Publicações com Deus

#Adeus, mamãe…

“Não foi porque ela não quis mais, nem porque ela desistiu… Ela nunca desistiu de nada! “É que dentro de cada um de nós tem uma velinha acesa, e hoje Deus assoprou a velinha dela”, disse o seu médico.

3h da manhã, meu pai, “Lu, a mamãe não está bem. Ela está estranha”. Me levantei, suas mãozinhas estavam geladas, suas pernas, ela não abria os olhos. Chamamos o Samu e a enfermeira confirmou o nosso medo, a nossa expectativa, o momento que sabíamos que ia chegar, mas que verdadeiramente nunca esperamos que chegasse.

A velinha da mamãe se apagou.

Amanheceu, um dia lindo de domingo ensolarado. Deus nos dá presentes lindos até nos momentos mais difíceis. A dor parece algo que não vamos conseguir suportar. Mas Ele está ali. E ela continua ali.
Na nossa memória. O que ela deixou, foram só coisas boas. As dificuldades e os momentos ruins que vivemos deixam de existir, dando lugar a tudo o que ela nos ensinou.
Houve alguém tão especial como ela? Sim, meu pai. Mas este é outro capítulo, importantíssimo, mas outro capítulo da história. Hoje este capítulo é dela. Ela sorriu, chorou, ajudou, ensinou, acolheu, se desdobrou por ela mesma e por todos. Passeou, dançou, amou, festejou, foi amiga e confidente de tanta gente. Ela viveu. No sentido mais profundou da palavra. Ela viveu.
Ela ensinou com tudo o que tinha: paciência, resignação, dignidade, persistência, insistência, sabedoria. Sonhadora, amante da vida, uma mulher realizada pelo trabalho que fazia, pela família que edificara, pelo casamento que construíra.Nunca deixou de ser ela mesma. Às vezes tentava falar e não conseguia. Segurava tudo pelo bem de seu lar, pelo bem de seus relacionamentos, isso era o mais importante. Se calava. Silenciava. Às vezes chorava. Mas sempre, sempre, sempre sorria.Suas mãos fizeram verdadeira arquitetura nas roupas. Não era só uma costureira. Era modista. Era estilista. Noivas e madrinhas, senhoras e meninas, moças e crianças, homens e mulheres. Todos desfrutaram do trabalho amoroso de suas mãos. Todos desfrutaram, pouco que tenha sido, de sua companhia amiga e fiel.

O dia inteiro foi regado pelos raios de um sol forte e pelo calor. Mas no momento final, o céu chorou com a gente. A chuva trouxe o alívio pra sua dor, o alívio pra nossa dor. A despedida.

Minha mãezinha deixou sua marca em mim, no meu pai, no meu irmão, em suas irmãs, em seus irmãos, e em todos que um dia passaram diante dos seus olhos. Sua presença permanece através das histórias de amizade e solidariedade que permearam toda a sua vida. Permanece através das atitudes que repetimos, porque aprendemos serem boas.

Não existem super-heróis com poderes especiais. Mas existem pessoas especiais que são heróis e heroínas. Nessa história, meu pai é o herói, e minha mãe, a heroína.

Adeus, mamãe”.

Texto de Luciana Tavares em homenagem a Sueli Tavares, sua mãezinha…

“Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.” Apocalipse 24:4

Adriano Vargas#Adeus, mamãe…
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#VivaMelhor na Medida Certa

20121022-141328.jpg Pode notar. Estudo vai, estudo vem, e muitos dos mitos sobre a saúde do homem acabam sob suspeita. Um deles, no entanto, mostra-se inabalável: viver e ser gordo faz mal (Ronaldo, o fenômeno que o diga). Não importa o que dizem os defensores dos velhos padrões da masculinidade, os brucutus que temem parecer menos machos – “limar pneus seria o suprassumo da vaidade”; ataque a um só tempo contra supostas futilidade e feminilidade do comportamento masculino. Carregar pneus, você sabe, detona esse movimento reacionário: é só um caminho pra você seduzir menos mulheres, ter mais dor nas costas, morrer mais cedo, sabotar sua carreira, se divertir menos e reclamar mais, além de influenciar sua vida espiritual. #prontofalei

A gordura no homem se concentra principalmente no abdome, diferentemente do que ocorre nas mulheres – nelas, a tendência é se espalhar pelo corpo todo. É do centro do nosso shape que a banha parte para entrar na corrente sangüínea e entupir artérias e sobrecarregar o coração. Ali, bem no meio do nosso corpo, ela se projeta em uma próspera barriga, que faz nossa coluna curvar e escancara nossa falta de informação, nossa rebeldia imatura, nossa fantasia de libertação masculina extemporânea, nosso pouco caso com nós mesmos. Jamais um estilo de vida inteligente.

Há quem queira parecer inteligente dizendo que comer o que der na telha é uma espécie de manifesto contra o autocontrole – velho fantasma da filosofia e da psicanálise acusado de nos levar ao mundo da privação (leia-se neurose). Esse engano ” gastrofilosófico” expressa bem nossa dificuldade genética de sair da zona do conforto, nossa vocação natural para a preguiça, física, intelectual e principalmente da espiritual. É aí que mora o perigo, não só do barrigão, mas da mornidão espiritual. Fomos levados a crer que somos leões, os reis do pedaço, que esperam as presas sentados, que aguardam outros (no caso outras, as fêmeas) trazerem o rango, construídos divinamente com músculos e sabedoria, quase deus, sim quase…

E aí, comer de forma equilibrada e controlar o peso com atividade física tornam itens de sobrevivência fundamental, assim como comer o alimento espiritual, exercitar a fé e desenvolver os músculos da espiritualidade ao testemunhar aos que estão ao nosso redor.

A Comunidade Nova Semente pode torná-lo um rei leão de fato, um animal mais anormal, elegante, amoroso, energético, flexível, humilde, ágil, saudável, perdoador, enfim um discípulo…e liberto da cantilena brucutu dos que adoram viver no passado inertes a mudança intelectual, profissional, social ou espiritual…grgrgrgr!!!

Adriano Vargas#VivaMelhor na Medida Certa
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Um botão

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Muitas cidades deste vasto Brasil dispõem daqueles semáforos com botões que, apertados pelos pedestres, prometem lhes proporcionar a vez de atravessar a rua. O nome cientifico do equipamento é “botoeira”, segundo se lê nos textos dos órgãos de trânsito (onde achei tal esquisitice).

Há pessoas que não acreditam neles. Seriam tão eficazes quanto uma caixa de papelão riscada com carvão, com o dizer: quero atravessar a rua! Há razões para isso… Não poucas vezes aperta-se o botão e nada. Os mais afoitos então apertam e reapertam, seguidamente, como se quisessem despertar o duende lá dentro que fará o mecanismo funcionar. Também ocorre de o pedestre aproximar o dedo e não encontrar o botão. Por desgaste ou vandalismo foi tirado de onde deveria estar, do que resta é um buraco, qual desgraçado olho vazado. Na cidade de São Paulo, minha morada nos fins de semana, já percebi que há vários nessa situação. Quando serão concertados? É melhor esquecer. A cultura do conserto e da manutenção é alheia ao modo de ser do brasileiro.

Continuando meu passeio pelas ruas de São Paulo… o que é verdade para as botoeiras será também para as calçadas, com buracos, afundamentos, calombos, corrosões e outras irregularidades que vierem a se instalar nessa selva de pedras. E quanto aos buracos no meio da rua? São velhos conhecidos, indissociáveis da paisagem nas grandes cidades. Em alguns, tão profundos que capazes de ocasionar graves acidentes, almas caridosas fincam pedaços de pau para alertar os motoristas, ou os cobrem com pedra. Tal qual nas pobres botoeiras sem botão ou nos buracos miseravelmente mal tapados, também nas pontes e nos viadutos, nos hospitais e nas escolas, a falta de fiscalização e a falta de manutenção os males do Brasil são…daí que depois de observar toda esta situação do paulistano, percebi que esta é também a situação de muitos cristãos…vivem com botoeiras da fé que não funcionam, com buracos em seus corações, corroídos por culpa, medo, ressentimento, dor. E fiscalizar e fazer boa manutenção da vida cristã, também parece um hábito não conhecido pelos ditos cristão de hoje…

Quantas vezes estes, pra não dizer nós, colocamos a culpa no governo? (Se ele diminuísse os impostos, cumprisse o que promete e consertasse tudo isso, eu estaria melhor). Quantas vezes colocamos a culpa em nossa família, em nossos amigos, em nosso trabalho por falhas, por buracos e sujeiras na estrada da nossa vida? É, mas a mudança real é algo que acontece dentro de nós. Podemos alterar coisas durante um ou dois dias com dinheiro e sistemas, numa operação tapa buracos, mas a questão está lá, e sempre estará lá, na questão do coração…

A limpeza não é uma promessa para o futuro, mas uma realidade no presente. Deixe que um pouco de poeira caia sobre a alma do santo, e ela será varrida. Deixe que um pouco de terra suja caia sobre o coração do filho de Deus, e toda a sujeira será varrida… nosso Salvador se ajoelha e olha sobre os atos mais sombrios da nossa vida, os buracos mais imundos. Mas, em vez de retroceder com horror, ele nos estende a mão gentilmente e diz : “Posso limpar isso se você quiser.”

“E o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.”1 João 1:7

Adriano VargasUm botão
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#aprendendo

Quando somos maltratados, nossa resposta animal é partir para a caça. Instintivamente, dobramos nossos punhos. Partir para a desforra é natural.

O que, por acaso, é exatamente o problema. A vingança é natural, não espiritual.

Partir para a desforra é a lei da selva de pedra. Distribuir a graça e o perdão é a lei do reino…

Perdoar alguém é admitir nossos limites. Só recebemos uma peça do quebra-cabeça da vida. Somente Deus tem a tampa da caixa.

Da próxima vez que você vir uma pessoa ou pensar em alguém que o deixou triste, olhe duas vezes. Enquanto olhar para o rosto da pessoa, olhe também para o rosto dele – o rosto daquele que o perdoou.

Olhe para os olhos do Rei que chorou quando você pediu perdão.

Olhe no rosto do Pai que deu graça quando ninguém mais queria lhe dar uma chance…

E então, porque Deus o perdoou mais do que você precisou perdoar os outros, libere o seu inimigo e a você mesmo, mesmo que seja difícil…

“Ensina-me o teu caminho, SENHOR, para que eu ande na tua verdade.” Salmo 86:11

Adriano Vargas#aprendendo
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#vamos pescar?

“Esforçando-nos a noite inteira e não pegamos nada. ”   Lucas 5:5

O que você tem procurado pescar?…Você sabe o que é passar uma noite em claro sem pegar peixe algum? Claro que sabe…

Fé? “Eu quero acreditar, mas…” sempre tem um mas….

Cura? “Estou doente há muito tempo.”

Um casamento feliz? “Por mais que eu me esforce…”
Você se sentou no mesmo lugar que este homem, um pescador chamado Pedro.
E agora Jesus está pedindo a você que vá pescar.

Ele sabe que suas redes estão vazias…

Ele sabe que seu coração está esgotado…

Mas mesmo assim Ele insiste: “Não é tarde demais para tentar outra vez.”

Adriano Vargas#vamos pescar?
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#O novo dilema de Shakespeare

Existe uma provável releitura do mais famoso dilema shakespeariano no século 21. O ser ou não ser  de Hamlet ficou no passado. Aparecer ou desaparecer, eis a questão.

Não só vivemos numa sociedade que cria em série celebridades, mas por que o ambiente que potencializou tudo isso foi a internet. Nela, na nuvem, os dois extremos viraram a fama e anonimato. Ao mesmo tempo em que a web gera celebridades numa velocidade nunca vista antes, expõe informações que a gente num sempre quer ver por aí – e não necessariamente controla. E as coisas saíram da nuvem para terra, do mundo  cibernético para o mundo real.

A fama no caso, está longe de ser apenas sinônimo de celebridade no sentido mais artístico ou intelectual, ou mesmo descartável da coisa. É algo que também pode se reverter em ganhos para sua carreira ou próposito de vida. E o conceito de reputação e caráter se perderam no meio do caminho, claro né…

Li um artigo do Nicholas Carr, um dos pensadores da tecnologia mais polêmicos, que dizia “o Google nos deixou bobos e agora estamos nos tornando superficiais, por culpa das redes sociais”. A questão ontológica de “ser ou não ser”  se mescla com “aparecer ou desaparecer”, em todos níveis sociais e relacionais da nossa vida pós moderna.

Estamos numa busca desenfreada pelo holofotes, pelos aplausos no fim de nosso showzinho. o YouTube, o Twitter e os blogs vem criando celebridades instantâneas na web. E nem refletimos sobre esta exposição toda… A palavra fama nunca esteve tão ao alcance de cada um de nós – ao mesmo tempo em que o anonimato se torna um conceito cada vez mais distante. Aquele videozinho caseiro e amador que era mostrado apenas aos amigos em casa ganhou projeção no YouTube. As opiniões polêmicas do fim de sábado agora estampam blogs e perfis no Twitter e Facebook. Conseguir se destacar e aparecer pode ser garantia de sucesso pessoal e até financeiro. Ao mesmo tempo em que nos expomos mais, nossos dados ficam mais vulneráveis também e crimes virtuais já crescem mais que os comuns roubos de galinha.

A fama, que no passado estava ligada ao reconhecimento público do domínio de um tema ou a feitos extraordinários, agora está mais acessível – e também banal. Os heróis desempenhavam o papel de ser exemplos, eram reconhecidos por seus feitos. Hoje as celebridades são ídolos do consumismo. Importa mais saber que alguém é famoso e menos por que é famoso.

Mas antes que você se canse de ler, por tanta informação e pense:  o que tudo isso tem haver com minha experiência com Deus? 
Aqui, no relato bíblico, ‘ser ou não ser” é mais que ser famoso, ser maioria. É também ter uma missão, é ser remanescente, é ouvir e não ouvir qualquer coisa ou de qualquer jeito. Sei que ouvimos a Deus, claro, ouvimos o que ele tem a nos dizer desde que seja na hora, do jeito e sobre o assunto que nós queremos. Do contrario dou um unfollow, fico invisível ou simplesmente ignoro a mensagem divina.Mesmo que a internet tenha espalhado a idéia de que não precisamos ser nada de mais para termos um palanque, seguidores ou “amigos” e sermos populares. Não precisando estudar e nem sequer se esforçar para ter algo importante a falar e deixar registrado para as próximas gerações. Na Bíblia, nossa regra de fé, vemos outros princípios.

A verdadeira liberdade não está no mero falar ou ouvir, aparecer ou desaparecer, mas no que se pode falar e ouvir ou quem deve aparecer e desaparecer. É por isso que amigo não é aquele que compõe numero na rede social, mas com quem nos relacionar de verdade.

“Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos.” Marcos 10:45

 

Adriano Vargas#O novo dilema de Shakespeare
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#não jogo mais bola*

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É tempo de Olimpíada, a maior festa esportiva do mundo, única época em que só se fala de esporte no país, não? (Hahaha, faz-me rir.) Faz parte da vida de milhões de brasileiros a conversa cotidiana sobre bate-bola, os lances da rodada, as melhores jogadas, corridas, sacadas, os mártires e heróis dos gramados, das quadras, das ruas, enfim. A suposta burrice dos técnicos, a genialidades dos craques, a esperteza dos canais de TV em transmitir tudo isso ao vivo (estou falando daquele canal da TV aberta, rssr), tudo isso engrossa o caldo cultural brasileiro. Repare: no elevador do prédio, na padaria da esquina, no táxi, na sala de jantar. A conversa sobre esporte individual ou coletivo, futebol ou vôlei, corrida ou tênis, natação ou esgrima, tudo isso molda nossas relações cotidianas, tempera nossa sociabilidade, dá graça ao ramerrão da nossa segunda feira.

Uma das mais simples coisas incríveis da vida é praticar esportes. Este era um dos maiores prazeres da minha vida na minha infância. Eu não andava na rua, eu corria. Gostava de escalar muros, cercas, árvores, jogar bola na rua na chuva. Preferia (ainda prefiro!) subir escada – pulando os degraus de dois em dois – a esperar pelo elevador. Jogos com bola, então, eram a razão da minha existência. Treinava vôlei no colégio e no clube. Jogava vôlei na rua com fio amarrado de uma arvore a outra e até não enxergar mais a bola. Na minha rua o esporte oficial era taco ou bets (dependendo da região tupiniquin). Calor, frio , garoa, topada no dedão, dor de garganta, cansaço – nada disso era razão para parar. Um dia me dei conta de que era isso mesmo que eu queria fazer da vida. Se eu saía da cama mais feliz quando tinha aula de Educação Física, por que não viver disso? Assim escolhi, entre várias coisas que queria estudar, que essa era minha escolha no vestibular. Eu terminaria o colegial com 17 anos. Com 20 já poderia ser profissional da área que eu “amava”.

Mas na metade do terceiro colegial, conheci a mensagem da cruz e Jesus Cristo deu razão para minha vida. E decidi servi-lo e levar sua mensagem a outros. Pensei comigo: “Você não precisa entrar na faculdade com 17 anos para servir a Deus”. E esperei. Ao fim do ano seguinte, porém, não podia nem pensar em fazer vestibular. O dinheiro era curto demais, até para o transporte. E eu já trabalhava, mas não era suficiente.

“Mais tarde” chegou com empecilhos. Fui pro colégio estudar teologia com 19 anos. Mas fui me envolvendo com outras coisas e tive que trancar o curso. Até que, um dia, tive de reconhecer: a vida tinha tomado outro rumo e a Educação Física estava muito distante de mim, e a teologia então…Doeu quando pensei no que já podia ter feito até ali, se as coisas tivessem sido com eu planejava. Mas não doeu olhar para o futuro e imaginar outra história dali para frente, totalmente nova, sem o plano antigo e fracassado.

Não tenho a menor dúvida de que a capacidade de persistir é uma virtude, mas saber desistir também tem seu valor. Mesmo em época de olimpíada e com nossos atletas voltando para casa com o “bronze” londrino. A vida me impôs condições, mas não me fez largar o esporte. Fui eu que parei de colocar energia nesse plano. E fui ser feliz de outras maneiras. Insistir sempre foi uma característica minha (minha esposa que o diga,rs); mas aprender a desistir talvez tenha sido uma das lições mais importantes que tive. Não foram poucas vezes que precisei praticá-la desde então.

*”Não tenho mais tempo”, mas ainda jogo bola,rs.

Adriano Vargas#não jogo mais bola*
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#estou cansado, e você?

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Então, esta será minha última semana de férias, sei que pode parecer prepotente, ou até previsível, mas decidi escrever um “ESTOU CANSADO“, mesmo que seja de me cansar. Ao respirar profundamente sinto que estou cansado de algumas coisas que se perpetuam na minha igreja. Nestas mais de cinco semanas que fiquei longe do meu reduto cristão, do meu oásis, da minha comunidade, da nossa IASD Nova Semente, me cansei de algumas coisas que vi por onde passei …

Estou cansado das pregações longas, onde nos primeiros quinze minutos já estamos viajando e não estamos prestando atenção, mas ficamos até o fim porque aprendemos que temos que ficar.
Estou cansado do púlpito e dos bancos enfileirados, que nos isolam uns dos outros e nos colocam em um lugar abaixo do pregador.
Estou cansado de ver que a única interação que temos com o próximo em um culto é quando o pastor manda virar para a pessoa do lado e falar alguma coisa … e sempre é algo … ah deixa pra lá melhor

Quando poderei levantar a mão e tirar uma dúvida na pregação do culto pela manhã?
Quando chegará o dia em que não verei mais as nucas e me constrangerei ao olhar no olho daquele que não teve uma boa semana? Ou poderei ver com meus olhos o toque do Espírito na vida daquele que decide se entregar a Deus também?
Quando poderemos cantar canções de lamento ou de alegria pelo evangelho que vivemos no Brasil? Ou quando poderemos celebrar sem nenhuma canção?

Estou cansado das músicas espirituais que nos ensinam a viver no céu esquecendo que temos que aprender a viver primeiro aqui na terra.
Estou cansado das reclamações de líderes falando que seus próprios membros são descompromissados e com valores invertidos!
Estou cansado de achar que posso realmente impactar uma igreja pregando apenas um fim de semana e indo embora.

Quando será o dia em que colocaremos os homens para cuidar dos cultos das crianças e as mulheres dos cultos dos adultos?
Quando tiraremos aquele tapume da porta da nossa igreja e deixaremos que aqueles que passam na rua nos vejam? E que nossas portas estão abertas para eles…
Quando um disciplinado pela igreja deverá cumprir a disciplina assistindo todos os cultos, participando de todas as ceias e passando a semana com todos os líderes?

Sei que é chato ler o desabafo de um jovem, de um “trainee de Pastor“, mas não se preocupe, estou cansado hoje, mas amanhã vou fazer como todos que conheço que escreveram um “ESTOU CANSADO“: Descansarei e me acomodarei, ou não! #prontofalei

Adriano Vargas#estou cansado, e você?
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#TER amigos, SER amigo…

Nos caminhos que trilhamos na vida, tem dias que pensamos que não temos muitos amigos. A vida vai passando e as verdadeiras amizades, reconhecemos, são as de muito tempo atrás. Não que seja impossível construir amizades mais maduras, mas que isso é mais difícil, isso é. Não que deixemos as relações sociais, as “amizades”. Parece que sempre temos novos amigos, novas conversas, novos encontros. Mas a sensação que fica é a de que os dias nos afastam desses “amigos” e as amizades são feitas para acabar. será?

Aprendi, que uma amizade acaba quando descobrimos que ela nunca existiu de verdade. É que quanto mais vivemos mais egoístas nos tornamos e a aproximação dos outros passa a ter muitos motivos. ah, os motivos…crescemos e os brinquedos começam a ficar mais caros. ah, os brinquedos…e nos sentimos usados – degraus. E nos desiludimos. E quando é para abrir o coração, rasgar a alma, nos falta na mente o nome de um único amigo certo. Mas onde estão os amigos?

Ter amigos é uma necessidade. Ser amigo, uma ciência. Penso sempre em quantos amigos tenho de fato, procuro valorizá-los, pois são coisa rara hoje em dia. Admiro as crianças, elas têm amigos, são amigas, elas podem – são inocentes. Por isso não penso duas vezes quando uma me pergunta se: “quer ser seu amigo?”, mas vou com calma. São só crianças.

Adriano Vargas#TER amigos, SER amigo…
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#despedidas

Aprendi que ninguém deve ficar triste perante uma despedida. Uma despedida é, sempre, necessária para nós voltarmos a encontrar…e um reencontro, depois de um momento ou depois de toda uma vida, é algo inevitável.

Cada vez que nos despedimos de alguém que é querido, se faz noite no nosso coração e sempre que um reencontro acontece, de novo se faz dia; o sol volta a brilhar como se essa pessoa fosse imprescindível para que haja diferença entre o dia e a noite…Meus próximos dias serão noite até que veja minha esposa de novo (vim fazer um projeto universitário em Londrina-PR e ela ficou em São Paulo-SP…por isso este texto “meloso”,rs). Que bom que tenho ela nas fotos, e nas frases e no meu coração (este é o momento que vocês choram,rs).Como foi uma agonia se despedir, quando forçosamente o tal momento aconteceu e tive que deixá-la, nem durmi naquele noite, naquele instante que percebi a profundidade dos meus sentimentos, o valor de amar

Se fossêmos capazes de saber quando e onde uma despedida deixa de ser uma ausência e o vazio deixado pela partida é preenchido pela presença daquele que partiu, a despedida seria menos dolorosa… assimilaríamos a emoção da despedida, não como um fim mas sim, como o princípio do desejado reencontro…Muitas pessoas já passaram pela minha vida e na minha vida… umas cruzaram-se comigo e nunca mais soube delas, ou porque a vida não nos permitiu estreitar laços ou porque simplesmente pouco se manifestou em comum para que de novo nos cruzássemos… outras há que (poucas, devo acrescentar), se o destino existe e partindo do princípio que cada um de nós escreve o proprio, quis o dito que cruzassem a minha vida e na minha vida ficassem… essas, são aquelas que muito mais que meros seres humanos com quem tive o privilégio de partilhar momentos, sentimentos, sorrisos e lágrimas… são aquelas que entraram no meu coração e aí permanecerão… são elas, os meus amigos

Não me despeço de quem realmente amo porque na realidade, ainda que na sua ausência física, eles estarão, eternamente, comigo… as recordações constroem um caminho que chega até ao meu coração e permitem-me que os sinta, sempre, muito perto de mim, mesmo que na realidade estejamos distantes…Nunca deixo que as pessoas que me são queridas partam…levo-as comigo onde quer que vá, no meu pensamento…levarei vocês “amigos da Nova Semente” comigo…numa frase, num olhar, vcs estarão aqui comigo…

Adriano Vargas#despedidas
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