatidos neste sábado, os milagres vieram à tona. Como não poderia deixar de ser, abordamos as situações que ocorreram no passado e as que ocorrem atualmente. Em um determinado momento, alguém perguntou por que, afinal, Deus atende às orações de umas pessoas e de outras não?

Creio que há várias respostas para essas situações. A princípio, importa compreender que qualquer que seja o desfecho, Deus, que é onisciente, agiu em sua sabedoria infinita. O porquê, um dia saberemos. Sem essa confiança nele não há uma experiência real e produtiva com o Eterno.

Nesse momento, para provocar o debate, indaguei o seguinte – Sendo os milagres realizados por Deus, a expressão de Sua vontade, por que então a assertiva: “tua fé te salvou”? Quem não realiza milagres não tem fé suficiente?

Na verdade, em que pese Jesus haver mostrado que a fé daqueles homens era pequena, e a tendo do tamanho de um grão de mostarda seria o bastante para transportarem montanhas, parece-me ser a explicação do Cristo, registrada no evangelho de João, a essência que justifica essas realizações extraordinárias a que chamamos milagres e que ocorrem em relação à nossa fé – “Eu estou no Pai e o Pai está em mim. Somos um. As obras que faço, é Ele quem as realiza”.

Esse é o segredo revelado. A fé verdadeira e poderosa pode ser até mesmo do tamanho de um grão de mostarda, como bem nos ensinam os evangelhos, mas para que a tenhamos, devemos estar em Deus e Ele em nós, como aconteceu com Jesus. E mais, nesse mesmo contexto o Mestre nos disse que se crêssemos nele, faríamos também as obras que ele realizou, e coisas ainda maiores.

Finalizou afirmando que ele faria o que pedíssemos em seu nome, para que o Pai seja glorificado no Filho. Portanto, fica a pergunta: estamos de fato no Pai e Ele em nós, confiando integralmente em Jesus, para que possamos vivenciar os milagres em nossas vidas?

Sadi – O Peregrino da Palavra

Sady Folch# Milagres
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# A persuasão das palavras

Outro dia li um professor de literatura ressaltar sobre a importância do que dizemos na internet, afinal isso pode influenciar pessoas, tornando-nos responsáveis pelos sinais que emitimos e rumos que sugerimos. A propósito, contos e histórias são construídos por palavras e suas escolhas dão ritmo ao texto ou o tornam maçante, fazendo com que a leitura seja agradável ou não. Contudo, as palavras, mesmo bem colocadas, não são garantia de bons conteúdos a serem absorvidos por quem lê. É preciso ler as entrelinhas.

Já reparou que determinados discursos servem para qualquer ideologia? Palavras são instrumentos poderosos que desempenham um forte impacto sobre as nossas vidas.  É preciso sempre tomar algum cuidado. Há palavras bem colocadas, com argumentos que parecem lógicos, contudo podem muito bem ocultar a verdade. Estas geralmente são concebidas por argumentos capciosos, que têm a intenção de enganar a quem ouve, induzindo ao erro. Vide a má-fé usada pela serpente. Vide sob que circunstâncias Jesus foi tentado no deserto.

Há vídeos de sobra na internet demonstrando a distorção da palavra de Deus quando usada para obter vantagens. Chegaram ao absurdo de testemunhar que em determinada ocasião a invocação do nome de Jesus não teria sido suficiente, restando ao posicionamento pessoal a vitória sobre o mal. Tal contexto não merece comentários. Pessoas são fortemente influenciadas por discursos inflamados, deixando-se levar quando olham apenas para suas paixões, desviando o seu olhar do Cristo.

Disse Jesus que nos acautelássemos dos falsos profetas, observando seus frutos. Isso serve para qualquer contexto da vida, seja político, profissional ou pessoal. Examinai tudo e retende o bem. Mas como haveria de o homem reconhecer tais nuances? Levando o fato ao exame das escrituras.

Diz a palavra que o fim dos tempos reserva o surgimento do inimigo, enganando até mesmo aos escolhidos. Seu discurso será acompanhado de toda a sorte de artimanhas para que sua palavra se concretize com poder.

Portanto, seja a palavra que saia da nossa boca, seja a palavra que ouvimos, não nos apeguemos à persuasão que engana e seduz. Antes examinemos as intenções do coração, os frutos e o seu reflexo segundo as escrituras, fazendo surgir o que há nas entrelinhas. Por fim, que possamos orar para que Deus purifique nossos lábios e tire de nossa boca tudo o que não seja para edificar junto à Sua obra.

Sadi – O Peregrino da Palavra

 

Sady Folch# A persuasão das palavras
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