Publicações com Confiança em Deus

# O medo de viver

Já reparou como o ser humano vivencia o medo a ponto de obstruir o avanço de seus próprios sonhos? O medo paralisa a vida e as boas iniciativas. Ele é um produto dos nossos pensamentos – limitantes, cumpre dizer –, e se torna real apenas em nossa mente.

O medo, se alimentado, pode afetar profundamente a vida de uma pessoa. Seja na área familiar, profissional ou mesmo espiritual, esse sentimento nefasto pode nos levar a crer que não somos merecedores da felicidade, tudo porque tais crenças enganosas acabam nos fazendo acreditar que não somos capazes de realizar metas e alcançar objetivos que nos levariam ao crescimento em qualquer dessas áreas.

O resultado pode se ver em pais que não tem autoridade sobre seus filhos ou amor pleno em seu casamento, profissionais que passam a vida aceitando migalhas, quando poderiam fazer a diferença na vida das pessoas e, por fim, crentes que não confiam em Deus e na sua Palavra.

A bíblia fala de temor em muitos de seus versos. O medo, vale dizer, algumas vezes nos protege de situações perigosas e isso é benéfico, no entanto, das vezes em que ele se torna apenas um fruto de nossos pensamentos limitantes, se apresenta como lamentável, pois a vida passa e com ela, muitas vezes, as oportunidades únicas.

Diversos homens na bíblia tiveram medo, contudo, aqueles que o entregaram a Deus, seguiram em frente e venceram. Os que o alimentaram, provaram apenas não confiar em Deus.  O que disse Deus pela voz de Isaías? “Não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; eu o segurarei com a minha mão direita vitoriosa”. O que o impede de viver sob esse comando divino?

Veja qual foi a decisão de Josué quando ouviu a voz do Senhor dizendo: “Seja forte e corajoso! Não se apavore nem desanime, pois, o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar”. Esta foi a sua decisão: “Percorram o acampamento e ordenem ao povo que prepare as provisões. Daqui a três dias vocês atravessarão o Jordão neste ponto, para entrar e tomar posse da terra que o ­Senhor, o seu Deus, lhes dá”.

Não é maravilhoso? Isso é fruto do amor e da confiança em Deus. Em qualquer circunstância de nossa vida podemos tomar a lição de João em sua primeira carta: “No amor não há medo; ao contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor.”

Por fim, pela experiência real que buscamos com Deus, que jamais o medo de anunciar a Sua palavra tome conta do nosso coração. A princípio, esta sentença de Jesus Cristo nos acompanhe: “Não tenham medo dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes, tenham medo daquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno”.

Quem lê, entenda. Viva a vida com coragem e amor!

Sadi – O Peregrino da Palavra

Sady Folch# O medo de viver
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Davi – Parte II

“Não consigo andar com isto, pois não estou acostumado” (I Samuel 17:39b NVI)


Na quarta feira (11/01) falei do “preparo prévio” que Davi tivera antes de enfrentar Golias. Hoje quero me deter nas armas escolhidas para lutar com o gigante, colocaram sobre ele a melhor armadura disponível, a do rei Saul, ele experimentou, mas desistiu, reclamou que sequer conseguia andar. Com sua funda e pedras ele espantara leões e ursos, para lutar com o gigante não seria diferente. O resultado é muito conhecido, vitória completa.

Davi não precisou se utilizar de todo um aparato sofisticado como a armadura real para sair vitorioso, bastou-lhe as armas simples do dia a dia. Saiu vitorioso não porque possuísse uma pontaria espetacular e uma força incrível para arremessar a pedra, saiu vitorioso porque, confiando no Senhor ele foi à luta e o Senhor o honrou, como sempre faz com cada um daqueles que nEle depositam sua confiança.

Ao longo de sua vida você passará por situações parecidas como as de Davi, “leões”, “ursos” e “gigantes” o assaltarão continuamente, tentando fazer com que desista ou seja vencido. O segredo para a vitória não é ter excelentes armas para combater o inimigo e suas tentações, basta que você confie plenamente no Eterno e combata no Seu poder. “O Senhor que me salvou das garras do leão e do urso me salvará das mãos desse filisteu” (I Samuel 17:37 BV).

As armas do outro são dele para ele lutar suas batalhas, por mais simples que seja, use suas armas, não tema, confie, se entregue nas mãos do Eterno e a vitória virá, não há leão, urso ou gigante que possa derrotar um filho de Deus que se coloque em Suas mãos.

Gelson de Almeida Jr.Davi – Parte II
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Compreendendo a razão

Já imaginou o que se passou na mente e no coração de José depois de o anjo tê-lo visitado em sonho e dito a ele que permanecesse com Maria, pois o menino era fruto do Espírito Santo? O que foi ao seu coração naquelas primeiras horas depois que despertou? Nos primeiros dias, quais eram seus sentimentos enquanto se mostrava obediente?

Teria ele compreendido com naturalidade a razão do que estava acontecendo em sua vida? Eram tempos em que se a mulher aparecesse grávida sem ter se juntado ao marido, por certo seria morta. Contudo, porque compreendia que de Sião viria o redentor que retiraria Jacó da impiedade, escolheu lidar com a situação conforme foi instruído.

Maria, por sua vez, vivenciou algo mais extraordinário ainda, mesmo para um judeu naquela época. Esteve face a face com o anjo e sua interação foi o oposto ao que se espera por reação. De imediato ela não fica perturbada pela experiência sobrenatural em si, mas tão somente com as palavras do anjo Gabriel quando este a saúda dizendo que Deus é com ela, chamando-a por bendita entre as mulheres. Relata o evangelho segundo Lucas, que ela ficou pensando no que poderia significar tal saudação. Ato contínuo questionou-o sobre a gravidez, afinal, não havia ainda conhecido seu marido.

Convenhamos, você está preparado, ou no mínimo espera ter um comportamento como esse diante de um anjo?

A ação de ambos se justifica pelo sentido em como aquele povo tinha em sua mente e espírito toda a história bíblica desde Adão, passando por Abraão e chegando a Moisés e profetas subsequentes. Viviam e respiravam a fé em Deus. Aguardavam o cumprimento das profecias, sobretudo a referente ao Messias. Por isso, Maria, ao final da conversa, responde com naturalidade: “Sou serva do Senhor; que aconteça comigo conforme a tua palavra”. Assim também foi com José. Que se fizesse em sua vida conforme a palavra do mensageiro divino.

Fico me perguntando se reagiríamos da mesma forma, mesmo tendo todo o contexto da obra revelado diante de nossos olhos nas páginas da bíblia, coisa que eles não tinham. Por que algumas vezes não compreendemos as respostas às nossas orações? Em especial se vierem em sentido contrário ao que pedimos? José deve ter orado para ter seu próprio filho com Maria. Ela, igualmente. Mas Deus lhes respondeu à oração de outra forma.

Devemos nos lembrar de que Deus colocou o anseio pela eternidade no coração do homem. José e Maria compreendiam a essência dessas palavras de Salomão, afinal, o clamor de Paulo nos dá uma ideia de como se deixavam guiar naqueles tempos – “Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e inescrutáveis os seus caminhos!”

A eternidade está diante de nós e devemos compreendê-la, nos permitindo transformados e andando pela fé, afinal, aquele subiu aos céus, porque de lá desceu, dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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# Posturas

posturasDias atrás houve uma audiência expressiva durante a edição final do programa Master Chef, sendo maior ainda, dias antes, a repercussão do fato de a ganhadora do concurso ter sofrido com atitudes machistas por parte de seus concorrentes.

Os episódios que reuniram essa falta de gentileza, para dizer o mínimo, foi protagonizado pelos dois outros fortes candidatos que com ela concorriam ao prêmio. O que me chamou a atenção nesse evento não foi propriamente esse fato lamentável, mas a maneira como cada um deles se portou diante da competição.

O mais velho deles, ex-patrão da vencedora do concurso, se mostrou visivelmente alguém com um nível de prepotência bastante destacado, haja vista seu desprezo que desmerecia aquela que havia sido um dia sua funcionária, se dizendo muito superior a ela, tratando-a como desqualificada. O mais novo, não sendo tão grotesco quanto o anterior, também atribuiu a ela inferioridade em relação a ele.

O destaque ficou por conta do comportamento da Deise, a vencedora do concurso. Humilde, relevava o tempo todo as atitudes ofensivas ou marcadas pela dureza da competição, comportando-se de maneira a permanecer concentrada no que estivesse fazendo.

Se ela foi ou não a melhor candidata, porquanto também se tornou polêmico o resultado da competição, o fato é que ela teve um comportamento digno de uma campeã, de alguém que se mostrou preparada, sobretudo para enfrentar de cabeça erguida as intempéries da vida.

E tudo isso, por quê? A resposta está no único fato que o mundo não tem o menor interesse em destacar como exemplo de alguém diferenciado. A exaltação a Deus esteve a todo momento em seus lábios. Ela se mostrou o reflexo do que estava cheio o seu coração. Ao vencer a prova, a palavra “Aleluia” foi pronunciada por diversas vezes, intercaladas por “Glórias a Deus” e “Obrigada, Senhor”.  Cumpre dizer também que em momento algum pisou em seus adversários, mesmo na condição de vencedora daqueles que a humilharam anteriormente.

Muitas são as frases que nos vêm à memória quando nos deparamos com situações como essas. Uma se destaca de imediato: a afirmada pelo Cristo quando disse que “qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado”.

Vencendo ou não as competições nesta vida, em diversas situações importa dizer que não convém nem mesmo competir com quem quer que seja, e se o fizer, que seja apenas consigo mesmo no sentido de calar o orgulho, a arrogância e a vaidade. De outra parte, convém viver pela promessa de vitória que há de se concretizar naquele que será o verdadeiro dia do pódio de nossas vidas: “Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará”.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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# O Governante Supremo

o-governante-supremoEleições americanas terminam e entre os principais candidatos venceu aquele que era menos considerado pela mídia mundial. O mundo ficou em estado de choque, afinal, ao que parece, por tudo o que se ouviu ao longo da campanha, o mais desequilibrado homem agora determinaria as diretrizes de um país poderoso, sobretudo pelo poder bélico.

De fato, não causa espanto perceber a reação das pessoas nos dias que se seguiram ao resultado, tanto no ambiente interno quanto no mundial, afinal, o sujeito, de fato, expressara as mais arrogantes opiniões, parecendo um lunático, haja vista os próprios integrantes de seu partido deixarem de o apoiar. Análises políticas à parte, surpreendeu-me, contudo, a opinião de cristãos que se levantaram assustados para dizer que o fim do mundo poderia estar próximo.

Pouco ou quase nada se lê no sentido de que o resultado das urnas o tenha feito repensar seu discurso e atitudes. Explico. Para quem não assistiu, há um vídeo na internet que mostra o candidato, ainda no início de sua campanha, recebendo a visita de cristãos para expressar apoio a ele, finalizando com orações que foram feitas em nome de Jesus, para que, se ele vencesse, tivesse temor a Deus em todas as suas atitudes como presidente.

Por que, afinal, não considerar que o homem tenha sentido temor a Deus diante do resultado das urnas? Digo isso, sobretudo pela repentina mudança em seu comportamento desde o momento em que soube do resultado.

Certezas à parte, todo esse contexto me fez lembrar das atitudes do rei Nabucodonosor e da postura de Daniel e dos sábios judeus que viviam na Babilônia. Especificamente quando Daniel, depois de interpretar o segundo sonho do rei, o adverte a admitir que o Altíssimo domina sobre os reinos dos homens e os dá a quem quer, devendo, portanto, renunciar aos seus pecados e à sua maldade, praticar a justiça e ter compaixão dos necessitados. Sabemos que ele não ouviu o conselho de Daniel, por isso, enlouquecera, restando em estado deplorável.

Por certo que aquela profecia era específica ao caso concreto, contudo, a atitude que teve o rei segue através dos tempos para servir de realinhamento à atitude dos homens, sobretudo dos arrogantes. Apenas quando Nabucodonosor, em determinado momento, percebeu retornar-lhe algum entendimento, e nesse instante não pensara duas vezes em honrar e glorificar o Altíssimo, confessando que o Seu domínio é eterno, e que os povos da terra são como nada diante dele, é que recuperou a honra, a majestade e a glória do seu reino, sendo sua grandeza ainda maior.

E assim ele terminou seus dias, confessando: “Agora eu, Nabucodonosor, louvo e exalto e glorifico o Rei dos céus, porque tudo o que ele faz é certo, e todos os seus caminhos são justos. E ele tem poder para humilhar aqueles que vivem com arrogância”.

Portanto, que nossas atitudes se respaldem nas escrituras, afinal, no dia em que estivermos diante do fim do mundo, tanto melhor, pois Jesus terá voltado, e resistindo até o fim como Daniel e os judeus que não se curvaram, vivenciaremos o governo do Eterno, a quem demos o nosso voto para que governasse o nosso destino essencial.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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# Viver no Espírito

viver-no-espiritoO que fazer quando tudo o que você realiza não seja compreendido por quem esteja ao seu lado? Que seja bem compreendido, tudo o que viermos a fazer por alguém não deve ser realizado esperando retorno algum. Contudo, cumpre dizer, é difícil lidarmos com situações que se apresentem pelo diapasão da ingratidão ou da distorção de valores. Pior em uma relação como essa é quando a reação venha de quem se diga discípulo de Cristo. Não raro encontramos pessoas que, ainda que saibam da necessidade da transformação pelo Espírito de Deus, agem sem qualquer alinhamento à Palavra.

A transformação é uma necessidade para o revestimento da nova criatura. Só assim poderá de fato crescer espiritualmente. E esse crescimento passa pelo repensar a vida, os comportamentos, os conceitos, os pensamentos e os valores. Ninguém que passe por uma transformação pelo Espírito de Deus continuará a ser a mesma pessoa de antes, agindo em desalinho à Palavra do Eterno. Sede santos, como eu sou santo, ensinou-nos o Mestre.

Diante dessas dificuldades cumpre-nos estarmos preparados, vigiando o que pensar ou o que falar. Ou seja, também apresentarmos a real transformação em nossas vidas. Sem isso, é bastante complicado, ou mesmo impossível suportar com amor situações como essas. Só transformados podemos reagir de forma totalmente contrária como reagiria o mundo diante de ingratidões e transformação de valores. A isto se mostra o verdadeiro viver pelo Espírito.

É por essas e outras que o conselho do Mestre é tesouro para todo aquele que crê – Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca. Por isso tudo, que nós possamos alcançar nossa salvação agindo em alinhamento com o Espírito de Deus. Se estamos nele, encontramos equilíbrio que o mundo desconhece. Vivemos no Espírito e pelo Espírito. Se agimos por nós, afastando-nos dele por razões que a carne nos imponha defesas, a queda, a tristeza, o desequilíbrio serão uma realidade mais difícil de se viver do que propriamente a ofensa recebida.

Que a paz e a graça do Cristo revista a todos ao longo desta nova semana.

Sadi – O Peregrino da Palavra

Sady Folch# Viver no Espírito
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# Responsabilidades e Transformações

responsabilidades-e-transformacoesTendo passado nestes tempos por uma situação em que me vi obrigado a contribuir com aconselhamentos a uma pessoa diretamente ligada a mim, percebi sua insistente reação em se manter sob o mesmo patamar, irredutível.

A sabedoria nesses casos é fundamental, pois não raro estamos diante de alguém movido por conceitos que freiam seu avanço, tais como – “Eu não sou capaz”. Contudo, se faz necessário identificar a presença de maus hábitos conscientes que se movem pelo conforto, situação onde esse alguém costuma se esconder da realidade, agindo conscientemente por pensamentos tais como – “Eu não preciso fazer nada disso” ou “Faço quando quiser”.

Por essa experiência, passei a meditar sobre a forma como algumas pessoas se comportam diante da necessidade de mudança, seja porque saiu da adolescência, seja porque se casou, seja porque assumiu compromissos profissionais, seja porque ouviu o chamado de Deus e se dispôs a andar em Seus caminhos.

Muitos entram para a fase adulta e permanecem no conforto de seus velhos hábitos, vividos a um tempo em que os pais não cobravam deles a responsabilidade de trabalhar. Não raro esses sujeitos se acostumaram a não responder com responsabilidade às advertências de seus pais durante a adolescência, se acostumando a receberem tudo de mão beijada. Por certo eles estarão sujeitos a grandes dificuldades na vida, a não ser que os pais continuem a lhes mimar a vida, tornando-se irresponsáveis em conjunto.

Outros se voltam para o casamento e querem manter os antigos costumes que pautavam a vida individual, enquanto, sabe-se bem, a vida conjugal requer constantemente abrirmos mão de nós mesmos para que o equilíbrio da vida a dois seja o bom reflexo da experiência a que se propôs viver um dia. Nesse diapasão requer-se atitudes em que se faz necessário priorizar o outro em detrimento de nossos próprios interesses, sejam eles quais forem. Se não agem nessa direção, normalmente se submetem a situações de desequilíbrio conjugal, consequentemente, infelicidades.

Da mesma forma aquele que ao iniciar sua vida profissional deixe de se submeter às adequações que se façam necessárias, porquanto cumprimento de metas, profissionalismo, ética, responsabilidade social entre muitas outras vertentes desenham a postura esperada. Neste caso, não raro suas atitudes profissionais serão o reflexo de suas próprias atitudes pessoais, em que pese ser natural e aceitável certas diferenças nestes universos distintos.

Nesse mesmo alinhamento de transformações movidas por responsabilidades conscientes, também o momento em que aceitamos o chamado de Deus, voltando-nos a Ele e caminhando a vida toda em Sua direção. Sabemos que aqui estamos sujeitos a um processo de transformação em todos os sentidos, e diga-se de passagem, muito maior, afinal, sem isso é impossível compreender uma realidade tão distinta das anteriores, sobretudo por transcender aos conceitos do mundo.

Importa dizer que no caminho de volta à Deus seja fundamental estarmos alinhados à Palavra, sobretudo ao modelo de Cristo, sabendo inclusive que, diferentemente das situações anteriores, há fraquezas em nós que só podem ser ajudadas pelo Espírito que passou habitar em nossos corações, se é que de fato o acolhemos. De toda forma, se estamos verdadeiramente em Cristo, e isso significa dizer despidos do velho homem, nenhuma condenação há, afinal, não andamos mais segundo a carne e os confortos do mundo, mas segundo o Espírito.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Responsabilidades e Transformações
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# Alimento para o caminho

Alimento para o caminhoEntre os inúmeros aspectos do pentateuco que modificaram a forma de viver do povo hebreu quando saiu do Egito, está a alimentação a ser observada. Há que se compreender que inicialmente todos os mandamentos de Deus vieram para que disciplina e entendimento fossem semeados no coração do homem, a fim de que pudesse se adequar à nova vida que a ele estava sendo proposta por meio de ensinamentos que, se obedecidos, o levariam a um estado existencial perdido no tempo, à época do paraíso.

Uma nova terra haveria de recebê-los e nela novos costumes deveriam ser observados. Vida nova era a proposta, totalmente diferente da anterior. Entre tais costumes, os da alimentação que lhes trariam benefícios físicos e emocionais, restaurando-os ao paradigma para o qual foram criados e que alcançariam um dia. Assim como a essência espiritual que foi proposta também ao restauro, a saber, em corpo incorruptível. Por isso a necessidade de que nos preparemos conforme a observação de cada detalhe que nos conduza a esse estado de sutileza só encontrada nos seres que habitam o reino de Deus.

Deus é espírito, é santo, e como tal a sua realidade é de uma pureza tamanha que se pode dizer, apenas imaginarmos quanto o Seu estado seja muito além do que reveste aos próprios anjos que o servem. Estar em sua presença requer santidade. Não que Ele se recuse a estar em contato com seres impuros e pecadores. Não se trata disso, mas de saber que aquele que deseja estar, permanecer e viver em Sua presença, deve buscar o equilíbrio que o sustentará no caminho da busca da santidade. “Sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver”, disse Pedro, invocando o registro do livro de Levítico, onde se encontram gravadas as palavras do Eterno ditas a Moisés: “Santos sereis, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo”.

A oração é fundamental. Junto a ela a meditação e prática dos mandamentos, proporcionando a entrega para a intervenção do espírito santo que transforma. Igualmente devemos nos alimentar de forma adequada, no entanto nos alimentamos muito mal nestes tempos, sobretudo por causa da quantidade de agrotóxicos utilizados na semeadura e cuidados com o plantio, e também porque nos submetemos a todo o tipo de alimentos processados e conservados com produtos que nem sequer temos o conhecimento de sua natureza. Tudo isso traz desequilíbrio.

Eis um aspecto, portanto, observado pelos adventistas e que se alinha perfeitamente aos ditames orientados por Deus. A alimentação que nos ajuda a bem percorrer o caminho. Alguns gostam de dizer que a lei deixou de ser observada com o advento e ressurreição do Cristo. Infelizmente estão enganados e parece que decidem permanecer no engano, afinal é mais fácil viver na sociedade atual segundo o relativismo das ordenanças, a de fato observá-las. O resultado disso? Mais que impureza. Ausência de obediência e sabedoria. Quem lê, entenda.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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Peça com Fé

mãos postas em oraçãoQuando estava nas ilhas britânicas John McNeil conta que pastoreou uma igreja que tinha pesadas dívidas. Preocupado com a situação orou a Deus e pediu-Lhe que fizesse algo a respeito. Dias depois um estranho entrou em seu escritório, disse-lhe que tinha conhecimento das dívidas da igreja e que queria ajudar, em seguida, entregou-lhe uma folha de cheque em branco. Disse que fizesse o levantamento do total da dívida e preenchesse o cheque, pois dali a alguns dias viria para assiná-lo. McNeil quase não acreditou no que acabara de ouvir.

Após o estranho sair começou a pensar que tudo aquilo era muito bom para ser verdade. Como o homem prometera saldar uma dívida que era tão grande! Não querendo abusar da bondade do homem, preencheu o cheque com a metade do valor da dívida. Dias depois o homem retornou e nem prestou atenção no valor preenchido, apenas assinou o cheque e saiu. Arrependido descobriu que se tivesse colocado o valor total da dívida o homem, um rico filantropo da região, teria assinado o cheque, mas agora era tarde demais.

O pastor orara ao Pai pedindo ajuda com o problema das dívidas da igreja, quando sua oração foi atendida não teve fé suficiente para ir até o fim. Como ele, muitos abrem o coração ao Pai e suplicam por algo, mas quando o Eterno se manifesta não possuem fé suficiente para receber toda a dádiva, a benção completa.

Tiago aponta duas razões básicas para nossas orações não serem atendidas, a primeira é que nunca pedimos, e quando pedimos, pedimos mal (4:2 e 3), outra razão é que não pedimos com fé, segundo ele devemos pedir e em nada duvidar, pois “(…) se vocês não pedirem com fé, não esperem que o Senhor lhes dê nenhuma resposta concreta” (1:8 BV).

Na próxima vez que elevar uma prece ao Céu não duvide, pois “toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sobra de variação” (Tiago 1:17).

Gelson de Almeida Jr.Peça com Fé
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5 Meses

O relato a seguir é adaptação de uma tradução feita pelo Rev. Oscar Lehenbauer, de uma missionária norte americana que estava trabalhando na África.

Certa noite ela foi ajudar uma mãe que estava em trabalho de parto. Infelizmente a mulher não resistiu e deixou um bebê prematuro e uma menina de dois anos. Uma das auxiliares pegou a bolsa de água quente e, quando a encheu ela se rompeu, não havia como aquecer o bebê. O bebê foi colocado o mais perto possível do fogo para se manter aquecido e a missionária pediu que as pessoas dormissem entre a porta e a criança, para que o ar noturno não atingisse.

No dia seguinte a missionária foi orar com as órfãs e falou-lhes do bebê prematuro e da sua irmãzinha de apenas dois anos, que chorava muito a perda da mãe. Durante as orações, uma garota chamada Ruth orou e pediu a Deus que enviasse uma bolsa de água quente e uma boneca para a garota que perdera a mãe. A missionária perplexa e preocupada com a fé da pequena pensou em como Deus poderia responder aquela oração. Qualquer encomenda viria dos EUA, como estavam na linha do Equador ninguém mandaria uma bolsa de água quente.

IMG_9030À tarde, quando ministrava uma aula, a missionária foi interrompida por uma auxiliar que disse que um carro parara defronte sua casa. Imediatamente ela foi para lá, o carro havia ido embora, mas havia deixado um pacote para ela. Ao abrir encontrou toda a sorte de objetos, desde alimentos até ataduras. A pequena Ruth, que acompanhava tudo de perto, se assustou quando a missionária deu um grito ao ver que junto viera uma bolsa de água quente. Ruth disse: “Se Deus mandou a bolsa, Ele também mandou a boneca”. Não se contendo, enfiou as mãos dentro da caixa e achou uma boneca.

O pacote, enviado por uma ex professora da escola bíblica da missionária, estivera em viagem por 5 meses. Muito antes da pequena Ruth orar, Deus já estava Se movimentando para atender sua oração. O Deus que não muda (Malaquias 3:6), que honrou a fé da pequena Ruth é o mesmo que ouve nossas orações. É dEle a promessa: “E será que, antes que clamem, eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei” (Isaías 65:24). Ore, confie, Ele já está se movimentando para atender sua prece.

Gelson de Almeida Jr.5 Meses
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