Publicações com Deus

Sentindo Deus

Eu passei por um despertar espiritual muito grande na minha adolescência. O meu interesse por religião, Bíblia e Deus foi muito forte aos meus quinze anos de idade. Não sei exatamente o porquê, mas, nesta idade, passei a sentir de uma maneira muito significativa a presença de Deus em minha vida.

Com o tempo esse sentimento foi diminuindo. Tem vezes que ele chega a desaparecer e outras em que ele volta com toda força. Às vezes sinto que Deus está longe, às vezes perto e às vezes mais ou menos. Mas o que está acontecendo? Cadê todo aquele fogo que eu sentia quando adolescente? Para onde foi toda aquela paixão que eu tinha no início? Por que parece que meu coração passa por esse sobe e desce espiritual?

Uma vez um texto bíblico me acalmou quanto a estes questionamentos. Ele diz: “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo?” [Jeremias 17:9].

O meu problema? Eu sempre medi minha religião pelo sentir. Sempre acreditei que, nas coisas de Deus, tinha que ter uma impressão muito forte no meu coração. Mas a Bíblia, que é um Livro cheio de ensinamentos que fogem do senso comum, mostra que o nosso coração (onde ficam nossos sentimentos) é enganoso, nos prega peças e que não podemos confiar nele. Não há problema nenhum em buscar emoções nas coisas de Deus, mas nossa espiritualidade não pode estar baseada nelas. Nossa única e verdadeira base na vida espiritual deve ser Cristo.

Deus pode despertar sentimentos em nossos corações, mas é preciso saber que eles nem sempre estarão lá. O que fazer, na caminhada cristã, quando nos sentimos desanimados ou longe de Deus? Apenas crer nas promessas de Jesus:

“[] tenham ânimo! Eu venci o mundo”; “[eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos.” [João 16:33; Mateus 28:20].

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Relacionando-se com o Divino

Como se relacionar com Aquele que não se vê? Como amar um Ser que não se toca e nem se abraça? Como caminhar com um Deus que parece estar invisível?

A Bíblia responde:”Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor está aperfeiçoado em nós[…] Se alguém afirmar: ‘Eu amo a Deus’, mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê.” [I João 4:12 e 20]

O próprio Cristo afirmou uma vez: ‘”‘Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram’. Então os justos lhe responderão: ‘Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos como estrangeiro e te acolhemos, ou necessitado de roupas e te vestimos? Quando te vimos enfermo ou preso e fomos te visitar?’ O Rei responderá: ‘Digo-lhes a verdade: O que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram’.” [Mateus 25:35-40]

Deus, todos os dias, da oportunidades para você ter uma experiência real com Ele através das pessoas que estão à sua volta. Ame, faça o bem e conheça este Ser maravilhoso de uma maneira que, talvez, você nunca tenha visto.

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Deus responde orações?

Calma, amigo do blog, sei que esse título parece vir duma grande ressaca do fim de semana…rs. Como cristãos não pensaríamos dessa forma, nem mesmo durante esses anos todos de experiência e caminhada com Deus, o comum é exclamarmos aos quatro ventos que Deus responde às orações.
Apesar de parecer minimalista, talvez a oração seja uma das aéreas da experiência com Deus das mais difíceis de compreendermos. Você já se pegou olhando pra o Cristo em Mateus 6:8 “Não sejam iguais a eles, porque o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de pedirem…oi? Como assim? Porque preciso orar então? Em nossa lógica se Deus já sabe das nossas necessidades e tem o poder suficiente para atendê-las, e ainda somos bastantes disléxicos e esquizofrênicos não conhecendo nossas reais necessidades. A conclusão seria uma procrastinação da vida de oração.
É provável que nossa expectativa em relação a oração seja equivocada e bipolar [sim toh usando uns termos psiquiátricos em virtude dumas leituras aí…rs], voltando a oração, com o clima natalino de fim de ano, agimos como meninos malcriados, pensamos em orar com intenções de barganha: se eu for um bom cristão, Deus me dará a benção. Procuramos a Deus para resolver nossas trapalhadas e atingir nossos planos e sonhos, muitas vezes alinhados com os valores deste mundo. Ao contrário do que muitos pensam, a grande benção da experiência de oração não está nas mudanças extratosféricas que Deus pode realizar. Não! A principal finalidade da atitude de oração, pasmem-se é mudar a nós mesmos. Deus deseja que o busquemos em oração, mesmo que isso até pareça desnecessário, penso que por motivos bem simples: para crescermos em comunhão; para aprendermos a depender e confiar; para termos oportunidade de ser instrumentos dele.
Infelizmente, imersos na geração fast-food, pensamos na oração como um meio mais rápido de alcançar o que queremos. Todavia, Deus deseja que através da oração e da comunhão mais intima com ele, tenhamos nossa principal necessidade atendida: a mudança de nossos paradigmas e valores. Confesso, antigamente eu orava para alcançar coisas, obter felicidade no aqui e agora e para Deus me livrar da dor; agora, servindo a Deus e com Deus, começo a fazer orações mais parecidas com as do Cristo; que meus desejos sejam trocados pelos desejos de Deus.
É exatamente por causa disso que a bondade sem limites e a maravilhosa misericórdia de Deus não permitem que ele atenda a todos pedidos de ganhar na megasena [é tah acumulada né!]. Isso faria de nós filhos mimados e malcriados que recebem tudo que querem na hora que querem…Sim, muitas vezes Esse Deus que não responde orações, não ouve porque não deve ouvir mesmo. Já parou para pensar como fazemos pedidos de Tio Patinhas (Tiago 4:3), insistimos em pedidos que não nos farão nada bem (Salmo 106:15), e ficamos ainda chateados com a demora de Deus que muitas vezes nem nos ouve (Lucas 18). Ainda bem que Deus, esse Deus incrível e extraordinário, que faz coisas improváveis por meio da oração de cada um de nós (Tiago 5:17-18), em seu amor e infinita sabedoria resolve não responder aos nossos pedidos. Diante disso, só podemos dizer: Esse Deus que não responde orações que não devem ser respondidas.

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adaptado texto Luiz Sayão

Adriano VargasDeus responde orações?
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Altruísmo

As vezes penso demais, mas acho que nesta semana exagerei.

Certo dia ouvi minha mãe dizer que, se fosse preciso, morreria em meu lugar. Disse que preferiria perder a vida a viver sem mim. Isso não foi nenhuma novidade. Sei que ela estaria disposta a sofrer tudo o que fosse preciso em meu lugar e sei que eu faria o mesmo. Para mim, pior do que sofrer é vê-la sofrer.

Aí que tá. Se sofrer por quem ama é melhor do que ver a pessoa amada sofrer, o altruísmo verdeiro não estaria em deixar aquele que gosta de você sofrer em seu lugar? Se a dor maior está em ver quem gostamos padecer, deixar a pessoa apegada a nós padecer em nosso lugar não seria melhor para ela? O altruísmo real não estaria em suportar a dor de ver quem você aprecia amargando em seu lugar? (eu disse que havia pensado demais nesta semana)

Ao pensar nessas coisas lembrei de Jesus, que morreu em nosso lugar. Teoricamente, esta minha ideia vai contra o plano da redenção. Mas, ao pesquisar o assunto na Bíblia, encontrei um texto:

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.” [João 3:16]

O Pai também sofreu com Cristo na cruz. Como ambos são Um (João 10:30), podemos concluir que Deus, além de ter morrido e sofrido por nós, também suportou toda uma dor de pai vendo Seu Filho sofrer.  Chega a dar um certo “nó” em nossas cabeças, mas o amor de Deus é isso mesmo: incalculável, impensável, incompreensível, fora da nossa capacidade de entendimento e outros tantos adjetivos a mais.

A cada dia percebo que o amor de Deus é muito mais profundo do que imagino. Já que não é possível compreendê-lo, queria convidá-lo a aceitá-lo junto comigo, pois é a única coisa que podemos fazer.

Que este carinho incondicional possa transbordar nossas vidas a ponto de ser derramado em outras.

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A pior dor do mundo

Já amou alguém sem ser correspondido? Já se apaixonou por uma pessoa que não sentia o mesmo por você? É ruim, não é? Horrível. Não há nada pior do que querer o bem de alguém que não quer o mesmo de você.

Isso acontece não somente no relacionamento entre homem e mulher, mas também entre familiares. Existem pais que amam seus filhos e estes, pelos mais variados motivos (ou sem nenhum), os odeiam e vice-versa. Também pode ocorrer entre avós e netos, irmãos, primos, etc.

A pior dor do mundo é aquela que sentimos quando amamos alguém que não gosta de nós. Por que é a pior dor mundo? Porque esta é a dor que atinge o próprio Deus. Muito mais do que um apaixonado, um pai ou uma mãe sente é o que Deus sente por cada pessoa. Imagine como Ele não deve ficar, qual facada em Seu coração não deve ser, quando não correspondemos a este amor.

Hoje você pode trazer mais alegria para o coração de Deus. Diga a Ele que também O ama. Retribua este amor imensurável fazendo o que Ele pede (seguindo a Bíblia). Este Ser maravilhoso, que nos deu a vida e nos salvou do pecado, merece toda nossa afeição.

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#vida no campo

É agitável morar no campo…pensei que não diria isso, mas sempre está acontecendo alguma coisa aqui. Por exemplo, enquanto estou sentado aqui no iPad, escrevendo, tudo é silencio, a noite esta escura e no céu muitas estrelas e um pássaro corta o céu ainda cantando.
Olha pela janela e fica só escutando, os sons do campo, do outro lado da rua. Grilos, um cachorro teimoso, pássaros e um vento silencioso.
E tudo acontecendo numa noite de luar, as o sol mal se pôs no horizonte e ainda é claro. Os pássaros começaram cedo esta noite, penso. Por que será? Ainda há muitos segredos a serem descoberto nesta minha vida no campo…
Em meus primeiros anos seis anos de vida, antes de ter mais um irmão, sempre íamos para o campo na casa de meus tios, até não havia passado pelas experiências que ocorrem naturalmente na vida rural, mas havia visto animais na televisão, claro!
Anos depois, volto para o campo! Mas vejam, tomemos por exemplo o gato. Antes o que conhecia do luar, dos pássaros, do silencio estavam baseados em gravuras, em programas da National Geografic. Hoje, olha pela janela e vejo animais que nem sei o nome, ouço sons que nem posso descrever, afinal esse silencio do campo é indescritivo, mesmo. E chama minha esposa, e pergunto: “Amor, olhe! que bicho é esse?”.
Mesmo que tudo pareça igual aos lugares rurais que vivi na infância, ou assisti zapiando na tv, e presença de pássaro a meia noite no meu pátio, aqui isso é normal…
Pensando nisso, vejo que seria maravilhoso se sempre tivéssemos o senso de admiração e aventura que surge quando se vê alguma coisa selvagem e rural pela primeira vez. Os animais aqui em casa estão se regozijando nessa noite. Obrigado, Senhor por me dar essas aventuras…
“Ruja o mar e todas as criaturas que nele vivem. Alegrem-se os campos e tudo o que há neles.”
I Crônicas 16:32

Adriano Vargas#vida no campo
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#aglomerados

Sei que depois de tantas informações e sensacionalismo dos meios de comunicação, sei que você já está cansado de ouvir essa historia. Mas como, não falar de uma tragédia desta proporção. “Agromerados”, foi o nome da festa realizada na boate Kiss. O evento era de acadêmicos dos cursos de Agronomia, Medicina Veterinária, Tecnologia de Alimentos, Zootecnia, Tecnologia em Agronegócio e Pedagogia.

Em momentos como o da madrugada de sábado, em Santa Maria, as redes sociais revelam o melhor e o pior não apenas do ser humano, mas do uso dessa tecnologia que aproxima pessoas e possibilita troca de informações em tempo real de e para qualquer lugar do mundo. Como em qualquer espaço público, há nas redes pessoas todo tipo de informação vinda de teclados de diversas espécies de seres humanos, se é que posso chamar de humanos?

Enfim, além dessa tragédia ceifar a vida de mais de duzentos jovens em pleno vigor da vida, o que me deixou estarrecido foi o uso das redes sociais. Na mesma velocidade com que pessoas próximas e distantes da tragédia, anônimos e famosos, manifestavam solidariedade, usuários de Twitter e Facebook eram surpreendidos por revoltantes manifestações de humor negro, demoníacas insinuações de conotação religiosa pelo fato dessa tragédia ter acontecido em um local de diversão, além de análises apressadas pedindo linchamento indiscriminado antes mesmo de se saber exatamente de quem.

Nessas horas, quando a reação não é mediada pela reflexão ou pelo bom senso, é possível agir no mundo virtual com a falta de caráter que a relação presencial eventualmente ajuda a disfarçar, podemos ser e dizer o que quisermos. Reações impensadas desse tipo acabam ofendendo não apenas as vítimas e suas famílias, mas a todos nós que usamos as redes sociais como uma segunda sala de estar das nossas casas – e que vimos esta sala coberta de dor e consternação nas últimas horas.

Por outro lado, as redes serviram para que se multiplicassem os pedidos de reforços de profissionais para atender os sobreviventes e suas famílias e para disseminar informações de utilidade pública, como pedidos de doação de sangue. Possibilitaram ainda o espaço ideal para o imenso luto coletivo que tomou conta não apenas do Estado, mas do mundo todo.

Nessa situação se puder ajudar ajude, com doações ou orações. E fica o alerta use este meio, as redes sociais, pra fruir amor e graça, que cada post seja uma oportunidade de propagar paz, alegria, perdão, esperança e uma experiência com Deus. As redes são o que quisermos fazer delas – e com certeza tem mais gente usando para o bem do que para o mal. Só uma experiência real, pode transcender para o virtual de forma real. #pensenisso

Adriano Vargas#aglomerados
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#equilíbrio

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Já arrebentei minha cabeça em uma ladeira de nada. Tomei rasteira. Derrapei de bicicleta no paralelepípedo completamente seco em meu bairro. E olha que sou um trintão viciado em volei, corro e adoro pipoca – um bom rapaz, rs. Sério.

Por anos ignorei o mistério do equilíbrio, sim equilíbrio. Para mim, essa era aptidão inata – alguns a têm, outros não. Ledo engano. Você pode treinar para adquirir equilíbrio, assim como faz pra ter força, potência e resistência. Não é algo incrível? Ainda mais fazendo as devidas relações com equilíbrio na vida emocional, social e espiritual….

Ficou claro o quanto era ruim nesse quesito quando tentei patinar, só tentei. Antes dos dez minutos deslizando, um amigo me disse: “Cara, pode soltar a minha mão? Além de ser estranho a cena, você esta fazendo eu perder o equilíbrio”. Ele não caiu nenhuma vez em toda hora seguinte. Mas eu, sem a mão amiga para me estabilizar, beijei o chão meia dúzia de vezes, e percebi que não nasci pra isso.

Como sofri muitas vez por causa dessa lacuna, a falta de equilíbrio, comecei a aprender mais sobre o assunto. Descobri que sinceramente o estado de estabilidade pode ajudar a levantar mais peso, executar treinos mais produtivos e praticar qualquer esporte com mais agilidade sem correr o risco de sofrer lesões. E a frase: “um corpo instável é um corpo mais fraco”, sempre me assustou, ainda mais pensando na vida. Então como ter equilíbrio?

Sempre vejo a bíblia como uma grande referencia nesses momentos. Leia: “Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas. Ponham em prática tudo o que vocês aprenderam, receberam, ouviram e viram em mim. E o Deus da paz estará com vocês.” (Filipenses 4:8, 9 NVI).

Não estaria aqui relatados pontos de equilíbrio? Dicas para ter equilíbrio num momento de tantos terremotos? Espero que como eu você também busque aprender mais como ter equilíbrio, praticar um esporte, se alimentar melhor, mas sobre tudo ter uma experiência real com Deus.

Sim, Deus o único que pode nos dar equilíbrio.

Adriano Vargas#equilíbrio
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#Feliz Ano Novo

Já reparou como é bom dizer “o ano passado”? É como quem já tivesse atravessado um rio, deixando tudo na outra margem… Mas no ano passado, afinal faltam poucas horas, recebi um mail duma revista de musculação que sou assinante (mesmo sem estar malhando, mas na segunda feira começo), enfim, o tal mail anunciava como seria comemorado nos diversos países da Europa a chegada do Ano Novo, informando o seguinte, que bem merece um parágrafo à parte:

“Na Itália, quando soarem os sinos à meia-noite, todo mundo atirará pelas janelas as panelas velhas e os vasos rachados”.

Ótimo! O meu ímpeto, modesto mas sincero, foi atirar-me eu próprio pela janela, tendo apenas no bolso, um bilhete de explicação para as autoridades, familiares e pra vocês, minha imaginação é fértil. Calma, pensei que seria levar muito longe uma simples metáfora, aliás praticamente irrealizável, porque moro numa casa de um piso só, em que o lugar mais alto seja talvez se me jogasse do guarda roupas abaixo.

Atirei-me, pois, metaforicamente, pela janela do tricentésimo-sexagésimo-quinto andar do ano passado… Morri? Não. Ressuscitei.

Que isto da passagem de um ano para outro é um corriqueiro fenômeno de morte e ressurreição – morte do ano velho e sua ressurreição como ano novo, morte da nossa vida velha para uma vida nova que quero viver ao lado de meu Criador e Senhor, novo ano, nova vida…

Mais um ano passou… é… passou rápido!! Posso parar e examinar o que aconteceu nesses últimos 365 dias, mas eu prefiro não pensar nisso… o que devemos fazer é olhar os próximos dias, e apenas visualizar o que queremos que esteja reservado para nós dentro de cada um deles…
É assim que um ano feliz é feito: de esperanças…afinal estamos aprendendo a esperar um “novo céu e nova terra.”

Ah! Lembram faço aniversário em outubro, e quando alguém, em setembro, pergunta quantos anos tenho, já respondo com a idade nova. Não sei até quando terei essa coragem de me envelhecer antes da hora, mas, por enquanto, ainda arredondo pra cima…por isso costumo dizer que tenho 3.1. Com o ano novo, é a mesma coisa. Já estou em 2013 faz uns 19 dias. Coloquei-o em total vigência, é um ano em curso, mergulhei de cabeça nele. 2012 já era, já deu o que tinha que dar. Aliás, foi bom pra você?

Poucas pessoas viveram grandes feitos, grandes viagens ou grandes paixões. A maioria viveu o que podia ter vivido. Foi ao cinema e adorou (ou odiou) BatmanReturnes . Leu alguns livros. Curtiu alguns churrascos. Passou uns finais de semana fora da cidade. Reclamou da falta de dinheiro. Brigou com pais e irmãos. Fez as pazes com pais e irmãos. E depois brigou de novo. Esperou em filas. Assistiu a pelo menos um show. Achou a Adriana Esteves boa atriz em Avenida Brasil. Reclamou muito do frio. Bebeu demais. Pensou em casar. Pensou em descasar. Pensou em ter um cachorro.

“Ano da virada” é apenas força de expressão e titulo do programa da Globo. A maioria de nós viveu um ano semelhante aos outros anos, salvo aqueles que foram colhidos por uma fatalidade – já não é fatalidade suficiente estar vivo?

Eu tive um ano muito bom e muito parecido com outros anos bons, inclusive nas partes ruins. Ainda assim, o melhor de chegar aqui, na saideira, é olhar para trás e concluir que o aconteceu de mais diferente foi eu mesmo. Entrei de um jeito em 2012 e estou saindo outro, mesmo que eu pouco perceba essa alteração. Quando olho para o meu passado, encontro um homem bem parecido comigo – por acaso, eu mesmo – porém esse homem sabia menos, conhecia menos lugares, menos emoções. Ora, por mais legal que a gente tenha sido, sempre fomos mais pobres em relação ao presente – e não estou falando de dinheiro, mas de vivência. Involuir é muito trabalhoso, exige que rejeitemos todos os aprendizados: quem faria essa maldade consigo mesmo? Evoluir é que está na ordem natural das coisas.

Portanto, tenho certeza de que em 2013 eu verei alguns filmes, assistirei pelo menos a um show, lerei alguns livros, sairei da cidade uns finais de semana, irei bater ótimos papos com amigos, terei uns arranca-rabos com minha esposa e com minha família também, até talvez com a sua e depois voltarei às boas, perderei tempo em filas e reclamarei do frio. E mesmo sendo mais um ano como tantos outros – no caso de nenhuma fatalidade ocorrer – , sairei de 2013 melhor do que estou entrando, simplesmente porque é impossível desprezar conhecimentos, conversas, sensações – tudo o que parece repetitivo, mas que nos dá uma cancha necessária pra seguir adiante e viver melhor.

Então, FELIZ VOCÊ NOVO, mesmo que pareça igualzinho…a qualquer outro…

Adriano Vargas#Feliz Ano Novo
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#Natal e o propósito da vida

Acordei, hoje e percebi que é Natal. Impregnado da sensação de que a saga humana tem um andar de cima. E um andar de baixo. Pensei, nesse 2012, e qualquer pessoa que se sinta à vontade neste mundo, tal como se apresenta agora, não o percebeu adequadamente. Quem convive passivamente com as causas aparentemente aleatórias que distinguem felizes de infelizes, no mínimo ainda não teve coragem de levantar a cortina para ver o que se passa do outro lado do mundo visível.

Sempre desconfiei que, por trás da trama humana no mundo visível, há fatores determinantes no mundo invisível. “Crescer e multiplicar” não resume satisfatoriamente a razão pela qual existo. Considero até blasfemo aquele que chama de vida apenas a sucessão de atividades inerentes à sobrevivência: comer, beber, dormir, procriar, trabalhar e ter prazer eventual (digo isso mesmo com essa resseca pós-ceia)….

O mundo cor–de–rosa não durou muito este ano, né!!! Já nos primeiros dias, convivemos com as mais diversas histórias de mazelas pessoais e familiares. E acreditar em Papai Noel, no fim do ano, fica cada vez mais difícil. Mas o evangelho de Cristo não é baseado numa fantasia, o cristianismo fala de outro lugar, de outro estado de ser, de outra possibilidade de relação com Deus, o Criador amoroso que não desistiu de sua criação.

Hoje entendo quando Deus me olha nos olhos e sussurra repetidas vezes: “Com amor eterno eu te amei… com benignidade te atraí” (Jeremias 31:3, ARA). Esse amor eterno é a única explicação para que eu tenha sido preservado em meio a tantas idas e vindas. Minha peregrinação teve início na eternidade. Desde então, quando oficializei minha entrada nos horizontes do corpo místico de Cristo, passei a ser acompanhado por uma nuvem do céu: anjos, amigos, mentores e irmãos. Uma nuvem do céu que, depois de longa caminhada e de muita poeira nos pés e na alma, fez–me assentar à mesa em família na noite passada com minha mulher e meus amigos – a ante–sala do céu, o paraíso numa Terra marcada pelo caos.

As perguntas que sempre povoaram meus recônditos mais íntimos encontraram calmaria em Cristo, o verdadeiro NATAL. Com Cristo aprendi que viver é peregrinar. Uma peregrinação visível cheia de interações invisíveis. Viver é transitar entre um lugar e outro, um estado de ser e outro, uma condição humana e outra, um mundo e outro. E foi por isso, quem sabe, não me adaptei até hoje. Pois continuo peregrino. Não sinto que cheguei. Nossa vida é uma história de estar a caminho, e justamente assim, ou por isso mesmo, enxergo a experiência espiritual como uma peregrinação. Vejo a existência humana como uma peregrinação rumo às verdadeiras dimensões da vida. Uma peregrinação em companhia de pares que nos são acrescentados ao longo da trilha. Ninguém peregrina sozinho. Caminha, inclusive, ao lado de companheiros invisíveis aos olhos humanos. Quanto maior a capacidade de discernir e de escolher companhias, maior a possibilidade de êxito do peregrino.

O cristão é um peregrino que caminha em comunhão. O cristianismo é a trilha da intimidade com Deus e com o próximo. Cristianismo é conexão, é viver uma experiência real. A vida faz sentido quando conseguimos extrair o sentido de cada momento, cada NATAL, cada dia. O sentido da vida está em viver. Mas não um viver qualquer. Um viver qualquer é mera existência, suceder de dias. Há um jeito de viver, e esse jeito de viver está embutido em cada ser humano. Assim, espero encontrar a felicidade ali e além, mas também aqui e agora…#FelizNatal

Adriano Vargas#Natal e o propósito da vida
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