Publicações com Experiência Real com Deus

Páscoa – Obediência e Fé

Páscoa - Obediência e FéPáscoa em hebraico é “pessach” e significa “passagem”, “pular além da marca”, “passar por cima” no sentido de “poupar”. A páscoa foi instituída no Egito mediante a ordenança divina de se sacrificar um cordeiro e comer sua carne acompanhada de ervas amargas e pão sem fermento. Com seu sangue os hebreus marcariam suas casas e assim o anjo pouparia seus filhos no momento em que passasse para sacrificar os primogênitos dos egípcios, devido à resistência de faraó em manter o povo escravizado.

As obras que compõem o antigo testamento também orientaram o povo para a vinda do Messias, e muitos dos fatos ali registrados apontavam o quê e como haveria de ocorrer com ele. A páscoa judaica no Egito foi um desses fatos.

Paulo afirma que Cristo é o cordeiro pascal. A prova disso está na clara relação entre as ordenanças ritualísticas da páscoa judaica com a morte do Messias. O sacrifício do cordeiro aponta para o aspecto de que só a marca do seu sangue (Cristo) pode salvar. O pão sem fermento demonstra a necessidade de se apartar dos conceitos do mundo, não permitindo se contaminar. As ervas amargas remetem à lembrança do amargor vivido no mundo (Egito) para que a ele não voltemos. Mas não só isso.

Tomando ainda a ritualística pascal observada no Egito, o cordeiro que verteu o seu sangue para salvar deveria ser perfeito e não poderia ter os seus ossos quebrados. Cristo é o cordeiro pascal porque nele não se encontrou erro, nele não se encontrou pecado. E como narram as escrituras, nenhum de seus ossos foi quebrado.

Há também outros aspectos nesses contextos pascais. A obediência de Cristo sem questionamentos ao que lhe fora ordenado resultou em Sua ressurreição e, consequentemente, na nossa salvação por meio dele. De outro lado, o aspecto humano. Os hebreus obedeceram porque movidos pela fé. Paulo escreve na carta aos hebreus que pela fé celebrou-se a páscoa e a aspersão do sangue no Egito. A páscoa, portanto, se trata também do testemunho da observância da obediência e da obediência pela fé.

A estes aspectos, as características dos que se separam para o Eterno, quais sejam, a obediência aos mandamentos de Deus e a fé no Messias. Mesmo que saibamos que Cristo verteu seu sangue em favor da humanidade, só o acompanharão quando de sua volta aqueles que de fato se deixaram marcar por seu sangue, que observaram seus ensinamentos e o aceitaram pela fé.

Ao tomarmos Cristo como nossa páscoa é preciso entender que nossa justificação se dá pelo sangue e nossa santificação pela obediência à Palavra. Há sabedoria nestas palavras, não se limitando aos olhos que enxergam apenas a história.

Feliz sábado e feliz páscoa a todos!

Sadi – O peregrino da palavra

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Temperança seja o proceder

Temperança seja o procederUm conhecido palestrante fez a seguinte pergunta: quem pode de fato me ofender, tirar a minha paz, quando me dirige palavras destemperadas ou de baixo calão? A pergunta que eu deveria me fazer, afirma o palestrante: se trata da verdade ou de uma mentira? Se sou aquilo pelo que me chama, não me ofenderei. Se eu não sou, não devo me ofender. Não devo porque, como bem ensina o provérbio, “a ira do insensato se conhece no mesmo dia, mas o prudente encobre a afronta”.

Em que pesem as hipóteses reclamadas pelo palestrante serem simples, não explorando outras que de fato poderiam nos alcançar a honra, ou ainda a integridade física, ainda assim é preciso pensar no assunto sobre o ponto de vista da temperança, do domínio próprio e, sobretudo da negação do eu.

Se não sou um ladrão ou um homicida, não tenho que me preocupar com isso. Posso, eventualmente, processar a quem me dirige tais insultos, por me expor a uma situação em que minha reputação fique em xeque diante de quem não me conhece. No entanto, pergunto: isso mudaria o que sou? Isso consolidaria ainda mais quem sei que sou? Não, de forma alguma. Apenas satisfaria meu ego ofendido e nada mais além disso.

Saber quem somos e termos domínio sobre nós mesmos é o que nos faz manter a paz em nosso coração e em nossa mente. Quem somos afinal? Nós, chamados a igreja, somos o corpo em que o cabeça é Cristo. Quanta honra! Partindo dessa premissa, por que nos ofenderíamos, se sabemos de tudo que nos proporciona a paz?  “Venham sobre mim também as tuas misericórdias, ó Senhor, e a tua salvação segundo a tua palavra”. Segundo o salmista, esta deve ser a nossa resposta ao que nos afronta, pois confiamos em Deus.

Não há motivos para se ofender. Mesmo ao que não conhece a Deus. O homem que tem controle sobre sua vida, que sabe quem ele é de fato, não se mete em disputas egocêntricas. Aqui a preciosa lição do livro de provérbios: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira”. Ato contínuo, quando ao que se refere é a nossa crença, a lição de Paulo aos romanos, mencionando o livro dos salmos: “Sim, por amor de ti, somos mortos todo o dia; somos reputados como ovelhas para o matadouro”.

Imagine se Jesus tivesse respondido a cada uma das ofensas e blasfêmias que lhe dirigiram. Pedro escreveu em sua carta: “Não tornando mal por mal, ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo; sabendo que para isto fostes chamados, para que por herança alcanceis a bênção”.

Ainda em menção a Pedro, ele nos diz que devemos acrescentar à virtude o conhecimento, e a este o domínio próprio. Mas como alcançar o domínio próprio? Revestindo-nos de Cristo e vivendo pelo Espírito. Seja este o nosso proceder, sobretudo porque conhecemos a que Rei e a que Reino pertencemos, efetivamente.

Que a graça e a paz de Cristo estejam com todos.

Sadi – O peregrino da palavra

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Jesus, meu líder

Jesus, o meu líderAntes de tudo, como recomenda a Palavra, que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade, pois isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.

A falta de líderes mundiais como Martin Luther King, Mahatma Gandhi, Madre Teresa e Nelson Mandela, no sentido de corresponderem aos anseios fundamentais dos povos, apresentando valores de verdadeiras liberdade e justiça, faz com que cada vez mais o mundo se decepcione, perca a esperança e os homens se voltem uns contra os outros. Não à toa, os rumores de uma proposta de o governo mundial estar às portas, a oferecer equilíbrio aos povos. Segundo os livros – Apocalipse, Daniel e Tessalonicenses, tal líder, inteligente e enganador, surgirá e governará com consentimento internacional.

O que diz o dicionário sobre o termo – líder? A pessoa cujas ações e palavras exercem influência sobre o pensamento e comportamento de outras. Pois bem, esta reflexão se volta para essa definição, encontrando nas escrituras o seu pleno sentido positivo para a vida. Há quatro mil anos o Eterno Deus tem levantado e preparado homens que formem a liderança que busque influenciar a humanidade a se retirar da corrupção e do engano, voltando-se ao ideal maior de liberdade e justiça, representado pelo reino eterno.

Não apenas tal ideal tem sido ensinado, mas, sobretudo o líder à altura de tamanha missão tem sido anunciado desde então, pois no melhor sentido da liderança, ele dá a sua vida pelos seus. Eis o gesto maior de um líder. Ele é a quem o Senhor anunciou pela voz de Isaías, que sobre ele repousa o Espírito do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor.

Ele não julga segundo a vista dos seus olhos, nem repreende segundo o ouvir dos seus ouvidos, mas com justiça, pois este é o cinto dos seus lombos. Segundo o mencionado profeta, ele é como um esconderijo contra o vento e um refúgio contra a tempestade, como ribeiros de águas em lugares secos e como a sombra de uma grande rocha em terra sedenta.

Não se deixem, portanto, enganar por toda promessa de liderança, tampouco se permitam enredar em contendas e iras, mas exortai os líderes com as escrituras, orando sempre por eles. No mais, que nossa mente se volte exclusivamente ao verdadeiro e único líder a quem devemos entregar todos os nossos anseios, ele que atende pelo nome de Jesus e que é Deus conosco.

Uma semana de paz e felicidades.

Sadi – O peregrino da palavra.

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Sabedoria e amor

Sabedoria e amorAlguém sofre ao seu lado, precisa de seu apoio e quando o recebe, é incapaz de ouvir completamente o que lhe dará condições para avaliar a situação que esteja vivendo. Quem de pronto se defende, não quer mudar, ou melhor, ainda não está preparado para mudar, possivelmente por medo de mudar. Está preso a algum lugar de sua mente onde o orgulho reina e as defesas estão sempre prontas a argumentar.

O que se pode fazer quando alguém a quem você ama não se permite ouvir palavras construtivas que o exortem, passando a se defender, traduzindo a clara resistência ao crescimento? Entristecer é a minha primeira reação. Contudo, me resigno, me fortaleço no Senhor e oro intercedendo. É o que posso fazer, além de, em algumas outras vezes, com algum jeito, tentar mostrar que o que tentava dizer anteriormente se mostra bastante claro pela repetição de determinada atitude.

Resignar-se, sim, mas no sentido de se submeter sem revolta, nunca no sentido de se conformar. Por isso a necessidade, sobretudo da oração intercessória e de continuar pronto ao aconselhamento, em especial quando se trata de laços de amizade muito próximos, de laços consanguíneos, de familiares de toda sorte e também de família da fé.

É preciso respeitar a limitação alheia, em especial quando a pessoa demonstre desconhecimento da palavra de Deus, ou, em caso contrário, conhecendo-a, evidencie ausência da transformação a que se refere a palavra aconselhada por Paulo na carta aos romanos – “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”.

Por tudo isso, a necessidade de que aquele que exorte, o faça com sabedoria e amor, pois nem sempre a reação de quem ouve poderá ser sábia ou concordante. Normalmente quem se defende de uma exortação justa, o faz de forma exasperada, procurando justificar-se, isso quando não se defende acusando. Para tais situações, a sabedoria do livro de provérbios enquanto afirma que a resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira.

Não sejas sábio a teus próprios olhos, nem aquele que exorta, tampouco o que ouve o bom conselho, repudiando-o, em especial quando reconhece intimamente que dele precisa. Não faça de sua boca a de um tolo, que apenas derrama a insensatez. O insensato, sabe-se bem, faz pouco caso da disciplina de seu pai, mas quem acolhe a repreensão revela prudência.

E assim seguimos plantando sementes que possam de fato dar frutos a cem por um. A vida é para ser vivida com sabedoria e amor. Sem esses ingredientes, pode-se até alcançar algum resultado, mas o processo é desequilibrado e muito desgastante. Sem necessidade.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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Viver e dar frutos

quero-olhar-para-jesusViver tem se tornado uma arte. Aliás, sempre foi uma arte, especialmente porque nas relações humanas viveu melhor quem soube se relacionar bem, não ingressando em discussões infrutíferas e conservando para si os valores que equilibram a vida, sobretudo quando esses valores são bíblicos.

A frase que diz não podermos mudar o mundo é verdadeira e sábio é aquele que percebe a sua extensão. Sim, pois, mediante os mesmos valores podemos alcançar a quem queira ser alcançado, tornando a convivência equilibrada e harmoniosa um desdobramento que cabe a nós proporcionarmos, produzindo frutos.

Saber viver, sim, é uma arte, mas é na dependência e na obediência aos mandamentos que os verdadeiros frutos de que necessitamos são produzidos. A palavra de Deus é o farol nessa produção. Luz para os meus pés e Lâmpada para o meu caminho é Tua Palavra, diz o salmista. Eis uma verdade inconteste, pois é através dela que encontramos o único meio para nos guiar em tudo o que fizermos.

Não é a oração, a frequência em cultos e o conhecimento da palavra o que por si só nos leva a produzirmos frutos e a vivermos bem. São fundamentais para a intimidade e o conhecimento de Deus, mas é a Palavra que esteve no início de tudo e por ela tudo fora criado, sim, a Luz que precisamos. O Eterno é o centro de tudo. É para voltarmos a Ele que estamos sendo chamados, sendo Jesus o Caminho, a Verdade e a Vida que nos leva ao Pai. É nele que aprendemos todas as ações que precisamos para bem viver e produzirmos frutos, e é nele e por ele que as coisas acontecem em nossas vidas, essencialmente por olhamos firmemente para ele que é o autor e consumador da nossa fé.

Disse o SENHOR pela voz do profeta Isaías – “Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os confins da terra; porque eu sou Deus, e não há outro”. Portanto, para o bem viver, que nossos olhos se voltem para Jesus. Não há outro caminho para darmos fruto no tempo certo.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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Enlaces

casamentoConversando com um parente que mora em outra cidade, ouvi ele dizer que praticamente todos os seus amigos estão divorciados, simplesmente porque a relação não deu certo. Sua conclusão foi dizer que a instituição está definitivamente acabada e que gostaria de entender o porquê dessa decisão que se tornou corriqueira.

É difícil responder tomando um motivo como generalizado, quando sabemos que há uma diversidade de situações que levem à mesma decisão. Contudo, estou convencido de que os valores que sempre nortearam a sociedade tenham se tornado tão relativos, que quase não há mais o que se sustente.

Mas em se tratando do casamento, se não tomarmos a separação por motivo de adultério, o que mais pode estar causando tamanho estrago nas relações conjugais? Basicamente o individualismo. A compreensão do casamento como a união de duas pessoas que se tornam uma só é praticamente nula em seu sentido profundo. Talvez superficialmente as pessoas conheçam a frase, mas daí a compreenderem o contexto que a justifique…

Frases como “não deu certo” ou “somos muito diferentes” são comuns entre os casais que se separam, todavia, cumpre dizer às claras que tais conclusões são fruto de certas atitudes que já pavimentam o caminho da separação. A falta de atenção, por exemplo, é uma delas. Seja porque o trabalho absorve o cônjuge mais do que o normal, seja porque as distrações da vida tenham lugar preferido na escolha de um deles.

É importante que se ressalte que tais motivos podem não ser tão bem percebidos, pois não bastasse o individualismo que trazem e mantêm dentro do casamento, não raro demonstrando infantilidade, trata-se de uma geração que convive com o conceito de uma produtividade competitiva exacerbada, caracterizando de uma maneira ou de outra serem frutos de uma sociedade imatura, donde valores foram dando espaço a vontades e vaidades, em detrimento final de verdadeiras necessidades.

A verdade é que mesmo dentro das igrejas vemos isso acontecer. Não por falta de valores bíblicos, mas porque o mundo está altamente contaminado pela relativização dos valores que formaram a sociedade. O individualismo se tornou um conceito importante, suplantando até mesmo, como é de se esperar, o projeto comum de um casamento.

O mundo em que vivemos transformou a mente humana de tal maneira que as pessoas se tornam cada dia mais inseguras e, consequentemente, ignorantes. Não há mais diálogo. E quando ocorre, percebe-se haver apenas uma disputa para ver quem convence. Não mais se reconhece um erro. As pessoas estão tão cegas que conseguem enxergar razões em suas orações para continuarem errando, sem se darem conta de que estão caminhando para o abismo.

O fato é que o valor do casamento já não é o mesmo…para as pessoas, pois em Deus, ele continua sendo a razão da união eterna.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

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Tempos idos, tempos outros

1850É possível viver uma experiência real com Deus em um mundo tão diferente dos primeiros adventistas e demais denominações tradicionais? Certamente que sim, contudo com muito maior dificuldade, afinal, os valores estão cada dia mais relativizados, o amor tem esfriado a um nível inacreditável e mesmo as escrituras têm sofrido interpretações distorcidas a satisfazer os novos gostos.

Sempre houve no mundo toda a sorte de distorções, mas estamos vivendo tempos sem precedentes na história humana. A maneira como as experiências têm sido vividas em face do padrão bíblico é um exemplo desse retrato. A Segunda Carta de Pedro pronuncia palavras na direção da observação da purificação, da vocação e da eleição. Também adverte quanto aos desvios.

Homens sempre foram imperfeitos, contudo, tomando ainda de empréstimo o exemplo dos pioneiros adventistas e demais denominações tradicionais, os discípulos de Cristo reconheciam com muito mais naturalidade a necessidade de vivenciar a santificação, falando uns com os outros de seus problemas e a maneira como o Espírito Santo os conduzia na dependência e a obediência à palavra de Deus. Uma característica que de certa forma ainda perdura em algumas delas, entre as quais, a adventista do sétimo dia.

Na publicação da Review and Herald, de 23 de maio de 1865, Uriah Smith descreve uma reunião que acontecia aos sábados, chamada social, da seguinte forma: “Uma reunião caracterizada por testemunhos vivos que animavam a alma, por olhos radiantes, vozes de louvor, exortações sérias e comovedoras e frequentemente lágrimas; cenas nas quais a fé e o amor se acendiam novamente”.

O temor a Deus era uma realidade muito mais disseminada dentro das igrejas, norteando o proceder dos homens. Contudo, atualmente, o que vivemos é quase a extinção desses valores, tanto na sociedade, quanto em muitas denominações. O que nos ensina Paulo em sua Segunda Carta à Timóteo senão que nos últimos dias sobreviriam tempos penosos; onde os homens seriam amantes de si mesmos.

Seriam os tempos modernos com seus “confortos” e “seguranças”, toda a sua tecnologia e distrações, assim como as necessidades que a mídia nos diz termos para sermos alguém, o que nos fez perder o verdadeiro sentimento para o que de fato importa?

Sim, está muito mais difícil viver uma experiência real com Deus nos tempos atuais. Mesmo dentro das igrejas tradicionais alguma superficialidade impera, sobretudo porque importa apenas o dia de culto, este não se estendendo para o interior dos lares e dos discípulos. Hoje, igrejas repletas de shows, de altos salários a pastores, altos cachês a músicos famosos, templos suntuosos e custos altíssimos para a promoção dos cultos, leva-nos a vivermos uma situação em que não enxergamos mais a santidade. É como sair à noite em uma grande cidade. Já nem olhamos para o céu, pois não há mais estrelas para se ver. Saímos apenas para nos distrairmos.

Sadi – Um Peregrino da Palavra

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Leitura e Releitura

Sem títuloEstive conversando outro dia com um amigo e ouvi ele dizer que a bíblia precisa de uma releitura, pois muito do que nela há inserido foi escrito apenas para os homens que viveram nas determinadas épocas passadas. Não bastassem as distorções, proporcionando testemunhos lamentáveis que em nada se alinham à edificação proposta, a falta de compreensão dos contextos que se justificam ao longo dos tempos faz com que muitos se distanciem da mensagem que traduz o chamado de Deus.

Essa realidade me faz lembrar da passagem do livro de Atos quando relata que Filipe foi conduzido pelo Espírito Santo até Gaza e ali encontrou a um eunuco que lia um verso em Isaías e não sabia de quem se referia o texto. Disse ele à Filipe: “Como posso compreender se não há quem explique?”. Foi-lhe dito que a passagem falava de Jesus, o Messias que esteve entre eles até há alguns dias. Compreendendo, aceitou-o como seu senhor e salvador, permitindo-se o batismo.

É disso que precisam os homens, sobretudo de nosso tempo – compreender todos os contextos e seus encadeamentos que justificam a cada ato, ordenança e mandamento constantes nas escrituras. Diz a carta de Timóteo: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra”.

Ao compreenderem o porquê de determinadas atitudes, hábitos e costumes, entenderão a razão de testemunhos que hoje não mais se repetem, contudo, que tenham tido sentido à época e a todos os demais que os sucederam até chegarem aos registros dos evangelhos e das cartas que compõem o Novo Testamento. Não há uma palavra sequer em toda a Bíblia que deixe de ter uma boa razão dentro do contexto preparado por Deus para nosso retorno aos seus caminhos. Tudo se justifica segundo os tempos, e muito do que fora escrito desde os primórdios ainda permanece.

Não se trata, portanto, de reinterpretar ou fazer uma releitura da bíblia. Trata-se de compreender o equilíbrio de todo o encadeamento que se desdobrou para que culminasse em Cristo, e nele no que concerne à sua volta no futuro. Há muito mais o que dizer nesse sentido, contudo, um fato basta para que a palavra de Deus seja tomada como luz para nossos pés e lâmpada para o caminho – Ninguém vai ao Pai senão por meio de Jesus e seus ensinamentos, sendo fiel a ele e guardando os mandamentos. Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente.

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Viver e Sorrir

dentinho-de-leiteÉ muito comum as pessoas relacionarem uma situação de felicidade a um aspecto da vida. A ideia de condição nesse contexto é fundamental. Nesses casos a conjunção – quando – constrói a realidade entre o desejo e a situação a ele condicionada … “Quando tiver melhor financeiramente, farei a faculdade dos meus sonhos”… “Quando eu tiver mais tempo, voltarei a me exercitar”… “Quando colocar dentes novos, voltarei a sorrir”… “Quando estiver bem, conseguirei louvar e agradecer a Deus”.

Quanto a cursar uma faculdade apenas quando tiver recursos ou se exercitar quando tiver tempo, convenhamos, não traduzem o desejo verdadeiro de se realizar uma destas situações, afinal, como diz o ditado, quem quer mesmo, faz; não espera acontecer.

Agora, imagine a situação em que alguém acredite que somente tendo todos os dentes possa sorrir à vontade. Estaria, por acaso, a vontade de sorrir espontaneamente ligada a um aspecto puramente estético? Porque outras pessoas viriam que não tenho um ou outro dente, devo me incomodar e me retirar do convívio, isolando-me até que isso esteja resolvido? Afinal, a felicidade de expressar um sorriso está ligada a dentes ou à vontade de sorrir?

Como aquele que não têm dentes, mas ainda assim sorri, pois, a sua felicidade é verdadeira e não está ligada a aspectos estéticos, por que deveria alguém falar com Deus apenas quando tudo vai bem em sua vida? Pergunto: a vontade de orar está ligada a pedidos de coisas que nos faltem ou a agradecimentos pelo que nos sobeja? Afinal, não é a oração compreendida como um momento de intimidade com Deus?

Há os que oram em momentos difíceis e os que agradecem por tudo o que têm; e isso é legítimo e deve ser feito. Contudo, há pessoas que deixam sua busca por uma experiência real com Deus apenas porque estejam passando por situações difíceis, e assim seguem até esfriarem na fé, afastando-se de Deus e vivenciando o caminho da apostasia.

O apóstolo Paulo escreveu aos discípulos de Tessalônica que em tudo devemos dar graças, porque em Cristo, esta é a vontade de Deus para nós. Esta é a postura de quem entende a transformação mental (Romanos 12) que sustenta um adorador que observa a palavra de Deus. Não precisa de dentes para sorrir. Ele simplesmente sorri e é feliz. Não precisa estar bem ou mal para conversar com Deus. Ele simplesmente tem o melhor amigo que se pode ter para conversar e deseja aproveitar cada instante dessa intimidade.

Falar com Deus é o que preciso. Isso me faz sorrir, tenha dentes ou não. Quem lê, entenda.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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Agir com amor

perdaoÉ impressionante como o amor está se esvaziando cada vez mais. Não raro lemos opiniões de evangélicos de toda sorte falando de forma grosseira e indelicada, mesmo tendo razão sobre determinado assunto. O que nos leva a agirmos dessa forma? Parece-me que a resposta seja por ainda estarmos vivendo pela carne, sem uma transformação legítima e verdadeira.

Agirmos e falarmos com amor, por palavras doces que de fato edificam, ainda que tenhamos que ensinar a saída do erro, da idolatria e das faltas, é fundamental que tenhamos um coração alegre, sem lamentações, sem tristezas, vivendo com a mente e o corpo envolvidos pelo amor de Deus.

Como podemos agir diferente disso depois de meditarmos coerentemente sobre o amor ensinado pela Palavra, fundamento da vida de um discípulo? Como avançar na fé e na vida santa sem se render à essa verdade? E quando estivermos diante de quem nos maltrata ou persegue? E quando nos deparamos com a falibilidade dos homens que erroneamente interpretam as escrituras?

Como poderíamos ir contra ao que disse Cristo? Se orar por inimigos e por quem nos persegue é muito difícil, seja esse o ponto em que devemos nos concentrar mais e mais todos os dias, pois só assim seremos e nos manteremos transformados. Como refutar ao que disse Paulo quando afirmou que o amor tudo suporta? Lembremos da sentença que completa essa assertiva – Tudo suporta, mas não será por isso que venha a se alegrar com a injustiça. O amor se alegra com a verdade.

Em qualquer situação com que nos deparemos, que nossa atitude seja de suportar com amor mesmo aquele que diante de nós esteja dizendo alguma bobagem ou cometendo um erro, um desequilíbrio. Se temos algo a ensinar, que seja com amor; se tivermos que corrigir, que seja com amor.

Só o amor poderá construir alguma coisa. Se nos justificarmos como não tendo nada a ver com as atitudes que diante de nós se mostrem desequilibradas e errôneas, sobretudo dentro da igreja, saibamos que mesmo essa omissão nos será cobrada por Deus. Se não nos querem ouvir, é outra coisa. Que então nos coloquemos em apartado para orar por quem não compreenda a razão de ser discípulo de Cristo.

Agindo assim, a nossa própria vida, mente e espírito crescerão em amor e de forma alguma conseguiremos viver de outra forma. É algo que precisamos experimentar com o coração inteiro.

Sadi – O Peregrino da Palavra

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