Publicações com Escolhas

# Novas Criaturas

nova-criaturaSemana passada, iniciei a escrever as meditações publicadas aos sábados e domingos, a partir da análise dos estereótipos usados pelo escritor John Bunnyan, na obra O Peregrino, que retrata a jornada de Cristão, o personagem que movido por revelações que leu no evangelho, resolve levantar-se de seu lugar de conforto e partir em busca do conhecimento da Palavra do Eterno.

No último episódio, narrado no domingo passado, Cristão ao decidir sair em busca de seu encontro pessoal com as promessas do Eterno, foi perseguido por dois de seus amigos, Obstinado e Volúvel, que tentavam dissuadi-lo daquilo que acreditavam ser uma loucura.

Obstinado por não querer abrir mão de suas conquistas pessoais, e fazendo pouco das promessas do livro mencionado (evangelho), não aceitou o convite de Cristão para que o acompanhasse e voltou para o vilarejo sozinho, pois Volúvel resolveu deixar para trás a sua vida antiga e seguir Cristão em busca das promessas.

Na primeira situação em que surgiu um problema, Volúvel pediu explicações a Cristão, dizendo: “Essa é a felicidade da qual me falou?”. E concluiu: “Se no início já começamos mal, o que esperar do restante dessa jornada?”; assim repensou sua iniciativa, abandonou o caminho e retornou à vida que acreditava ser tranquila.

Este tem sido um entre os muitos pontos questionados por quem não conhece a realidade revelada pelas escrituras, contudo torna-se um posicionamento ainda mais sério e sem sentido quando feito por aqueles que um dia confiaram suas vidas ao Espírito do Eterno, e por meio da Palavra de Jesus decidiram tornarem-se novas criaturas.

Mas, o que significa uma nova criatura para o evangelho?

A palavra de Paulo aos gálatas e aos coríntios afirma que é todo aquele que deixa o mundo e seus conceitos para trás. É todo aquele que ao aceitar o sacrifício do Messias, entende ter sido o meio pelo qual nos foi aberta a porta para nos reconciliarmos com o Eterno, fato que nunca poderíamos ter realizado por nós mesmos.

Portanto, se ainda subsistem os problemas, não o é por falsas promessas; e se mesmo um entre os homens, que se dizem discípulos de Cristo, ainda questione tal razão de existência, é porque não conheceu a verdade, pois o próprio Messias, que é a representação física e espiritual da vida, afirmou que no mundo ainda teríamos problemas, mas, pela fé em seu caminho, e pela reconciliação com o Eterno desde agora, haveríamos de suportá-los com a paz que o mundo não conhece, a fim de alcançarmos o objetivo maior que nos é proposto.

Que o amor do Eterno, a graça do Filho e a comunhão do Espírito Santo estejam conosco durante a jornada.

(Um Peregrino da Palavra)

Sady Folch# Novas Criaturas
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Certo ou errado?

 

Dias atrás uma jovem me confidenciou o quanto estava decepcionada consigo. Tinha mentido para uma pessoa muito querida sua e isto a estava consumindo. A mentira havia sido o final de toda uma cadeia de erros que havia cometido, mesmo sabendo o certo escolhera o errado. Lamentava profundamente ter chegado a esta situação.

Infelizmente esse tipo de atitude é comum hoje em dia, por capricho ou conveniência, trocamos o certo pelo duvidoso ou errado.O mais comum quando se faz isto é racionalizar. Dizemos a nós mesmos que foi só um pequeno erro que, dentro de um contexto muito maior, que é a nossa vida, não fará muita diferença. É a tendência de minimizar o errado, o duvidoso, achando que tudo vai se resolver lá na frente. Gosto da frase de C. S. Lewis: “Há várias coisas com as quais eu não me preocuparia se fosse viver apenas setenta anos, mas que me preocupam seriamente com a perspectiva da vida eterna”.

Eis a questão, quanto tempo você pretende viver? Se o seu planejamento inclui apenas esta existência passageira, cheia de problemas, sofrimentos e futilidades, vá em frente, aproveite esta vida, pois só terá ela mesmo. Mas se você planeja viver a eternidade, muita coisa tem que ser revista e tratada de maneira diferente, pois salvação é coisa séria e o dito popular afirma que não se brinca com coisa séria. Pablo Neruda dizia que somos livres para escolher, mas somos prisioneiros de nossas escolhas. Esta vida você já tem, porque não tenta agora a vida eterna?

Gelson De Almeida Jr.Certo ou errado?
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# Construções

derrubando muros e construindo pontesQuem nunca ouviu falar do Muro de Berlim? Conhecido também como o Muro da Vergonha, o termo refere-se às consequências pela decisão de sua construção. Como esse extinto marco de divisão, há mais seis iguais a ele espalhados pelo mundo. Todos com o objetivo de separar os homens.

A intolerância é a argamassa que assenta os seus tijolos, e foram levantados para separar regimes políticos, ideologias e crenças religiosas que não se toleram. Em comum a esse fato, milhares de muros são erguidos diariamente, possibilitando consequências que vão além de impedir acesso ao seu lado, mas imprimem também a cegueira, que não permite que se perceba as limitações pessoais que o muro proporciona a quem os levanta.

Quanto aos poucos muros físicos que ainda resistem, não convém analisar ou julgar o lado intolerante que tenha dado motivo à barreira. A história, em detalhes, responde e justifica a ambos os lados. Convém a nós, ávidos por um frescor de esperança, falarmos não de muros, mas de pontes.

Em Israel, entre Jerusalém, conhecida como a “cidade da paz”, e Jericó, a cidade amaldiçoada pelo profeta Josué, localiza-se um vale que por suas condições geográficas, na época de Cristo se tornou um local preferido de bandidos de toda a sorte. A travessia desse vale poderia significar perigo de vida, assim como ocorre na atualidade com os moradores de países que tentam atravessar os muros que os separam.

Há uma história milenar que ilustra como um indivíduo limitado por muros injustos pode transformá-los em pontes. Um homem, possivelmente judeu, é atacado por bandidos ao atravessar de Jerusalém a Jericó, e é deixado quase à morte naquele vale, sendo, contudo socorrido justamente por quem mais sofria restrições. Um samaritano.

Judeus odiavam os samaritanos por motivos raciais, pois estes eram judeus que se misturaram a outros povos pelo casamento, daí a razão da discriminação veemente que não lhes permitia nem mesmo participarem dos cultos no templo. A história conta que pelo caminho vinham também um sacerdote e depois um levita, notórios conhecedores da Torá, que passaram pelo homem, contudo sem o socorrer.

O samaritano, mesmo sendo alguém marcado pelas injustiças que os muros raciais o imprimiam, podendo assim reagir com rancor, não hesitou em ajudar o ferido. Ao invés de levantar mais muros que separam, construiu uma ponte naquele vale de morte, indo além de suas razões e convicções pessoais; moveu-se pela compreensão da fraqueza alheia que necessitava de sua ajuda.

Feliz Sábado.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Construções
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# Fundamento: amor

amorO mundo testemunhou cenas terríveis nas últimas semanas ao se deparar com atos bárbaros cometidos pelos membros do estado islâmico. Eles têm assassinado centenas de pessoas inocentes por serem cristãs, entre elas, crianças; têm perseguido, torturado e matado mulheres que se candidataram à política, entre outras barbáries. Sua doutrina é baseada em suas escrituras sagradas, mas suas respostas são atitudes que empreendem o terror, movidos por uma leitura fundamentalista insana.

Entre os cristãos, muitos homens são taxados de fundamentalistas todos os dias por entregarem sua vida ao Eterno e a viverem na observância de seus mandamentos. Devo ressaltar que me refiro àqueles que agem de forma coerentemente alinhados aos ensinamentos bíblicos, e não por interpretação particular que possam fazer, segundo seus próprios interesses. Desejam apenas serem fieis ao Eterno, e mesmo assim enfrentam a todo momento o mundo civilizado os julgar e os taxar como se fossem habitantes da Idade Média.

O Messias disse certa vez que aquele que o confessar diante dos homens, ele também o confessará diante de Deus e dos anjos, segundo os registros dos evangelhos de Mateus e Lucas, respectivamente.

Ao mesmo tempo, Lucas também registra as palavras do Cristo quando afirma serem bem-aventurados aqueles a quem os homens odeiam, injuriam e rejeitam-lhes o nome por causa do amor que tenham a ele; e, por fim, os consola, revelando-lhes que será grande o prêmio no reino eterno, pois também assim fizeram aos patriarcas e profetas.

Voltando aos vídeos que aterrorizam e escandalizam ao mundo, tanto quanto às situações em que qualquer cristão se veja humilhado por causa de seu amor à palavra de Deus, não raro ouvimos respostas cristãs a esses fatos, que em muito se contradizem ao amor ensinado por Jesus.

O que disse o príncipe da paz quando esteve entre a miséria do mundo, senão: “Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus”.

Que nossa vida seja pautada nesse tipo de fundamentalismo: do amor.

Feliz sábado a todos

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Fundamento: amor
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# Atestando a capacidade

jesus_pregandoA semente deste sábado é lançada para meditarmos sobre a quem damos ouvido quando nos fala da palavra do Eterno. Antes, preciso dizer que o texto que escrevi é uma readaptação de uma obra ficcional traduzida e adaptada por Amin Rodor, encontrada na “Meditação diária – 2014 – Ligado na videira”, publicada em 18/09/14.

Em certa ocasião, alguns candidatos bateram à porta de uma igreja para se submeterem a entrevistas para a vaga de pastor. Pois bem, ao final das entrevistas o perfil dos candidatos assustou ao apresentador, e sentindo-se preocupado que outras igrejas pudessem ser vítimas de alguma manobra por parte daqueles homens, desclassificados, em sua opinião, resolveu lhes enviar um relatório dos candidatos, que dizia:

Estes são os candidatos que chegaram a mim para entrevista-los pela vaga de pastor aberta em nossa igreja. Advirto-os quanto aos seus perfis, e caso cheguem por aí, decidam por si mesmos:

Primeiro veio um senhor de nome Noé, que por suas próprias palavras, não fossem pelos poucos membros de sua família, nunca converteu alguém em mais de cem anos de ministério. Mostra-se, portanto, inapto para a função. O seguinte, que atende por Moisés, é tão gago que o dificulta com os sermões. Penso que seria motivo de risos, quando não de membros impacientes. Além disso, é um tanto irritadiço. Imagino que seja pela gagueira.

Depois deles surgiu um de nome Salomão, que chegou acompanhado de uma comitiva que foi logo atestando suas qualidades, entre elas, a sabedoria, no entanto, percebi que parece ser do tipo faça o que eu digo, não faça o que eu faço. Em seguida a ele, eis que surgiu, depois de muita insistência, pois queria desistir, um tal senhor Jonas. Quem desistiu dele fui eu. Em seguida, um tal Elias, que me pareceu estar bastante deprimido. Entendi que nenhum dos dois serviria como um bom testemunho para as campanhas da igreja.

Teve também um chamado Oseias. Um chefe de família com sérios problemas em casa. Ou seja, não precisamos de gente desse tipo por aqui. Entre esses, surgiu o Jeremias, alguém que não parou de se lamentar. Tinha lá suas razões, mas me recusei a ouvi-lo. Enfim, destes mais velhos não suportei a nenhum deles, afinal preciso de gente jovem e positiva.

Entre os mais novos, tivemos um que mais parece um hippie, o que não seria bom para imagem da igreja. Atende pelo nome de João Batista. Contemporâneo dele, veio o Pedro, um homem que imagino vocês conheçam; é conhecido por abandonar o barco em meio a situações de perigo. Veio acompanhado de um amigo chamado Paulo, alguém que percebi, gosta de escrever muito, se dizendo um impecável intérprete do Messias.

Não recomendo nenhum deles. Por fim, todos acompanhavam um tal Jesus. Esse é talvez o pior de todos, pois gosta de colocar os outros em uma tremenda saia justa, pois está sempre a questionar as boas intenções dos membros da igreja, falando em meias palavras, como se testasse a inteligência alheia. A este, definitivamente, não nos serve nem para ser o porteiro.

De todos eles, há um apenas que recomendo, pois ainda não pude ficar com ele, pois disse-me que fará uma pesquisa para saber que denominação possa lhe pagar mais por seus serviços. Atende pelo nome de Judas. Tem ótimo trato com as finanças e pensa nos pobres. Ao menos foi o que me disse.

É isso, enfim. Vocês foram avisados, afinal, precisamos conhecer bem aos que fazem parte de nosso círculo, inclusive para que possamos ouvi-los quando falem do Eterno. Não se deve ouvir qualquer um.

Feliz sábado

Ṣadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Atestando a capacidade
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Estar atento

jesus (2)Alguém escreveu nesses dias que mesmo pessoas que aparentam ser fortes, podem ser aquelas que sofrem caladas, enfrentando problemas que desconhecemos.

No entanto, em que pese vivermos tempos de grandes horrores de guerra que chamam a nossa atenção, de valores que mudam com tamanha rapidez que não somos capazes de pensar direito sobre eles, de consumos que se tornam nossas prioridades, ao nosso lado poderá se encontrar alguém que precise de nossa compaixão e de nossa compreensão.

Não podemos impedir as disputas pelo poder geopolítico, nem tampouco entender as guerras por estarem tão distantes de nossa realidade; mas podemos enxergar e nos colocar à disposição de pessoas que possivelmente estejam ao nosso redor.

Para isso basta estarmos atentos às pessoas ao nosso redor, que logo surgirão oportunidades que nos mostrarão o quanto seja importante valorizar o que está ao nosso alcance para realizarmos um mundo melhor. Se deixarmos passar, poderemos perder a única chance que tínhamos para realizá-lo.

[…] ajudem e animem uns aos outros […] Examinai tudo. Retende o bem“. (1 Tessalonicenses 5).

Peregrino da Palavra

Sady FolchEstar atento
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Excelentes coisas

É comum conhecermos pessoas que se sobressaem no meio em que vivem, sejam como profissionais, sejam simplesmente por transparecerem maturidade diante da vida, dando-lhes um ar racional diante dos fatos, que qualquer um gostaria de ter para lidar com os problemas diários.

Sim, elas são vencedoras, mas não são especiais ao ponto de serem únicas. Essas pessoas tornam-se especiais e todos nós podemos o mesmo, bastando que, como elas, encaremos a existência de frente. Mas não se engane, pois também elas têm seus temores e suas dúvidas. O que as diferencia é olhar para a vida como a oportunidade que têm para vivê-la, não perdendo seu tempo com coisas que as impossibilite crescerem.

Mesmo às vezes, porque são simplesmente pessoas, também elas caem, se levantam, mas, sobretudo analisam seus erros, as circunstâncias, e assim seguem seu caminho, retomando suas metas, focados em seus objetivos. E vencem.

No entanto, isso está ajustado a um tempo limitado. O da existência. Quando acaba, o máximo que se poderá dizer é: Foi um vencedor. Alguém arrojado, digno etc.

Mas, é só isso? Morreu, acabou? O que importava era ter enfrentado a vida com todos seus enfados e pesos, e vencido? Percorrido a raia e alcançado a vitória? É só isso que alguém que a testemunhe queira espelhar-se para também ser um vencedor?

A palavra do Eterno é o conhecimento da vida. Ao se revelar à humanidade, deu a conhecer dois aspectos fundamentais a serem considerados durante a jornada. O primeiro deles, que nos prepara melhor para, inclusive, as derrotas, mas, sobretudo para as vitórias, é que a conquista está além da existência física, ainda que para alcança-la, estejamos limitados ao curto tempo da vida.

Infelizmente, muitos vencedores deste mundo não consideram essa circunstância enquanto lutam.

O segundo aspecto é compreendermos que, ainda que alcancemos ou não as satisfações que revelem alguma justiça no mundo, para isto, diferentemente da verdadeira vitória que não se limita pela morte física, há um limite. Também o da própria existência física.

Sagrar-se vencedor será refletido, de fato, pela forma como encaramos tais peculiaridades da existência, ambas desconhecidas do homem mais sábio, se não fosse revelada pelo Eterno.

Inclina o teu ouvido e ouve as palavras dos sábios, e aplica o teu coração ao meu conhecimento. Porque te será agradável se as guardares no teu íntimo, se aplicares todas elas aos teus lábios. Para que a tua confiança esteja no Senhor, faço-te sabê-las hoje, a ti mesmo. Porventura não te escrevi excelentes coisas, acerca de todo conselho e conhecimento, Para fazer-te saber a certeza das palavras da verdade, e assim possas responder palavras de verdade aos que te consultarem?” (Provérbios 22)

Shabbat Shalom!

Um Peregrino da Palavra

Sady FolchExcelentes coisas
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#Eternidade

Morreu segunda feira (09/06), aos 123 anos, na Bolívia, Carmelo Flores Laura, considerado a pessoa mais velha do mundo com idade documentada. A imagem ao lado foi feita em agosto do ano passado quando concedeu uma entrevista à Reuters, em sua cidade natal, Frasquia. Quando li a notícia fiquei espantado com a longevidade deste homem, pois, se nos surpreendemos ao encontrar alguém com idade beirando os cem anos o que dizer então de 123 anos? Uma marca surpreendente, já que o próprio salmista afirmou que os seres humanos vivem, em média, setenta anos, mas alguns, por sua robustez, chegam aos oitenta anos (Salmo 90:10).

Mesmo após a entrada do pecado em nosso planeta os homens tinham uma vida média acima dos oitocentos anos, mas como a maldade era crescente e parecia não ter fim o Eterno resolveu dar um basta naquela ímpia geração e enviou o Dilúvio. O resultado foi que graças à nova dinâmica de vida, as gerações subsequentes passaram a viver em média 120 anos, chegando até a nossa marca atual.

Quando li a notícia da morte de Carmelo lembrei da citação do profeta Isaías que, falando acerca da Nova Terra, afirmou que chegaria o dia em que as crianças morreriam cem anos (Isaías 65:20). Obviamente ele usou uma figura de linguagem para mostrar, de forma didática, o que será a eternidade, o plano divino para os que receberem o direito de viver na Nova Terra.

Você já parou para pensar em que consistirá realmente a eternidade? Já tentou se imaginar vivendo para sempre, num mundo onde não haverá sofrimento, dor ou morte? Já pensou em como será ver o Eterno face a face? Nada do que pensou chega perto daquilo que o Eterno está preparando para Seus filhos (I Coríntios 2:9).  Simultâneo ao seu nascimento começou a eternidade para você, suas escolhas definirão se você a conservou ou perdeu. O que sua vida e seus atos dizem a esse respeito?

Gelson De Almeida Jr.#Eternidade
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A alegria da união

Senhor, que Tu possas segurar a mão de cada um de teus filhos, para que sintam a Tua direção, a Tua presença, a Tua graça e o Teu amor. Que não desistam quando os problemas e as dificuldades estiverem diante deles, mas que continuem fiéis a ti”.

Na manhã de sábado, logo depois de ter realizado o batismo de quatro pessoas, sendo três delas de uma família inteira, com essas palavras o pastor Kleber terminava a sua oração intercessora, em nome de Jesus, pelos novos membros da família de Cristo, inclusive, por aqueles que ainda estão por tomar a decisão de dizer, sim, ao Senhor, sendo esta, também conforme suas palavras de sacerdote, a mais importante decisão que o ser humano pode tomar em sua vida.

A alegria vivida nessa manhã transbordou todo o entendimento, não podendo ser descrita em palavras. A única forma honesta com que posso tentar traduzir aquele instante está nas palavras de Vinícius, um adolescente, membro da igreja, que ao chegar próximo a mim, disse-me: “Tio, o céu está em festa nesta manhã”.

Ver aquelas pessoas ali, recém-convertidas, orando em comunhão com igreja, revestidos de humildade diante da grandeza de Deus e da consciência de serem dependentes dEle, razão da sua decisão de entrega e, por isso mesmo, exaltados por Ele, é um dos maiores testemunhos de fé que se pode vivenciar; além de representar o começo da caminhada com Cristo, também é um exemplo para todo aquele que pense em seguir esse caminho, tanto quanto para aquele que, afastado dele, precise voltar.

Testemunhar essas novas criaturas unidas a Cristo, elas com a igreja e a igreja em união orando por elas, exerce sobre nós uma alegria espiritual indescritível, remetendo-nos àquela vivenciada pelo rei Davi quando salmodiou a união dos irmãos em torno do Eterno.

Uma experiência, de fato, real com Deus. É como o orvalho que desce do Hermom aos montes de Sião que estão ao seu redor. Todos são beneficiados com vida.

Que nossa semana seja sustentada pela essência dessa união vivida em comunidade, pois ela provém da certeza de que Cristo é o nosso Mestre, o nosso redentor, o cabeça da igreja, e que de mãos dadas com ele e por meio dele, é que retornamos ao convívio com o Pai, razão de termos nascido, estarmos vivos e, pela sabedoria ensinada do alto, termos escolhido viver felizes em união com os irmãos de fé.

Louvado seja Deus, porque a Sua misericórdia dura para sempre! Amém!

Um Peregrino da Palavra

Sady FolchA alegria da união
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# Maturidade

Nestes mesmos dias de maio, há exato um ano, a OAB/SP realizava o primeiro congresso internacional sobre liberdade religiosa e contou com a participação de ninguém menos que Ganoupe Diop, diretor do Centro de Estudos Religiosos da Igreja Adventista, e representante da Comissão de Direitos Humanos da ONU. Nesta semana o evento se repetiu na casa dos advogados paulistas.

O tema, atualíssimo nestes tempos, destaca os direitos humanos e os fundamentais como a base para o encontro. Em nosso país, ainda que a Constituição Federal garanta direitos fundamentais como liberdade de expressão, de crença, de realização de culto entre outros, não há dúvida que as pessoas ainda precisam aprender a pensar sua convivência e em tudo que se refira ao respeito inviolável a eles, levando-se em conta os limites a que estejam sujeitos os direitos de cada um.

Perceba o exemplo do desrespeito social. Televisão ligada e quando menos se espera, a personagem da novela do horário nobre, de posse de uma serpente, assegura aos presentes não tenham medo do animal, pois, afinal, foi graças a ela que o casal no paraíso conheceu o sexo, do contrário estariam vivendo de tédio até os dias de hoje.

O exemplo, em si, por se tratar de Brasil, não relata a falta de liberdade religiosa, mas o desrespeito às crenças religiosas. No momento em que por um discurso, um texto ou um programa, o ateu ou o ímpio, como queira, ou mesmo um sacerdote desrespeite crença alheia, ele não se restringe a zombar tão somente dos conceitos morais e padrões éticos que, diga-se de passagem, são os responsáveis pelo tecido do respeito social que ele mesmo exige para si, mas, sobretudo atinge a relação existencial de religação do ser humano com o sagrado. E, por esse motivo, em especial pela seara cristã, saiba o homem do que diz a escritura: “Não se deixem enganar: de Deus não se zomba”.

Em se tratando de liberdade religiosa, o Brasil tem testemunhos ímpares. Não muito tempo atrás, sentenças judiciais determinaram a quantidade permitida de decibéis produzidos pelos cultos em áreas residenciais. A primeira reação foi achar que o vizinho ao templo ao não aceitar ouvir a pregação estaria revestido pelo espírito do mundo. Da mesma forma, é comum ouvir membros de diversas igrejas e crenças atribuindo uns aos outros ofensas sem fim. Ora, convenhamos, seja antes, o seu testemunho de amor, a sua oração, o poder maior de transformação para o homem que não conheça a Deus.

O país não sofre com restrições como em países muçulmanos que proíbem cultos cristãos, entre tanto outros exemplos, contudo, presenciamos como na última semana, um juiz de direito declarar em sua sentença que determinado culto não se trata de religião por não cumprir os requisitos básicos que a conceituem como tal. O absurdo foi tamanho que a reconsideração da decisão judicial veio a reboque. Caso o magistrado não o tivesse feito, certamente uma corte superior o teria.

A liberdade de se pregar o evangelho nas praças, de ver respeitada a guarda do sábado, enfim, é a mesma que garante alguém realizar suas procissões ou cumprir seus rituais religiosos. Somente o contesta quem não tenha o discernimento espiritual necessário para a convivência pacífica entre os povos. Ainda assim, julgá-los é uma tolice. Orar por eles é maturidade espiritual.

Um pastor ou quem louve ao Senhor com músicas, não visita outra denominação e chegando lá diz aos presentes que eles não obterão a salvação por não observarem determinado mandamento. Se a revelação das escrituras encontrou solo fértil em seu coração, excelente. Se as observações são díspares nas diversas denominações cristãs, apenas trate de constatar isso para si mesmo, e dentro de sua comunidade, se isso for produtivo a vocês.

Afinal, quem nunca ouviu um sacerdote afirmar que não se diz que apenas determinada denominação haverá de se salvar, sendo que é sabido em tantas outras conterem pessoas de fé inabalável, amor incondicional ao próximo, vida santificada e dependência total ao Eterno. A quem compete julgar é o Senhor, que o cumprirá na segunda volta de Cristo, conforme acreditamos.

Aquele que está maduro em sua fé, pela experiência real que tenha com o Eterno, seja dando graças em meio à tribulação, seja louvando a Deus por alguma alegria, enfim, mantendo viva a sua religação com Deus, esse não se abala com as escolhas alheias de adoração. Antes as respeita. Se quiserem lhe ouvir, ele falará de sua fé e revelará o caminho, a verdade e a vida.

O SENHOR sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Maturidade
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