Publicações com Dor

Simples Saudade

Triunfo da esperança sobre a tristeza
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 A palavra “Saudade” não encontra equivalência em outras línguas. É um vocábulo exclusivo da língua portuguesa e considerada uma das dez palavras mais difíceis de se traduzir para outras línguas. Somente há pouco tempo, na década de 2000, que a prestigiada Universidade de Oxford, na Inglaterra, incluiu este termo em seu dicionário, definindo-a como “um sentimento de melancolia ou nostalgia, típica do comportamento português ou brasileiro, que se dá na falta de algo ou alguém”.

Podemos sentir saudade de algum lugar que ansiamos voltar, de casa quando estamos longe, de uma pessoa querida que está ausente. Este é um sentimento que se revigora na esperança, de uma contagem regressiva para a mitigação da emoção. Porém a saudade também se manifesta no que não podemos mudar: do vigor físico de quando somos jovens, de um tempo passado ou de um ente querido que já faleceu.

Neste segundo caso, a melancolia pode se desenvolver em depressão. A esperança aparenta estar desvanecida por não enxergarmos a solução ou por não podermos controlar a situação, e isto pode levar a todos os surtos possíveis, pois o luto humano tende a procurar um culpado ou uma causa que leve à racionalização e compreensão dos fatos.

Infelizmente, quem segue este caminho tampouco achará a resposta. A esperança ressurgirá no momento em que aceitarmos que Deus está no controle e nos apresenta o final da história: superaremos a saudade no momento em que Ele enxugar de nossos olhos todas as lágrimas e estivermos com o Pai num lugar onde não haverá nem choro, nem dor ou tampouco melancolia (Apocalipse 21:4). Assim como nós, nosso Criador também sente nossa falta e anseia pelo dia em que habitaremos com Ele.

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Lições da Cova III

É interessante ver como Deus prepara as coisas para os Seus filhos. Nas duas últimas semanas escrevi sobre um assunto sem imaginar que seria muito beneficiado, pois passaria por uma grande prova em minha vida. Meus pais foram envolvidos em um acidente automobilístico e o estado de saúde de minha mãe se tornou muito preocupante nesta última semana. Apesar da idade e do politraumatismo que ela sofreu tudo está se resolvendo a contento. Mais que nunca o Eterno teve que me amparar em Seus braços.

Ao analisarmos alguns personagens que estiveram na cova vemos que é no momento da “cova” que a presença do Eterno é mais fortemente sentida. Quando Daniel esteve na cova Deus enviou Seus anjos para que o protegessem, quando os três hebreus foram lançados na fornalha o Eterno se postou ao Seu lado em pessoa, quando José foi lançado na cova, enquanto os irmãos decidiam como e quando matá-lo, Deus enviou uma providencial caravana que o levou para o Egito.

Esta semana Deus me mostrou que mesmo que duras provas possam se abater sobre nós, Ele está tomando todas as providências para que a situação se resolva e bem. Mais que nunca, vi que na dificuldade, na angústia e na dor, quando o sentimento de impotência era muito grande havia Alguém ao meu lado, Alguém que tudo vê, tudo sabe e tudo dirige. O Deus que esteve ao meu lado esta semana, sempre estará ao seu lado. Creia, confie, acredite.

Gelson de Almeida Jr.Lições da Cova III
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Amor de Pai

A dor de perder um filho para ganhar outros

Por muito tempo, a figura de um pai foi estereotipada como a do homem, chefe de família, que se sacrificava no trabalho e era ausente da família, para que pudesse receber o salário que sustentava a mesma. Um homem bruto e duro, que não demonstra sentimentos, mas nem por isso deixa de amar os seus. No entanto, qualquer pai é capaz de fazer o impensável para salvar um filho e evitar que este sofra ou tenha dor.

Uma história bem conhecida na Bíblia é de Abraão, a quem Deus desejava provar a fé e pediu o sacrifício de seu filho. Ele estava prestes a concluir tal absurdo quando foi impedido pelo Senhor. A Deus, bastou a intenção demonstrada por Seu servo. Não há dor maior para um pai do que perder seu filho. Imagine então oferecer Seu próprio filho em sacrifício? Torna-se ainda mais doloroso.

Isto nos leva a refletir o amor de Deus por nós, que enviou Seu Filho único para morrer em nosso lugar. Se o Pai tivesse se oferecido no lugar do Filho, o impacto não seria o mesmo. Imagine a aflição de Deus caso Jesus falhasse em Sua missão. Esta é a medida do amor do Pai por nós. Ele nos ama tanto que foi capaz de abrir mão de Cristo para que nós pudéssemos ser salvos. Jesus assinou com Seu sangue a nossa adoção e guarda perante o Divino: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus” – 1 João 3:1.

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