Publicações com Crônicas

Diante da blasfêmia

Escrevi outro dia sobre a necessidade de cuidarmos do que lemos e quanto ao que nos alimentamos quando o assunto é nos informarmos na web, sobretudo nas redes sociais onde a loucura e a blasfêmia imperam. Reiterei a necessidade de apresentarmos em nossos comentários a essência que há nos ensinamentos bíblicos, em especial do Mestre Jesus, estimulando o crescimento dos frutos do espírito em nós, sobretudo em nossos leitores.

Hoje faço um adendo a esse posicionamento: Sim, alimente-se e busque sempre os frutos do espírito, contudo não se omita! Não se cale quando o assunto for o vilipêndio a tudo que represente as bases da fé em Cristo. Quando o fizer, entretanto, não use de palavras de ódio. Que a Palavra de Deus seja o seu único esteio. Ao herege, admoeste-o por uma, duas vezes. Depois disso, evita-o, sabendo que tal está pervertido e vive para o pecado. Por si mesmo está condenado. O Senhor pelejará por nós, e nós nos calaremos, ensinam as escrituras.

Por que digo isso? Não bastassem todas as blasfêmias que temos presenciado mundo afora, uma peça de teatro foi colocada em cartaz recentemente, retratando Jesus como homossexual. Houve censura. E neste fim de semana, um sujeito durante um show ocorrido em Garanhuns, diante de uma plateia em êxtase, reafirmou diversas vezes que Jesus é travesti e transexual. A nossa indignação, por certo, não tem tamanho diante de tal blasfêmia, contudo esse comportamento já era anunciado pelas escrituras. Admoeste, sem estimular o ódio e a violência, contaminações perigosas para quem almeja viver do amor de Deus. Não é fácil, mas fundamental.

A cada dia se vê mais o avanço de uma agenda satânica sendo implantada no mundo em nome de uma nova ordem mundial, alimentada por megaempresários internacionais e incensada por artistas e intelectuais, inclusive no Brasil, onde o cultivo dos valores judaico-cristãos são combatidos com veemência.

Vide a Europa que testemunha o caos em suas ruas. A Suécia, a Noruega e a Alemanha veem índices de violência e estupro aumentarem consideravelmente. Na Inglaterra, passeatas são feitas em nome de uma cultura oriental francamente desalinhada aos direitos humanos, haja vista defenderem o direito de bater em esposas e de matar os infiéis à sua religião. O Brasil dispensa comentários. É a própria expressão da decadência e da vergonha.

Estamos vivendo o fim dos tempos. A volta de Jesus é iminente e há apenas uma saída ao povo de Deus: buscar fortalecer-se na Palavra e viver por ela mediante a fé, orando e jejuando, refletindo o amor de Deus. Disse Jesus: “Quem faz a vontade de meu Pai que está nos céus, e pratica a palavra, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. Orem pela humanidade que a cada dia se vê enredada pelas trevas. Revistam-se da armadura do Espírito para se protegerem no dia mal. Deus nos ajude, pois dele é essa batalha.

Sady Folch – O Peregrino da Palavra

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Frutos do Testemunho

Hoje qualquer pessoa com acesso à internet pode se beneficiar do conhecimento do tema que desejar: educação a distância, estudar a palavra de Deus, tomar conhecimento de discussões políticas. Saber o que se passa no mundo em tempo real se tornou parte de nossas vidas. E isso é bom.

Contudo já percebeu como se perde tempo precioso nas redes sociais, sobretudo participando de seus discursos inflamados, sem dar bom testemunho? Se nos permitimos estar conectados, uma coisa é certa: podemos nos beneficiar do conhecimento e ao mundo com bom testemunho; do contrário, apenas nos desviamos das coisas do Reino, sendo contaminados por discursos pontuados pela linguagem do mundo.

Cumpre ressaltar que muitas das manifestações ali presentes são pertinentes, afinal, testemunhamos a todo momento atitudes vis que destoam sobremaneira da moral e dos bons costumes, causando-nos profunda indignação. No entanto, qual a atitude do discípulo do Cristo, senão aproveitar para acrescentar conteúdo que expresse a necessidade do perdão, da oração, do perfil de Cristo. Quem ao escrever ou comentar tais notícias, faz da essência de seus comentários o enaltecer do Reino de Deus? Acaso o cristão está sendo tomado de surpresa pelos acontecimentos recentes?

Passei a questionar esse tipo de posicionamento no momento em que me deparei enredado por tais demandas, sentindo-me contaminado por toda essa celeuma. O que estou fazendo, ocupado com coisas que nada acrescentam, permitindo-me emaranhado a essas contendas? Não sei eu que a vinda de meu Senhor será em um piscar de olhos? Não sei eu que serei cobrado pelo o que disse, ao emitir opiniões mundanas para pessoas do mundo? Tal ocupação ou conteúdo é aprovado por meu Senhor?

Precisamos nos conscientizar do que estamos fazendo, com o que estamos alimentando a nossa mente, o nosso coração e o nosso espírito. Como podemos dizer que amamos se atacamos pessoas nos mostrando mais hostis ainda? Há alguém entre os que atacam tais atitudes vis, se ajoelhando em oração por essas pessoas?

Assim como uma passagem bíblica pode apresentar luzes diversas para um mesmo assunto, assim a nossa capacidade de nos observarmos constantemente, com isenção, sendo críticos em face de nossas ações. No mínimo traria mudanças em nosso comportamento, agradando a nosso Senhor que se ocupa nos preparando para o Seu reino. Os benefícios? Caridade, que é o amor divino colocado em prática; gozo, que é a própria manifestação da alegria; paz; longanimidade que é a expressão da tolerância tão esquecida; benignidade que é manifestação da gentileza; bondade, que é o ato de estender a mão a quem precise; fé que nada mais é que a constância em face da crença em toda promessa do Reino, venha o que vier sobre nossas vidas; mansidão, que é o sinônimo de doçura, serenidade e suavidade; e, por fim, temperança que é o domínio próprio tão necessário para não sermos vencidos pela carne.
Que a paz e a graça do Cristo estejam em sua mente e em seu coração. Feliz sábado.

Sady Folch – O Peregrino da Palavra

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Não há pessoas más

Um amigo adventista das terras de África me apresentou nesta sexta uma frase que afirmava o seguinte: “as pessoas não são más, tão somente estão perdidas”. Não há dúvida de que seja uma frase que demonstre a visão de quem acredita no amor, na compaixão, sobretudo em uma segunda chance. Se partirmos de um contexto em que a maldade fora exercitada, e havendo uma chance para um aconselhamento profundo e paciente, é possível levar com que o autor da ação enxergue seus atos maus, as consequências deles decorrentes e assim se arrependa, transformando-se.

É uma atitude nobre, convenhamos, ao que bastaria conceituá-la por cristã. A propósito, como discípulo de Cristo você se permitiria estender a mão a quem lhe faça uma maldade? Afinal, não diz o mandamento que devemos amar nossos inimigos e orar por quem nos persegue? E tendo a oportunidade de expor um viés positivo, transformador, a quem se mostre pautar por atos de maldade, você o faria? Lembre-se do que disse Paulo: “todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus”. Ao mesmo tempo, destaque-se o que se encontra escrito na carta aos Hebreus, segundo o Eterno Deus: “Porque Eu lhes perdoarei a maldade e não me lembrarei mais dos seus pecados”.

Uma coisa é preciso que se diga. A cada ato, sua responsabilidade. Se a maldade faz com que uma vida se perca, um bem seja tomado injustamente, tal ato, por certo, deve ser reparado pela justiça. Contudo isso não quer dizer que o agente deva ser deixado fora do alcance de atitudes que possam transformá-lo. Há quem se valha de especialidades como a psicologia para reparar tal caráter. Um bom caminho a ser apresentado ao homem mau, depois da revelação do caráter e da missão de Jesus Cristo, é o conteúdo do sermão da montanha. Há ali razões o suficiente para se manter um diálogo profícuo, em que pese boa parte dos homens “bons” desconsiderá-lo. Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus.

Importa sabermos que mesmo que todos nasçam pecadores, e segundo as escrituras citadas por Paulo não haja um justo sequer, nem todos se tornam maus. A maldade, sabemos, pode advir de um desvio de caráter, contudo pode ser apenas uma reação do indivíduo diante do mundo, motivado pelo que possa ter vivenciado em seu passado. Um filho, por exemplo, que passou a infância e/ou adolescência apanhando, sendo injustiçado ou mesmo renegado por seus pais, pode muito bem reagir dessa forma quando adulto.

A maldade pode ser uma atitude com a qual a pessoa desconte no mundo algo que no passado tenha lhe atribuído dor e sofrimento profundos. Identificada tal limitação, é preciso trabalhá-la, mostrando o quanto a vida pode ser boa e o bem deve ser praticado, sem olhar a quem, pois até mesmo indivíduos maus podem estar sofrendo e precisando de um ato de bondade para que se transformem, encontrando-se como pessoa humana. Pensemos nisso. Feliz sábado.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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Raízes e Frutos

Cristo ao entregar sua vida pela humanidade, limpou-nos definitivamente do pecado e ato contínuo nos proporcionou o caminho que leva à salvação, consequentemente, à vida eterna. Nesse ínterim, que compreende reconhecermos o sacrifício, aceitá-lo e alcançarmos a salvação, somos chamados a produzir frutos. Caso contrário, seremos arrancados e lançados fora.

Se pensarmos nossas vidas como árvores, a seiva que nos alimenta e faz crescer é a Palavra. Por ela crescem frondosos os nossos galhos e raízes. Pela Palavra aprendemos os mandamentos e, através deles, convertidos e conduzidos pelo Espírito Santo, produzimos frutos.

Em tempos de desequilíbrio e violência, é fácil nos contaminarmos com julgamentos e ira. O Brasil e o mundo têm apresentado situações intoleráveis de corrupção e injustiça que facilmente contaminam o coração. E aqui importa ressaltar – contamina tão somente àquele que não tenha seus pés fincados à Rocha – vale dizer, em Cristo e nos valores e mandamentos ensinados por ele.

Por ocasião de sua carta aos efésios, o apóstolo Paulo apresentou o seguinte ensinamento contido no Salmo 4 – “Quando vocês ficarem irados, não pequem. Apaziguem a sua ira antes que o sol se ponha e não deem lugar ao diabo”.

Somente somos contaminados se nos encontramos imaturos, faltando-nos suficiente apoio recebido pela Palavra, pela oração e pela entrega incondicional ao Espírito de Deus que nos transforma. É como a árvore que possui galhos longos, mas uma raiz curta. Aqueles em dado momento lhe serão pesados e ela por certo tombará.

Diante das corrupções de toda sorte deste mundo de orgulhos, a quem compete o julgamento efetivo, podendo fazê-lo com verdadeira justiça? Ao Eterno, tão somente. A nós, nos é devido cumprir os mandamentos e guardar a fé em Jesus, para que tenhamos direito à árvore da vida. Ainda em face dos desequilíbrios humanos, se nos cabe lançar mão da lei dos homens – e muitas vezes é justo que o façamos –, que ela seja buscada e aplicada com amor, afinal, o que diz o mandamento, senão – amai-vos uns aos outros, amai os vossos inimigos e por eles orai.

Para alcançarmos tal desiderato, guardando-nos da contaminação do mundo, necessitamos do conhecimento das escrituras, mediante o qual compreendemos efetivamente a necessidade de levarmos o nosso pensamento cativo a Cristo, rogando ao Pai, em nome do Justo, que nos purifique o coração e a mente, livrando-nos do mal.

Eterno, damos graça por sua infinita bondade. Que possamos crescer com o mandamento. Que nossos galhos possam crescer frondosos e bonitos, com raízes fortes e profundas. E que possamos dar bons frutos, pois, do contrário seremos arrancados. Para tanto, que cada um de nós compreenda quão imprescindível seja o esvaziar-se, para que o Espírito Santo habite em seu interior.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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# Aprendizados

O livro de Atos narra Felipe sendo orientado por um anjo a se aproximar de uma carruagem, onde se encontrava um importante oficial etíope voltando de Jerusalém, após de ter ido ao templo para adorar a Deus. Ao se aproximar, o ouviu lendo o livro de Isaías e lhe perguntou se entendia a mensagem. “Como posso entender se não há quem ensine”, respondeu. Convidado a subir na carruagem, Felipe anunciou-lhe as boas novas do reino.

Antes de seguir, quero comentar um desenho que assisti nestes dias. Um pai, logo pela manhã, arrumava a mochila de seu filho para juntos irem aos seus compromissos. Ele para o trabalho, o filho para a escola. O dia dos adultos era estafante. Da criança, ainda aprendendo a escrever, uma alegria. Colocado o papel de caligrafia à sua frente, o menino desenhava. Ao agir sempre da mesma forma, era repreendido pelo professor que exigia a lição refeita. Voltava a desenhar.

Leve, como qualquer pessoa que não sucumbiu às exigências estagnantes, ao reencontrar seu pai no fim do dia, mostrava-lhe o desenho. O pai olhava aquilo e se preocupava, acreditando que o filho não alcançaria meta alguma na vida, afinal o dia a dia das pessoas era pesado e formal.

Passados os dias, as reações do professor e do pai eram as mesmas. Diante de tanta incompreensão, o menino começou a ceder e a apresentar a caligrafia conforme o método. Sua vida foi ficando sem alegria, até o momento em que o pai reparou que o menino não era mais o mesmo. Ao remexer as folhas de caligrafia, percebeu que seu filho desenhava não qualquer desenho, mas dava às letras o formato de algo que encontrasse ao seu redor. Para a letra “D”, por exemplo, desenhava uma joaninha em pé.

Voltando à estrada de Jerusalém, o oficial etíope tinha à disposição doutores da lei ensinando no Pátio do Templo, contudo, homens que não compreenderam que o reino anunciado por Jesus era o esclarecimento do que há muito a lei refletia apenas parcialmente. Por isso, não leram Isaías como a profecia cumprida dias antes, no momento da crucificação.

Cumpre lembrar também, que Felipe, pouco antes da crucificação, ele próprio agiu como o pai e o professor daquele menino, pedindo a Jesus que lhe mostrasse o Eterno, assim como eles pediam à criança, a caligrafia correta, não enxergando o que estava diante de seus olhos.

Por certo que o menino deve aprender a escrever as letras como convém, mas são lições como estas que nos apontam sobre a perda ao se ensinar a essência sem ser capaz de reconhecer a resposta quando diante dela. Assim como Felipe só foi capaz de enxergar o Pai, e consequentemente o reino, depois de perceber a resposta transformadora de Jesus, assim o oficial etíope, tal qual o pai do menino, após compreenderem a clareza que estava efetivamente diante deles.

Queira Deus, aquele professor e os doutores da lei no Templo, possam também ter reconhecido a resposta correta.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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# Por quê? Porque Immanu El.

Por que algumas vezes temos medo de enfrentar situações comparadas ao gigante Golias? Será que não as enfrentamos porque acreditamos a sua estatura e força serem sinais incontestáveis da nossa derrota? Por que, afinal, tememos encarar os avanços com garra, agindo com fé, bondade e justiça, se Deus está conosco?

Uma razão deve ser definitivamente internalizada, sobretudo experimentada: Emanuel (heb.: Immanu El) – Deus está conosco. Se professamos a fé em Deus, sobretudo esclarecidos em o nome de Jesus, não há o que temer. Em outra ocasião, meditávamos nestas linhas sobre o poder da fé, que segundo o Cristo, nos capacita a fazermos coisas maiores que as que ele mesmo fez. Palavras dele.

E qual a conclusão daquela meditação anterior? Uma só: Deus estava em Jesus e Jesus nele. Quem realizava tais coisas era o Eterno. Também palavras do próprio Cristo. Isso traduz perfeitamente o agir que moveu o pequeno Davi. O que foi que ele disse ao gigante? – “Vens a mim com lança, escudo e espada e eu vou a ti e o enfrento em nome do Senhor dos Exércitos, pois Ele próprio te entregará na minha mão”.

Por acaso nos esquecemos também das circunstâncias em que Deus agiu no Egito? Após ouvir os clamores do povo, o Eterno veio a Moisés e lhe disse que o enviaria ao faraó, para que ele tirasse o povo daquela terra. E qual foi a voz do profeta? “Quem sou eu para que vá ao faraó e tire o povo do Egito”? Respondeu-lhe Deus: “Certamente estarei contigo”. E esteve. Por dez vez fez a Sua parte quando o mundo se recusou a dar avanço à Sua vontade na vida do povo.

Se Ele disser – vá e faça – ou ainda, se por meio de seus mandamentos requerer algo para que sejamos transformados e avancemos, crescendo pessoal, profissional ou espiritualmente, alcançando o viver segundo a real essência dos mandamentos, qual seja, amá-lo e também ao próximo, é Ele quem nos capacita para tanto. Pela fé em Deus, avançamos e conquistamos o fruto da Sua vontade. Seja ela qual for, é boa, perfeita e agradável.

Para isso, importa estarmos plenamente nele e Ele em nós, pois é Ele quem faz, atribuindo-nos a força e a fé que não temos. Ele só pede que tenhamos a coragem humana movida pela fé divina. Não há o que temer. Dezenas foram as vezes em que Ele repetiu a expressão – “Não temas! Eu estou contigo”.

Ele está conosco e também onde estiver o gigante que devemos enfrentar. Portanto, se por acaso este mundo de frágeis gigantes apresentar obstáculos, que pareçam nos impedir o avanço rumo à realização da vontade de Deus em nossa vida, saibamos de uma vez por todas: A vitória será maior ainda, pois Deus está conosco!

Sadi – O Peregrino da Palavra

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# Milagres

Na tarde deste sábado teve o início de uma nova série do Programa “Começos” na Nova Semente. Criado e apresentado por Hiran Jacobini, é voltado àqueles que buscam conhecer a Bíblia de maneira profunda. Messias é o primeiro título, e os temas relacionados a ele serão expostos e discutidos ao longo de oito semanas.

Entre os temas debatidos neste sábado, os milagres vieram à tona. Como não poderia deixar de ser, abordamos as situações que ocorreram no passado e as que ocorrem atualmente. Em um determinado momento, alguém perguntou por que, afinal, Deus atende às orações de umas pessoas e de outras não?

Creio que há várias respostas para essas situações. A princípio, importa compreender que qualquer que seja o desfecho, Deus, que é onisciente, agiu em sua sabedoria infinita. O porquê, um dia saberemos. Sem essa confiança nele não há uma experiência real e produtiva com o Eterno.

Nesse momento, para provocar o debate, indaguei o seguinte – Sendo os milagres realizados por Deus, a expressão de Sua vontade, por que então a assertiva: “tua fé te salvou”? Quem não realiza milagres não tem fé suficiente?

Na verdade, em que pese Jesus haver mostrado que a fé daqueles homens era pequena, e a tendo do tamanho de um grão de mostarda seria o bastante para transportarem montanhas, parece-me ser a explicação do Cristo, registrada no evangelho de João, a essência que justifica essas realizações extraordinárias a que chamamos milagres e que ocorrem em relação à nossa fé – “Eu estou no Pai e o Pai está em mim. Somos um. As obras que faço, é Ele quem as realiza”.

Esse é o segredo revelado. A fé verdadeira e poderosa pode ser até mesmo do tamanho de um grão de mostarda, como bem nos ensinam os evangelhos, mas para que a tenhamos, devemos estar em Deus e Ele em nós, como aconteceu com Jesus. E mais, nesse mesmo contexto o Mestre nos disse que se crêssemos nele, faríamos também as obras que ele realizou, e coisas ainda maiores.

Finalizou afirmando que ele faria o que pedíssemos em seu nome, para que o Pai seja glorificado no Filho. Portanto, fica a pergunta: estamos de fato no Pai e Ele em nós, confiando integralmente em Jesus, para que possamos vivenciar os milagres em nossas vidas?

Sadi – O Peregrino da Palavra

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# Amor e interesses

Todos os anos, na época do natal, muito se lê sobre a ocasião ter perdido o seu sentido, pois poucas são as famílias que inclusive se prestam a uma prece em volta da mesa posta, que dirá falarem do que o nascimento de Jesus represente de fato – “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu próprio filho, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Mas preferiram as tradições sociais e os interesses pessoais.

Neste ano, em especial, li alguns textos que discorrem sobre a forma como nos relacionamos com Deus. Alguns deles me chamaram a atenção ao discorrer sobre a oração. Ela, como sabemos, um veículo de comunicação com o Criador. Perfeito. Contudo, quanto dela se volta a uma conversa tão somente, permitindo-se uma relação que descortina nosso próprio eu interior, onde se ocultam os piores sentimentos, sem que haja pedidos repletos de interesses basicamente humanos?

Quando Paulo escreve aos Filipenses, ele afirma – “Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam, em tudo, conhecidas diante de Deus, pela oração e súplica, com ação de graças”.

Não estarmos inquietos diante do que pedimos a Deus equivale a um estado de segurança, pois a fé é sólida e também a intimidade com Deus, afinal, nosso objetivo não está em nada deste mundo. A oração é acompanhada de ações de graças porque você simplesmente se entrega à providência divina, dando ao Criador a direção de sua própria vida. Se houver resposta diversa ao pedido, por certo que saberá haver aí direção e sabedoria de Deus para a sua vida.  E o amará assim mesmo. Do contrário, alguém suportaria vivenciar o que passou Jó?

Estamos acostumados a sermos supridos em nossos desejos, e muitas vezes até mesmo o amor que afirmamos ter por outras pessoas é contaminado por um senso de egocentrismo. Há quem diga que não raras são as pessoas que ao amarem alguém, estejam na verdade buscando satisfazer suas próprias necessidades emocionais e psicológicas. Muitos relacionamentos amorosos estariam ligados a esse fato, sem nem se darem conta disso. Quem pode arriscar dizer a proporção dessa assertiva?

Quer experimentar o amor sob outro ponto de vista? Por exemplo, quando você dá alguma coisa a alguém, você o faz por amar essa pessoa? Daria assim mesmo, se não a amasse? O relacionamento de amor que recebemos de Deus nos ensina a vivermos da mesma forma em todos os aspectos da vida. O que temos para viver é a atitude que se dispõe a dar, sem esperar qualquer receber, ainda que na relação com Deus aprendemos que Ele espera um mínimo de nós, mesmo que repleto por nossas limitações, por isso amparadas por seu espírito. Por isso a necessidade da entrega completa. Por isso caminharmos rumo à vivência plena do amor de Deus.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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Compreendendo a razão

Já imaginou o que se passou na mente e no coração de José depois de o anjo tê-lo visitado em sonho e dito a ele que permanecesse com Maria, pois o menino era fruto do Espírito Santo? O que foi ao seu coração naquelas primeiras horas depois que despertou? Nos primeiros dias, quais eram seus sentimentos enquanto se mostrava obediente?

Teria ele compreendido com naturalidade a razão do que estava acontecendo em sua vida? Eram tempos em que se a mulher aparecesse grávida sem ter se juntado ao marido, por certo seria morta. Contudo, porque compreendia que de Sião viria o redentor que retiraria Jacó da impiedade, escolheu lidar com a situação conforme foi instruído.

Maria, por sua vez, vivenciou algo mais extraordinário ainda, mesmo para um judeu naquela época. Esteve face a face com o anjo e sua interação foi o oposto ao que se espera por reação. De imediato ela não fica perturbada pela experiência sobrenatural em si, mas tão somente com as palavras do anjo Gabriel quando este a saúda dizendo que Deus é com ela, chamando-a por bendita entre as mulheres. Relata o evangelho segundo Lucas, que ela ficou pensando no que poderia significar tal saudação. Ato contínuo questionou-o sobre a gravidez, afinal, não havia ainda conhecido seu marido.

Convenhamos, você está preparado, ou no mínimo espera ter um comportamento como esse diante de um anjo?

A ação de ambos se justifica pelo sentido em como aquele povo tinha em sua mente e espírito toda a história bíblica desde Adão, passando por Abraão e chegando a Moisés e profetas subsequentes. Viviam e respiravam a fé em Deus. Aguardavam o cumprimento das profecias, sobretudo a referente ao Messias. Por isso, Maria, ao final da conversa, responde com naturalidade: “Sou serva do Senhor; que aconteça comigo conforme a tua palavra”. Assim também foi com José. Que se fizesse em sua vida conforme a palavra do mensageiro divino.

Fico me perguntando se reagiríamos da mesma forma, mesmo tendo todo o contexto da obra revelado diante de nossos olhos nas páginas da bíblia, coisa que eles não tinham. Por que algumas vezes não compreendemos as respostas às nossas orações? Em especial se vierem em sentido contrário ao que pedimos? José deve ter orado para ter seu próprio filho com Maria. Ela, igualmente. Mas Deus lhes respondeu à oração de outra forma.

Devemos nos lembrar de que Deus colocou o anseio pela eternidade no coração do homem. José e Maria compreendiam a essência dessas palavras de Salomão, afinal, o clamor de Paulo nos dá uma ideia de como se deixavam guiar naqueles tempos – “Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e inescrutáveis os seus caminhos!”

A eternidade está diante de nós e devemos compreendê-la, nos permitindo transformados e andando pela fé, afinal, aquele subiu aos céus, porque de lá desceu, dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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# Posturas

posturasDias atrás houve uma audiência expressiva durante a edição final do programa Master Chef, sendo maior ainda, dias antes, a repercussão do fato de a ganhadora do concurso ter sofrido com atitudes machistas por parte de seus concorrentes.

Os episódios que reuniram essa falta de gentileza, para dizer o mínimo, foi protagonizado pelos dois outros fortes candidatos que com ela concorriam ao prêmio. O que me chamou a atenção nesse evento não foi propriamente esse fato lamentável, mas a maneira como cada um deles se portou diante da competição.

O mais velho deles, ex-patrão da vencedora do concurso, se mostrou visivelmente alguém com um nível de prepotência bastante destacado, haja vista seu desprezo que desmerecia aquela que havia sido um dia sua funcionária, se dizendo muito superior a ela, tratando-a como desqualificada. O mais novo, não sendo tão grotesco quanto o anterior, também atribuiu a ela inferioridade em relação a ele.

O destaque ficou por conta do comportamento da Deise, a vencedora do concurso. Humilde, relevava o tempo todo as atitudes ofensivas ou marcadas pela dureza da competição, comportando-se de maneira a permanecer concentrada no que estivesse fazendo.

Se ela foi ou não a melhor candidata, porquanto também se tornou polêmico o resultado da competição, o fato é que ela teve um comportamento digno de uma campeã, de alguém que se mostrou preparada, sobretudo para enfrentar de cabeça erguida as intempéries da vida.

E tudo isso, por quê? A resposta está no único fato que o mundo não tem o menor interesse em destacar como exemplo de alguém diferenciado. A exaltação a Deus esteve a todo momento em seus lábios. Ela se mostrou o reflexo do que estava cheio o seu coração. Ao vencer a prova, a palavra “Aleluia” foi pronunciada por diversas vezes, intercaladas por “Glórias a Deus” e “Obrigada, Senhor”.  Cumpre dizer também que em momento algum pisou em seus adversários, mesmo na condição de vencedora daqueles que a humilharam anteriormente.

Muitas são as frases que nos vêm à memória quando nos deparamos com situações como essas. Uma se destaca de imediato: a afirmada pelo Cristo quando disse que “qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado”.

Vencendo ou não as competições nesta vida, em diversas situações importa dizer que não convém nem mesmo competir com quem quer que seja, e se o fizer, que seja apenas consigo mesmo no sentido de calar o orgulho, a arrogância e a vaidade. De outra parte, convém viver pela promessa de vitória que há de se concretizar naquele que será o verdadeiro dia do pódio de nossas vidas: “Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará”.

Sadi – O Peregrino da Palavra

Sady Folch# Posturas
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