Publicações com Dor

Onde estava Deus?

Tragédias da magnitude do tsunami asiático, nos primeiros dias de 2006, cujo número de mortos se conta na casa das centenas de milhares e os prejuízos na casa dos bilhões de dólares, costumam ser pratos cheios para os detratores do discurso cristão, que apregoa a realidade de um Deus pessoal, onipotente, onipresente e onisciente. Onde estava Deus? Por que Ele permitiu isso? Por que deixou que criancinhas inocentes morressem desse jeito?

A pergunta é tão óbvia! Os jornais noticiaram que até mesmo líderes religiosos cristãos ao redor do mundo a fizeram. Alguns deles foram incapazes de esconder sua revolta, colocando na conta de Deus a própria tragédia, e não apenas a omissão em impedir ou salvar. Não  culpo quem questionou a Deus, o desespero de se perceber frágil acaba sendo naturalmente direcionado a Quem não é. As perguntas, portanto, são razoáveis, lógicas e não adianta tentar evitar.

Eu tenho as respostas teóricas. Estão na ponta da língua. Já as li e ouvi lá de cima do púlpito muitas vezes: Deus respeita nossa escolha; se nós escolhemos o pecado, é preciso que Deus deixe que ele atinja suas últimas conseqüências; Adão e Eva eram os representantes do gênero humano e da criação, então, quando pecaram, até a natureza sentiu o impacto – daí haver terremotos submarinos; enquanto as ondas gigantescas matavam milhares de pessoas, Deus estava no mesmo lugar em que estava quando mataram Seu único Filho.

São boas respostas e eu acredito que estejam corretas, mas duvido bastante que elas sejam satisfatórias para quem acaba de perder metade da família ou para quem caminhou por aquelas praias cheias de pedaços de corpos humanos. Para essas pessoas acredito que a verdade é que não existe resposta. Todo ser humano vai, ao menos em algum momento de sua jornada, experimentar o silêncio, acalentar sua dor olhando para cima e vendo só nuvens; nada de Deus. Foi assim com Jó, com Paulo e até mesmo com Cristo.

Desconfio que mais importante do que a pergunta “onde está Deus?” seja a que vem na seqüência, quando a resposta não vem ou não satisfaz: “devo confiar mesmo assim?” Posso louvar a Deus pelas
coisas ótimas que me acontecem sem culpá-lO pelas péssimas?

Em “O Deus (in)visível”, Philip Yancey argumenta que fé é o oposto da paranóia, da mania de perseguição. Fé é confiar. Ele exemplifica citando um amigo seu extremamente pontual e confiável. Se um dia esse amigo atrasa uma hora a um encontro, ele não vai ser capaz de culpá-lo ou de se irritar com ele. Alguma coisa deve ter acontecido, alguma razão forte para esse atraso. Ele conhece o amigo.

Fé é conhecer o amigo. É saber que há uma razão. Fé é não suspender o afeto por Ele até sabermos a razão.

Onde estava Deus? Eu sei, eu sei, mas oro para continuar sabendo quando a tempestade cair sobre o meu telhado.

Marco Aurélio BrasilOnde estava Deus?
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Cristo, volte já.

volta-de-jesusUm ano e quatro meses! Começa em 16 de julho de 2015, quando perco minha mãe e termina dia 20 passado, quando perco outra pessoa que muito querida e amada que muito me ajudou e alegrou a vida nos últimos sete anos, esse que classifico como o período mais triste de minha vida. Perto de tudo isso o assalto pelo qual passei, dias atrás e do qual ainda estou muito traumatizado, se torna coisa de pequena monta.

Durante esse tempo tive alegrias muito grandes também, mas hoje quero me deter naquilo que me chateou e me deixou triste, não especificamente no que me entristeceu, mas como devo reagir diante de tudo isso.

No evangelho de João, no capítulo 11, encontramos o relato da ressurreição de Lázaro, amigo íntimo de Jesus, a quem Ele amava profundamente. Cristo sabia que Lázaro estava doente, pois suas irmãs haviam mandado o recado (v.1), sabia que aquela doença o levaria à morte, mas não fez nada para alterar a situação, pelo contrário, ficou exatamente onde estava por mais dois dias (v.6). Findo esse período chama seus discípulos e vai a Betânia. Assim que chega encontra Marta que lhe diz: “Senhor, se estivesses aqui meu irmão não teria morrido”.

Se você conhece o final da história sabe que, momentos depois Cristo ressuscitou a Lázaro. Como Cristo não estava pessoalmente em Betânia Lázaro faleceu, mas quando lá chegou não esperou muito, ressuscitou a Lázaro. A frase de Marta, citada acima, mostra que ela sabia que Cristo era sinônimo de cura, de vida. Segunda feira, olhando para aquele corpo inerte, sem vida pensei muito em como seria bom se Cristo estivesse por ali, sem dúvida alguma ele a teria ressuscitado e todos estariam felizes agora, mas esta não é a Sua vontade e tenho que respeitar.

Causado por dores tão angustiantes surge um desejo que tenho vontade de expressar com gritos a plenos pulmões, mas que tenho me contentado apenas em pensar, e a pedir, de modo incessante: Cristo, volte já.

Quando minha mãe faleceu este se tornou o meu desejo, mas vejo que não fui muito além de “desejar”. Não adiantou, agora a dor veio novamente, decidi que preciso passar do desejo para a ação se não quiser passar por momentos tristes novamente. Não me resta outra alternativa a não ser viver e pregar o evangelho do Mestre para que Ele volte a este mundo e acabe com toda essa miséria, dor e sofrimento.

Se, como eu, você tem passado por momentos ruins, por dias escuros em sua vida, una-se a todos aqueles que tem trabalhado para “apressar” a volta de Cristo, se sua vida é boa o suficiente para que não tenha esse desejo, peço que não espere a dor chegar, una-se a nós e trabalhe para que o Salvador venha logo e acabe com toda essa miséria, e toda a sorte de angústia, dor e sofrimento. Cristo, volte já, que este seja seu desejo e aquilo que norteie seu pensamento e suas atitudes.

Gelson De Almeida Jr.Cristo, volte já.
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Por que?

A Guerra do Vietnã popularizou uma estampa de camisetas em que se via um soldado de joelhos, chorando, os braços levantados, os punhos fechados e acima dele uma única palavra, em letras garrafais: “Why?” Por que aquilo tinha que acontecer? Os historiadores, analistas, jornalistas, comentaristas e intelectuais teriam diversas respostas,
mas a pergunta persiste: Afinal de contas, por que? Detalhes estratégicos transformando o mapa múndi num complexo tabuleiro de xadrez chinês, mil e um motivos, políticos, bélicos, hegemônicos, econômicos. Sim, mas POR QUE? Veja aquelas pessoas todas, sem casas, sem braços, sem familiares, sem vida. Em face disso, por que? Em face disso não há nada que possa explicar, entende?

Não só o ápice da estupidez humana, a guerra, suscita a pergunta, mas há neste exato momento milhões de pessoas que não estão necessariamente voltados para o Oriente Médio ou outra zona de conflito qualquer e que, no entanto, têm reboando de um lado para o outro de suas mentes a pergunta Por que?
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Pessoas que indagam se já não sofreram bastante. Ao sentirem em suas peles a dor outra vez, encaram o Céu e suplicam por uma resposta que satisfaça sua sede de lógica e justiça nisso tudo. Pessoas que se sentem, num repente, o alvo exclusivo de todas as desgraças do mundo, problemas sobre problemas, um labirinto sem saída dentro do outro.

Gostaria de poder sentar ao lado de cada uma dessas pessoas e lembrar-lhes o principal representante dessa classe de sofredores dentre seres humanos; alguém que também encarou o Céu com perguntas angustiadas por muitos e muitos dias; ele, que costurou uma interminável lista de perguntas na busca do entendimento. Ele, Jó, que num único dia perdeu tudo o que tinha, incluindo aí família, propriedades e saúde. E ele tinha abundância disso tudo, o que só agrava a dor.

O relato bíblico explica que ele estava no meio de uma verdadeira disputa teológica, um conflito de caracteres entre Deus e Satanás. Mas Jó não sabia de nada disso, e perguntava. Perguntou tanto e tanto, que Deus veio e… não respondeu. Ao contrário, soterrou Jó com ainda muito mais perguntas. Perguntou a Jó onde ele estivera quando Ele lançara os fundamentos da Terra, se Jó sabia como acontecia a gestação das cabras montesas, se era Jó quem ensinava o cavalo a pular, quem é que havia fixado os limites do mar e por aí afora.

Jó não entendeu. Deus não lhe explicou. Ele não alcançou em vida a razão de todo aquele sofrimento. Simplesmente, no meio de sua dor, Deus lhe fez perguntas e um milagre aconteceu, porque diz a Bíblia que Jó creu, que Ele confiou na guia divina e o período de provações terminou, ele voltou aos dias áureos, mais áureos que nunca.

O que o ser humano precisa não é dos porquês, mas olhar nos olhos de Deus. Desesperadamente.

Enquanto não percebe essa necessidade urgente, meu Deus, não canse de olhar na nossa direção! Não desista ainda! Não tomes mais essa prova de estupidez como a final. Não tomes nossa insistência em se angustiar com os problemas comezinhos que nos afligem como definitiva!

Olha, Pai. Olha.

Marco Aurélio BrasilPor que?
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Aquele menino

O menino está sozinho. Seu rosto está afundado na areia, numa posição em que quem já teve um filho acostumou-se a ver seu bebê, só que com o rosto afundado no travesseiro. Está lá o menino. Ele está sozinho. As ondas lambem seu corpinho inerte. Ele está sozinho. E, vendo, minha própria solidão lateja como nunca.

Na correria do dia eu havia visto uma outra foto, de uma mulher em desespero segurando uma criança na água, assim, quando Hector, médico que trabalha em Luanda, Angola, me escreveu para contar o quanto estava desconfortável com a foto, eu imaginei que ele se referia àquela outra, e respondi dizendo que também me sentia dilacerado. Foi só mais tarde que vi a foto à qual ele se referia e que hoje entope a timeline de qualquer rede social.
Aquele menino na praia é o ponto final em mil potencialidades. É o cúmulo da injustiça. Um mundo que ele não pediu caiu sobre sua cabeça. Pode até ser que, crescendo, ele ajudasse a perpetuar ou acentuar sua crueldade, não sabemos. E é por não sabermos, pela supressão da mínima chance que houvesse de ele fazer melhor, de existir com dignidade, e é por inevitavelmente enxergar ali o corpo de um filho nosso, que o drama que é dele agora é nosso também.
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A imagem daquele menino morto após o naufrágio do barco em que sua família tentava chegar à Europa fugindo do conflito na Síria recolocou o drama no centro da emoção e da empatia do mundo, mas aí dei um passo para além dele e pensei em todos os conflitos humanos para os quais não temos imagem alguma e por isso mesmo seguimos indiferentes a ele.
Esse pensamento me levou a um outro. Se o drama de um só menino é capaz de me rasgar o coração desse jeito, qual não será o sentimento de Deus olhando o meu mundo? Nesse exato instante Ele tem a imagem em full HD de 7 bilhões de refugiados que confiam em barcos inseguros para chegar à margem errada do rio errado e estão fadados a morrer com o nariz enterrado na areia de alguma praia desolada. Sozinhos.
Deus amou o mundo inteiro a ponto de dar Seu filho único para morrer, de modo que, quem nEle crer, tenha, depois dessa praia definitiva, a vida eterna. Mas sabendo como somos limitados Ele nos convida a não tentar fazer mesmo. Ele nos chama a amar o próximo, aquele que está perto.
Aqui em São Paulo há refugiados haitianos, se lhe apraz. Há mães solteiras adolescentes, crianças filhos de pais viciados em crack, há pessoas com paralisia cerebral, há gente que luta contra a depressão, pessoas solitárias, gente que não vê sentido na existência, gente que não tem chances de obter uma qualificação minimamente digna, velhos abandonados em asilos e todo tipo de “próximo”. Podemos tentar ajudar os refugiados da Síria e Iraque, podemos estar ao lado de quem está perto e em dor. Só não podemos fingir que não é com a gente.
Como escreveu John Donne durante o auge da peste negra, ao ouvir os sinos anunciarem mais uma morte: Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua própria; a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.
Marco Aurélio BrasilAquele menino
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Deus existe

16 de julho de 2015, jamais esquecerei essa data, dia de muita dor e sofrimento pela partida de minha mãe. Ainda não consigo me acostumar à ideia de que ela não retornará mais para casa, que não mais verei ou beijarei o seu rosto, comerei de sua comida ou conversarei com ela. Nosso culto para receber o sábado nunca mais será o mesmo, sua voz entoando hinos e mais hinos não será mais ouvida, a morte levou um dos meus mais preciosos bens. Quase duas semanas de muita tristeza, dor e uma saudade que insiste em ficar e aumentar, o que fazer, como lidar com tudo isso? É difícil dizer o que é maior, se as lembranças ou a saudade.

Horas após perder seu filho, o pai do cantor Cristiano Araújo, perguntou a um repórter: “Me diz (sic), Deus existe?”. Era a pergunta de um coração partido, de um ser angustiado. Hoje, menos de duas semanas após perder minha mãe, respondo essa pergunta com toda a convicção: DEUS EXISTE. Se Ele não existisse não sei o que seria de mim com toda a dor e sofrimento que senti e ainda sinto. Só Ele para diminuir a dor e restaurar minha vontade de viver. Muito me confortaram as palavras abaixo do hino “Deus cuidará de ti” (composto em 1904 pelo casal Walter e Civilla Martin)

Aflito e triste coração, Deus cuidará de ti;                                                                                                                                     Por ti opera a Sua mão; Deus cuidará de ti.

           Deus cuidará de ti, Em cada dia proverá                                                                                                                                          Sim cuidará de ti; Deus cuidará de Ti.

Na dor cruel, na provação, Deus cuidará de ti;                                                                                                                     Socorro dá e proteção; Deus cuidará de ti.

Em pensamento ainda ouço minha mãe cantando esse hino, mas o Deus de quem ele fala é quem tem me confortado e amparado diariamente, é nEle que confio e nEle que espero.

Se, como eu, você está passando pelo vale da sombra da morte, se sente que a dor e a angústia atingiram o clímax em sua vida, se olha para os lados e não encontra solução ou alívio, não se desespere, olhe para cima, o nosso refúgio e fortaleza, o socorro bem presente na angústia (Salmo 46:1) está lá, de braços abertos nos esperando. Não importa a escuridão da noite, o sol voltará a brilhar. Não existe dor, não existe sofrimento, não existe tristeza que Ele não possa curar.

Gelson De Almeida Jr.Deus existe
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# Escárnio

Nesta sexta-feira à tarde, eu saia de casa para ir até à praça da sé, localização da livraria da OAB SP, onde estive para procurar um livro. Pois bem, ao passar pela Câmara Municipal, me deparei com uma festa enorme no meio da rua. Tratava-se da tradicional, Peruada, festa organizada pelo centro acadêmico da faculdade de direito do Largo de São Francisco.

O slogan de cada ano é pensado para criticar alguma situação ocorrida no país. Este se voltou ao deputado Marco Feliciano (PSC-SP), com o tema “Contra o ódio do pastor, meu peru é mais amor”. A festa tem sua origem nos anos 40, quando estudantes da faculdade de direito furtaram perus de estimação de um professor e, com eles, realizaram um banquete. Ou seja, a coisa já começou errada. Não à toa, a cena que presenciei hoje era de cortar o coração.

Apesar de serem jovens, marcados pela beleza da juventude, o que mais me chamou atenção foi o estado em que se encontravam. Mais da metade deles e, não eram poucos, totalmente embriagados, com os olhares perdidos; muitos ao ponto de ficarem caídos pelo caminho, desmaiados pelo entorpecimento, vomitados em si mesmos. Alguns, inclusive, socorridos por bombeiros e policiais militares que os acompanhavam.

Pensei comigo: Eles são jovens deste e neste mundo e, por isso mesmo a maioria é movida pela imitação dos hábitos passados, afinal, já dizia o rei Salomão, que não há nada de novo debaixo do sol. Eles são a renovação do mundo que insiste tratar aos princípios cristãos com desdém, ainda que muitos dos testemunhos, ditos evangélicos, deem motivo para o escárnio da Palavra de Deus.

E terminei a triste meditação concluindo o óbvio: Estes jovens colocam-se a criticar algo que, de fato, a meu ver mereça repúdio, pois, no mínimo, o assunto deveria ter sido tratado com amor, afinal trata-se da mensagem de Deus que está sendo entregue, ensinada, mas, na verdade, eles aqui estão dispersos pela embriagues deste mundo, como que drogados pelas sensações, falsas em todos os sentidos.

E o que se viu, foi de uma tristeza que muitos dos pais daqueles jovens teriam se entristecido à morte.  Como seria maravilhoso se dessem uma chance a eles mesmos, a analisarem a vida de Jesus Cristo, sem olhar para o testemunho dos homens e, dessa forma, poderem emitir um melhor juízo de valor sobre a mensagem do evangelho, tanto quanto ao que faziam com suas vidas naqueles instantes.

Shabbat Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra.

Sady Folch# Escárnio
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O sofrimento de Letícia

Há momentos em que parece que tudo conspira contra nós, nos sentimos o mais infeliz dos mortais, acordamos com este sentimento e, quanto mais o dia passa, parece que a sensação aumenta. Em  momentos assim perguntas como: “Por quê?”, “Até quando?” ou “Quanto mais?” são feitas com frequência.

Ontem constatei que nada do que passei até hoje se compara com a vida de Letícia, de doze anos. Há menos de quatro anos, numa ação imprudente da polícia, um projétil de arma de fogo transfixou a perna de seu irmãozinho de um ano e nove meses e atingiu sua mãe, que o segurava no colo, matando-a em minutos. Conheci Letícia há mais de um ano e nunca houve um dia sequer em que não a visse sorrindo e brincando com seus colegas. Ontem mais uma fatalidade se abateu sobre ela. Seu pai faleceu em um acidente quando voltava do hospital onde havia deixado a mãe minutos antes. Um sentimento de impotência me invadiu quando a abracei no velório, o que falar que servisse de consolo? Tão nova e a vida já lhe cobrara tanto.

Em momentos como este apenas a Palavra pode nos confortar. Paulo afirma que Deus, por Sua fidelidade e justiça não permite que soframos além de nossas forças e quando o sofrimento vem Ele envia o alívio (I Coríntios 10:13). Que promessa maravilhosa! Temos um Pai que se apieda de Seus filhos e nunca os abandona em momentos de dor e crise. Não existe dor ou sofrimento que Ele não possa curar, não existe vida que Ele não possa restaurar. Entregue-Lhe seu fardo e o melhor será feito por você.

Gelson De Almeida Jr.O sofrimento de Letícia
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Analgesia

“Quando era pequeno mastiguei um quarto da minha língua”, “Minha esposa viu que eu havia quebrado a perna antes que eu”, estas são frases de Steve Pete, um norte americano que nasceu com analgesia congênita, conforme a BBC Brasil. Steve (31 anos) relata que as pessoas não conseguem entender como é viver sem sentir qualquer tipo de dor física. Muitos até podem sentir inveja de Steve em momentos como arrancar um dente ou numa crise de enxaqueca, mas ele relata que tem que tomar muito cuidado para não se ferir sem perceber, afinal não foram poucos os casos em que se feriu sem perceber.

Quando lia a notícia lembrei de que o Eterno prometeu que chegará o momento, na vida de Seus filhos, que não derramarão mais lágrimas, nem sentirão mais nenhum tipo de dor, seja ela de ordem física ou emocional(Apocalipse 21:4). Por duas razões simples, primeira, o Eterno estará em pessoa ao nosso lado e onde Ele está tudo é maravilhoso, a segunda é que estaremos em Sua casa, que, neste exato momento, está sendo preparada para receber todos os que quiserem lá estar.

Assim como podemos ter dificuldade em entender o raro mal que atinge Steve Pete, poderemos ter dificuldade em entender acerca deste momento, mas, muito mais certo que o mal que atinge Steve é real, é certo que em breve Cristo virá a esta Terra para levar os que estiverem prontos para Sua casa. Ainda falta muito para você? Corra, se apresse, faça os preparativos, pois falta muito pouco para este dia chegar.

Gelson De Almeida Jr.Analgesia
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#Adeus, mamãe…

“Não foi porque ela não quis mais, nem porque ela desistiu… Ela nunca desistiu de nada! “É que dentro de cada um de nós tem uma velinha acesa, e hoje Deus assoprou a velinha dela”, disse o seu médico.

3h da manhã, meu pai, “Lu, a mamãe não está bem. Ela está estranha”. Me levantei, suas mãozinhas estavam geladas, suas pernas, ela não abria os olhos. Chamamos o Samu e a enfermeira confirmou o nosso medo, a nossa expectativa, o momento que sabíamos que ia chegar, mas que verdadeiramente nunca esperamos que chegasse.

A velinha da mamãe se apagou.

Amanheceu, um dia lindo de domingo ensolarado. Deus nos dá presentes lindos até nos momentos mais difíceis. A dor parece algo que não vamos conseguir suportar. Mas Ele está ali. E ela continua ali.
Na nossa memória. O que ela deixou, foram só coisas boas. As dificuldades e os momentos ruins que vivemos deixam de existir, dando lugar a tudo o que ela nos ensinou.
Houve alguém tão especial como ela? Sim, meu pai. Mas este é outro capítulo, importantíssimo, mas outro capítulo da história. Hoje este capítulo é dela. Ela sorriu, chorou, ajudou, ensinou, acolheu, se desdobrou por ela mesma e por todos. Passeou, dançou, amou, festejou, foi amiga e confidente de tanta gente. Ela viveu. No sentido mais profundou da palavra. Ela viveu.
Ela ensinou com tudo o que tinha: paciência, resignação, dignidade, persistência, insistência, sabedoria. Sonhadora, amante da vida, uma mulher realizada pelo trabalho que fazia, pela família que edificara, pelo casamento que construíra.Nunca deixou de ser ela mesma. Às vezes tentava falar e não conseguia. Segurava tudo pelo bem de seu lar, pelo bem de seus relacionamentos, isso era o mais importante. Se calava. Silenciava. Às vezes chorava. Mas sempre, sempre, sempre sorria.Suas mãos fizeram verdadeira arquitetura nas roupas. Não era só uma costureira. Era modista. Era estilista. Noivas e madrinhas, senhoras e meninas, moças e crianças, homens e mulheres. Todos desfrutaram do trabalho amoroso de suas mãos. Todos desfrutaram, pouco que tenha sido, de sua companhia amiga e fiel.

O dia inteiro foi regado pelos raios de um sol forte e pelo calor. Mas no momento final, o céu chorou com a gente. A chuva trouxe o alívio pra sua dor, o alívio pra nossa dor. A despedida.

Minha mãezinha deixou sua marca em mim, no meu pai, no meu irmão, em suas irmãs, em seus irmãos, e em todos que um dia passaram diante dos seus olhos. Sua presença permanece através das histórias de amizade e solidariedade que permearam toda a sua vida. Permanece através das atitudes que repetimos, porque aprendemos serem boas.

Não existem super-heróis com poderes especiais. Mas existem pessoas especiais que são heróis e heroínas. Nessa história, meu pai é o herói, e minha mãe, a heroína.

Adeus, mamãe”.

Texto de Luciana Tavares em homenagem a Sueli Tavares, sua mãezinha…

“Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.” Apocalipse 24:4

Adriano Vargas#Adeus, mamãe…
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#refúgio

“Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza,
auxílio sempre presente na adversidade.” Salmo 46:1

Você já sentiu aquela necessidade de fugir de tudo?
Jesus também passou por essa situação (Marcos 1:35).

Já aconteceu de ter tantas coisas a fazer a ponto de não encontrar tempo nem pra parar e comer?
Ele sabia bem o que era isso (Marcos 6:31).

Seus amigos já deixaram você na mão?
É, quando Cristo precisou de ajuda, seus amigos caíram no sono (Mateus 26:40).

Mas quando eu recorro à ajuda de Jesus, Ele vem correndo em meu auxílio.

Sabe por que ele faz isso?
Porque sabe como você se sente.

Cristo passou pelas mesmas situações…portanto, chame-o quando precisar…eis uma simples coisa incrível desta vida…

Adriano Vargas#refúgio
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