Publicações com Davi

O Senhor é… ROCHEDO

Dentro da série de mensagens “O Senhor é” quero me fixar no primeiro adjetivo que Davi dá ao Eterno, ROCHEDO. Segundo as definições mais conhecidas, “rochedo” é uma grande massa de pedra firme, sólida, resistente e inamomível, pode ser escarpada, e, em muitos casos, está próximo ao mar. Como então entender o Eterno como o nosso Rochedo?

Ao escrever o Salmo 18 Davi se recorda da profunda angústia pela qual passara, afirma que estivera à beira da morte e sentia-se cercado de inimigos por todos os lados, mas havia se firmado no Rochedo. Que bela analogia para se utilizar para o Eterno, ROCHEDO!

Provavelmente você já tenha se deparado com um rochedo, quem sabe gastou precioso tempo admirando-o, mas com o ROCHEDO essa não é a melhor atitude, olhar o Eterno e apenas admirá-Lo, pouco ou nada adiantará, em algum momento uma tempestade nos derrubará.

Como nosso ROCHEDO o Eterno nos convida a uma relação mais dinâmica, nos convida a “escalá-Lo”. Quando escala uma montanha um alpinista normalmente enfrenta toda a sorte de problemas, ventos, tempestades, sustos com pequenos escorregões, temor, etc. Da mesma forma podemos passar por coisas do tipo ao buscar o cume do ROCHEDO.

Assim como o alpinista enfrenta problemas durante uma escalada poderemos enfrentar provas durante a subida. O alpinista nunca desiste no meio da escalada, se um problema mais sério surge ou o cansaço é extremo, temporariamente ele interrompe a escalada, mas nada o afasta do rochedo.

Não sei em que ponto você está da subida, pode ser que esteja difícil, mas não desanime, a “vista” no alto compensará qualquer esforço. Acredite, quando chegar lá em cima seu único pensamento será: Valeu a pena subir.

Portanto, não desista de escalar o ROCHEDO da salvação, por mais difícil que seja a escalada e por mais provas que surjam durante a subida, o prêmio final é maravilhoso. Hoje o ROCHEDO lhe dá toda a sorte de segurança e proteção, mas em breve Ele lhe dará a salvação.

Gelson De Almeida Jr.O Senhor é… ROCHEDO
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O Senhor é…

Num momento de profundo desespero Davi recorreu ao Eterno, reconhecendo que apenas Ele poderia ajudá-lo. Sua situação era tão desesperadora que, para explicá-la, utilizou termos tais como: “laços de morte me cercaram”, torrentes de impureza me impuseram terror”, “cadeias infernais me cingiram” e “tramas da morte me surpreenderam”.

Provavelmente você já tenha se sentido completamente abandonado por amigos, só não diria sozinho porque parece que os amigos tinham ido embora, mas os inimigos haviam ficado. Talvez tenha se sentido como Davi, mas, assim como ele sabia, precisa saber que, não importa a situação, existe Alguém com quem poderá contar em todas as situações. Para Davi o Eterno era Rocha, Fortaleza, Libertador, Rochedo, Escudo, Poder e Torre Alta (Salmo 18:2 – NVI).

O que o Eterno é para você? Como você se relaciona com Ele quando se trata de confiança e entrega? Davi inicia sua lista de adjetivos aplicados ao Eterno chamando-O de SENHOR. Apenas quando o colocamos como o Senhor de nossa vida é que poderemos aproveitar o melhor que Ele tem a nos oferecer.

Início hoje uma série de reflexões intituladas “O Senhor é”. Em cada mensagem utilizarei uma das figuras de linguagem utilizadas por Davi para descrever o Eterno e Sua atuação em favor de Seus filhos. Tenha um restante de semana abençoado, sabendo que ao seu lado existe um Deus cujo maior prazer é ajudar Seus filhos.

Gelson De Almeida Jr.O Senhor é…
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Depois do deserto

Você já conhece o Davi poeta, o Davi guerreiro, o Davi devoto e até o Davi pecador, mas já pensou no Davi estadista?

A primeira coisa que ele fez quando foi coroado rei após a morte de Saul, foi tomar Jerusalém, que até então era um reduto jebuseu no meio de Israel. Nessa empreitada, não usou nenhum exército de Israel, mas seu próprio grupo de mercenários que o acompanhara durante todo o período em que, perseguido por Saul, ele vagara pelos desertos de Judá e pela terra dos filisteus. Em Jerusalém Davi fincou sua capital e logo em seguida, depois de consultar os príncipes das doze tribos, trouxe para a mesma Jerusalém a arca da aliança.
A Bíblia relata esses fatos mas não comenta as razões desses atos. É preciso ler o que não está escrito, mas implícito. O fato é que a unidade de Israel era precária. Judá era uma tribo destacada, e seu quinhão isolado ao sul de Canaã não ajudou muito a integrá-la mais. Na política israelita, o fato de supostamente Deus haver ungido a Davi como seu rei não parecia um argumento tão forte para que todos se unissem ao seu redor. Sempre havia um ou outro líder de olho no trono, nem que fosse num trono regional. Expulsando um povo remanescente da conquista cananita e estabelecendo sua capital ali, Davi estava dando uma tacada de mestre, dizendo a Israel que não era o rei dos judeus, mas de Israel inteiro. Fazendo da capital política a religiosa, ele sacramentou essa posição, garantindo a fidelidade de todo Israel.
Na sequência ele se volta contra a principal potência militar da época, que tanto assolara Israel na época dos juízes e de Saul, seus ex-aliados, os filisteus. Suas vitórias sobre eles, agora com o exército completo de Israel, foram tão contundentes que os filisteus logo somem do relato bíblico e histórico, mergulhando na irrelevância. Aquilo permitiu que Davi estabelecesse um projeto de país, e não que ficasse apenas apagando os incêndios e reagindo às provocações de nações vizinhas. Isso inaugurou o período de ouro de Israel.
Ao ler esses primeiros anos do agora rei Davi, só se vê acertos estratégicos e vitórias fantásticas. Mas esse período sucedeu a um logo período, de talvez dez ou doze anos, como fora-da-lei, habitando cavernas, atuando como mercenário, angustiado com a ingratidão e o ódio do rei Saul. Os dias de deserto desembocaram em um rei sábio e corajoso.
Pode parecer masoquismo, mas em lugar de pedir para Deus espantar nossos dias de deserto, a lógica extraída dos exemplos bíblicos nos deveria fazer pedir por eles. Na pior das hipóteses, deveria nos ensinar a confiar em Quem conhece o fim dessa estrada, quem está olhando a paisagem de cima.
Marco Aurélio BrasilDepois do deserto
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No Mundo Tereis Aflições

Pesquisando sinônimos para a palavra “aflição” encontrei  o seguinte: sofrimento intenso, agonia, tristeza pungente, preocupação e inquietação…

Muitos acreditam que o fato de serem cristãos é garantia de um passaporte para a felicidade, a prosperidade, a riqueza, etc. Infelizmente não é assim.

Se isto fosse correto Davi, homem segundo o coração de Deus, teria tido um reinado tranquilo e pacífico, mas, a história mostra que, logo após ser ungido rei em Hebrom, os filisteus juntaram todo o seu exército para prendê-lo (II Samuel 6:17). Esse episódio mostra que podemos estar certos de uma coisa, ao mesmo tempo em que recebemos grandes bênçãos do Pai, recebemos grandes provações do inimigo de nossa alma.

A História está repleta de “grandes homens”, imortalizados por grandes feitos, mas que tiveram seu quinhão de dor e sofrimento. Vejamos alguns exemplos, Beethoven, começou a ficar surdo aos 26 anos de idade; Helen Keller, palestrante, autora e ativista política, era cega e surda; João Bunyan, escreveu “O Peregrino”, quando estava num calabouço. A tribulação também foi marca registrada na vida dos grandes reformadores religiosos como P. Valdo, Savonarola, os Wesley, J. Knox, M. Lutero, entre outros. Acredita-se que o apóstolo Paulo sofria de cegueira, a ponto de ter um secretário para escrever suas cartas.

Enquanto estivermos nesse mundo, onde o pecado e o mal superabundam, a luta e o sofrimento farão parte de nossa vida, mas é através delas que nosso caráter será aperfeiçoado. Cristo nos disse que no mundo teríamos aflições, mas completou dizendo que deveríamos ter bom ânimo, pois Ele havia vencido o mundo e todas as suas provas (João 16:33).

Gelson De Almeida Jr.No Mundo Tereis Aflições
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Davi – Parte II

“Não consigo andar com isto, pois não estou acostumado” (I Samuel 17:39b NVI)


Na quarta feira (11/01) falei do “preparo prévio” que Davi tivera antes de enfrentar Golias. Hoje quero me deter nas armas escolhidas para lutar com o gigante, colocaram sobre ele a melhor armadura disponível, a do rei Saul, ele experimentou, mas desistiu, reclamou que sequer conseguia andar. Com sua funda e pedras ele espantara leões e ursos, para lutar com o gigante não seria diferente. O resultado é muito conhecido, vitória completa.

Davi não precisou se utilizar de todo um aparato sofisticado como a armadura real para sair vitorioso, bastou-lhe as armas simples do dia a dia. Saiu vitorioso não porque possuísse uma pontaria espetacular e uma força incrível para arremessar a pedra, saiu vitorioso porque, confiando no Senhor ele foi à luta e o Senhor o honrou, como sempre faz com cada um daqueles que nEle depositam sua confiança.

Ao longo de sua vida você passará por situações parecidas como as de Davi, “leões”, “ursos” e “gigantes” o assaltarão continuamente, tentando fazer com que desista ou seja vencido. O segredo para a vitória não é ter excelentes armas para combater o inimigo e suas tentações, basta que você confie plenamente no Eterno e combata no Seu poder. “O Senhor que me salvou das garras do leão e do urso me salvará das mãos desse filisteu” (I Samuel 17:37 BV).

As armas do outro são dele para ele lutar suas batalhas, por mais simples que seja, use suas armas, não tema, confie, se entregue nas mãos do Eterno e a vitória virá, não há leão, urso ou gigante que possa derrotar um filho de Deus que se coloque em Suas mãos.

Gelson De Almeida Jr.Davi – Parte II
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Davi – Parte I

Muito se fala de Davi, o maior de todos os reis de Israel, cujo reinado foi de 40 anos, mas não foi por acaso que foi tão poderoso, quase invencível, pois desde a puberdade fora preparado pelo Eterno. Dificilmente, quando falamos de seu confronto com Golias, citamos suas vitórias contra os leões que saíam dos matagais do Jordão ou contra os ursos que saíam das colinas para atacar seu rebanho. Quando uma ovelha era atacada ele saía atrás e a livrava da boca do predador, foi assim que matara um leão e um urso (I Samuel 17:34-36).

Quando se ofereceu para lutar com Golias, disse ao rei Saul que o Senhor que o livrara das garras dos ferozes animais com certeza o livraria das mãos de Golias (I Samuel 17:37).

O ataque do leão preparou-o para o ataque do urso, o ataque do urso preparou-o para o confronto com Golias e o confronto com Golias preparou-o para assumir o trono de Israel. Em cada prova/embate, sem que soubesse, estava sendo preparado para outro confronto/desafio ainda maior. Tudo fazia parte de um bem elaborado plano do Altíssimo, que, do alto de Sua Onipotência, permitia tudo aquilo afim de prepará-lo para uma tarefa muito maior.

Tivesse Davi fugido do leão, não estaria preparado para o urso; tivesse fugido do urso, não estaria preparado para Golias; tivesse fugido de Golias, não estaria preparado para governar Israel. Vale recordar que, ao enfrentar Golias, ele já havia sido ungido como futuro rei, nem por isso fugiu de uma prova, sua confiança no Eterno era inabalável.

Não importa quem você seja, ou o que faça, as provas virão, elas são parte do plano do Eterno para prepara-lo para algo maior, no mínimo a sua salvação. Se Ele permitiu é porque, não apenas sabe o que é melhor para você, mas tem um plano, onde, no final, você será exaltado? O modo como reage a essas provas mostrará até onde você pode chegar.

Gelson De Almeida Jr.Davi – Parte I
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Visão Divina X Visão humana – Parte I

(…) Os homens julgam pela aparência exterior, mas Eu examino os pensamentos e as intenções” I Samuel 16:7 (Bíblia Viva)

Inicio hoje uma série de reflexões comparativas entre o modo divino e o humano de olhar as pessoas, principalmente aquelas que erram ou são motivo de escárnio e desdém na sociedade. Em Zacarias 9:1 lemos que: “(…) os olhos do Senhor estão sobre toda a humanidade”, esta certeza, aliada à de que o Eterno nos olha com Seus olhos de amor, como mostra o texto base desta série, nos dá segurança e nos enche de esperança.

O Senhor enviara o profeta Samuel a Belém afim de ungir como rei o Seu escolhido, em lugar de Saul, que há muito de afastara de Seus caminhos. Lá chegando convida Jessé a participar do sacrifício que faria. Quando chegam Jessé e seus filhos Samuel vê o primogênito, alto, forte, bonito e um oficial do exército, tem certeza que era o escolhido, nesse instante, porém, ouve do Eterno que Seu olhar era diferente do nosso, pois via o interior e não se preocupava com o exterior. Samuel vê então passar um a um os filhos de Jessé e serem rejeitados pelo Eterno, até que lhe trazem o caçula, que estava esquecido no meio das ovelhas. Recebe então a ordem para que o unja rei.

Como o próximo rei de Israel era tão diferente do estereótipo humano! Apesar de ser ruivo, de boa aparência e belos olhos Davi não seria o escolhido das pessoas, era um pastor de ovelhas. Tinha o cheiro do campo e dos animais com os quais lidava o dia todo. Para piorar a situação era o caçula, em uma família de oito filhos homens ele não teria nenhuma chance de liderar nada, mas foi o escolhido do Senhor e, como tal, até hoje é considerado o maior rei que reinou em Israel, pois Ele não vê como o homem.

Nem imagino quem seja você ou pelo que tem passado, mas com certeza já passou por momentos difíceis onde o julgamento humano o colocou em situação de desconforto. Talvez, para alguns, você tenha merecido, mas não se preocupe, não interessa o que digam a seu respeito, ou como o julguem, pois para Aquele que sonda as mentes e o coração (Salmo 7:9) você sempre será o escolhido. Assim como escolheu Davi e o capacitou para a obra que tinha em mente, Ele fará com você. Sorria, você é um escolhido dEle.

Gelson De Almeida Jr.Visão Divina X Visão humana – Parte I
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A Derrota de Davi – Final

“Davi sofria com a doença da criança; em desespero ele pedia a Deus que salvasse o seu filho; ficou sem comer e passava a noite ajoelhado diante do Senhor, em oração”. 2 Samuel 12:16 (Bíblia Viva)


Nas últimas semanas, refletindo sobre o pecado de Davi, vimos os erros que o levaram ao pecado, semana passada vimos um Davi fazendo de tudo para esconder seu pecado. O texto de hoje mostra um homem que logo após ser desmascarado pelo profeta Natã e ouvir a sentença vinda do Altíssimo, tenta barganhar com o Eterno. Quase um ano se passara até a visita do profeta.

Após ter seu pecado revelado e ficar sabendo que não ficaria impune Davi entra em desespero. O castigo lhe parecia duro demais. Deus mostrou que, assim como ele arquitetara a morte de Urias, cujo único “crime” fora o de ser marido da mulher que ele cobiçara, inocentes sofreriam por causa do seu pecado. Quando vê o filho doente, mesmo tendo sido avisado de que era “doença de morte”, Davi novamente tenta resolver as coisas a seu modo. Jejua, passa a noite ajoelhado e ora incessantemente tentado fazer o Eterno mudar de ideia.

Como Davi muitos há que escondem seu pecado até que não lhes seja mais possível ficar nessa situação e, quando descobertos, tentam remediar a situação ou fugir das consequências do seu erro. Esquecem-se da lei da retribuição, onde existe uma colheita para cada semeadura (Gálatas 6:7). Por isso é importante se pensar muito antes de cada passo que se dê para que não seja dado em falso, pois um passo em falso sempre trará consequências negativas para quem o dá e, geralmente, para outros que estão por perto.

A história de Davi mostra que Deus ama o pecador, mas não tolera o pecado de modo algum. O Pai amoroso e misericordioso é também Justo e não pode deixar impune os que erram voluntariamente. No tocante ao pecado Paulo apresenta duas grandes verdades, a primeira é que o preço do pecado é terrível (Romanos 6:23) e a segunda é que graças ao amor do Pai poderemos nos livrar das consequências eternas do pecado (Romanos 5:20). Como um Deus de amor o Eterno sempre amará Seus filhos, por mais pecadores que sejam, mas como um Deus de Justiça não os livrará das consequências do pecado, pelo menos de parte delas. Portanto peça-lhe ajuda e Ele colocará em você o desejo de fazer o que é correto e o habilitará para tal (Filipenses 2:13).

Gelson De Almeida Jr.A Derrota de Davi – Final
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A derrota de Davi – Parte III

“Depois disse Davi a Urias: Desce à tua casa, e lava os teus pés”. II Samuel 11:8 (NIV)


 

Davi não saiu à guerra com o povo de Deus, dormiu enquanto guerreavam e, como não tinha nada para fazer, foi para a cama com a mulher do seu soldado Urias. Agora, estando ela grávida, toma providências para que o caso fique encoberto. Para tanto, sob uma capa de preocupação com o bem estar de seu súdito, manda que Urias vá para casa ver sua mulher. Caso seu plano desse certo, Urias assumiria a paternidade da criança e ele sairia ileso da situação.

Ele queria resolver o problema, mas não acertar contas com o Eterno e com o seu próximo, isto seria o correto, mas o mais difícil, escolheu então o caminho da facilidade, da obscuridade e do engano. Um erro seria encoberto com outro. Era muito mais fácil esconder o pecado que assumir e enfrentar as consequências do mesmo. Tivera meses para se arrepender e resolver o problema, mas seu único desejo era escondê-lo e fugir das consequências. Tão cegado estava que esqueceu que o Eterno tudo vê e que nada Lhe é oculto, pois Seus olhos estão em todo o lugar (Provérbios 15:3).

Assim como Davi, muitos há que não fazem o menor esforço para não pecar e, depois de pecarem, tentam desesperadamente esconder seu erro, acham mais fácil ocultá-lo que acertar as coisas e colocar a vida em ordem. Um dos “ais” do profeta Isaías é justamente contra aqueles que fazem as coisas às escuras, que procuram esconder suas más obras do Senhor (29:15). É interessante que anos mais tarde o filho de Davi afirmou que os que confessam e deixam as suas transgressões alcançam misericórdia, mas os que as encobrem nunca prosperarão (Provérbios 28:13). O mal pode prosperar por um tempo, mas um dia tudo se revela, a verdade aparece e a conta tem que ser paga. O único meio de ter uma consciência tranquila e viver sem sobressaltos é viver à altura do chamado diário que Deus faz a cada um de Seus filhos. Esteja em paz com Deus e estará em paz consigo e com o mundo.

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A derrota de Davi – Parte II

” (…) se levantou e foi para o terraço do palácio real para distrair-se. Olhando para fora, começou a prestar atenção em uma mulher que tomava o seu banho, e que mesmo de longe parecia de uma beleza fora do comum. Então chamou um dos seus auxiliares e mandou indagar quem era aquela mulher.” 2 Samuel 11:2 e 3 (Bíblia Viva)


Semana passada mostrei que o primeiro erro de Davi foi não sair à guerra com o povo de Deus. O povo ainda está em guerra, depois de dormir ele sai para se distrair. Como não tinha o que fazer começou a passear pelo terraço do palácio e viu a mulher que se banhava. Até esse instante os pecados da cobiça, da luxúria e do adultério não o haviam alcançado. Ele tinha duas alternativas, virar as costas  e não pecar ou deter-se ali, olhar a mulher e pecar. A história mostra que fez a escolha errada, mesmo sendo casado mandou indagar quem era a mulher. Nem o fato de ela também ser casada impediu-o de continuar em seu projeto de pecado.

Tivesse ele se afastado do local e não permitisse que o pensamento vagasse solto, a vitória teria sido certa, mas a derrota veio, veio porque dentro dele tudo estava preparado para aquele momento. O espectro do pecado estava completo, faltava apenas a execução e agora surgira o momento, fora atraído e engodado por sua própria concupiscência e esta resultara em pecado (Tiago 1:14 e 15). A derrota de Davi começara muito tempo antes, naquele instante ele apenas colocara em prática o desejo latente que possuía. O “sonho” virou realidade, mas mostrou-se um grande pesadelo.

Como Davi muitos há que erram em deixar que o mal permaneça em sua mente, acham ser inofensivo acalentar pensamentos desse tipo e o resultado é a derrota, muitas vezes fragorosa. Muitos  pensam ser inofensivo se deter diante do pecado, mas a história de Davi está aí para provar o contrário. Cristo nunca caiu em pecado, pois nunca parou diante da tentação nem dialogou com ela. Eis o segredo da vitória sobre a tentação, fugir o mais rápido e para o mais longe possível, mas isso só será conseguido com poder do alto. Não podemos evitar a tentação, mas podemos tomar providências para que ela não nos derrote. Em sua carta aos colossenses Paulo recomenda que busquemos e pensemos nas coisas do alto (3:1 e 2). Apegue-se ao Eterno e à Sua Palavra e a vitória estará garantida.

Gelson De Almeida Jr.A derrota de Davi – Parte II
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