Publicações com Escolhas

# Os caminhos da vida

O repertório da sabedoria oriental oferece-nos um cabedal de contos maravilhosos. Frutos que saltam da observação dos gestos mais simples, se tornaram tábua de reflexão em todo o mundo. Um deles conta uma história em que dois homens seguiam cabisbaixos por um caminho, cada qual em direção contrária ao outro.

Ao encontrarem-se, perceberam que traziam consigo uma quantidade de diversa de sementes. Resolveram fazer uma troca e assim seguiram sua rota. Mais a frente, um deles, o mais velho, mais observador que o outro, percebeu que o jovem homem que acabara de encontrar carregava algo além. Ao recordar-lhe o semblante, esclareceu-se uma tristeza por detrás daqueles grandes olhos. Virou-se para trás, mas as colinas já o escondiam.

Pensou – “Talvez perdido em seus pensamentos; mas, que siga em paz”. Passou o tempo e os homens cruzaram-se mais uma vez no mesmo caminho, agora a carregarem um fardo de pães. A troca mais uma vez fora feita, contudo, o homem que atinara dos sentimentos do mais jovem iniciou uma conversa. De fato, aquele era um homem triste. A solidão, em uma região de homens que tinham esposa e filhos, fora a sorte tecida pelo destino em sua vida.

Estava diante de um homem bastante tímido, porém íntegro, e também um bom pastor de cabras, conhecedor dos cuidados que a elas se deve para crescerem fortes, pelo que se revelou no pouco que disse ao responder sobre o que fazia. Por este motivo, também, foi que então o convidou para cear com ele em sua casa, pois sua mulher estava na casa de parentes, e assim, no dia seguinte poderia conhecer o seu rebanho e dar sua opinião. Aceito o convite, seguiram juntos, conversando sobre a criação, até que o anfitrião achou de lhe contar sobre a agrura que se abateu sobre sua família.

Desta feita, o destino, caprichoso, não havia trazido alguém como se espera aconteça, mas, retirado. Quatro de seus filhos tinham sido mortos por ladrões em uma emboscada. Restara-lhe a esposa, já avançada em idade como ele.

Este fato os aproximou mais ainda. O homem tímido sentiu a dor daquele que acabara de conhecer. Após a ceia, ficaram do lado de fora da casa observando a noite que estrelava as imensas possibilidades do universo. Após algumas horas de conversa, perceberam na experiência de cada um, o equilíbrio vital que os impelia continuar a viver.

O homem solitário encontrou escondido em si mesmo, as razões que o fortaleciam sem que as vislumbrasse, sendo a vida, ainda que solitária, a oportunidade de estender a mão a quem precisasse, tornando-a repleta de familiares como as estrelas daquele céu. O mais velho, por sua vez, revelou também a si próprio, não apenas a beleza que ainda encontrava nos olhos de sua mulher, sem se dar conta, mas, inclusive, de quanta vida há para ser conhecida, ainda que a noite caia em meio ao caminho.

Ocorreu-lhes nesse momento a lembrança de uma passagem do evangelho, em que Jesus, que não teve esposa e nem filhos, pois sua vida voltou-se ao plano divino, a ele reservado para carregar um fardo que só ele o poderia fazê-lo, em determinada ocasião, ao estar com pessoas que o ouviam falar do reino de Deus, precisou repreender ao interlocutor que o interrompia insistente, avisando-lhe que sua mãe e irmãos se encontravam do lado de fora da casa, dizendo: “Quem é minha família senão os que fazem a vontade de meu Pai que está nos céus?”. Razão que exemplificava a necessidade imediata a ser suprida aos que têm fome espiritual.

Ao final, ao recolherem-se para descansar a espera do dia, compreenderam que, de fato, os laços familiares são em si, as oportunidades mais próximas que temos para revelar o sentido da vida. Contudo, se não os temos, igualmente os homens em nossos caminhos, solitários ou ávidos por um conforto, são aqueles a quem devemos voltar nossos pensamentos, tornando-nos conscientes do peso do ego e da força do amor, este, o alimento legítimo a ser trocado por onde quer que se vá, da maneira como se esteja vivendo, pois sempre haverá alguém que precise de algo mais do que nós.

Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Os caminhos da vida
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Recomeçar

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Não importa se você torce pelo São Paulo, ou pelo Corinthias, ou pelo Flamengo. Coisas como time de futebol de sua preferência não precisam mudar. Deus está é interessado na mudança de seu coração. Essa, sim, faz uma enorme diferença.

Deus é um criador com uma tremenda capacidade de recriar. É sua divina vocação. Basta que Ele viva por um certo tempo num coração para que esse coração sofra uma grande transformação. Ele substitui fotografias de dor por imagens de graça. Derruba paredes de ódio e conserta fissuras. Da mesma maneira que uma mãe não consegue ficar imóvel diante do choro de seu filho, o Eterno não entra numa vida sem altera-la.

É claro que isto é desconfortável. Uma reforma, ainda mais na alma, não é algo simples e prazeroso. O que não deveríamos fazer é interromper a obra desse Carpinteiro. Ao mesmo tempo em que ele irá acrescentar novas prateleiras, terá que retirar e demolir algumas outras áreas. Porém, fique em paz. Ele tem planos maiores. Ele quer muda-lo e recria-lo por completo.

Deus não vai interromper seu trabalho até que tenha terminado. Seu alvo é deixá-lo exatamente como o Cristo, seu filho.

“para que o conheçam cada vez melhor e entendam o plano que ele traçou para vocês, apegando- se à imensidão do glorioso caminho de vida que ele tem para seus seguidores, a grandiosidade absoluta de sua obra em nós, que confiamos nele — força sem fim, poder sem limite!” Efésios 1:18-19

*Foto tirada no pôr do sol do Unasp-EC (Universidade Adventista de São Paulo, Campus Engenheiro Coelho-SP), onde começo cursar o ultimo ano da faculdade de Teologia.

Adriano VargasRecomeçar
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# Selados pelo Eterno

Aquele que leu o livro – Por quem os sinos dobram – de Ernest Hemingway, ou somente tenha assistido ao filme, testemunhou o relato apaixonado do autor ao construir personagens que traduzem a condição humana diante da guerra. O título do livro faz referência a um poema do pastor inglês, John Donne, que viveu no século XVI.

“Por quem os sinos dobram?” – é a pergunta na parte final do filme, extraída do poema que também fornece a resposta, dizendo: “Nenhum homem é uma ilha, sozinho em si mesmo; cada homem é parte do continente, parte do todo …a morte de qualquer homem me diminui, porque eu sou parte da humanidade; e por isso, nunca procure saber por quem os sinos dobram, eles dobram por ti”

O poeta renascentista, que também era um pastor, afirma com isso que todos somos ligados uns aos outros, e que a perda egoísta de um ser humano é a nossa própria morte. Assim, a cada vez que os sinos dobram, a humanidade perde uma vida, e com ela, a chance de uma linda história. Os sinos são os sinais dessa mortalidade, por isso dobram por cada um de nós.

O que dizer quando nos deparamos com tantas almas que se perdem nesta jornada repleta de teologias em nome do Messias, e que mais se parece com uma guerra, enquanto as submete àqueles que, ao se dizerem possuidores do selo do Rei, distorcem a Palavra, o sentido real da vinda de Cristo, o motivo das bênçãos do Eterno testemunhadas pelo Antigo Testamento, criando sofismas que aniquilam.

Qualquer pessoa pode ter conhecimento e passa-lo como se conhecedor da autoridade divina o fosse, contudo apenas aquele que tem o selo real, pode de fato fazê-lo. Suas obras o revelarão. Tome o exemplo de Pedro em suas cartas. É outro homem quando comparado ao Pedro que tenta dissuadir o Messias, ao momento em que este está relatando o que lhe aconteceria. Ali Pedro é repreendido por Cristo, e até ao momento da ressurreição do Mestre, ele ainda não havia se deixado quebrantar, permitido a necessária morte interna.

Após repreendê-lo, Yeshua conclui dizendo que se alguém quisesse ir com ele, renunciasse a si mesmo, tomando sua cruz e o seguindo, pois aquele que desejasse salvar a sua vida – e aqui entenda apenas pelo prazer de viver – por certo a iria perder, pois não amaram a verdade, e portanto, não entrariam no reino, pois na sua volta receberiam segundo as obras. (Mateus 16).

Quantos sinos têm dobrado por almas perdidas sem viver essa verdade? Muitos, por aqueles que ouvem as teologias espalhadas a critério dos interesses pessoais, e as aceitam por também atenderem aos seus próprios interesses. Assim, o rebanho acaba por seguir pelo que recebe e não pelo que precisa ser transformado. Cristo mesmo afirmou que muitos o seguiam apenas pelo que comeram e os saciou, e não pelo alimento espiritual que só ele poderia dar, pois, para tanto, havia sido selado pelo Pai (João 6).

Paulo, que tinha o selo de seu apostolado na conversão dos fiéis, afirmou que fomos selados com o Espírito Santo da promessa. Portanto, que o nosso testemunho de conversão esteja alinhado com as palavras de Yeshua, tornando-nos odres novos, recebendo assim o selo, pois, do contrário o vinho novo que é a Palavra do Eterno, não poderá se conservar em nós e logo arrebentará o odre, e assim, os sinos continuarão a dobrar.

Bendito seja o nome do Senhor

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Selados pelo Eterno
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# Para viver a unção

Ao tempo da antiguidade, o azeite extraído do fruto das oliveiras tinha dois destinos básicos: alimentação e iluminação. O primeiro a sair da prensa, mais puro, servia para a alimentação, e o produto final tinha seu destino aos candeeiros, a fim de que queimassem e fornecessem luz.

Ao atentarmos para o livro de Êxodo (27), o Eterno no momento em que instrui sobre os cuidados para com o candelabro (menorah) que deveria ficar acesso o tempo todo dentro do templo, no lugar santo, requereu que se usasse o melhor azeite. Aquele da primeira prensa. O azeite, como se sabe, representa a unção. O candelabro acesso, o Messias, aquele em quem a luz não para de brilhar.

Ele mesmo disse a respeito da luz em diversas ocasiões. Mediante o sermão das bem-aventuranças, por exemplo, sua luz brilha até os nossos dias, porquanto revelou ali algumas verdades que se entendidas e aceitas, nos conduzirão ao reino dos céus; portanto, ao abrir nossos olhos pôde afirmar sermos a luz do mundo, e  que, então, resplandecêssemos diante dos homens, para que estes vissem as boas obras e glorificassem ao Pai. (Mateus 5).

Mas, por que seríamos a luz do mundo? Sobre si mesmo, a luz verdadeira que veio ao mundo e que ilumina a todo o homem, afirmou que aquele que o segue não andará em trevas, tampouco receberá a condenação por tê-las amado mais do que a luz. Por isso, abriu-nos mais uma vez aos olhos, como fez ao cego, colocando em nós, a luz.

O azeite que provê a iluminação é a unção excelente, esta proveniente do Eterno, fonte da luz que é o Messias. Mas, por que muitos não aceitam a melhor unção e nem ao seu resultado que é a luz? A resposta pode ser dada por, no mínimo, dois motivos: pela omissão da verdade, muitas vezes exercida por quem a ela deveria revelar; ou ainda, se pronunciada claramente, pelo incômodo que pode provocar diante dos interesses pelo mundo.

Muitos querem a unção, todavia não aceitam quebrantar-se diante do Eterno. Yeshua, o Messias, assim procedeu para que vivesse toda a unção que foi preparada a ele. Só assim pôde revelar as obras das trevas mediante sua luz. O Senhor quer trabalhar em nossas vidas, tornando-nos um vaso novo, exatamente como faz o oleiro; enquanto nos entregarmos parcialmente às Suas mãos, Ele nos quebrará e quebrará, tantas vezes for necessário. Há um preço para sermos feito novas criaturas, para recebermos e sermos luz no mundo.

A menorah (candelabro do templo) era um sinal do que haveria de vir, a luz para as nações. Esta, a unção excelente. A todo aquele que guarda o mandamento e tem a fé no Messias, ela permanece viva. Bendito seja o nome do Eterno.

Shabbat Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

Sady Folch# Para viver a unção
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# A entrega do controle

Por acaso, você já andou em um carro de montanha-russa, brinquedo em que a entrega e a sensação da surpresa fazem parte da escolha? Ainda que se conheça o trajeto antes do ingresso, é somente pelos movimentos do carro em meio ao percurso que você poderá sentir o que lhe espera. Tudo começa com a subida lenta ao cume da montanha, criando um clima de suspense pelo que virá a seguir. E então, chegando ao topo, o carro despenca rumo a um caminho em que movimentos inesperados geram sensações das mais diversas. E em minutos, chega-se ao fim.

Na vida também escolhe-se viver as sensações, muitas delas passageiras, contudo quase sempre mediante o hábito de se ponderar de antemão os movimentos. É certo que há os que se movem dentro de um percurso destituído de qualquer surpresa, aonde se pensa poder controlar além dos movimentos, também aos sentimentos. A estes, não apenas pelo fato de deixarem de viver com espontaneidade, mas ao ocultarem em si mesmos uma vaidade própria, resultam em uma vida amarga.

A humanidade, em sua maioria, escolhe viver as sensações envoltas pela alegria que se expõe. Entretanto, muitos se entregam a essa jornada imaginando poderem controlar os movimentos. Sob certo aspecto, nada mais justo, afinal criam-se parâmetros exatamente para que proporcionem limites, coibindo excessos e respeitando-se aos direitos alheios.

No entanto, mesmo acreditando estarem abertos às alegrias, nutrindo alguma certeza de que nenhum mal possa lhes acontecer, ainda que, em grande parte, considerem as agruras da vida, a entrega à vida se dá em face de uma segurança paradigmática, repleta dos padrões de felicidade, maturidade, justiça, amor e, por que não dizer, espiritualidade.

O cristianismo, como religião que se apresenta, faz com que os membros de suas inúmeras vertentes se deparem com sensações e movimentos dos mais diversos. Pode-se encontrar desde aquelas que defendam a possibilidade de revidar, julgar, quanto as que acreditem viver ao que entendam sejam as bênçãos de Deus. Quase sempre os movimentos são controlados, tomando os parâmetros bíblicos, como se humanos fossem.

Entretanto, ao momento em que se permite, mediante a isenção do ego, a uma leitura e a uma vivência espirituais das escrituras, de completa entrega, posto serem testemunhos do poder do Eterno sobre qualquer situação humana, só então se é capaz de empreender a experiência real que é proposta à vida. O livro de Jó, por exemplo, em parte de sua extensão reflete aos nossos olhos, exatamente o máximo que podemos ser como homens justos, posto que, ainda que tementes a Deus, estamos sujeitos à carne que reclama as injustiças.

Igualmente pelo que Deus exortou a Jó, e este fora lapidado em sua compreensão de obediência e dependência às mãos do Oleiro, vivendo bênçãos que seus olhos não haviam visto anteriormente, ao nos entregarmos ao Caminho, à Verdade e à Vida, por quem temos acesso ao Pai que, de fato detém o controle dos movimentos e nos ensina as melhores sensações, tais quais as resultantes do perdão, do amor divino, enfim, de tudo o que esteja alinhado à sua boa, perfeita e agradável vontade, diremos então, ainda que diante de uma vida aparente de altos e baixos, “Meus ouvidos já tinham ouvido a teu respeito, mas agora os meus olhos te viram”.

Shabbat Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra

(Foto retirada do Blog Sétimo Dia)

Sady Folch# A entrega do controle
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# Escárnio

Nesta sexta-feira à tarde, eu saia de casa para ir até à praça da sé, localização da livraria da OAB SP, onde estive para procurar um livro. Pois bem, ao passar pela Câmara Municipal, me deparei com uma festa enorme no meio da rua. Tratava-se da tradicional, Peruada, festa organizada pelo centro acadêmico da faculdade de direito do Largo de São Francisco.

O slogan de cada ano é pensado para criticar alguma situação ocorrida no país. Este se voltou ao deputado Marco Feliciano (PSC-SP), com o tema “Contra o ódio do pastor, meu peru é mais amor”. A festa tem sua origem nos anos 40, quando estudantes da faculdade de direito furtaram perus de estimação de um professor e, com eles, realizaram um banquete. Ou seja, a coisa já começou errada. Não à toa, a cena que presenciei hoje era de cortar o coração.

Apesar de serem jovens, marcados pela beleza da juventude, o que mais me chamou atenção foi o estado em que se encontravam. Mais da metade deles e, não eram poucos, totalmente embriagados, com os olhares perdidos; muitos ao ponto de ficarem caídos pelo caminho, desmaiados pelo entorpecimento, vomitados em si mesmos. Alguns, inclusive, socorridos por bombeiros e policiais militares que os acompanhavam.

Pensei comigo: Eles são jovens deste e neste mundo e, por isso mesmo a maioria é movida pela imitação dos hábitos passados, afinal, já dizia o rei Salomão, que não há nada de novo debaixo do sol. Eles são a renovação do mundo que insiste tratar aos princípios cristãos com desdém, ainda que muitos dos testemunhos, ditos evangélicos, deem motivo para o escárnio da Palavra de Deus.

E terminei a triste meditação concluindo o óbvio: Estes jovens colocam-se a criticar algo que, de fato, a meu ver mereça repúdio, pois, no mínimo, o assunto deveria ter sido tratado com amor, afinal trata-se da mensagem de Deus que está sendo entregue, ensinada, mas, na verdade, eles aqui estão dispersos pela embriagues deste mundo, como que drogados pelas sensações, falsas em todos os sentidos.

E o que se viu, foi de uma tristeza que muitos dos pais daqueles jovens teriam se entristecido à morte.  Como seria maravilhoso se dessem uma chance a eles mesmos, a analisarem a vida de Jesus Cristo, sem olhar para o testemunho dos homens e, dessa forma, poderem emitir um melhor juízo de valor sobre a mensagem do evangelho, tanto quanto ao que faziam com suas vidas naqueles instantes.

Shabbat Shalom!

Sadi – Um Peregrino da Palavra.

Sady Folch# Escárnio
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# Vontades e entregas

Uma das coisas que mais me impressionam na relação com Deus, é quando me deparo com providências que Ele nitidamente proporciona. Sabemos por tudo o que ouvimos e lemos que a vontade de Deus é que deve prevalecer e não a nossa.

Não é tão fácil à primeira vista compreender esta espera, esta decisão, mas se guardamos os mandamentos, permanecemos no Seu amor e, sendo este o que haverá de permanecer, tudo podemos naquele que nos fortalece.

Se estivermos nele, pedimos e recebemos. A força que precisamos virá dele; o bom combate será sustentado por Ele; o perdão ao que nos ofende, o amor e a oração a estes estendidas, são provas de que permanecemos debaixo da graça do Messias, do Leão de Judá.

Há ocasiões em que confesso, minha conversa com meu Pai se dá ao modelo de Gideão, pedindo por uma prova que demonstre certificar-me ser Sua vontade. Não é como devemos proceder. A falta de entrega completa é a certeza de estarmos em meio à fraqueza, ou pior, vivenciando a apostasia.

O que, de fato, é necessário, é agir pela fé. Conhecer a Nova Aliança e andar pela fé. Estabelecer intimidade com Deus e andar na Sua dependência, sendo obedientes em tudo. Mas, de que maneira identificamos essas situações, a fim de que não caiamos nos ardis do inimigo que se reveste até mesmo de anjo de luz?

Conhecendo a Palavra, especialmente nos aspectos que esclareçam o que traduz o conceito da vontade de Deus, qual seja ser boa, perfeita e agradável. Converse com o Criador, Salvador e Senhor de nossa vida, sorria, se entregue a Ele sem reservas e seja feliz, pois em tudo seremos fortalecidos.

Ótima semana a todos, pela graça de Deus.

Sadi Peregrino da Palavra

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# Transformado. Repleto.

Ele passou o dia ali, como há semanas, tentando buscar uma resposta para um vazio que não admitia facilmente; algo que o preenchesse, que o acalentasse e que lhe respondesse a uma pergunta que nem mesmo ele sabia qual era. Apenas sua mente vagava em absoluta solidão. E a resposta, buscava-a continuamente. Contudo, nada do que fizesse, mudava seus sentimentos, tão repetidos ao longo dos dias. E os seus atos passaram de inocentes buscas, a desesperadas tentativas de se sentir vivo. Como eram de se esperar, demasiadamente impensadas, faziam-no sofrer.

Assim vinha sendo uma grande parte de sua vida. Pensava sempre aonde havia perdido o sentido da vida. E seguiu-se a tarde e a noite. Telefonemas, e-mails, opiniões, leituras, filmes, planos, sonhos, tudo para que se encontrasse. Cansado, resolveu deitar-se na madrugada. Antes, ainda sentado, orou. Levantou-se e arrumou a cama. Voltou ao computador, desligou os seus e-mails, seu blog, sua página da rede social e, ao seguir o cursor para desligar o aparelho, lembrou-se de que alguém naquele dia havia lhe enviado um link para ouvir um culto. Ligou a caixa de som, acessou o site da igreja, clicou o link e, enfim, deitou.

Ao iniciar o sermão, em minutos percebeu que a Palavra de Deus era a única coisa que o fortalecera sem que ele fizesse qualquer esforço. Que, de fato, por ela sentia-se preenchido. Não poderia nem mesmo cessar o avanço daquela transformação, a não ser que se voltasse novamente à tristeza, à incerteza e à insegurança. Mas, uma coisa era certa, nunca mais poderia reivindicar o vazio. Havia sido preenchido. Revelava-se lhe ali, o que ele precisou durante toda vida. Ouviu sua mente confessar que sempre viveu do vazio. Sentiu-se, enfim, repleto.

Shalom!

Ṣadi – Um Peregrino da Palavra.

Sady Folch# Transformado. Repleto.
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#A viagem

31 de Agosto de 2013, esta é a última data para quem quiser se inscrever no site Mars One (símbolo ao lado) para concorrer a uma viagem a Marte. Com certeza muitos se sentirão tentados a fazer sua inscrição para concorrer ao sorteio. Há, porém, um pequeno detalhe que fará muitos desistirem, esta é uma viagem sem volta, isto mesmo, os que forem selecionados deverão residir, a partir de 2023, de modo definitivo, em Marte para iniciar um processo de colonização do planeta. Mesmo assim existem mais de cem mil inscritos para participar da missão.

Quando você nasceu seu nome foi inscrito em uma lista para participar de uma viagem interplanetária, isto mesmo, para participar, sem sorteio sem nada. Viagem comumente chamada de salvação. Ao nascer seu nome passou a figurar entre os habilitados a esta viagem (Efésios 1:11), mas o direito de participar somente será concedido após análise do conjunto de atitudes tomadas ao longo de sua vida. Resumindo, suas escolhas é que dirão se você quer ou não participar desta viagem. Dia a dia, momento a momento, cada decisão tomada, garante ou não a permanência do seu nome na lista. O simples fato de você ter nascido já o colocou na lista de pretendentes, mas, estar inscrito não é sinônimo de participar da viagem. O preço já foi pago por Cristo quando morreu por nós no Calvário, mas a escolha da salvação é pessoal e intransferível.

Para quê Marte quando você tem o Universo à sua disposição? O quê mostram suas atitudes, um desejo ardente de participar desta viagem ou despreocupação com a mesma? Escolha certo, participe dela, você não irá se arrepender.

Gelson De Almeida Jr.#A viagem
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# Sob as Asas da Águia

As situações da vida estão críticas, pois estamos vivendo o tempo do fim. Segundo as escrituras, Deus irá abreviar os dias para que os seus escolhidos não sucumbam a tanta maldade e desordem. Portanto, é necessário nos fortalecermos na Palavra de Deus!

O homem sempre quis viver a sua maneira. O Salmista advertia aos de bom senso: Ele (Deus) te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas te confiarás; (Salmos 91:4)

A verdade é que Deus tem Seus planos e eles são para todos, para que tudo se equalize como os instrumentos de uma orquestra. E para que a música soe perfeita é importante que os músicos sigam a regência do Maestro. Jesus ao seu tempo já dizia para os homens que não aceitavam os profetas e os enviados da palavra de Deus: “…quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!” (Mateus 23:37)

Para permitirmos sermos regidos como instrumentos de uma orquestra, devemos seguir ao condutor, como na história dos patinhos que seguiam sua mãe, aonde apenas um achou de desviar, enquanto os outros nunca se afastavam para o perigo. E veio a tempestade…

No final da história, ficamos perdidos e solitários, sofridos e desanimados, tristes e fracos, como o patinho que se afastou dos sábios e experientes conselhos de sua mãe para se aventurar fora da trilha, diferentemente de seus irmãos patinhos, que a ouviram e permaneceram protegidos debaixo de Suas asas, quentinhas e aconchegantes, apesar da tempestade.

Nossa fragilidade nos põe em risco o tempo todo mediante nossa curiosidade, nossa prepotência e nossa pseudo-independência. Não que a dor deixe de ensinar, mas, prefere aprender com a sabedoria ou com a dor? Já diz o velho ditado: Queremos ser os maestros dizendo sempre – vou por aqui, ou não quero ir por ali agora; não estou com cabeça pra fazer isso ou aquilo – e por aí vamos com nossos jargões e com nossa teimosia.

“Porque a porção do SENHOR é o seu povo; Achou-o numa terra deserta, e num ermo solitário cheio de uivos; cercou-o, instruiu-o, e guardou-o como a menina do Seu olho. Como a águia desperta a sua ninhada, move-se sobre os seus filhos, estende as suas asas, toma-os, e os leva sobre as suas asas”. (Dt. 32:9-11).

Nos momentos que nos encontramos perdidos e sem rumo, é importante buscarmos a proteção das asas de Deus, mas, se nascidos de novo, aprendendo ainda a todas as coisas, o melhor que fazemos é nos colocarmos debaixo de suas asas, e com Ele aprendermos a comer, a darmos os primeiros passos, a batermos as asas, pois, de uma forma ou de outra, sob Sua segurança e proteção, Ele um dia nos fará sair do ninho para voarmos com asas de águias!

ady – Um Peregrino da Palavra

Shabbat Shalom 

 

Sady Folch# Sob as Asas da Águia
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